sábado, 10 de março de 2018

Mundiais Juniores 2018 - Dança

Mundiais Juniores 2018


Sofia, Bulgária




Categoria de Dança

A competição de dança foi ganha pelo par russo composto por Anastasia Skoptcova e Kirill Aleshin. A medalha de prata ficou nas mãos de Christina Carreira e Anthony Ponomarenko (Estados Unidos) enquanto a medalha de bronze foi assegurada por Arina Ushakova & Maxim Nekrason (Rússia).

Anastasia Skoptcova & Kirill Aleshin venceram o título mundial com uma grande margem de pontos para os segundos classificados. Eles dominaram quer a dança curta como a livre. 
Na dança curta, Anastasia e Kirill conseguiram uma pontuação de 66.44pts, tendo todos os elementos beneficiado de grau de execução positivo. A figura de elevação (5.96pts), os twizzles (7.97pts) e a segunda sequência obrigatória de Cha Cha (6.11pts) cumpriram os requisitos exigidos para o nível 4. A sequência de passos em que os patinadores não se tocam (9.30pts) e a primeira sequência obrigatória de Cha Cha (5.34pts) foram classificadas com o nível 3. Nos segmentos dos componentes, as médias apuradas foram de 7.93 na perícia, 7.64 nas transições, 8.14 na performance, 8.00 na composição e 8.00 na interpretação da música. Nesta dança eu gostei bastante da forma como a figura de elevação em curva foi integrada na coreografia. Quase que nem se dava conta que estava a ser realizado um elemento técnico pois resultou tudo com muita fluidez quer nos movimentos quer no deslizar de ambos os patinadores. Também apreciei especialmente a primeira sequência dos twizzles pois eles entraram para o elemento numa curva difícil e a rodar para trás. Apesar da dificuldade eles conseguiram manter o sincronismo. Quanto às sequências obrigatórias de Cha Cha, este par teve um problema de timing no ponto-chave inicial da primeira sequência mas acertou nos outros todos. 
Na dança livre a sua nota foi de 88.71pts, tendo todos os elementos técnicos conseguido grau de execução positivo. Os elementos classificados com o nível 4 foram os seguintes: as duas figuras de elevação (11.83pts), o peão (6.89pts) e os twizzles (7.97pts). A sequência de passos em serpentina foi o único elemento de nível 3 e pontuou 9.30pts. Como elementos coreográficos, este par apresentou um peão (2.30pts) e uma elevação (2.20pts). As médias apuradas nos segmentos dos componentes que fazem parte da segunda nota fixaram-se em 8.04 na perícia, 7.96 nas transições, 8.14 na performance, 8.00 na composição e 8.04 na interpretação da música. A dança livre foi boa mas parece-me que ela foi a estrela do par. Kirill é muito sólido tecnicamente mas poderia trabalhar mais na expressão. 
Esta foi uma excelente temporada para Anastasia e Kirill pois garantiram quatro medalhas de ouro nas cinco competições internacionais em que participaram. Ainda por cima venceram os títulos mais cobiçados - a final do circuito do grande prémio júnior e o título mundial. Acredito que na próxima temporada vamos ver este par estrear-se no escalão sénior e não é de excluir a ideia de que possam ter pelo menos uma vaga no circuito do grande prémio.

Christina Carreira & Anthony Ponomarenko patinam juntos há quatro temporadas e já contam com alguma experiência internacional. Na temporada passada ficaram com a medalha de bronze nos mundiais juniores e esta época conseguiram a medalha de prata. Quem sabe se no próximo ano não ficarão com o ouro? 
O par treinado por Igor Shpilband terminou aqui a dança curta com uma nota de 60.85pts. Esta pontuação apenas lhe permitiu ficar no sexto lugar nessa fase da competição. O esquema começou lindamente com as duas sequências obrigatórias de Cha Cha (total de 12.22pts) a serem classificadas com o nível 4, sendo que o par conseguiu sucesso na marcação de todos os pontos-chave. A primeira sequência foi particularmente bem sucedida na forma como foi integrada na música e isso valorizou os segmentos de performance e interpretação da música. A figura de elevação foi o terceiro elemento do programa e também alcançou o nível 4, tendo obtido 5.96pts. Infelizmente, Anthony teve problemas na execução da segunda parte dos twizzles e o elemento teve de ser punido com grau de execução negativo. Os twizzles apenas chegaram para o nível 1, que é o básico, e o valor base foi fixado em 3.10pts. Do valor base foram retirados 0.36 devido ao grau de execução negativo. A sequência de passos em que os patinadores não se tocam foi o elemento final, tendo sido classificada com o nível 3 e recebido 8.83pts. As médias nos segmentos dos componentes foram de 7.64 na perícia, 7.68 nas transições, 7.71 na performance, 7.93 na composição e 7.93 na interpretação da música. 
Christina e Anthony protagonizaram uma excelente remontada na dança livre onde obtiveram uma nota de 86.83pts que os colocou na segunda posição. Eles começaram o programa com muita força ao efectuar uma figura de elevação (5.87pts) e uns excelentes twizzles (8.06pts) ambos de nível 4. Seguiu-se a sequência de passos circular que foi classificada com o nível 3 e obteve 9.30pts. A primeira parte do peão (4.63pts) foi um pouquinho problemática e isso custou-lhe alguns pontos no valor base devido ao nível ter sido fixado em 2. O quinto elemento do esquema foi outra figura de elevação que também conseguiu o nível 4 e recebeu 5.70pts. Os elementos coreográficos efectuados foram uma elevação (2.20pts) e um peão (2.60pts). As médias nos segmentos dos componentes foram boas para este escalão e fixaram-se em 7.96 na perícia, 7.93 nas transições, 8.18 na performance, 8.21 na composição e 8.11 na interpretação da música. 
Eu penso que Christina e Anthony estão muito bem emparelhados e formam uma parceria harmoniosa e com muito boa química. Eles têm uma excelente margem de progressão. Claro que há muitos pormenores a afinar nomeadamente nas linhas das ancas mas eles parecem-me estar praticamente ao mesmo nível no que diz respeito à técnica base. Isso é meio caminho andado para conseguir evoluir favoravelmente. 

Arina Ushakova & Maxim Nekrasov, que treinam em Odintsovo sob a tutela de Alexei Gorshkov, ficaram em terceiro lugar em ambas as fases da competição. Arina e Maxim falharam a medalha de prata por uns meros 0.8pts. 
Na dança curta este par russo obteve uma nota de 61.29pts. Os elementos que classificados com o nível 4 foram a figura de elevação (5.61pts) e os twizzles (7.97pts). As duas sequências obrigatórias de Cha Cha (total de 10.09pts) e a sequência de passos em que os patinadores não se tocam (8.51pts) foram de nível 3. Quanto à primeira sequência de Cha Cha houve um problema de timing no ponto-chave inicial. Na segunda sequência de Cha Cha eles falharam o último ponto-chave. Nos segmentos dos componentes que compõem a segunda nota, as médias apuradas foram as seguintes: 7.32 na perícia, 7.14 nas transições, 7.39 na performance, 7.36 na composição e 7.18 na interpretação da música. Nesta dança curta salienta-se a velocidade de execução durante todo o esquema e a facilidade na difícil figura de elevação que apresentaram. No entanto, eu não apreciei os primeiros momentos da coreografia. A vontade de mostrar dinâmica foi muito forte mas as linhas corporais da patinadora podiam ter sido melhores. 
A dança livre teve como tema "Be Italian" do filme "Nine" e conseguiu uma pontuação de 85.59pts. Eles já tinham obtido uma nota melhor esta temporada durante o Grande Prémio Júnior de Egna onde conseguiram 87.94pts. Em termos técnicos, o peão (6.80pts), os twizzles (8.23pts) e as figuras de elevação (total de 11.83pts) foram de nível 4. Eles tinham a expectativa de conseguir o nível 3 na sequência de passos em serpentina (7.01pts) mas o elemento apenas foi de nível 2. Este pequeno grande pormenor fez a diferença entre a medalha de prata e a medalha de bronze. As figuras coreográficas apresentadas foram um peão (2.20pts) e uma elevação (2.90pts). Quanto à segunda nota, as médias nos segmentos dos componentes foram de 7.54 na perícia, 7.46 nas transições, 7.96 na performance, 7.96 na composição e 7.93 na interpretação da música. 
A dança livre de Arina e Maxim foi das mais faladas e apreciadas no circuito júnior desta temporada. Ambos têm um brilho especial e conseguem projectar uma enorme energia desde o início até ao fim do programa. A figura de elevação coreográfica foi originalíssima e excelente e algumas das transições foram muito difíceis. Espero que os responsáveis da federação russa apostem neste par e lhe facultem boas condições de treino pois há aqui um potencial enorme. 

O par Marjorie Lajoie & Zachary Lagha (Canadá) ficou à beira do pódio. A diferença entre o 4.º lugar e a medalha de bronze foi meramente de 0.66pts! Foi uma luta mesmo renhida.
Marjorie e Zachary tiveram uma boa temporada e chegaram mesmo a vencer o grande prémio junior que se realizou na Croácia. Este par já conta com alguma experiência visto que competem juntos desde a temporada 2011/2012 e participam no circuito do grande prémio júnior desde 2015/2016.
Marjorie e Zachary concluíram a dança curta na segunda posição graças a uma nota de 62.39pts. Os twizzles (6.94pts), a figura de elevação (5.70pts) e a primeira sequência obrigatória de Cha Cha (5.69pts) foram classificados com o nível 4. A sequência de passos em que os patinadores não se tocam (8.99pts) e a segunda sequência obrigatória de Cha Cha (5.26pts) foram de nível 3. Quanto aos pontos-chave no Cha Cha, eles falharam o último da segunda sequência. Nos segmentos dos componentes as médias apuradas foram de 7.43 na perícia, 7.36 nas transições, 7.61 na performance, 7.36 na composição e 7.50 na interpretação da música. Para mim, o grande destaque na dança curta foi o encaixe dos passos obrigatórios de Cha Cha na batida da música. As duas sequências foram muito bem integradas. Houve algum risco na construção do programa pois, como a batida da música era bem perceptível, qualquer erro de timing fica imediatamente exposto a "olho nu".
O par canadiano terminou a dança livre na quinta posição depois de obter uma nota de 83.83pts. Eles conseguiram amealhar graus de execução positivos em todos os elementos mas simplesmente não foi suficiente. O peão (6.89pts), os twizzles (7.97pts) e as figuras de elevação (total de 11.48pts) atingiram o nível 4. No entanto, a sequência de passos em círculo ficou-se pelo nível 2 e recebeu 6.86pts. Como elementos coreográficos este par apresentou uma figura de elevação (2.30pts) e um twizzle (2.00pts). No que diz respeito à segunda nota, as médias fixaram-se em 7.68 na perícia, 7.57 nas transições, 7.79 na composição, 7.71 na composição e 7.86 na interpretação da música. O juiz espanhol David Muñoz foi o mais rigoroso na marcação das notas pois só lhes atribuiu 6.75 nas transições, 6.25 na performance e 6.50 na interpretação da música. Penso que essas notas foram um pouco injustas mas a intervenção de David Muñoz por si só acabou por não ter grande influência no resultado final.

Os russos Sofia Shevchenko & Igor Eremenko eram favoritos à conquista de uma medalha depois de terem obtido bons resultados durante toda a temporada. Sofia e Igor conseguiram a medalha de ouro no grande prémio júnior da Letónia, na competição júnior no Minsk-Arena Ice Star e na Taça Volvo para além da medalha de prata no grande prémio que decorreu na Croácia. As coisas acabaram por não correr como esperado e eles terminaram na quinta posição final nos mundiais. Sofia e Igor ficaram a cerca de um ponto de distância da medalha de bronze. 
Na dança curta este par obteve uma nota de 60.95pts que os colocou no quarto lugar nessa fase. A primeira sequência de Cha Cha (5.09pts) e a sequência de passos em que os patinadores não se tocam (8.67pts) foram classificados com o nível 3. A figura de elevação (5.79pts) e a segunda sequência de obrigatória de Cha Cha (5.77pts) foram de nível 4. No entanto os twizzles apenas foram de nível 2 e pontuaram 5.54pts. Durante a transmissão da prova apareceu a indicação que os twizzles tinham atingido o nível 4 mas o elemento foi revisto e o controlador técnico acabou por atribuir apenas o nível 2. Eu estive a rever o vídeo da prova e sinceramente não sei explicar essa mudança na atribuição do nível. Pelo vídeo pareceu-me que os critérios do nível 4 tinham sido cumpridos. Em termos de segmentos dos componentes, as médias conseguidas por este par foram de 7.54 na perícia, 7.29 nas transições, 7.64 na performance, 7.54 na composição e 7.61 na interpretação da música.
Na dança livre Sofia e Igor ficaram com uma nota de 84.90pts. Os twizzles (8.14pts), as figuras de elevação (total de 11.66pts) e o peão (6.54pts) atingiram o nível 4. A sequência de passos em serpentina foi de nível 3 e conseguiu 8.20pts. Os elementos coreográficos apresentados foram um twizzle (2.00pts) e uma elevação (2.20pts). Nos segmentos dos componentes as suas médias foram de 7.57 na perícia, 7.54 nas transições, 7.79 na performance, 7.82 na composição e 7.75 na interpretação da música. 
Tanto na dança curta como na livre houve alguma discórdia entre os juízes no que diz respeito aos componentes. Na dança curta, no segmento de perícia as notas balizaram-se entre 6.75 e 8.00. No segmento de interpretação da música as notas estiveram entre 6.50 e 8.25. Na dança livre aconteceu algo semelhante nos segmentos de perícia e transições. 

Vídeos

Skoptcova & Aleshin
Dança curta

Dança livre

Gala

Carreira & Ponomarenko
Dança curta

Dança livre

Gala

Ushakova & Nekrasov
Dança curta

Dança livre

Gala

Lajoie & Lagha
Dança curta

Dança livre

Gala

Shevchenko & Eremenko
Dança curta

Dança livre

Green & Green
Dança curta

Lewis & Bye
Dança livre

Schwendinger & Wunderlich
Dança livre

Mundiais Juniores 2018 - Pares

Mundiais Juniores 2018


Sofia, Bulgária




Categoria de pares

A Rússia finalmente recuperou o título mundial de juniores na categoria de pares que lhe fugia desde a temporada 2008/2009. Lubov Iliushechkina & Nodari Maisuradze tinham sido os últimos russos a sagrarem-se campeões mundiais de juniores precisamente em Sofia (Bulgária).
Daria Pavliuchenko & Denis Khodykin são os novos campeões mundiais. A dupla treinada por Sergei Dobroskokov e Sergei Rosliakov fez a sua melhor prestação da carreira e garantiu a medalha de ouro com uma enorme vantagem face aos segundos classificados. 
A luta pelas outras medalhas foi renhida mas o pódio acabou por ser completado pelos outros pares russos em prova.



Daria Pavliuchenko & Denis Khodykin lideraram o programa curto com uma pontuação de 63.12pts. Todos os elementos técnicos beneficiaram de grau de execução positivo. O elemento inicial foi um bom triplo twist de nível 4 que lhes valeu 8.00pts. A figura de elevação do grupo 3 conseguiu 5.29pts e foi classificada com o nível 4. A espiral da morte interior para a frente cumpriu os critérios exigidos para o nível 3 e recebeu 4.20pts. A sequência de passos também conseguiu o nível 4 e obteve 4.90pts. A escolha de salto lado-a-lado foi curiosa. Eles optaram por um duplo lutz com os braços esticados para cima que lhes rendeu 2.40pts. Esta pode ser uma pista do plano de desenvolvimento a longo prazo e parece uma boa ideia. Podem estar a afinar o eixo, a coordenação e o timing antes de se aventurarem por um triplo. O salto lançado foi um triplo loop (6.30pts). O elemento final foi um peão de combinação de nível 4 que pontuou 5.14pts. No que diz respeito à segunda nota eles ainda têm um longo caminho a percorrer. As médias apuradas fixaram-se em 6.82 na perícia, 6.54 nas transições, 6.82 na performance, 6.79 na composição e 6.64 na interpretação da música. 

O programa livre de Pavliuchenko & Khodykin pontuou 117.41pts. Eles tentaram executar uma sequência de triplo toeloop+triplo toeloop no início do esquema. Este foi o único elemento punido com grau de execução negativo essencialmente porque a patinadora colocou a mão na pista na recepção do segundo toeloop para se conseguir equilibrar. Depois foi a vez de um triplo twist de nível 4 que recebeu 8.00pts. O salto isolado lado-a-lado foi um triplo salchow (5.00pts). O quarto elemento foi uma figura de elevação do grupo 5 que atingiu o nível 4 e ficou com 8.50pts. O triplo flip lançado foi o elemento seguinte e obteve 6.90pts. A espiral da morte podia ter sido muito melhor. Eles optaram por uma espiral exterior para a frente mas quiseram fazer um momento de transição difícil antes de fixar o pivot. No entanto a posição da patinadora nessa transição não me pareceu muito estética e penso que retirou velocidade ao elemento em si. A espiral da morte ficou-se pelo nível 2 e recebeu 4.40pts. Assim que terminaram a espiral da morte, eles avançaram para o peão de par de nível 4 (4.93pts). Seguiu-se a sequência coreográfica (3.00pts) e um triplo loop lançado (6.50pts). Eles ainda realizaram uma figura de elevação do grupo 3 que obteve 5.14pts e um peão em paralelo (3.93pts) ambos de nível 4. Quanto aos segmentos dos componentes que compõem a segunda nota, as médias conseguidas foram as seguintes: 7.00 na perícia, 6.64 nas transições, 7.00 na performance, 6.93 na composição e 6.89 na interpretação da música. 

Polina Kostiukovich & Dmitrii Ialin conquistaram a medalha de prata muito graças à vantagem que conseguiram no programa curto face aos seus compatriotas Mishina & Galiamov. 
Kostiukovich & Ialin terminaram o programa curto na segunda posição com uma nota de 61.77pts. A figura de elevação foi um elemento de destaque devido à originalidade. Esse elemento foi de nível 4 e pontuou 5.50pts. O triplo twist foi de nível 2 e recebeu 7.40pts. A espiral da morte interior para a frente foi de nível 3 obteve 4.40pts. O peão (5.14pts) e a sequência de passos (4.70pts) atingiram o nível 4. O salto lançado foi o triplo loop (6.00pts). Como salto lado-a-lado eles efectuaram um duplo lutz com os braços esticados para cima e que obteve 2.40pts. No que diz respeito à segunda nota, as médias dos segmentos dos componentes ficaram em 6.64 na perícia, 6.36 nas transições, 6.75 na performance, 6.50 na composição e 6.54 na interpretação da música. 
No programa livre Kostiukovich & Ialin terminaram na terceira posição com uma nota de 106.22pts. Eles cometeram vários erros que os afastaram da luta pela medalha de ouro. Os elementos onde ocorreram os erros foram o quádruplo twist (6.93pts) de nível 1, a combinação de triplo salchow+loop simples+triplo salchow (7.10pts), o triplo salchow lançado (2.50pts) e o triplo toeloop (2.20pts). No quádruplo twist, a patinadora foi colocada no gelo com alguma brusquidão e isso fez com que o elemento fosse penalizado. Na combinação de saltos, a patinadora falhou a recepção do segundo triplo salchow. No triplo salchow lançado a patinadora caiu mal na recepção. Ela também caiu na recepção do triplo toeloop lado-a-lado. As quedas levaram à aplicação de deduções automáticas que totalizaram três pontos. Os elementos que conquistaram grau de execução positivo foram o triplo loop lançado (6.20pts), as figuras de elevação (total de 14.17pts), os peões (total de 9.28pts) e a espiral da morte interior para a frente (4.70pts) que atingiram todos o nível 4. A sequência coreográfica também obteve grau de execução positivo e recebeu 3.00pts. As médias nos segmentos dos componentes fixaram-se em 6.71 na perícia, 6.50 nas transições, 6.54 na performance, 6.71 na composição e 6.75 na interpretação da música. 


Anastasia Mishina & Aleksandr Galiamov terminaram a competição com a medalha de bronze. Com este resultado, Anastasia Mishina conseguiu uma pequena vingança sobre o seu anterior parceiro Vladislav Mirzoev. Na temporada passada Mishina & Mirzoev estavam a dominar esta disciplina, tendo inclusivamente vencido a final do circuito do grande prémio júnior. Mishina & Mirzoev eram os grandes favoritos à vitória nos mundiais juniores da temporada passada mas Mirzoev quebrou a parceria de repente. Vladislav Mirzoev deu a entender publicamente que ela não seria suficientemente boa para ele e por isso queria uma nova parceira. Anastasia formou então parceria com Aleksandr Galiamov em Abril de 2017 e até agora as coisas mostram-se promissoras. 

No programa curto, Mishina e Galiamov obtiveram uma nota de 56.96pts que os colocou na quarta posição. O esquema começou bem com um triplo twist de nível 3 que pontuou 7.00pts. No entanto, eles cometeram um erro no segundo elemento. No triplo loop lançado a patinadora quase caiu na recepção. Por isso foram retirados 0.90pts do valor base de 5.00pts. Seguiu-se o duplo lutz lado-a-lado que recebeu 2.53pts. Foi interessante ver que eles também realizaram o lutz com os braços esticados para cima tal como Pavliuchenko & Khodykin. Gostei bastante da figura de elevação quando o patinador efectuou rotações em ambos os sentidos. Foi uma boa demonstração de controlo. A figura de elevação obteve 4.93pts e foi de nível 4. A sequência de passos (4.70pts), a espiral da morte interior para a frente (4.20pts) e o peão (5.00pts) cumpriram os requisitos exigidos para o nível 4. As médias nos segmentos dos componentes foram as seguintes: 6.29 na perícia, 5.79 nas transições, 6.11 na performance, 6.25 na composição e 6.18 na interpretação da música. O juiz n.º 5 foi o mais rigoroso e apenas lhe marcou notas entre 5.25 e 5.75. 

No programa livre Mishina e Galiamov ficaram na segunda posição com uma nota de 110.29pts. O único elemento punido com grau de execução negativo foi o triplo salchow lado-a-lado pois a patinadora caiu na recepção. O salchow perdeu 2.10pts do valor base de 3.10pts. Para além do grau de execução negativo foi ainda aplicada uma dedução automática de um ponto exclusivamente devido à queda. Na prática eles ficaram apenas com 0.10 no salchow. Os restantes elementos correram bem. Como combinação de saltos lado-a-lado eles apresentaram triplo toeloop+duplo toeloop+duplo toeloop que recebeu 7.70pts. Como saltos lançados, este par efectuou um triplo loop (6.70pts) e um triplo salchow (5.00pts). Os dois peões atingiram o nível 4 e totalizaram 9.21pts. As duas figuras de elevação também conseguiram o nível 4 e obtiveram um total de 13.87pts. A espiral da morte interior para a frente (4.40pts) foi de nível 4 e o triplo twist (7.30pts) foi de nível 3. A sequência coreográfica rendeu-lhe 3.10pts. Na segunda nota, as médias apuradas fixaram-se em 6.75 na perícia, 6.39 nas transições, 6.79 na performance, 6.57 na composição e 6.64 na interpretação da música. 

Gostei bastante da prestação deste par tendo em conta que eles estão juntos hà menos de um ano. Mishina & Galiamov têm uma excelente margem de progressão. Espero que se mantenham juntos. 

Videos

Pavliuchenko & Khodykin
Curto

Livre

Gala

Kostiukovich & Ialin
Curto

Livre

Gala

Mishina & Galiamov
Curto

Livre

Gala

Gao & Xie
Curto

Livre

Lu & Mitrofanov
Curto

Livre

Walsh & Michaud
Curto 

Livre

Gamez & Consul
Livre





Notícias - Sui & Han

O par chinês composto por Wenjing Sui e Cong Han conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2018 e parecia estar a atravessar um excelente momento de forma. Depois desta participação bem sucedida na maior competição do mundo, este par tinha como objectivo participar nos campeonatos do mundo 2018 para defender o título que conquistaram na temporada passada.
Infelizmente, o azar bateu novamente à porta deste par. Sui lesionou-se no pé direito. Depois de ser submetida a exames médicos foi descoberto que ela tem uma fractura de estresse num dedo do pé. Já não é a primeira vez que esta patinadora passa por apuros deste género. Espero que ela consiga recuperar rapidamente para estar a postos na próxima temporada.

Link para o artigo chinês: http://sports.xinhuanet.com/c/2018-03/10/c_1122516731.htm

Wenjing Sui & Cong Han



quinta-feira, 8 de março de 2018

Jogos Olímpicos 2018 - Homens - Entrega de medalhas

Jogos Olímpicos 


PeyongChang 2018


Imagens da cerimónia oficial de entrega de medalhas na categoria masculina

Javier Fernandez conquistou a medalha de bronze

Javier escreveu uma bela página da história da patinagem espanhola ao garantir a primeira medalha olímpica para aquele país nesta modalidade.


Shoma Uno ficou com a medalha de prata




Yuzuru Hanyu conquistou a segunda medalha de ouro olímpica da sua carreira













O trio maravilha







Jogos Olímpicos 2018 - Homens

Jogos Olímpicos 2018


PeyongChang 2018


Categoria de Homens


Da esq. para a dta.: Shoma Uno (prata), Yuzuru Hanyu (ouro) e Javier Fernandez (bronze)


O japonês Yuzuru Hanyu fez história para o seu país ao revalidar o título olímpico. Desde Dick Button (Estados Unidos), vencedor em 1948 e 1952, que nenhum patinador conseguia vencer dois títulos olímpicos consecutivos nesta categoria.
Yuzuru começou a sua caminhada vitoriosa com a conquista de 111.68pts no programa curto. No início da temporada, Hanyu já havia pontuado 112.72pts no programa curto. Foi na competição Autumn Classic do circuito Challenger Series. Portanto a sua nota em PeyongChang esteve muito próxima do seu melhor resultado da carreira, que corresponde ao recorde mundial em vigor. Os saltos resultaram lindamente neste programa patinado ao som de Chopin. O campeão apresentou um quádruplo salchow logo no início do esquema e esse elemento recebeu 13.21pts. O triplo axel (12.35pts) e a combinação de quádruplo toeloop+triplo toeloop (18.63pts) beneficiaram de pontuação bónus sobre o valor base devido ao facto de terem sido efectuados na segunda metade do programa. A sequência de passos foi classificada com o nível 4 que estabeleceu o valor base em 3.90pts, a que se somaram 2.10pts provenientes de graus de execução positivos. O peão flying camel e o peão em baixo com mudança de pé atingiram o nível 4 e receberam 4.20pts e 4.43pts respectivamente. O peão final foi o de combinação com mudança de pé que obteve 4.36pts. No entanto, o peão de combinação ficou-se pelo nível 3. De resto, os graus de execução foram fabulosos em todos os elementos. A nota técnica de partida foi de 49.01pts e foi melhorada para 63.18pts! Nos segmentos dos componentes as médias obtidas foram enormes: 9.71 na perícia, 9.43 nas transições, 9.86 na performance, 9.75 na composição e 9.75 na interpretação da música. Em termos de escala de cada juiz, Yuzuru arrecadou dez notas de 10.00! 

Yuzuru Hanyu - O Conquistador

Yuzuru terminou o programa livre na segunda posição com uma nota de 206.17pts. O programa teve como tema "Seimei" da banda sonora do filem "Onmyoji" e foi coreografado pela antiga patinadora canadiana Shae-Lynn Bourne. Yuzuru entrou cheio de força e arrasou com a apresentação de um quádruplo salchow (13.50pts), um quádruplo toeloop (13.30pts) e um triplo flip (6.90pts). A primeira parte do esquema foi encerrada com um peão com entrada saltada e em combinação com mudança de pé (4.50pts) de nível 4 e a sequência de passos de nível 3 que conquistou 4.73pts. Seguidamente foi a vez da combinação de quádruplo salchow+triplo toeloop (18.99pts), sendo que a juiz dos Estados Unidos decidiu marcar apenas com +1... A maioria do painel aplicou +3 no grau de execução. Apenas a juiz dos Estados Unidos foi dissonante. O sétimo elemento assinalou o primeiro erro significativo no esquema pois Yuzuru acabou por não conseguir realizar a combinação de saltos que tinha previsto fazer. O sétimo elemento fixou-se num quádruplo toeloop (7.93pts) com saída claramente deficiente e que foi punido com grau de execução negativo. Seguiu-se a combinação de triplo axel+loop simples+triplo salchow (16.88pts). Depois foi a vez do triplo loop que recebeu 6.81pts. O último salto do programa foi um triplo lutz (5.50pts) que teve uma recepção defeituosa e foi, em consequência, punido com grau de execução negativo. Ele avançou rapidamente para um peão em baixo e mudança de pé com entrada saltada que foi de nível 4 e obteve 3.93pts. A sequência coreográfica rendeu-lhe 4.00pts. Yuzuru terminou o programa com um peão de combinação com mudança de pé que foi classificado com o nível 4 e conseguiu 4.64pts. Nos segmentos dos componentes que compõem a segunda nota, Yuzuru ficou com médias de 9.71 na perícia, 9.50 nas transições, 9.64 na performance, 9.71 na composição e 9.75 na interpretação da música. A juiz dos Estados Unidos voltou a dar nas vistas nos segmentos dos componentes pois marcou notas abaixo dos seus colegas de painel. 
Apesar de não ter sido uma prestação isenta de erros no livre, no geral Hanyu foi sem dúvida o melhor desta competição. 

Vídeo do programa livre de Yuzuru

Vídeo dos bastidores em que Yuzuru Hanyu foi cumprimentado pela lendária treinadora russa Tatiana Tarasova


Shoma Uno é o novo vice-campeão olímpico. O patinador de 20 anos está há pouco tempo no escalão sénior e tem tido uma carreira recheada de êxitos, onde se inclui a medalha de prata nos mundiais 2017. 
Shoma ficou em terceiro lugar no programa curto com uma nota de 104.17pts. O primeiro elemento do esquema foi um quádruplo flip que tem um valor base de 12.30pts e que conseguiu recolher mais 1.43pts graças a graus de execução positivos. O segundo elemento foi um peão camel com entrada saltada que cumpriu os critérios exigidos para o nível 4 e obteve 4.13pts. Seguiu-se a sequência de passos de nível 3 que amealhou 4.37pts. Já na segunda metade do esquema, Shoma arriscou uma combinação de quádruplo toeloop+triplo toeloop (17.20pts) e um triplo axel (10.06pts). O painel de juízes dividiu-se um pouco quanto ao grau de execução a aplicar no triplo axel. O juiz chinês decidiu aplicar -1 enquanto o juiz espanhol marcou o elemento com 0. Tendo em conta a recepção do salto, eu penso que o grau 0 era o mais adequado. Mesmo assim o triplo axel obteve grau de execução positivo. O peão em baixo com mudança de pé (4.00pts) e o peão de combinação com mudança de pé (4.64pts) foram ambos de nível 4. As médias apuradas nos segmentos dos componentes fixaram-se em 9.29 na perícia, 9.00 nas transições, 9.25 na performance, 9.29 na composição e 9.21 na interpretação da música. Nas escalas individuais dos juízes, o juiz n.º 3 atribuiu-lhe duas notas de 10.00 (um na perícia e o outro na interpretação da música). O segmento das transições foi o mais "fraco" com três juízes a marcar 8.75 neste segmento. A mim parece-me que quanto às transições a nota de 8.75 era a mais correcta. No geral, o juiz espanhol Daniel Delfa foi o mais severo na forma como pontuou os elementos e os segmentos dos componentes. 

Shoma Uno - O príncipe da patinagem masculina


No programa livre, o jovem japonês terminou com 202.73pts que o colocou na terceira posição nessa fase da competição. O programa livre teve como tema principal um trecho da famosa obra "Turandot" de Puccini e foi coreografado por Mihoko Higuchi e Stephane Lambiel. A outra música em destaque no programa foi "Nessun Dorma" interpretado por José Carreras. Shoma começou o esquema com o pé esquerdo ao cair na recepção do quádruplo loop. O valor base do quádruplo loop é de 12.00pts mas foram-lhe retirados quatro pontos devido à aplicação de grau de execução negativo de -3 por parte de todos os juízes. Além do grau de execução negativo foi ainda aplicada uma dedução automática de um ponto por causa da queda. O quádruplo loop ficou com 8 pontos. De seguida, ele arriscou um quádruplo flip muito bom que arrecadou 13.87pts. O triplo loop obteve 6.30pts. Depois de três saltos, Shoma apresentou um peão camel com entrada saltada (4.13pts) e um peão de combinação com mudança de pé e entrada saltada (4.43pts) que cumpriram os requisitos do nível 4. O sexto elemento do programa foi uma bela sequência de passos de nível 3 e que recebeu 4.37pts. Seguiram-se cinco elementos de salto: um triplo axel (11.21pts), uma combinação de quádruplo toeloop+duplo toeloop (11.22pts), um quádruplo toeloop (12.62pts), uma combinação de triplo axel+loop simples+triplo flip (17.02pts) e uma combinação de triplo salchow+triplo toeloop (10.27pts). A combinação de quádruplo toeloop+duplo toeloop foi penalizada no grau de execução, tendo perdido 1.54pts do valor base, devido a uma recepção um pouco deficiente. A combinação de triplo axel+loop simples+triplo flip não só constitui um elemento dificílimo como ainda por cima resultou super bem com o assento da música. Os elementos finais foram a sequência coreográfica (3.50pts) e um peão de combinação com mudança de pé que atingiu o nível 3 e obteve 4.07pts. Quanto à segunda nota, as médias obtidas nos segmentos dos componentes foram as seguintes: 9.36 na perícia, 9.07 nas transições, 9.25 na performance, 9.32 na composição e 9.36 na interpretação da música. De salientar que o juiz n.º 7 não lhe marcou nenhum segmentos acima de 8.75. 

Shoma Uno segurou a medalha de prata com apenas 1.66pts de vantagem sobre o espanhol Javier Fernandez que ficou com a medalha de bronze. Foi um resultado final muito próximo e que dividiu as opiniões de alguns fãs. 
Javier Fernandez ficou em segundo lugar no programa curto com uma pontuação de 107.58pts. No passado Javier já conseguiu uma nota mais alta - nos mundiais de 2017, o espanhol conseguiu 109.05pts. Portanto, a nota obtida nos Jogos Olímpicos não ficou muito longe do seu melhor. O programa curto foi patinado ao som da banda-sonora do filme "Modern Times" de Charlie Chaplin, sendo a coreografia da responsabilidade do canadiano David Wilson. O primeiro elemento do esquema foi a combinação de quádruplo toeloop+triplo toeloop que recebeu 16.60pts depois de obter +2 de grau de execução positivo por parte de todos os juízes. O segundo elemento foi o quádruplo salchow que obteve uma maioria de +3 no grau de execução e ficou com 13.21pts. O peão vertical (3.50pts) de nível 4 não capitalizou tanto nos graus de execução como podia porque foi descentrado. O único salto colocado na segunda metade do esquema foi o triplo axel (11.78pts). Seguiram-se o peão em baixo com mudança de pé (4.29pts), a sequência de passos (5.80pts) e o peão de combinação com mudança de pé (4.71pts) que foram todos classificados com o nível 4. Quanto à segunda nota, as médias apuradas nos segmentos dos componentes foram muito boas com toda a justiça: 9.36 na perícia, 9.36 nas transições, 9.71 na performance, 9.68 na composição e 9.68 na interpretação da música. Javier recebeu nova notas de 10.00 na escala individual de cada juiz: um na perícia, três na performance, três na composição e dois na interpretação da música. 

Javier Fernandez - O campeão da simpatia

Se no programa curto correu praticamente tudo como planeado, o mesmo não se pode dizer do livre. O espanhol ficou com uma pontuação de 197.66pts que o colocou no quarto lugar nesta fase da competição. Javier entrou muito bem com a realização de um quádruplo toeloop que obteve 12.44pts. O segundo elemento do esquema foi uma combinação de quádruplo salchow+duplo toeloop. A recepção do quádruplo salchow não foi perfeita mas ele conseguiu fazer o segundo salto da combinação à mesma. Esta combinação ficou com 13.23pts graças aos graus de execução positivos que foram amealhados. Apenas o juiz chinês marcou -1 no grau de execução. Seguiu-se uma combinação de triplo axel+triplo toeloop (13.66pts) em que Javier não capitalizou tanto quanto podia nos graus de execução devido à recepção algo periclitante do segundo salto. Houve dois juízes que marcaram 0 no grau de execução desse elemento mas mesmo assim conseguiu grau de execução positivo embora mais baixo do que o esperado. O quarto elemento do programa foi a sequência coreográfica que contribuiu com 3.90pts para a nota técnica. Depois foi a vez do peão em baixo com mudança de pé que foi classificado com o nível 3 e ficou com 3.67pts. E depois... bem, depois aconteceu o erro crucial que o impediu de conquistar a medalha de prata. Javier tinha previsto realizar um quádruplo salchow já na segunda metade do esquema mas acabou por apenas efectuar um duplo. Esse duplo apenas recolheu 1.60pts. Seguiu-se o triplo loop (7.11pts) com uma recepção um pouco inclinada. Os saltos restantes correram bem: triplo axel (11.21pts), combinação de triplo flip+loop simples+triplo salchow (12.52pts) e triplo lutz (8.00pts). O peão camel com entrada saltada e mudança de pé atingiu o nível 4 mas a execução podia ter sido melhor. Este peão não foi bem centrado. Ao valor base de 3.50pts foram acrescentados 0.57pts devido a grau de execução positivo. A sequência de passos (5.90pts) foi excelente e cumpriu os critérios estabelecidos para o nível 4 com facilidade. O esquema terminou com um peão de combinação com mudança de pé de nível 3 que recebeu 4.21pts. Como médias nos segmentos dos componentes Javier obteve 9.46 na perícia, 9.43 nas transições, 9.64 na performance, 9.79 na composição e 9.75 na interpretação da música. Javier recebeu quatro notas de 10.00: dois na composição e dois na interpretação da música. Apenas fiquei intrigada com juiz n.º 7 por lhe ter marcado apenas 8.75 no segmento de transições. Na minha opinião Javier é o patinador que tem mais transições nos programas. E são transições difíceis. Para mim o correcto seria 9.50 ou 9.75. 
De resto não há muito a acrescentar quanto ao duelo entre Javier e Shoma. No que diz respeito ao livre, Shoma teve uma nota técnica de partida de 103.14 melhorada para 111.01pts enquanto Javier teve uma nota técnica de partida de 84.11pts melhorada para 101.52pts. Javier ficou à frente de Shoma na nota dos componentes mas a diferença na técnica serviu para catapultar o jovem japonês para o segundo lugar na classificação final. Embora eu prefira a coreografia de do programa livre de Javier, o resultado final acabou por ser justo.

O chinês Boyang Jin foi inicialmente apontado como tendo possibilidades de ficar no pódio muito por causa do facto de ter conquistado a medalha de bronze nas duas últimas edições dos campeonatos do mundo. Esta temporada ele sagrou-se campeão dos campeonatos dos 4 Continentes e isso serviu para reforçar a sua reputação internacional. O jovem chinês entrou na competição com o pé direito ao conquistar uma pontuação de 103.32pts que o colocou na luta por uma medalha. O primeiro elemento do esquema foi uma difícil combinação de quádruplo lutz+triplo toeloop que lhe rendeu 19.76pts. Conseguir uma pontuação dessas apenas num elemento é obra... Seguiu-se o quádruplo toeloop que recebeu 11.44pts mas dividiu o painel de juízes quanto ao grau de execução a aplicar. O juiz espanhol Daniel Delfa aplicou -1 mas Philippe Meriguet, Elizabeth Ryan e Weiguang Chen marcaram +2 no grau de execução. O terceiro elemento foi um peão camel com entrada saltada classificado com o nível 4 e que pontuou 3.99pts. Na segunda metade do programa foi realizado um triplo axel que obteve 11.49pts. O quinto elemento foi um peão em baixo com mudança de pé (3.79pts) e o sexto elemento foi um peão de combinação com mudança de pé (4.50pts) ambos classificados com o nível 4. O esquema foi encerrado com uma sequência de passos de nível 4 que pontuou 5.30pts. As médias apuradas nos segmentos dos componentes fixaram-se em 8.79 na perícia, 8.29 nas transições, 8.82 na performance, 8.54 na composição e 8.61 na interpretação da música. O juiz chinês entusiasmou-se um bocadinho e marcou 9.25 no segmentos de transições. No entanto, o restante painel marcou notas mais baixas nesse segmento nomeadamente duas notas de 7.75pts. O painel também esteve algo dividido quanto ao segmento de interpretação com dois juízes a marcarem notas superiores a 9.00 enquanto outros dois não foram além dos 7.75. 
Boyang Jin terminou o programa livre na quinta posição com uma nota total de 194.45pts. 
O plano de saltos foi ambicioso mas o programa não foi isento de erros. O primeiro elemento foi um quádruplo lutz que recebeu 15.31pts. Seguiram-se um quádruplo salchow (11.50pts) e uma combinação de triplo axel+loop simples+triplo salchow (14.83pts). Na mudança da primeira para a segunda metade do esquema, Jin realizou um peão camel com entrada saltada (3.70pts) que atingiu o nível 4 e a sequência coreográfica (3.40pts). Já na segunda metade do programa, este patinador efectuou um quádruplo toeloop isolado mas caiu na recepção. Esse elemento tem um valor base de 11.33pts a que foram retirados quatro pontos devido à aplicação de grau de execução negativo por parte de todos os juízes. Por causa da queda foi também aplicada uma dedução automática de um ponto. Ele manteve a concentração apesar de ter a consciência de que a medalha de bronze estava irremediavelmente perdida a partir daquele momento. Boyang ainda realizou uma combinação de quádruplo toeloop+duplo toeloop (13.33pts), um triplo axel (10.92pts), uma combinação de triplo lutz+triplo toeloop (11.83pts) e um triplo flip (6.73pts). Depois ele efectuou um peão em baixo com mudança de pé que cumpriu os critérios exigidos para o nível 4 e recebeu 3.64pts. A sequência de passos ficou-se pelo nível 2 e obteve 3.10pts. O programa terminou com um peão de combinação com mudança de pé (4.07pts) que foi classificado com o nível 4. Na segunda nota verificaram-se algumas discrepâncias entre os juízes. No segmento das transições as suas notas balizaram-se entre 7.50 e 9.25. No segmento de composição ele obteve notas entre 7.75 e 9.50. No final, as médias apuradas fixaram-se em 8.71 na perícia, 8.21 nas transições, 8.64 na performance, 8.68 na composição e 8.64 na interpretação da música. É de salientar que o juiz chinês não foi nada discreto a tentar inflacionar as notas de Boyang Jin tanto nos graus de execução como nos segmentos dos componentes.

O estado-unidense Nathan Chen terminou a competição na quinta posição depois de ter ficado em 17.º lugar no programa curto e ter vencido o livre. O público dos Estados Unidos depositou muitas esperanças neste atleta e a imprensa criou uma expectativa louca em redor de Nathan. A NBC promoveu Nathan à exaustão anunciando-o como o possível vencedor. Não sei se isso transtornou o atleta e afectou o seu sistema nervoso mas a realidade é que ele deitou tudo a perder no programa curto. O curto foi muitíssimo ambicioso: Nathan quis fazer uma combinação de quádruplo lutz+triplo toeloop na abertura do esquema e um quádruplo toeloop e um triplo axel na segunda metade. Nathan falhou a combinação e caiu na recepção do quádruplo lutz (9.60pts). O elemento teve de ser punido com grau de execução negativo e ainda houve lugar a uma dedução automática de um ponto. Tanto o quádruplo toeloop (8.70pts) como o triplo axel (6.35pts) também foram punidos com grau de execução negativo. Em termos de peões, ele realizou um peão em baixo com entrada saltada (3.24pts), um peão camel com mudança de pé (3.91pts) e um peão de combinação com mudança de pé (4.29pts) todos de nível 4. A sequência de passos também foi de nível 4 e obteve 5.30pts. Nos segmentos que compõem a segunda nota as médias obtidas por Nathan foram as seguintes: 8.46 na perícia, 8.32 nas transições, 8.14 na performance, 8.57 na composição e 8.39 na interpretação da música. 
Com toda a decepção no programa curto não se sabia o que esperar de Chen no livre. Mas ele voltou cheio de determinação e venceu o livre com uma pontuação de 215.08pts. Chen arriscou seis quádruplos no livre e isso permitiu-lhe recuperar muitas posições na classificação geral. Num arranque fulgurante o jovem estado-unidense realizou um quádruplo lutz (15.17pts), uma combinação de quádruplo flip+duplo toeloop (14.89pts) e um quádruplo flip isolado (10.07pts). O quádruplo flip foi punido com grau de execução negativo e perdeu 2.23pts do valor base de 12.30pts. Depois destes três elementos de salto, Chen efectuou um peão camel com mudança de pé (3.77pts) e uma sequência de passos (5.00pts) que foram classificados com o nível 4. Na segunda metade do esquema ele colocou uma combinação de quádruplo toeloop+triplo toeloop (17.63pts), um quádruplo toeloop (13.04pts), um quádruplo salchow (13.41pts), um triplo axel (10.35pts) e uma combinação de triplo flip+loop simples+triplo salchow (12.12pts). Seguiu-se a sequência coreográfica que recebeu 3.40pts. Os elementos finais foram um peão camel com entrada saltada em combinação e mudança de pé (4.43pts) e um peão de combinação com mudança de pé (4.36pts) ambos de nível 4. Nos segmentos dos componentes as médias apuradas fixaram-se em 8.82 na perícia, 8.32 nas transições, 9.04 na performance, 8.79 na composição e 8.75 na interpretação.
Após a competição, o treinador Rafael Arutyunyan concedeu uma entrevista ao rsport da Rússia onde proferiu algumas declarações curiosas. É que o treinador disse que Chen decidiu fazer mudanças no plano de saltos do programa curto sem lhe ter pedido autorização. A combinação prevista era de quádruplo flip+triplo toeloop mas Chen meteu na cabeça que tinha de fazer um quádruplo lutz. Aqui está o link para o artigo: https://rsport.ria.ru/winter2018_analytics/20180221/1133017291.html

Vincent Zhou foi uma agradável surpresa. O atleta de 17 anos terminou na sexta posição na classificação geral final após ter ficado em 12.º lugar no programa curto e em 6.º no livre. 
Vincent Zhou obteve uma pontuação de 84.53pts no programa curto, tendo cometido erros em todos os saltos. O elemento inicial foi uma combinação de quádruplo lutz+triplo toeloop (15.57pts). A terceira rotação no toeloop não foi efectivamente realizada pelo que o salto teve de ser considerado incompleto. A combinação foi punida com grau de execução negativo. Zhou também teve problemas no quádruplo flip que correspondeu ao segundo elemento. O flip perdeu 2.86pts do valor base de 12.30pts por causa da aplicação de grau de execução negativo. O triplo axel apresentado na segunda metade do esquema perdeu um ponto do valor base de 9.35pts. Os peões efectuados foram todos de nível 4. O peão camel com entrada saltada recebeu 3.70pts, o peão em baixo com mudança de pé ficou com 3.64pts e o peão de combinação com mudança de pé obteve 3.93pts. A sequência de passos foi de nível 3 e permitiu-lhe amealhar 3.87pts. Nos segmentos dos componentes as médias de Zhou foram de 7.39 na perícia, 6.96 nas transições, 7.11 na performance, 7.32 na composição e 7.25 na interpretação da música. O painel de juízes manifestou algum desacordo em vários momentos quer na atribuição de graus de execução como na marcação de notas nos segmentos dos componentes. No segmento de interpretação da música ele teve notas entre 6.75 e 8.00. 
No programa livre Zhou ficou com uma nota de 192.16pts. Houve três elementos de salto punidos com grau de execução negativo: o quádruplo flip (8.99pts), o quádruplo lutz (9.25pts) e o triplo axel (9.06pts). No flip, Zhou não definiu a entrada do salto de forma clara conforme mandam as regras e por isso o elemento teve de ser punido. Quanto ao lutz, a quarta rotação não foi realmente efectuada - faltou cerca de 1/4 de volta. A combinação de triplo axel+duplo toeloop efectuada na segunda metade do esquema ficou meramente com o valor base de 10.78pts. Os saltos que amealharam grau de execução positivo foram a combinação de quádruplo lutz+triplo toeloop (19.04pts), o quádruplo salchow (11.21pts), o quádruplo toeloop (12.47pts) e a combinação de triplo lutz+loop simples+triplo flip (13.68pts). A sequência de passos de nível 3 recebeu 3.80pts e a sequência coreográfica obteve 2.90pts. Os peões foram todos de nível 4 e totalizaram 11.06pts. As médias apuradas nos segmentos dos componentes foram as seguintes: 8.04 na perícia, 7.71 nas transições, 8.25 na performance, 7.96 na composição e 8.00 na interpretação da música. 

Dmitri Aliev terminou a competição na sétima posição final. O jovem russo nascido no ano de 1999 está a cumprir a sua primeira época no escalão sénior e pode estar contente com os seus resultados até agora. O vice-campeão europeu em 2018 não tinha grandes expectativas quanto a resultados nestes Jogos Olímpicos. Ele começou o programa curto com o pé direito ao conquistar uma pontuação de 98.98pts. Até ao momento esta é a sua melhor pontuação da carreira num programa curto. A boa prestação no curto colocou-o na quinta posição nessa fase da competição. No que diz respeito a saltos, Dmitri colocou uma combinação de quádruplo lutz+triplo toeloop (19.47pts) e um quádruplo toeloop (11.59pts) logo no início do programa. O triplo axel foi realizado na segunda metade do esquema e recebeu 10.35pts. Os peões alcançaram todos o nível 4 e totalizaram 11.48pts. A sequência de passos foi de nível 3 e obteve 4.09pts. Nos segmentos dos componentes, as médias com que Dmitri ficou foram de 8.43 na perícia, 8.11 nas transições, 8.50 na performance, 8.50 na composição e 8.46 na interpretação da música. O juiz n.º 7 entusiasmou-se um bocadinho no segmento de performance ao marcar a nota de 9.25. 
No programa livre Dmitri deixou afectar-se pelos nervos e aqui notou-se a falta de experiência nos grandes palcos internacionais. Ele cometeu dois erros cruciais ao cair na tentativa de quádruplo toeloop (6.30pts) e no triplo axel (5.50pts). Claro que estes elementos tiveram de ser severamente punidos em sede de grau de execução e que foram ainda aplicadas duas deduções automáticas num total de -2 pontos. Houve ainda um elemento que ficou meramente com o valor base: a combinação de duplo loop+loop simples+triplo salchow (7.37pts). O loop inicial dessa combinação deveria ter sido um triplo. Os saltos apresentados que obtiveram grau de execução positivo foram os seguintes: combinação de quádruplo toeloop+triplo toeloop (16.17pts), triplo lutz (7.10pts), combinação de triplo axel+duplo toeloop (11.64pts), triplo flip (6.53pts) e triplo loop isolado (6.31pts). Dos elementos cujo valor base depende do nível aplicado, a sequência de passos (4.80pts) e o peão de combinação com mudança de pé (4.00pts) cumpriram os requisitos exigidos para o nível 4. O peão camel com entrada saltada (3.44pts) e o peão em baixo com mudança de pé (3.03pts) foram de nível 3. A sequência coreográfica recebeu 3.20pts. As médias nos segmentos dos componentes foram sólidas e o painel de juízes foi praticamente unânime: 8.64 na perícia, 8.39 nas transições, 8.32 na performance, 8.61 na composição e 8.61 na interpretação da música. 
Ele podia ter capitalizado muito mais nos graus de execução de cada elemento mas esta será com certeza uma mais valia na sua carreira em termos de experiência. 

Ao contrário do seu compatriota Dmitri Aliev, Mikhail Kolyada desapontou. Mikhail ainda está no circuito internacional há pouco tempo mas já tem alguma bagagem, incluindo vitórias em provas do grande prémio e duas medalhas de bronze nos campeonatos da Europa. Ele tinha condições para lutar para uma classificação melhor dada a sua qualidade técnica mas o patinador acabou por se deixar levar pelos nervos. Nas imagens de bastidores que tive oportunidade de ver ele estava sempre com uma expressão que oscilava entre preocupado, triste e chateado. Talvez este problema de atitude seja a razão dos erros que cometidos durante a competição. 
No programa curto Mikhail Kolyada obteve uma pontuação de 86.69pts. O primeiro erro ocorreu logo no início do programa. Ele tinha previsto realizar um quádruplo lutz mas apenas efectuou um triplo (7.40pts). O segundo erro foi ainda mais gravoso: ele perdeu a combinação. Era suposto que a combinação consistisse num quádruplo toeloop com triplo toeloop. No entanto, Mikhail caiu no quádruplo toeloop (6.30pts) e, claro está, não foi possível completar a combinação. A queda fez com que fosse aplicada uma dedução automática de um ponto. Estes dois erros fizeram-no perder imensos pontos. O triplo axel colocado na segunda metade do esquema foi limpo e recebeu 11.49pts. A sequência de passos (5.60pts) e os peões (total de 13.05pts) foram classificados com o nível 4. Os erros e a atitude dele tiveram impacto nas notas dos componentes. As médias fixaram-se em 8.96 na perícia, 8.54 na transições, 8.64 na performance, 8.82 na composição e 8.89 na interpretação da música. Quatro juízes marcaram notas de 9.00 e 9.25 no segmento de performance mas não posso concordar com isso. Mikhail não deu vida a este programa como noutras ocasiões e por isso a não deveria ter tido notas dessas. A culpa não é dele mas sim desses juízes que foram algo condescendentes. No segmento de performance concordei mais com o juiz n.º 1 que marcou 7.75. 
No programa livre Mikhail Kolyada obteve uma pontuação de 177.56pts que o colocou na sétima posição. Foram quatro os elementos punidos com grau de execução negativo: o quádruplo lutz (9.83pts), combinação de triplo lutz+loop simples+triplo salchow (11.29pts), duplo loop (1.29pts) e no triplo axel (6.35pts). Todos estes erros custaram-lhe imensos pontos. Além disso, as quedas no quádruplo lutz e no triplo axel levaram à aplicação automática de deduções que lhe retiram dois pontos na nota técnica. Houve um outro erro que lhe custou imensos pontos - no triplo axel que estava planeado foi transformado num axel simples (1.24pts). Os saltos que foram realizados conforme estava previsto foram a combinação de quádruplo toeloop+triplo toeloop (16.17pts), a combinação de triplo axel+duplo toeloop (11.80pts) e o quádruplo toeloop isolado (12.19pts). Os peões (total de 12.56pts) e a sequência de passos (5.40pts) foram de nível 4. A sequência coreográfica ficou com 3.50pts. Nos segmentos dos componentes as médias apuradas fixaram-se em 9.00 na perícia, 8.64 nas transições, 8.68 na performance, 8.86 na composição e 8.79 na interpretação da música. Os três juízes que marcaram 9.00 no segmento de performance foram muito generosos...

Patrick Chan (Canadá) sagrou-se vice-campeão olímpico nos Jogos de Sochi em 2014 mas falhou o objectivo de conquistar o título olímpico em 2018. Não se pode dizer que tenha sido uma surpresa tendo em conta os problemas que ele foi apresentando durante a época. No entanto esperava-se mais do que o nono lugar na classificação geral final. 
Patrick obteve uma pontuação de 90.01pts no programa curto. O plano de saltos para este programa foi constituído por um quádruplo toeloop, uma combinação de triplo lutz+triplo toeloop e um triplo axel na segunda metade do esquema. O quádruplo toeloop foi o elemento inicial do programa e conseguiu 11.30pts apesar do painel de juízes ter manifestado discrepâncias na aplicação do grau de execução. A australiana Elizabeth Ryan aplicou +3 enquanto o espanhol Daniel Delfa marcou -1... Houve ainda três juízes a marcarem 0 e outros três a marcaram +2. O segundo elemento foi a combinação de triplo lutz+triplo toeloop que amealhou 11.70pts. O triplo axel correu mal e o patinador caiu na recepção. Para além da queda, a última rotação do axel não foi efectivamente completa. Isso resultou na aplicação de grau de execução negativo de -3 por parte de todos os juízes. O axel ficou apenas com 3.49pts. Por causa da queda foi aplicada uma dedução automática de um ponto. O peão camel com mudança de pé (4.27pts), o peão de combinação com mudança de pé (4.71pts) e a sequência de passos (5.80pts) cumpriram os requisitos exigidos para o nível 4. O peão em baixo com entrada saltada ficou-se pelo nível 3 e recebeu 3.81pts. As médias nos segmentos dos componentes foram muito boas: 9.36 na perícia, 9.07 nas transições, 9.00 na performance, 9.29 na composição e 9.21 na interpretação da música. 
No programa livre Patrick ficou com uma nota de 173.42pts. Nesta prestação houve dois elementos punidos com grau de execução negativo: o triplo toeloop (3.00pts) e o triplo axel (8.35pts). Aquele triplo toeloop era suposto ter sido um quádruplo portanto foi um elemento mesmo falhado para ele. Quanto ao loop, ele queria ter realizado um triplo mas apenas fez um duplo que lhe rendeu 2.11pts. Os saltos que obtiveram grau de execução positivo foram a combinação de quádruplo toeloop+duplo toeloop (13.60pts), combinação de triplo axel+loop simples+duplo salchow (11.30pts), combinação de triplo lutz+triplo toeloop (11.00pts), triplo flip (7.13pts) e um duplo axel (4.49pts). A sequência de passos de nível 4 obteve 4.40pts e a sequência coreográfica rendeu-lhe 3.60pts. Em termos de peões, o peão camel com mudança de pé (3.87pts) foi de nível 3 enquanto o peão em baixo com entrada saltada (4.07pts) e o peão de combinação com mudança de pé (4.64pts) foram de nível 4. Nos segmentos dos componentes as médias apuradas fixaram-se em 9.32 na perícia, 9.14 nas transições, 8.86 na performance, 9.29 na composição e 9.32 na interpretação da música. 

Denis Ten (Cazaquistão), medalhado de bronze nos Jogos de Sochi em 2014, desta vez não foi além do 27.º lugar no programa curto e como tal nem conseguiu qualificar-se para o livre. Foi um resultado muito desapontante para este patinador que tem sofrido imenso com lesões. Apesar de muito se ter especulado de que esta seria a sua última temporada competitiva, Denis já esclareceu que pretende continuar.