Mostrar mensagens com a etiqueta Autumn Classic International. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Autumn Classic International. Mostrar todas as mensagens

domingo, 23 de setembro de 2018

CS Autumn Classic International 2018

A competição Autumn Classic International, que faz parte do circuito Challenger Series da ISU, decorreu em Oakville (Canadá) entre os dias 20 e 29 de Setembro de 2018.
Foram muitas as caras conhecidas que participaram nesta prova nomeadamente o bicampeão olímpico Yuzuru Hanyu e a bicampeã mundial Evgenia Medvedeva. 

Categoria masculina

Yuzuru Hanyu, bicampeão olímpico, teve aqui o seu primeiro teste da temporada e venceu a medalha de ouro. O jovem coreano Junhwan Cha surpreendeu pela positiva e conquistou a medalha de prata de forma enfática. O canadiano Roman Sadovsky ficou com a medalha de bronze graças a uma conjugação de resultados de outros patinadores que acabou por favorece-lo. Jason Brown (Estados Unidos) terminou a prova em quarto lugar apesar de inicialmente ser um dos favoritos à conquista de uma medalha. O francês Kevin Aymoz deu nas vistas ao ficar em terceiro lugar no programa livre.

Yuzuru Hanyu ficou em primeiro lugar no programa curto com uma nota de 97.74pts e em segundo lugar no livre com 165.91pts. 

No programa curto Yuzuru apresentou um programa lindíssimo ao som do tema "Otoñal". Esse tema foi celebrizado na patinagem artística por Maria Butyrskaya que se sagrou campeã mundial em 1999. Yuzuru pegou nesse tema e tornou-o seu. Artisticamente Yuruzu esteve irrepreensível. Tecnicamente ele teve umas pequenas oscilações na combinação de quádruplo toe loop+triplo toe loop. Ele foi lento com a perna livre na recepção do quádruplo toe loop e na recepção do triplo toe loop notou-se perfeitamente a oscilação da lâmina do patim do pé de apoio. Apenas o juiz n.º 1 teve coragem de aplicar -1 no grau de execução. Os outros saltos realizados correram bem e foram o quádruplo salchow e o triplo axel. O pião em baixo com mudança de pé acabou por ser classificado como elemento inválido por não ter respeitado as regras estabelecidas para os piões. O pião camel com entrada saltada e o pião de combinação com mudança de pé foram de nível 3. A sequência de passos foi de nível 4. Nos segmentos dos componentes que fazem parte da segunda nota, as médias apuradas ficaram entre 8.90 (performance) e 9.20 (perícia). 

No livre Yuzuru patinou ao som da mesma música utilizada por Evgeni Plushenko no seu icónico programa "Tributo a Nijinsky". Yuzuru nunca escondeu que Plushenko é um dos seus ídolos na patinagem e que o russo sempre o inspirou. Antes de construir este programa, Yuzuru pediu autorização a Plushenko para utilizar esta música. Plushenko acedeu pois é grande admirador de Yuzuru e nunca perde uma oportunidade para elogiá-lo. 
Aqui o japonês teve dois elementos punidos com grau de execução negativo neste esquema. Ele caiu na recepção do quádruplo salchow e apenas realizou um duplo toe loop onde estava prevista a realização de um quádruplo em combinação. Por causa da queda foi-lhe aplicada uma dedução automática de um ponto. O quádruplo loop e o triplo axel isolado beneficiaram de alguma benevolência por parte de certos juízes na aplicação do grau de execução apesar das recepções não terem sido perfeitas. Ele também efectuou um quádruplo toe loop isolado, um triplo loop e uma combinação de triplo axel+duplo toe loop. O pião de combinação com mudança de pé ficou com o nível 3 assim como a sequência de passos. O piáo em baixo com entrada saltada e mudança de pé e o pião de combinação com entrada saltada e mudança de pé foram ambos de nível 4.
Em termos de segunda nota, as médias apuradas nos segmentos dos componentes fixaram-se entre 8.70 (transições, performance) e 8.90 (composição). 
Este programa tem um enorme potencial e acredito que quando Yuzuru estiver em melhor forma dificilmente alguém conseguirá ultrapassá-lo. 

O coreano Junhwan Cha deu nas vistas e tornou-se um dos atletas mais falados nas redes sociais no decorrer desta competição. 
No programa curto ele ficou em segundo lugar com uma nota de 90.56pts. Ele venceu o programa livre com uma pontuação de 169.22pts.
Na temporada passada Cha já tinha sido apontado como uma jovem promessa e, se conseguir repetir ou melhorar o que apresentou nesta competição, a sua trajectória no ranking internacional será certamente ascendente. Um dos aspectos que mais me chamou a atenção sobre ele, é que o seu estilo de patinagem tem algumas semelhanças com o de Yuzuru Hanyu principalmente no deslizar. 

O seu plano de saltos no curto foi de quádruplo salchow, combinação de triplo lutz+triplo loop e triplo axel, sendo que todos receberam grau de execução positivo. O pião camel com entrada saltada e o pião de combinação com mudança de pé foram de nível 4. A sequência de passos e o pião em baixo com mudança de pé foram de nível 3. Nos componentes este patinador conseguiu médias entre 7.50 (transições) e 7.75 (performance e interpretação da música). O juiz n.º 5 fez-lhe a vida negra nos componentes ao só marcar notas entre 6.00 e 6.75! O juiz n.º 6 também lhe marcou notas baixas nos componentes. Houve um desacordo manifesto entre os juízes no que diz respeito à segunda nota a atribuir a este patinador.

No programa livre Junhwan Cha patinou ao som de arranjos de músicas que fazem parte da banda sonora do filme "Romeu e Julieta". Até tivemos direito a falas do filme nomeadamente o grito da personagem interpretada por Leonardo DiCaprio: "Julieeeeeetttt". Não faltaram gifs no Twitter com esse momento do programa do patinador coreano…

Houve dois elementos de salto punidos com grau de execução negativo: o quádruplo salchow (faltou 1/4 de volta na última rotação) e a combinação de triplo flip+Euler+triplo salchow (faltou 1/4 de volta na última rotação do salchow). Os restantes saltos foram o quádruplo toe loop, a combinação de triplo lutz+triplo loop, combinação de triplo axel+duplo toe loop, triplo axel e triplo loop. Em vários saltos notou-se que ele faz uma preparação prolongada e por isso não capitalizou tantos nos graus de execução como poderia. É um aspecto a melhorar para o futuro. O pião camel com entrada saltada foi de nível 3 enquanto o pião de combinação com mudança de pé e o pião em baixo com mudança de pé cumpriram os requisitos exigidos para o nível 4. A sequência de passos também alcançou o nível 4. As médias apuradas nos segmentos dos componentes balizaram-se entre 7.85 (transições) e 8.35 (performance). 

Junhwan Cha tem qualidades óbvias mas parece-me que lhe falta controlar melhor a sua energia para o programa não parecer caótico. Sem dúvida que este foi um excelente resultado para ele e agora vai haver muito mais gente curiosa para ver como é que ele se sairá no circuito do grande prémio que começa no próximo mês de Outubro.

Jason Brown é magnifico em termos artísticos. A sua postura é imaculada, as extensões e as linhas corporais são inacreditavelmente perfeitas… A sua capacidade de interpretar qualquer tipo de tema que lhe seja proposto é impressionante. Mas depois persistem as deficiências técnicas nos saltos e esta prova não foi excepção. 

No programa curto o melhor salto foi o triplo flip que teve uma excelente qualidade. O triplo axel foi bom mas a preparação demorou uma eternidade. Na combinação de triplo lutz+triplo toe loop faltou cerca de 1/4 de volta na última rotação do lutz. Houve um juiz que marcou +1 no grau de execução da combinação apesar da falta de rotação no lutz… Tudo o resto teve boa qualidade com os piões a serem todos de nível 4 e a sequência de passos a ser de nível 3. 

No programa livre Jason perdeu pontos devido à aplicação de grau de execução negativo no triplo axel (má recepção e falta de rotação) e na combinação de triplo lutz+triplo toe loop+duplo loop (falta de rotação no toe loop e no loop). Além disso houve outros erros nos saltos. O elemento inicial era para ser um quádruplo salchow mas, depois de uma longa preparação, Jason apenas realizou um salto duplo. Estava previsto que o segundo elemento fosse uma combinação de triplo axel com duplo toe loop mas Jason só realizou um axel simples+duplo toe loop - a preparação voltou a ser bastante longa. No triplo salchow, a recepção foi ríspida mas a maioria dos juízes do painel ignorou o erro (apenas dois juízes marcaram -1 no grau de execução). O triplo loop e a combinação de triplo flip+triplo toe loop foram os únicos saltos realmente limpos. 
No que diz respeito aos piões, o camel com entrada saltada e o de combinação com mudança de pé foram classificados com o nível 4. O pião de combinação com entrada saltada e mudança de pé foi de nível 3. A sequência de passos também foi de nível 3. 
As médias apuradas nos segmentos que fazem parte da segunda nota ficaram entre 8.15 (performance) e 8.50 (composição).

Jason é um dos meus patinadores preferidos graças à sua habilidade artística. Mas neste momento eu penso que a sua melhor arma é fazer saltos limpos, mesmo sem quádruplos, para capitalizar ao máximo os graus de execução. É isso e esperar que os outros cometam erros...



Resultado final



Vídeos

Yuzuru Hanyu

Programa curto


Programa livre


Junhwan Cha

Programa curto


Programa livre


Roman Sadovsky

Programa curto


Programa livre


Jason Brown

Programa curto


Programa livre


Kevin Aymoz

Programa curto


Programa livre


Kevin Reynolds

Programa curto


Programa livre 


Categoria feminina

Bradie Tennell (Estados Unidos) foi a protagonista da maior surpresa desta competição ao derrotar a super favorita Evgenia Medvedeva (Rússia) e a vice-campeã mundial Wakaba Higuchi (Japão). 

Bradie Tennell foi segunda classificada no programa curto com uma nota de 69.26pts e ganhou o livre com 137.15pts. 
O programa curto deixou-me uma impressão bastante positiva. Na temporada passada Bradie patinou programas que a faziam parecer mais imatura do que ela é. Este programa curto patinado ao som do tema "Rebirth" ajudou Bradie a criar uma nova imagem. A escolha da música resulta lindamente e a coreografia foi ainda melhor. Eu gostava era que Bradie tivesse arriscado com um visual mais provocador pois parece-me que isso iria formar um conjunto mais harmonioso com a música/coreografia. Parece-me que o vestido dela era clássico demais para este programa. 
Ela entrou a matar com uma combinação de triplo lutz+triplo loop. O duplo axel foi muito bem executado após um salto espargata e uma variação de aresta difícil na preparação do salto. O único senão foi o triplo flip porque a última rotação não foi completa - faltou cerca de 1/4 de volta. Por isso o flip foi penalizado com grau de execução negativo e perdeu 0.24 do valor base de 4.38pts. O pião camel com entrada saltada foi de nível 3 e teve algumas oscilações na lâmina do pé de apoio. O pião de combinação também foi de nível 3. O pião layback e a sequência de passos foram de nível 4. Nos segmentos dos componentes, as suas médias situaram-se entre 7.80 (transições) e 8.10 (performance e composição). Ela realizou imensas transições no esquema mas ironicamente este foi o segmento que ficou com média mais baixa. 
Para mim, Bradie devia ter ficado em primeiro lugar no programa curto.

Bradie escolheu temas da banda sonora do filme "Romeu e Julieta" para o programa livre. Esta escolha parecia aborrecida mas o coreógrafo Benoit Richaud soube construir-lhe um programa interessante. O programa não foi executado de forma totalmente limpa mas, graças aos erros cometidos por Evgenia Medvedeva, Bradie acabou por ganhar de forma justa. 
O seu plano de saltos foi ambicioso: duplo axel, combinação de triplo lutz+triplo loop, triplo flip, duplo axel, combinação de triplo lutz+triplo toe loop+duplo toe loop, triplo flip+duplo toe loop e triplo salchow. A combinação de triplo lutz+triplo loop foi penalizada com grau de execução negativo por falta cerca de 1/4 de volta na última rotação do loop. A combinação de triplo lutz+triplo toe loop+duplo toe loop também perdeu pontos porque faltou cerca de 1/4 de volta no triplo toe loop. O terceiro elemento punido com grau de execução negativo foi a combinação de triplo flip+duplo toe loop. No flip da combinação a definição de entrada não foi marcada de forma clara e faltou 1/4 de volta na última rotação. 
O primeiro duplo axel foi impecável e gostei particularmente do facto dela ter conseguido manter-se no pé de apoio, após a recepção do salto, e avançado para posições coreográficas com facilidade no controlo de arestas. No triplo flip isolado ela fez uma boa recepção e partiu imediatamente para um twizzle que valorizou o segmento das transições. 
A sequência de passos e todos os piões cumpriram os requisitos exigidos para o nível 4. Quanto aos piões há que destacar a magnífica entrada saltada no pião de combinação com mudança de pé que para além de ser tecnicamente exigente ainda coincidiu com o assento da música. 
Na segunda nota as médias apuradas nos segmentos dos componentes ficaram entre 8.40 na perícia e 8.70 na composição. 
Bradie já se encontra num estado de forma admirável e pode surpreender ainda mais no circuito do grande prémio. 
No entanto ainda há vários aspectos a melhorar. Seria bom que Bradie corrigisse as linhas dos ombros para tornar os seus movimentos mais requintados. Ela teria muito a ganhar com isso. 

No que toca à prestação de Evgenia Medvedeva nesta competição por favor vejam esta publicação no blogue exclusivamente sobre ela: http://magiageladapatinagememportugues.blogspot.com/2018/09/cs-autumn-classic-international-2018.html

Mae Berenice Meite voltou aos bons resultados e cativou o público. Os comentários no Twitter foram, no geral, muito favoráveis aos seus programas. Mae Berenice é carismática e sabe "encher a pista". É por isso que ela tem uma legião de fãs muito grande apesar de normalmente andar arredada da luta pelas medalhas. 

A japonesa Wakaba Higuchi apresentou-se nesta competição numa fase de mudança e foi notório que ela não estava preparada para competir aqui. 

A japonesa ficou em quarto lugar no programa curto com uma pontuação de 57.54pts. A escolha musical foi excelente e original mas não foi suficiente para causar mais impacto por causa dos erros técnicos. A coreografia de Shae-Lynn Bourne tem momentos muito interessantes e diferentes mas faltou expressividade a Wakaba. Uma coisa que me deixou preocupada foi a falta de transições. O juiz n.º 1 não teve contemplações e marcou 5.75 nesse segmento com toda a razão. Em termos de saltos apenas o duplo axel conseguiu grau de execução positivo. A combinação de triplo lutz+duplo toe loop e o triplo flip foram punidos em sede de grau de execução. O flip correu-lhe muito mal: a aresta na definição de entrada estava completamente errada e a recepção foi má. Na combinação faltou fluidez e ela colocou uma volta entre o lutz e o toe loop que não era suposto ter acontecido.
Os piões e a sequência de passos foram todos de nível 4.

O programa livre de Wakaba ficou com 109.47pts. Aqui vamos ter que lhe dar o benefício da dúvida. É que este programa livre patinado ao som de trechos das "As 4 Estações" de António Vivaldi é muito recente. Wakaba esteve a trabalhar na primavera e no início do Verão num programa livre que acabou por ser descartado à última da hora. O programa livre que ela patinou aqui é um plano B. A coreografia também é da autoria de Shae Lynn Bourne.
Foram três os elementos de salto punidos com grau de execução negativo: o triplo salchow (mão na pista durante a recepção), triplo lutz (recepção deficiente) e triplo flip (a aresta na definição de entrada foi incorrecta e ela caiu na recepção). A queda levou à aplicação de uma dedução automática de um ponto. Os outros saltos realizados por ela foram a combinação de duplo axel+duplo toe loop, duplo loop e duplo axel. Os piões foram todos de nível 4 assim como a sequência de passos. As médias dos componentes que fazem parte da segunda nota fixaram-se entre 7.55 nas transições e 7.95 na perícia. O programa ainda tem muitos momentos vazios e Wakaba tem muito trabalho pela frente. 

Menção honrosa para a patinadora mexicana Sofia del Rio pela atitude e por ter patinado um tema dos Metallica no programa curto. 

Resultado final


Vídeos

Bradie Tennell

Programa curto


Programa livre


Evgenia Medvedeva

Programa curto


Programa livre


Mae Berenice Meite

Programa curto


Programa livre


Kailani Craine

Programa curto


Programa livre


Wakaba Higuchi

Programa curto


Programa livre


Starr Andrews

Programa curto


Programa livre


Yura Matsuda

Programa curto


Programa livre


Niki Wories

Programa curto


Programa livre


Sofia del Rio

Programa curto


Programa livre


Categoria de pares

Os franceses Vanessa James & Morgan Ciprés tiveram uma boa estreia na temporada com uma vitória folgada nesta competição. Eles lideraram todas as fases da competição com 73.81pts no programa curto e 136.40 no programa livre. 

O programa curto de Vanessa e Morgan foi coreografado por Guillaume Cizeron e a escolha musical recaiu sobre um tema de Alanis Morrissette. Como o seu estilo é baseado na força e na potência, este tipo de música e coreografia assentam-lhe que nem uma luva. A forma como os elementos técnicos estão encaixados na música resulta bem. O estilo é impressionante porque parece tudo muitíssimo natural neles. O triplo twist, o peão, a espiral da morte exterior para trás e a sequência de passos foram de nível 3. A figura de elevação foi de nível 4. O salto lado-a-lado foi o triplo toe loop e o salto lançado foi o triplo lutz. Aliás o triplo lutz lançado foi mesmo um dos pontos altos do esquema devido ao seu impacto. A preparação desse elemento coincidiu com uma fase mais calma da música e depois a recepção do lutz bateu certo com um assento forte do tema. Na segunda nota eles ficaram com médias entre 8.50 (transições) e 8.85 (composição). Claro que há muito por onde melhorar mas para esta primeira apresentação do curto o balanço é positivo. Eles sofreram uma dedução automática de um ponto devido a violação das regras de tempo.

Para o programa livre este par apostou numa versão do icónico tema Wicked Game e tanto a coreografia como a interpretação seguiram a mesma linha do curto.  
Os saltos lado-a-lado estiveram em destaque pela positiva. Vanessa e  Morgan fizeram uma combinação de triplo toe loop+duplo toe loop+duplo toe loop e triplo salchow. O timing entre os dois na combinação de saltos esteve no ponto certo e a entrada invulgar para o triplo salchow ajudou a valorizar o salto. Quanto aos saltos lançados, o primeiro foi o triplo flip (que correu bem) e o segundo foi o triplo salchow. Infelizmente Vanessa caiu na recepção do triplo salchow. Claro que o elemento teve de ser punido em sede de grau de execução e foi também aplicada uma dedução automática de um ponto pela queda. Alguns juízes do painel deviam levar um puxão de orelhas por ignorarem as recomendações da ISU quanto à aplicação do grau de execução. Houve uma queda na recepção por isso tinha de ser aplicado o grau -5. No entanto, dos sete juízes no painel, houve dois juízes que marcaram -3 e três juízes aplicaram -4. Apenas dois juízes marcaram -5.
O triplo twist (que não foi tão bem executado como no curto), a primeira figura de elevação e a espiral da morte interior para a frente foram classificados com o nível 2. A última figura de elevação foi de nível 3. O peão e a segunda figura de elevação foram de nível 4. 
Na segunda nota houve algumas discrepância na marcação das notas. Por exemplo, no segmento de perícia eles tiveram notas entre 8.50 e 9.25. Lamento mas Vanessa e Morgan, embora sejam muito bons, não são patinadores de 9.25 na perícia. As médias apuradas foram de 8.80 na perícia, 8.75 nas transições, 8.80 na performance, 9.00 na composição e 8.80 na interpretação da música. 
Foi também aplicada uma dedução automática de um ponto por violação das regras de tempo. 

Eu gostei muito mais do programa curto do que do livre. Eles perderam gás durante o programa livre e os elementos finais foram um pouco bruscos. Além disso eles tiveram uma descoordenação na pose final do esquema. Estou expectante para saber se eles vão fazer alterações no programa até ao início do circuito do grande prémio, onde são favoritos à qualificação para a final. 

Resultado final



Videos

James & Cipres

Programa curto


Programa livre


Moore-Towers & Marinaro

Programa curto


Programa livre


Denney & Frazier

Programa curto


Programa livre


Calalang & Johnson

Programa curto


Programa livre



Categoria de dança

Kaitlyn Weaver & Andrew Poje, medalha de bronze nos mundiais em 2015 e 2018, iniciaram a temporada com uma vitória confortável no Autumn Classic International.
Kaitlyn e Andrew não tiveram concorrência à altura e conseguiram a primeira posição na dança rítmica com 76.53pts e na dança livre com 120.74pts. 
Na dança rítmica a escolha musical recaiu sobre uma versão adocicada de "Libertango" de Astor Piazzolla. Kaitlyn foi a alma e coração deste programa tanto no lado técnico como no lado artístico. Andrew pareceu-me completamente ofuscado pelo carisma dela. O programa é bonito mas um pouco sem sal precisamente por faltar um pouco mais de expressão e entrega por parte dele. No aspecto competitivo há muitas coisas a melhorar porque as duas sequências de passos obrigatórios de Tango Romantica e a sequência de passos na diagonal foram apenas de nível 2. Além disso eles só acertaram em metade dos pontos-chave exigidos nos passos obrigatórios. No que diz respeito aos twizzles, os dele atingiram o nível 4 mas os dela foram de nível 3. A figura de elevação foi de nível 4. As médias nos segmentos dos componentes balizaram-se entre 8.95 (perícia e transições) e 9.15 (composição). Uma chamada de atenção para o magnifico vestido de Kaitlyn. Ela estava verdadeiramente esplendorosa.

Havia muita expectativa quanto à dança livre de Kaitlyn e Andrew porque já se sabia que o programa foi feito em homenagem ao malogrado patinador Denis Ten que foi assassinado no passado mês de Julho. Do ponto de vista artístico o programa tem momentos sublimes. As figuras de elevação foram todas muito boas principalmente a que foi feita em linha recta, devido à tremenda demonstração de controlo técnico. Gostei muito deles terem usado o peão para algo mais do que mero elemento técnico. A última posição do peão foi lindíssima e simultaneamente difícil. Eles trabalharam a música desde o começo até ao final e conseguiram fazer uma interpretação sensacional. A mensagem da coreografia foi transmitida de forma subtil e delicada mas notou-se a sua força. Tecnicamente ainda há muitas coisas a melhorar mas sem dúvida que esta coreografia é um excelente cartão de visita para esta disciplina. 
Os twizzles, as figuras de elevação e o peão foram de nível 4. As duas sequências de passos foram de nível 3. As coisas que eu não gostei foram o peão coreográfico pois é um pouco inestético no conjunto da dança e a falta de transições. As médias apuradas nos segmentos dos componentes fixaram-se entre 8.95 (transições) e 9.40 (interpretação da música/timing). 

Ainda vamos ter de esperar bastante tempo até podermos voltar a ver Kaitlyn e Andrew em competição novamente pois eles decidiram não participar no circuito do grande prémio desta temporada.

O par espanhol Olivia Smart & Adriá Diaz ficou com a medalha de prata e com certeza levou daqui boas indicações sobre os aspectos a melhorar nos seus programas para as provas futuras.
Eles ficaram em segundo lugar em todas as fases desta competição depois de amealharem 67.35pts na dança rítmica e 104.06pts na dança livre.

Quem fez a coreografia da dança rítmica está de parabéns porque conseguiu encaixar as sequências obrigatórias de Tango Romantica com a música quase na perfeição. No entanto, em termos técnicos eles vão ter de trabalhar muito para conseguir marcar correctamente os pontos-chave exigidos para esses passos. Na primeira sequência de passos obrigatórios de Tango Romantica, que apenas foi de nível 1, eles falharam três dos quatro pontos-chave exigidos. Na segunda sequência de passos obrigatórios, que foi de nível 2, eles acertaram em dois dos quatro pontos-chave. A sequência de passos circular também foi de nível 2. Os twizzles e a figura de elevação foram de nível 4. Na segunda nota, as médias nos segmentos dos componentes balizaram-se entre 7.65 na perícia e 7.95 na interpretação da música/timing. A escolha da música resultou bem e o par soube demonstrar a intensidade do tango. 

Na dança livre queria chamar a atenção para o facto de ter havido algum desacordo entre os juízes na aplicação do grau de execução e na marcação de notas nos segmentos dos componentes. Na figura de elevação em linha recta eles ficaram com graus de execução entre 0 e +3. Na segunda figura de elevação os graus de execução aplicados ficaram entre +2 e +5. No elemento deslizamento coreográfico, os graus de execução aplicados variaram entre -1 e +4! No segmento de composição o juiz n.º 2 marcou 9.00 enquanto o juiz n.º 1 marcou 7.50. No segmento de interpretação da música/timing o juiz n.º 2 marcou 9.00 e o juiz n.º 7 marcou 7.75. Tratam-se de várias discrepâncias difíceis de entender. 

O par chinês Shiyue Wang & Xinyu Liu evoluiu bastante em comparação com a temporada passada. Nas duas sequências de passos obrigatórios de Tango Romantica na dança rítmica eles falharam apenas um dos oito pontos-chave exigidos. Salienta-se que eles conseguiram o nível 4 na primeira dessas sequências e o nível 3 na segunda. Na dança livre eles executaram uma figura de elevação em linha recta espectacular e original na entrada. Espero que possamos vê-los em mais competições internacionais durante a temporada. 

Resultado final



Videos

Weaver & Poje

Dança rítmica


Dança livre


Smart & Diaz

Dança rítmica


Soucisse & Firus

Dança rítmica


Dança livre


Wang & Liu

Dança rítmica


Dança livre



sábado, 22 de setembro de 2018

CS Autumn Classic International 2018 - Evgenia Medvedeva

O troféu Autumn Classic International 2018 decorreu no Canadá entre os dias 20 e 22 de Setembro de 2018. Esta competição está integrada no circuito Challenger Series 2018/2019 e foi estrelada por atletas do calibre de Yuzuru Hanyu e Evgenia Medvedeva.


Bradie Tennell (Estados Unidos) contrariou as previsões iniciais e levou a medalha de ouro para casa depois de ter ficado em segundo lugar no programa curto e em primeiro no livre. 
A bicampeã mundial Evgenia Medvedeva entrou nesta prova na condição de grande favorita à vitória final mas teve de contentar-se com a medalha de prata, depois de ter sido primeira classificada no curto e segunda no livre.
A francesa Mae Berenice Meite surpreendeu pela positiva e arrecadou a medalha de bronze.
Wakaba Higuchi (Japão), actual vice-campeã mundial, desiludiu e ficou longe do pódio. 

Resultado final




O objectivo desta publicação é partilhar a minha opinião sobre a prestação da super estrela Evgenia Medvedeva e analisar alguns aspectos referentes ao ajuizamento.


Vamos a isto


Video do programa curto de Evgenia

Evgenia venceu o programa curto com uma nota de 70.98pts. Esta vitória parcial não ocorreu sem alguma polémica. Durante a transmissão fiquei imediatamente com a sensação de que Bradie Tennell devia ter terminado à frente da patinadora russa. Depois de analisar os protocolos e rever o programa, a minha convicção saiu reforçada. 

O triplo lutz, que foi o primeiro elemento do esquema, recebeu grau de execução positivo apesar de uma falha óbvia na definição de entrada no salto. O ajuizamento neste elemento foi lastimoso. O primeiro problema teve a ver com o facto do controlador técnico ter marcado o símbolo "!" em vez de "e". O símbolo "!" alerta os juízes para a circunstância da definição de entrada no salto não ter sido feita de forma clara. Para as situações em que seja marcado o símbolo "!", a ISU recomenda que seja aplicado grau de execução negativo entre -1 e -3, dependendo da intensidade do erro. O símbolo "e" significa que a aresta de entrada no salto foi incorrecta. Para esses casos, a ISU recomenda a aplicação de grau de execução entre -3 e -4. Ora, ao marcar o símbolo "!" em vez de "e", o painel técnico teve influência na determinação do valor base do elemento e na indicação dada ao painel de juízes para procederem à aplicação do grau de execução. O valor base de um triplo lutz limpo é de 5.90pts. No caso da aresta de entrada ter sido incorrecta, o valor base do triplo lutz é reduzido para 4.43pts. Aqui o lutz ficou com o valor base de 5.90pts apesar do erro. 
O segundo problema teve a ver com a aplicação do grau de execução. Tendo em conta o símbolo "!", apenas os juízes Lolita Labunskaiya (Rússia) e Miwako Ando (Japão) marcaram -1 no grau de execução. O juiz Doug Williams (Estados Unidos) marcou +2 no grau de execução em total desacordo com as recomendações da ISU. Outros dois juízes marcaram +1 e os restantes não se comprometeram e marcaram 0. 
Sem o erro do painel técnico e com a correcta aplicação das recomendações da ISU no apuramento do grau de execução, a diferença de pontos ficava a favor de Bradie Tennell no curto.

Para a combinação de saltos Evgenia optou por triplo flip+triplo toe loop. Acontece que a terceira rotação do toe loop não foi concluída. Conforme podem ver no print screen, a serrilha da lâmina do pé de apoio chegou ao gelo antes da última rotação ter sido concluída.



No entanto, o painel técnico não marcou o triplo toe loop com o símbolo "<" que indica a falta de pelo menos 1/4 de volta na última rotação. A ISU recomenda a aplicação de grau de execução negativo nos casos em que falta cerca de 1/4 de volta. Como o painel técnico não marcou nenhum símbolo, os juízes foram induzidos a aplicar grau de execução positivo à combinação. Aqui a culpa foi do painel técnico por não ter dado a indicação correcta aos juízes.

O duplo axel foi o terceiro elemento de salto do esquema e foi o único que realmente foi punido com grau de execução negativo. É que Evgenia não esteve bem na recepção do salto.

Os piões que ela efectuou foram os seguintes: camel, em baixo com entrada saltada e combinação com mudança de pé. Todos os piões cumpriram os requisitos exigidos para o nível 4. 

A sequência de passos foi classificada com o nível 3 e rendeu-lhe 4.42pts.

Uma das coisas que me chamou a atenção pela negativa em todos os elementos de saltos foi o modo de preparação muito mais prolongado do que é habitual ver nesta patinadora. Ela normalmente é exímia a conseguir fazer os saltos, mesmos os mais difíceis, quase sem preparação nenhuma. Talvez a explicação para esse facto esteja relacionada com duas coisas: ter ficado muito tempo sem saltar durante a fase de recuperação da lesão que a atormentou na temporada anterior ou então está a reformular a técnica de todos os saltos. Se ela estiver realmente a reformular a técnica toda, tenho medo que isso não seja boa ideia. Por mais determinada que Evgenia seja, há um exemplo bem doloroso na história recente da patinagem - Mao Asada. Quando Mao Asada mudou de treinadores para reformular a técnica simplesmente nunca mais foi a mesma. Isso acabou por lhe provocar lesões que a levaram a terminar a carreira competitiva mais cedo do que o previsto. Quanto a Evgenia, os únicos saltos que precisavam de ser aprimorados eram o axel (mais altura durante o voo) e o lutz (mais controlo na definição de entrada). Só que agora em vez de conseguir pelo menos marcar a aresta do lutz ela simplesmente trocou-se toda. 

Outra grande diferença entre os programas de agora e os das temporadas anteriores é que muitas das transições que a caracterizavam desapareceram. Isso é prejudicial para ela na nota dos componentes. No seu programa curto nesta competição Evgenia ficou com médias de 8.60 na perícia, 8.30 nas transições, 8.35 na performance, 8.75 na composição e 8.75 na interpretação da música. 

Quanto à interpretação da música, Evgenia é uma artista versátil e dominou o tema do programa curto com facilidade. 

Vídeo do programa livre de Evgenia

No programa livre Evgenia assegurou uma nota de 133.91pts. 


Nos testes organizados pela federação russa que decorreram este mês, a minha primeira impressão foi de que há alguns momentos de vazio durante o programa livre e que faltam transições. Para já não há grandes diferenças em termos de estrutura do programa entre o que a patinadora fez nos testes e o que apresentou nesta competição em solo canadiano. 

O plano de saltos foi o seguintes: triplo lutz, duplo axel, combinação de triplo flip+duplo toe loop+duplo toe loop, duplo axel, combinação de triplo flip+triplo toe loop, combinação de triplo salchow+triplo toe loop e triplo loop. As combinações de flip+toe loop e salchow+toe loop bem como o loop foram os elementos marcados para obter pontuação bónus no valor base devido à sua execução na segunda metade do esquema. 

O lutz foi marcado com o símbolo "!", tal como aconteceu no programa curto, mas mesmo assim conseguiu grau de execução positivo graças à conjugação de factores como a extensão do salto, a posição do corpo durante a rotação e a recepção. 

A entrada para o primeiro duplo axel do esquema foi muito boa. Evgenia realizou um desenho de curva no gelo, enquanto deslizava apenas num pé, num bonito momento de demonstração de domínio na variação de arestas. O duplo axel foi efectuado logo de seguida com boa altura e excelente recepção a partir da qual ela colocou com facilidade um movimento de transição. 

A combinação de triplo flip+duplo toe loop+duplo toe loop foi boa mas o tempo de preparação de entrada foi muito longo. 

No que diz respeito ao segundo duplo axel do esquema há que salientar que o programa teve uma fase de "vazio" entre a sequência coreográfica e a realização deste salto. A sequência coreográfica terminou próxima da tabela e depois simplesmente não há nada. Nem sequer um movimento artístico. Simplesmente a preparação para o axel. A recepção do salto acabou por não ser boa. Em consequência foram retirados 0.86pts do valor base de 3.30pts devido à aplicação de grau de execução negativo. 

Para a combinação de triplo flip+triplo toe loop, a preparação voltou a ser longa mas a execução foi boa e ela manteve o ritmo entre os dois saltos como as regras exigem.

A combinação de triplo salchow+triplo toe loop correu bem apesar de se repetir o mesmo quanto à preparação. Pelo menos aqui, ela colocou uma pequena volta antes de avançar para o triplo salchow por forma a dificultar a entrada e valorizar a combinação. É que os movimentos de dificuldade e/ou originalidade antes dos saltos são bons para a avaliação em sede de grau de execução.

O último salto do esquema foi o triplo loop. Este elemento teve vários problemas: o eixo de rotação da patinadora porque estava torto no ar, a terceira volta não foi efectivamente cumprida e ela caiu na recepção. O triplo loop levou com -5 por parte de todos os juízes no grau de execução. Claro que a queda implicou ainda a aplicação de uma dedução automática de um ponto. 

Quanto aos piões, Evgenia cometeu um erro que eu nunca a tinha visto fazer. No pião camel de combinação com entrada saltada e mudança de pé, ela falhou o número de rotações exigidas para a primeira posição. As variações de posição não foram exactamente bem feitas e fizeram com que o pião fosse descentrado. Para estes casos deverá ser aplicado grau de execução negativo entre -1 e -3. No entanto, os juízes Emilie Billow da Suécia e Andreas Waldeck da Alemanha apenas marcaram 0. Inexplicavelmente o juiz Jerome Poulin do Canadá marcou +1 no grau de execução. Os erros também influenciaram a atribuição do valor base pois o pião acabou por só servir para o nível 1. 
O pião camel com entrada saltada foi de nível 4 bem como o pião de combinação com mudança de pé.

A sequência de passos foi de nível 3 mas em termos de execução não foi além de +2 e +3 nos graus de execução. Faltaram algumas coisas para poder cumprir os critérios para +4 e +5 como, por exemplo, mais mudanças de arestas.

Na segunda nota, as médias apuradas nos segmentos dos componentes foram de 8.80 na perícia, 8.50 nas transições, 8.50 na performance, 8.70 na composição e 8.80 na interpretação da música. 

Em termos artísticos este programa soube a pouco. A sensação com que fiquei foi de que Evgenia estava demasiado focada nos elementos e não transmitiu sentimento durante a sua prestação. Houve algumas excepções como os momentos iniciais do programa e a sequência de passos. 
A escolha de um tango para tema do programa de momento não está a resultar. Eu penso que o coreógrafo tenha querido criar um programa para uma interpretação subtil mas até agora isso ainda não se viu. Faltou expressão, faltaram aqueles pequenos gestos que fazem a diferença, faltou atitude… Citando Maria Butyrskaya, campeã mundial em 1999, faltou luz a Evgenia nesta competição.



Evgenia Medvedeva é uma das melhores patinadoras do mundo e já todos pudemos testemunhar o seu brilhantismo. Por isso é que ficou uma sensação geral de decepção. 

No entanto
é preciso dar-lhe tempo para se adaptar a novos métodos de treino, a novos coreógrafos e à sua nova casa. 
Se Evgenia não fosse russa talvez todos tivéssemos mais tranquilos porque ela teria menos competição interna e por isso iria conseguir manter o seu lugar na selecção nacional sem problemas. Por exemplo, a italiana Carolina Kostner teve tempo para fazer mudanças e manteve a confiança da federação porque praticamente não tem competição interna. Evgenia tem muito mais pressão em cima dos ombros. Tal como acontece no Japão, a Rússia tem imensas patinadoras de qualidade para tão poucos lugares nas competições principais da temporada. Aqui há uns tempos a federação russa não teve contemplações com Adelina Sotnikova mesmo tendo ela o estatuto de campeã olímpica em 2014. O mesmo se passou com a estrela Julia Lipnitskaya.

Evgenia é conhecida pela sua determinação e enorme capacidade de trabalho. Talvez esta seja apenas uma fase menos boa e ela dê a volta por cima com estrondo. Não tenho dúvidas de que ela irá trabalhar muito duro para conseguir apresentar-se no circuito do grande prémio num estado de forma bem melhor do que apresentou aqui. Espero também que sejam acrescentados alguns pormenores aos dois esquemas com o avançar da temporada. 

E vocês? O que acharam dos programas e da prestação de Evgenia no Autumn Classic International? 

Por agora é tudo mas fiquem atentos pois brevemente vou publicar mais coisas no blogue.