Mostrar mensagens com a etiqueta jogos olimpicos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta jogos olimpicos. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de fevereiro de 2026

A Final que Abalou a Dança no Gelo: Técnica, Política e a Polémica Olímpica de 2026

 A dança no gelo sempre viveu num território delicado, onde a precisão técnica se entrelaça com a subjetividade artística. Mas nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, esse equilíbrio frágil desmoronou diante de milhões de espectadores. O que poderia ter sido o ponto alto da disciplina transformou‑se numa das polémicas mais intensas dos últimos anos. É uma discussão que ultrapassa o pódio e expõe falhas profundas no sistema de julgamento.




O resultado que incendiou o debate

A vitória da dupla francesa Laurence Fournier Beaudry & Guillaume Cizeron sobre os americanos Madison Chock & Evan Bates por apenas 1.43 pontos parecia, à superfície, apenas uma disputa renhida. Mas bastou olhar para as folhas de pontuação para perceber que algo não batia certo.

A juíza francesa atribuiu aos seus compatriotas quase oito pontos a mais do que aos americanos na dança livre. Uma discrepância muito acima da tendência do painel. Cinco dos nove juízes colocaram Chock & Bates à frente. Mesmo assim, o ouro foi para França.

E depois começou a tempestade.


Source: L'Équipe


Para compreender a polémica, é preciso olhar para os elementos técnicos — aqueles que, em teoria, deveriam ser os mais objetivos.

1. Twizzles: o erro que não foi refletido na pontuação

Os franceses cometeram um erro visível nos twizzles, um dos elementos mais penalizadores da dança no gelo. Normalmente, isto resultaria em GOE negativo e, em alguns casos, até redução de nível. Mas a penalização foi mínima. Chock & Bates, por outro lado, executaram twizzles limpos, estáveis e sincronizados e não receberam a vantagem esperada.

2. Sequências de passos: níveis máximos questionáveis

Vários especialistas notaram que os franceses receberam níveis máximos em sequências onde a precisão das voltas e precisão das lâminas parecia insuficiente. Chock & Bates não viram essa superioridade refletida no GOE.

3. PCS: subjetivo, sim — mas não arbitrário

A juíza francesa atribuiu aos franceses valores de Performance e Interpretação muito acima da média do painel. Foi aqui que a diferença se tornou decisiva. A matemática não falhou. Mas a coerência técnica, sim.

A reação de Chock & Bates: frustração técnica, não emocional

Após a prova, a dupla americana mostrou‑se visivelmente abalada. Evan Bates afirmou que tinham apresentado o seu “gold medal performance”. Madison Chock foi mais direta, defendendo que certos juízes deveriam ser “revistos e vetados” após discrepâncias tão óbvias. A crítica deles não foi patriótica mas sim foi técnica. Eles sabiam exatamente onde a avaliação não tinha sido consistente.

A onda de apoio internacional

A polémica não ficou nos Estados Unidos. Patinadores e treinadores de vários países recorreram às redes sociais para: elogiar a performance de Chock & Bates, questionar a coerência do painel e pedir maior transparência no julgamento.

Este apoio não foi emocional. Foi fundamentado em análises técnicas e comparações diretas.

Mas a verdade é mais complexa: Chock & Bates também já foram beneficiados

Para que o artigo seja honesto, é importante reconhecer um ponto que muitos fãs experientes levantaram: Chock & Bates também já foram favorecidos por juízes em Campeonatos do Mundo. Ao longo dos últimos anos: receberam PCS muito elevados mesmo com erros, foram colocados acima de pares tecnicamente mais limpos e beneficiaram do prestígio da sua escola, a IAM. Ou seja: o problema não é “França vs. EUA”. É um sistema que, ciclicamente, favorece quem está no centro do poder.


A influência da IAM: a escola que molda (e domina) a dança no gelo moderna

A Ice Academy of Montreal (IAM) é, hoje, o epicentro da dança no gelo mundial.

Eles treinam campeões olímpicos, campeões mundiais, medalhistas de Grand Prix e praticamente metade do top 10 mundial.

Quando uma única escola concentra: os coreógrafos da moda, os treinadores mais influentes, e relações próximas com várias federações… Cria‑se um ecossistema onde certos estilos, narrativas e estéticas são automaticamente valorizados.

A escola IAM é criticada devido à estética dominante que é seguida pelos juízes de olhos fechados, PCS elevados com "piso mínimo", influência política significativa e vantagem estrutural para pares IAM em provas internacionais.

Chock & Bates beneficiaram deste sistema durante anos. Agora, em 2026, foram vítimas da teia da sua própria escola. A ironia não passou despercebida à comunidade da patinagem online.

Uma final que expôs um problema maior do que uma medalha

A dança no gelo é uma disciplina onde a subjetividade é inevitável devido à parte artística. Mas a final olímpica de 2026 relembrou que a técnica pode ser interpretada de forma desigual, um único juiz pode alterar o destino de uma medalha, a influência da grande escola atual é desproporcional e a confiança no sistema está mais frágil do que nunca nesta disciplina.

Chock & Bates saíram com prata mas também com o reconhecimento de grande parte da comunidade técnica. Os franceses saíram com ouro mas envoltos numa polémica que não criaram, mas da qual beneficiaram.

E a dança no gelo saiu com uma pergunta urgente: como reconstruir a credibilidade de um desporto onde a arte e a técnica coexistem, mas nem sempre se equilibram?


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Mikhail Shaidorov: A caminhada do jovem de Almaty até ao ouro olímpico em 2026


Mikhail Shaidorov
Source: olympics.com

Há histórias no desporto que parecem escritas para o cinema. A de Mikhail Shaidorov, o novo campeão olímpico de patinagem artística masculina, é uma delas. Um jovem de Almaty que começou a patinar em 2010, cresceu longe dos grandes centros tradicionais da modalidade e, ainda assim, encontrou o caminho para o topo do mundo guiado por talento, resiliência e um treinador que sabe exatamente o que significa ser campeão olímpico.

Mikhail Shaidorov nasceu em 2004, em Almaty, no Cazaquistão. Começou a patinar aos seis anos e rapidamente se destacou pela combinação rara de força técnica e sensibilidade artística. Segundo o seu perfil oficial, ele treina no clube Altynalmas e iniciou a carreira competitiva ainda muito jovem .O seu pai, Stanislav Shaidorov, também foi treinador e isso ajudou a moldar a disciplina e a ética de trabalho que o caracterizam desde cedo.

 A Ascensão no Circuito Júnior

O primeiro grande marco internacional chegou em 2022, quando conquistou a medalha de prata no Campeonato do Mundo Júnior, em Tallinn (Estónia). Foi um resultado que chamou a atenção dos especialistas: havia ali um patinador com potencial para muito mais. A partir daí, a evolução foi constante.

Shaidorov tornou-se conhecido por arriscar combinações técnicas inovadoras, incluindo:

- o triple Axel – quadruple toeloop, aterrado pela primeira vez em competição no Grand Prix de França 2024

- o triple Axel – Euler – quadruple Salchow, estreado na Final do Grand Prix 2024

Ambos feitos históricos, confirmados pela ISU.

A Chegada ao Palco Sénior

Entre 2024 e 2026, Shaidorov consolidou-se como um dos patinadores mais completos da nova geração. Em 2025, conquistou o título dos Campeonatos dos 4 Continentes, tornando-se o primeiro cazaque em dez anos a vencer um campeonato ISU (saudades do malogrado Denis Ten).

No mesmo ano, alcançou também a medalha de prata no Campeonato do Mundo em Boston. Um aviso claro de que estava pronto para lutar pelo ouro olímpico.

O Mentor: Alexei Urmanov, campeão olímpico que moldou um campeão

Um dos pilares da evolução de Shaidorov é o seu treinador: Alexei Urmanov, campeão olímpico em 1994. Urmanov trouxe-lhe não apenas técnica, mas uma mentalidade vencedora graças à experiência de quem já esteve no lugar onde todos querem chegar. A relação treinador‑atleta tornou-se uma das mais interessantes do circuito: um campeão olímpico a formar outro, trinta e dois anos depois, ambos contra todas as expectativas.

Urmanov é oficialmente listado como treinador principal de Shaidorov, ao lado de Ivan Righini .

Milão‑Cortina 2026: o dia em que tudo se alinhou

O palco estava montado. O favorito era Ilia Malinin, o “Quad God”, que chegava com uma temporada quase perfeita. Mas o desporto tem o dom de surpreender. Na final olímpica, Malinin cometeu erros inesperados, abrindo uma porta que Shaidorov não hesitou em atravessar.

Com um programa livre tecnicamente impecável, incluindo cinco quádruplos, Shaidorov alcançou um recorde pessoal de 291.58 pontos, garantindo o primeiro ouro olímpico de inverno para o Cazaquistão em 32 anos .

Foi um momento histórico, não apenas para o país, mas para a modalidade.

A conquista de Shaidorov representa: o primeiro ouro olímpico de patinagem artística para o Cazaquistão, a validação de anos de trabalho silencioso, longe dos holofotes e a prova de que a técnica inovadora pode coexistir com maturidade artística

Mikhail Shaidorov não é apenas o campeão olímpico de 2026. É o símbolo de uma geração que está a redefinir o que significa competir ao mais alto nível.

Da prata júnior ao ouro olímpico, da orientação do pai ao treino com um campeão olímpico, da ousadia técnica à consistência emocional, Shaidorov construiu uma trajetória inspiradora.

E o mais impressionante é que ele tem apenas 21 anos. Esperemos que ele possa patinar por muitos anos com grande sucesso.



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Jogos Olímpicos 2022 - Transmissões Eurosport III

 Olá a todos e bem-vindos ao blogue.





Preparados para a última semana dos Jogos Olímpicos 2022? Confiram a lista de transmissões previstas nos canais Eurosport para não perderem pitada. 


Dia 15 

Eurosport 1

11h50 - Directo

18h00 - Diferido

Eurosport 2

20h00 - Diferido 


Dia 16

Eurosport 1

00h00 - Diferido


Dia 17

Eurosport 1

10h00 - Directo

18h00 - Diferido

Eurosport 2

20h00 - Diferido

23h00 - Diferido


Dia 18

Eurosport 1

00h00 - Diferido

10h30 - Directo

18h00 - Diferido

23h00 - Diferido

Eurosport 2

21h30 - Diferido


Dia 19

Eurosport 1

11h00 - Directo

18h00 - Diferido

Eurosport 2

04h05 - Diferido


Dia 20

Eurosport 1

00h00 - Diferido

14h00 - Diferido

18h00 - Diferido

Eurosport 2

04h30 - Directo


Por agora é tudo mas em breve serão publicadas mais coisas no blogue. 

Até à próxima. 



sábado, 12 de fevereiro de 2022

Jogos Olímpicos 2022 - Hanyu saltou para o sonho e Chen ficou com o ouro

 

Olá a todos e bem-vindos ao blogue.




A competição olímpica na categoria masculina terminou com a vitória de Nathan Chen (Estados Unidos). O Japão confirmou o estatuto de super potência e colocou Yuma Kagiyama (prata), Shoma Uno (bronze) e Yuzuru Hanyu (quarto lugar) nos lugares seguintes. 

Resultado final



Yuzuru Hanyu saltou para o sonho

O programa livre masculino ficou marcado pelo momento em que Yuzuru Hanyu arriscou o quádruplo axel. O audacioso patinador japonês é o primeiro atleta a tentar o quádruplo axel em Jogos Olímpicos. É verdade que ele caiu e que faltou um bocadinho para completar a última rotação mas foi o mais perto que alguém esteve de conseguir fazer o quádruplo axel com sucesso. A falta de rotação e a queda fizeram com que o elemento fosse punido com grau de execução negativo mas não se pode apagar que foi um momento histórico. Yuzuru também caiu no quádruplo salchow mas depois não deixou escapar mais nenhum elemento. Yuzuru foi oitavo no curto, terceiro no livre e terminou na quarta posição final. 

Depois da prova foi possível ver imagens de Yuzuru Hanyu a colocar gelo no tornozelo que estava inchado. Um grande sacrifício físico para alcançar o salto que parece humanamente impossível. 

Ainda não se sabe se Yuzuru vai continuar na patinagem de competição mas não me admirava que ele continuasse pelo menos por mais uma temporada. 


Nathan Chen alcançou o ouro

O tricampeão mundial sabia que era o favorito à vitória e respondeu muito bem a essa pressão. Nathan apresentou um programa livre muito ambicioso que incluiu cinco quádruplos. Ele cumpriu embora tenha transformado a combinação de quádruplo toe toop + Euler + triplo flip em quádruplo toe loop + Euler + flip simples e o segundo pião apenas chegou para o nível 2. A sua vitória foi inequívoca e inquestionável mas não consigo concordar com o 10 que um juiz lhe atribuiu no segmento de composição. 

Nathan ficou com uma expressão de enorme alegria (e arrisco a dizer algum alívio) no final do programa livre. 

O tema principal do programa livre de Nathan foi "Rocket Man" de Elton John. E não é que o próprio Elton lhe deu os parabéns no Twitter? 


Quem também deu os parabéns a Nathan foi a actriz Reese Witherspoon.



Shoma Uno - A reviravolta

Shoma Uno passou por uma travessia no deserto. Ainda me lembro do seu ar desolado no GP Internationaux de France em 2019 e dos rumores que ele estava perdido na carreira. Olhem para ele agora... Shoma garantiu a medalha de bronze em Beijing. Esta é a sua terceira medalha olímpica. E parece-me que ele não vai ficar por aqui...
Durante o livre em Beijing, Shoma fez com sucesso o quádruplo loop logo no início do esquema. O triplo axel e a combinação de quádruplo toe loop com duplo toe loop também foram limpos. Shoma podia ter lutado pelo ouro não fossem os erros no quádruplo salchow, no quádruplo flip e no quádruplo toe loop. Ele também perdeu pontos ao transformar a combinação de triplo axel + Euler + triplo flip em triplo axel + Euler + flip simples. Os piões e a sequência de passos foram todos de nível 4. Em termos artísticos ele está cada vez mais consistente e a sua prestação em Beijing é exemplo disso.


Yuma Kagiyama - O futuro

Yuma tem todo o direito de estar super feliz com a sua estreia nos Jogos. O jovem japonês juntou a medalha de prata individual à medalha conquistada na competição por equipas. Uma estreia de sonho. 
No livre apenas o quádruplo loop foi penalizado com grau de execução negativo. Faltou-lhe 1/4 de volta na última rotação. O quádruplo salchow, o quádruplo toe loop, a combinação de triplo axel com duplo toe loop, a combinação de quádruplo toe loop + Euler + duplo salchow, a combinação de triplo flip com triplo loop e o triplo axel isolado conseguiram grau de execução positivo. Todos os piões foram classificados com o nível 4 bem como a sequência de passos. 
E o que dizer da qualidade base no deslizar? A capacidade de usar as lâminas com muita suavidade e a velocidade que ele tem são magnifícas.
Yuma é, sem dúvida, o patinador para manter debaixo de olho nos próximos tempos. 

Por agora é tudo. Amanhã há mais.

Boa patinagem.



terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Jogos Olímpicos 2022 - Notas do dia

 

Olá a todos e bem vindos ao blogue. 


O dia 08 de Fevereiro ficou inevitavelmente marcado pelo programa curto masculino nos Jogos Olímpicos. Podem consultar os resultados aqui: 



Nathan Chen não deixou os créditos por mãos alheias e conquistou o primeiro lugar no curto de forma categórica. O patinador dos Estados Unidos conseguiu uma nota monstruosa de 113.97 que é o novo recorde mundial. Chen optou por um alinhamento dificílimo em termos de saltos: quádruplo flip, triplo axel e combinação de quádruplo lutz com triplo toe loop. Só a combinação rendeu-lhe 21.21 pontos! Todos os piões e a sequência de passos foram classificados com o nível 4. Nos componentes, Nathan arrecadou seis notas de 10.00 (3 na performance, um na composição e dois na interpretação da música). 

Vídeo do programa curto de Nathan Chen


Esperava-se um duelo apertado entre Nathan Chen e o actual campeão olímpico Yuzuru Hanyu. 
Para surpresa geral, Yuzuru teve de contentar-se com o oitavo lugar no curto. Infelizmente ele transformou o quádruplo salto num salto simples porque durante a entrada apanhou um buraco no gelo. Isso impediu-o de lançar o salto. No programa curto é proibido fazer saltos simples e, por esse motivo, o elemento nem sequer pode ser cotado. O resto do programa foi impecável. Nem tudo está perdido para Yuzuru mas sem dúvida que ficou mais difícil chegar ao ouro.

Programa curto de Yuzuru Hanyu 

Destaque também para o patinador checo Michal Brezina que não conseguiu qualificar-se para o programa livre. Logo de seguida Michal anunciou o fim da carreira na patinagem de competição. Obrigado por tudo Michal. 

Michal Brezina

O dia ficou ainda marcado por comportamentos lamentáveis. O jovem russo Andrei Mozalev tem recebido imensos comentários negativos e várias ameaças de morte nas redes sociais, nomeadamente no Instagram. Gente louca que está a culpa o rapaz pelo erro de Yuzuru Hanyu no programa curto. Há quem ache que o buraco no gelo foi feito por Andrei quando ele picou a entrada de um salto e depois Yuzuru passou nessa zona durante o seu programa e falhou o salchow. Uma história recambolesca. Vários comentários estão a ser apagados mas o pobre rapaz continua debaixo de fogo. Enfim...

Por hoje é tudo mas em breve serão publicadas mais coisas no blogue. 

Até à próxima. 














segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Jogos Olímpicos 2022 - Transmissões Eurosport - II

 

Olá a todos e bem-vindos a mais uma publicação no blogue sobre os Jogos Olímpicos 2022.






Os fás em Portugal vão poder continuar a acompanhar as provas da patinagem artística nos Jogos Olímpicos 2022 através dos canais Eurosport. Em baixo podem consultar o plano de transmissões da semana.


DIA 8

Eurosport 1

- 00h15 - Diferido

- 01h15 - Directo

- 02h00 - Directo

- 04h30 - Directo

- 18h00 - Diferido


Eurosport 2

- 20h00 - Diferido


DIA 9 

Eurosport 1

- 00h00 - Diferido


DIA 10

Eurosport 1 

- 01H30 - Directo

- 02h00 - Directo

- 04h00 - Directo

- 10h55 - Diferido

- 18h00 - Diferido


Eurosport 2

- 09h00 - Diferido

- 16h15 - Diferido

- 20h00 - Diferido

- 23h00 - Diferido


DIA 11

Eurosport 1

- 00h00 - Diferido


DIA 12

Eurosport 1

- 12h45 - Directo

- 18h00 - Diferido


Eurosport 2

- 10h55 - Directo


DIA 13 

Eurosport 1

- 00h00 - Diferido


Por agora é tudo mas em breve vão ser publicadas mais coisas.

Fiquem atentos :)

Jogos Olímpicos 2022 - Horários


 Olá a todos e bem-vindos ao blogue.





Com a competição por equipas já concluída, os Jogos Olímpicos 2022 vão aquecer ainda mais com as provas por disciplina. Em baixo podem consultar os horários de cada categoria convertidos para hora de Lisboa e de Brasília para não perderem nada. 


Dia 08 de Fevereiro

Programa curto masculino

Hora de Lisboa: 01h15 às 05h30

Hora de Brasília: 22h15 (Dia 7) às 02h30


Dia 10 de Fevereiro

Programa livre masculino

Hora de Lisboa: 01h30 ás 05h30

Hora de Brasília: 22h30 (Dia 9) às 02h30


Dia 12 de Fevereiro

Dança Rítmica

Hora de Lisboa: 11h00 às 14h40

Hora de Brasília: 08h00 às 11h40


Dia 14 de Fevereiro

Dança livre

Hora de Lisboa: 01h15 às 04h35

Hora de Brasília: 22h15 (Dia 13) às 01h35


Dia 15 de Fevereiro

Programa curto feminino

Hora de Lisboa: 10h00 às 14h25

Hora de Brasília: 07h00 às 11h25


Dia 17 de Fevereiro

Programa livre feminino

Hora de Lisboa: 10h00 às 13h55

Hora de Brasília: 07h00 às 10h55


Dia 18 de Fevereiro

Programa curto de Pares

Hora de Lisboa: 10h30 às 13h45

Hora de Brasília: 07h30 às 10h45


Dia 19 de Fevereiro

Programa livre de Pares

Hora de Lisboa: 11h00 às 13h55

Hora de Brasília: 08h00 às 10h55


Dia 20 de Fevereiro

Gala

Hora de Lisboa: 04h00 às 06h30

Hora de Brasília: 01h00 às 03h30


Por agora é tudo. Amanhã há mais.

Fiquem atentos e boa patinagem :)

quinta-feira, 8 de março de 2018

Jogos Olímpicos 2018 - Homens

Jogos Olímpicos 2018


PeyongChang 2018


Categoria de Homens


Da esq. para a dta.: Shoma Uno (prata), Yuzuru Hanyu (ouro) e Javier Fernandez (bronze)


O japonês Yuzuru Hanyu fez história para o seu país ao revalidar o título olímpico. Desde Dick Button (Estados Unidos), vencedor em 1948 e 1952, que nenhum patinador conseguia vencer dois títulos olímpicos consecutivos nesta categoria.
Yuzuru começou a sua caminhada vitoriosa com a conquista de 111.68pts no programa curto. No início da temporada, Hanyu já havia pontuado 112.72pts no programa curto. Foi na competição Autumn Classic do circuito Challenger Series. Portanto a sua nota em PeyongChang esteve muito próxima do seu melhor resultado da carreira, que corresponde ao recorde mundial em vigor. Os saltos resultaram lindamente neste programa patinado ao som de Chopin. O campeão apresentou um quádruplo salchow logo no início do esquema e esse elemento recebeu 13.21pts. O triplo axel (12.35pts) e a combinação de quádruplo toeloop+triplo toeloop (18.63pts) beneficiaram de pontuação bónus sobre o valor base devido ao facto de terem sido efectuados na segunda metade do programa. A sequência de passos foi classificada com o nível 4 que estabeleceu o valor base em 3.90pts, a que se somaram 2.10pts provenientes de graus de execução positivos. O peão flying camel e o peão em baixo com mudança de pé atingiram o nível 4 e receberam 4.20pts e 4.43pts respectivamente. O peão final foi o de combinação com mudança de pé que obteve 4.36pts. No entanto, o peão de combinação ficou-se pelo nível 3. De resto, os graus de execução foram fabulosos em todos os elementos. A nota técnica de partida foi de 49.01pts e foi melhorada para 63.18pts! Nos segmentos dos componentes as médias obtidas foram enormes: 9.71 na perícia, 9.43 nas transições, 9.86 na performance, 9.75 na composição e 9.75 na interpretação da música. Em termos de escala de cada juiz, Yuzuru arrecadou dez notas de 10.00! 

Yuzuru Hanyu - O Conquistador

Yuzuru terminou o programa livre na segunda posição com uma nota de 206.17pts. O programa teve como tema "Seimei" da banda sonora do filem "Onmyoji" e foi coreografado pela antiga patinadora canadiana Shae-Lynn Bourne. Yuzuru entrou cheio de força e arrasou com a apresentação de um quádruplo salchow (13.50pts), um quádruplo toeloop (13.30pts) e um triplo flip (6.90pts). A primeira parte do esquema foi encerrada com um peão com entrada saltada e em combinação com mudança de pé (4.50pts) de nível 4 e a sequência de passos de nível 3 que conquistou 4.73pts. Seguidamente foi a vez da combinação de quádruplo salchow+triplo toeloop (18.99pts), sendo que a juiz dos Estados Unidos decidiu marcar apenas com +1... A maioria do painel aplicou +3 no grau de execução. Apenas a juiz dos Estados Unidos foi dissonante. O sétimo elemento assinalou o primeiro erro significativo no esquema pois Yuzuru acabou por não conseguir realizar a combinação de saltos que tinha previsto fazer. O sétimo elemento fixou-se num quádruplo toeloop (7.93pts) com saída claramente deficiente e que foi punido com grau de execução negativo. Seguiu-se a combinação de triplo axel+loop simples+triplo salchow (16.88pts). Depois foi a vez do triplo loop que recebeu 6.81pts. O último salto do programa foi um triplo lutz (5.50pts) que teve uma recepção defeituosa e foi, em consequência, punido com grau de execução negativo. Ele avançou rapidamente para um peão em baixo e mudança de pé com entrada saltada que foi de nível 4 e obteve 3.93pts. A sequência coreográfica rendeu-lhe 4.00pts. Yuzuru terminou o programa com um peão de combinação com mudança de pé que foi classificado com o nível 4 e conseguiu 4.64pts. Nos segmentos dos componentes que compõem a segunda nota, Yuzuru ficou com médias de 9.71 na perícia, 9.50 nas transições, 9.64 na performance, 9.71 na composição e 9.75 na interpretação da música. A juiz dos Estados Unidos voltou a dar nas vistas nos segmentos dos componentes pois marcou notas abaixo dos seus colegas de painel. 
Apesar de não ter sido uma prestação isenta de erros no livre, no geral Hanyu foi sem dúvida o melhor desta competição. 

Vídeo do programa livre de Yuzuru

Vídeo dos bastidores em que Yuzuru Hanyu foi cumprimentado pela lendária treinadora russa Tatiana Tarasova


Shoma Uno é o novo vice-campeão olímpico. O patinador de 20 anos está há pouco tempo no escalão sénior e tem tido uma carreira recheada de êxitos, onde se inclui a medalha de prata nos mundiais 2017. 
Shoma ficou em terceiro lugar no programa curto com uma nota de 104.17pts. O primeiro elemento do esquema foi um quádruplo flip que tem um valor base de 12.30pts e que conseguiu recolher mais 1.43pts graças a graus de execução positivos. O segundo elemento foi um peão camel com entrada saltada que cumpriu os critérios exigidos para o nível 4 e obteve 4.13pts. Seguiu-se a sequência de passos de nível 3 que amealhou 4.37pts. Já na segunda metade do esquema, Shoma arriscou uma combinação de quádruplo toeloop+triplo toeloop (17.20pts) e um triplo axel (10.06pts). O painel de juízes dividiu-se um pouco quanto ao grau de execução a aplicar no triplo axel. O juiz chinês decidiu aplicar -1 enquanto o juiz espanhol marcou o elemento com 0. Tendo em conta a recepção do salto, eu penso que o grau 0 era o mais adequado. Mesmo assim o triplo axel obteve grau de execução positivo. O peão em baixo com mudança de pé (4.00pts) e o peão de combinação com mudança de pé (4.64pts) foram ambos de nível 4. As médias apuradas nos segmentos dos componentes fixaram-se em 9.29 na perícia, 9.00 nas transições, 9.25 na performance, 9.29 na composição e 9.21 na interpretação da música. Nas escalas individuais dos juízes, o juiz n.º 3 atribuiu-lhe duas notas de 10.00 (um na perícia e o outro na interpretação da música). O segmento das transições foi o mais "fraco" com três juízes a marcar 8.75 neste segmento. A mim parece-me que quanto às transições a nota de 8.75 era a mais correcta. No geral, o juiz espanhol Daniel Delfa foi o mais severo na forma como pontuou os elementos e os segmentos dos componentes. 

Shoma Uno - O príncipe da patinagem masculina


No programa livre, o jovem japonês terminou com 202.73pts que o colocou na terceira posição nessa fase da competição. O programa livre teve como tema principal um trecho da famosa obra "Turandot" de Puccini e foi coreografado por Mihoko Higuchi e Stephane Lambiel. A outra música em destaque no programa foi "Nessun Dorma" interpretado por José Carreras. Shoma começou o esquema com o pé esquerdo ao cair na recepção do quádruplo loop. O valor base do quádruplo loop é de 12.00pts mas foram-lhe retirados quatro pontos devido à aplicação de grau de execução negativo de -3 por parte de todos os juízes. Além do grau de execução negativo foi ainda aplicada uma dedução automática de um ponto por causa da queda. O quádruplo loop ficou com 8 pontos. De seguida, ele arriscou um quádruplo flip muito bom que arrecadou 13.87pts. O triplo loop obteve 6.30pts. Depois de três saltos, Shoma apresentou um peão camel com entrada saltada (4.13pts) e um peão de combinação com mudança de pé e entrada saltada (4.43pts) que cumpriram os requisitos do nível 4. O sexto elemento do programa foi uma bela sequência de passos de nível 3 e que recebeu 4.37pts. Seguiram-se cinco elementos de salto: um triplo axel (11.21pts), uma combinação de quádruplo toeloop+duplo toeloop (11.22pts), um quádruplo toeloop (12.62pts), uma combinação de triplo axel+loop simples+triplo flip (17.02pts) e uma combinação de triplo salchow+triplo toeloop (10.27pts). A combinação de quádruplo toeloop+duplo toeloop foi penalizada no grau de execução, tendo perdido 1.54pts do valor base, devido a uma recepção um pouco deficiente. A combinação de triplo axel+loop simples+triplo flip não só constitui um elemento dificílimo como ainda por cima resultou super bem com o assento da música. Os elementos finais foram a sequência coreográfica (3.50pts) e um peão de combinação com mudança de pé que atingiu o nível 3 e obteve 4.07pts. Quanto à segunda nota, as médias obtidas nos segmentos dos componentes foram as seguintes: 9.36 na perícia, 9.07 nas transições, 9.25 na performance, 9.32 na composição e 9.36 na interpretação da música. De salientar que o juiz n.º 7 não lhe marcou nenhum segmentos acima de 8.75. 

Shoma Uno segurou a medalha de prata com apenas 1.66pts de vantagem sobre o espanhol Javier Fernandez que ficou com a medalha de bronze. Foi um resultado final muito próximo e que dividiu as opiniões de alguns fãs. 
Javier Fernandez ficou em segundo lugar no programa curto com uma pontuação de 107.58pts. No passado Javier já conseguiu uma nota mais alta - nos mundiais de 2017, o espanhol conseguiu 109.05pts. Portanto, a nota obtida nos Jogos Olímpicos não ficou muito longe do seu melhor. O programa curto foi patinado ao som da banda-sonora do filme "Modern Times" de Charlie Chaplin, sendo a coreografia da responsabilidade do canadiano David Wilson. O primeiro elemento do esquema foi a combinação de quádruplo toeloop+triplo toeloop que recebeu 16.60pts depois de obter +2 de grau de execução positivo por parte de todos os juízes. O segundo elemento foi o quádruplo salchow que obteve uma maioria de +3 no grau de execução e ficou com 13.21pts. O peão vertical (3.50pts) de nível 4 não capitalizou tanto nos graus de execução como podia porque foi descentrado. O único salto colocado na segunda metade do esquema foi o triplo axel (11.78pts). Seguiram-se o peão em baixo com mudança de pé (4.29pts), a sequência de passos (5.80pts) e o peão de combinação com mudança de pé (4.71pts) que foram todos classificados com o nível 4. Quanto à segunda nota, as médias apuradas nos segmentos dos componentes foram muito boas com toda a justiça: 9.36 na perícia, 9.36 nas transições, 9.71 na performance, 9.68 na composição e 9.68 na interpretação da música. Javier recebeu nova notas de 10.00 na escala individual de cada juiz: um na perícia, três na performance, três na composição e dois na interpretação da música. 

Javier Fernandez - O campeão da simpatia

Se no programa curto correu praticamente tudo como planeado, o mesmo não se pode dizer do livre. O espanhol ficou com uma pontuação de 197.66pts que o colocou no quarto lugar nesta fase da competição. Javier entrou muito bem com a realização de um quádruplo toeloop que obteve 12.44pts. O segundo elemento do esquema foi uma combinação de quádruplo salchow+duplo toeloop. A recepção do quádruplo salchow não foi perfeita mas ele conseguiu fazer o segundo salto da combinação à mesma. Esta combinação ficou com 13.23pts graças aos graus de execução positivos que foram amealhados. Apenas o juiz chinês marcou -1 no grau de execução. Seguiu-se uma combinação de triplo axel+triplo toeloop (13.66pts) em que Javier não capitalizou tanto quanto podia nos graus de execução devido à recepção algo periclitante do segundo salto. Houve dois juízes que marcaram 0 no grau de execução desse elemento mas mesmo assim conseguiu grau de execução positivo embora mais baixo do que o esperado. O quarto elemento do programa foi a sequência coreográfica que contribuiu com 3.90pts para a nota técnica. Depois foi a vez do peão em baixo com mudança de pé que foi classificado com o nível 3 e ficou com 3.67pts. E depois... bem, depois aconteceu o erro crucial que o impediu de conquistar a medalha de prata. Javier tinha previsto realizar um quádruplo salchow já na segunda metade do esquema mas acabou por apenas efectuar um duplo. Esse duplo apenas recolheu 1.60pts. Seguiu-se o triplo loop (7.11pts) com uma recepção um pouco inclinada. Os saltos restantes correram bem: triplo axel (11.21pts), combinação de triplo flip+loop simples+triplo salchow (12.52pts) e triplo lutz (8.00pts). O peão camel com entrada saltada e mudança de pé atingiu o nível 4 mas a execução podia ter sido melhor. Este peão não foi bem centrado. Ao valor base de 3.50pts foram acrescentados 0.57pts devido a grau de execução positivo. A sequência de passos (5.90pts) foi excelente e cumpriu os critérios estabelecidos para o nível 4 com facilidade. O esquema terminou com um peão de combinação com mudança de pé de nível 3 que recebeu 4.21pts. Como médias nos segmentos dos componentes Javier obteve 9.46 na perícia, 9.43 nas transições, 9.64 na performance, 9.79 na composição e 9.75 na interpretação da música. Javier recebeu quatro notas de 10.00: dois na composição e dois na interpretação da música. Apenas fiquei intrigada com juiz n.º 7 por lhe ter marcado apenas 8.75 no segmento de transições. Na minha opinião Javier é o patinador que tem mais transições nos programas. E são transições difíceis. Para mim o correcto seria 9.50 ou 9.75. 
De resto não há muito a acrescentar quanto ao duelo entre Javier e Shoma. No que diz respeito ao livre, Shoma teve uma nota técnica de partida de 103.14 melhorada para 111.01pts enquanto Javier teve uma nota técnica de partida de 84.11pts melhorada para 101.52pts. Javier ficou à frente de Shoma na nota dos componentes mas a diferença na técnica serviu para catapultar o jovem japonês para o segundo lugar na classificação final. Embora eu prefira a coreografia de do programa livre de Javier, o resultado final acabou por ser justo.

O chinês Boyang Jin foi inicialmente apontado como tendo possibilidades de ficar no pódio muito por causa do facto de ter conquistado a medalha de bronze nas duas últimas edições dos campeonatos do mundo. Esta temporada ele sagrou-se campeão dos campeonatos dos 4 Continentes e isso serviu para reforçar a sua reputação internacional. O jovem chinês entrou na competição com o pé direito ao conquistar uma pontuação de 103.32pts que o colocou na luta por uma medalha. O primeiro elemento do esquema foi uma difícil combinação de quádruplo lutz+triplo toeloop que lhe rendeu 19.76pts. Conseguir uma pontuação dessas apenas num elemento é obra... Seguiu-se o quádruplo toeloop que recebeu 11.44pts mas dividiu o painel de juízes quanto ao grau de execução a aplicar. O juiz espanhol Daniel Delfa aplicou -1 mas Philippe Meriguet, Elizabeth Ryan e Weiguang Chen marcaram +2 no grau de execução. O terceiro elemento foi um peão camel com entrada saltada classificado com o nível 4 e que pontuou 3.99pts. Na segunda metade do programa foi realizado um triplo axel que obteve 11.49pts. O quinto elemento foi um peão em baixo com mudança de pé (3.79pts) e o sexto elemento foi um peão de combinação com mudança de pé (4.50pts) ambos classificados com o nível 4. O esquema foi encerrado com uma sequência de passos de nível 4 que pontuou 5.30pts. As médias apuradas nos segmentos dos componentes fixaram-se em 8.79 na perícia, 8.29 nas transições, 8.82 na performance, 8.54 na composição e 8.61 na interpretação da música. O juiz chinês entusiasmou-se um bocadinho e marcou 9.25 no segmentos de transições. No entanto, o restante painel marcou notas mais baixas nesse segmento nomeadamente duas notas de 7.75pts. O painel também esteve algo dividido quanto ao segmento de interpretação com dois juízes a marcarem notas superiores a 9.00 enquanto outros dois não foram além dos 7.75. 
Boyang Jin terminou o programa livre na quinta posição com uma nota total de 194.45pts. 
O plano de saltos foi ambicioso mas o programa não foi isento de erros. O primeiro elemento foi um quádruplo lutz que recebeu 15.31pts. Seguiram-se um quádruplo salchow (11.50pts) e uma combinação de triplo axel+loop simples+triplo salchow (14.83pts). Na mudança da primeira para a segunda metade do esquema, Jin realizou um peão camel com entrada saltada (3.70pts) que atingiu o nível 4 e a sequência coreográfica (3.40pts). Já na segunda metade do programa, este patinador efectuou um quádruplo toeloop isolado mas caiu na recepção. Esse elemento tem um valor base de 11.33pts a que foram retirados quatro pontos devido à aplicação de grau de execução negativo por parte de todos os juízes. Por causa da queda foi também aplicada uma dedução automática de um ponto. Ele manteve a concentração apesar de ter a consciência de que a medalha de bronze estava irremediavelmente perdida a partir daquele momento. Boyang ainda realizou uma combinação de quádruplo toeloop+duplo toeloop (13.33pts), um triplo axel (10.92pts), uma combinação de triplo lutz+triplo toeloop (11.83pts) e um triplo flip (6.73pts). Depois ele efectuou um peão em baixo com mudança de pé que cumpriu os critérios exigidos para o nível 4 e recebeu 3.64pts. A sequência de passos ficou-se pelo nível 2 e obteve 3.10pts. O programa terminou com um peão de combinação com mudança de pé (4.07pts) que foi classificado com o nível 4. Na segunda nota verificaram-se algumas discrepâncias entre os juízes. No segmento das transições as suas notas balizaram-se entre 7.50 e 9.25. No segmento de composição ele obteve notas entre 7.75 e 9.50. No final, as médias apuradas fixaram-se em 8.71 na perícia, 8.21 nas transições, 8.64 na performance, 8.68 na composição e 8.64 na interpretação da música. É de salientar que o juiz chinês não foi nada discreto a tentar inflacionar as notas de Boyang Jin tanto nos graus de execução como nos segmentos dos componentes.

O estado-unidense Nathan Chen terminou a competição na quinta posição depois de ter ficado em 17.º lugar no programa curto e ter vencido o livre. O público dos Estados Unidos depositou muitas esperanças neste atleta e a imprensa criou uma expectativa louca em redor de Nathan. A NBC promoveu Nathan à exaustão anunciando-o como o possível vencedor. Não sei se isso transtornou o atleta e afectou o seu sistema nervoso mas a realidade é que ele deitou tudo a perder no programa curto. O curto foi muitíssimo ambicioso: Nathan quis fazer uma combinação de quádruplo lutz+triplo toeloop na abertura do esquema e um quádruplo toeloop e um triplo axel na segunda metade. Nathan falhou a combinação e caiu na recepção do quádruplo lutz (9.60pts). O elemento teve de ser punido com grau de execução negativo e ainda houve lugar a uma dedução automática de um ponto. Tanto o quádruplo toeloop (8.70pts) como o triplo axel (6.35pts) também foram punidos com grau de execução negativo. Em termos de peões, ele realizou um peão em baixo com entrada saltada (3.24pts), um peão camel com mudança de pé (3.91pts) e um peão de combinação com mudança de pé (4.29pts) todos de nível 4. A sequência de passos também foi de nível 4 e obteve 5.30pts. Nos segmentos que compõem a segunda nota as médias obtidas por Nathan foram as seguintes: 8.46 na perícia, 8.32 nas transições, 8.14 na performance, 8.57 na composição e 8.39 na interpretação da música. 
Com toda a decepção no programa curto não se sabia o que esperar de Chen no livre. Mas ele voltou cheio de determinação e venceu o livre com uma pontuação de 215.08pts. Chen arriscou seis quádruplos no livre e isso permitiu-lhe recuperar muitas posições na classificação geral. Num arranque fulgurante o jovem estado-unidense realizou um quádruplo lutz (15.17pts), uma combinação de quádruplo flip+duplo toeloop (14.89pts) e um quádruplo flip isolado (10.07pts). O quádruplo flip foi punido com grau de execução negativo e perdeu 2.23pts do valor base de 12.30pts. Depois destes três elementos de salto, Chen efectuou um peão camel com mudança de pé (3.77pts) e uma sequência de passos (5.00pts) que foram classificados com o nível 4. Na segunda metade do esquema ele colocou uma combinação de quádruplo toeloop+triplo toeloop (17.63pts), um quádruplo toeloop (13.04pts), um quádruplo salchow (13.41pts), um triplo axel (10.35pts) e uma combinação de triplo flip+loop simples+triplo salchow (12.12pts). Seguiu-se a sequência coreográfica que recebeu 3.40pts. Os elementos finais foram um peão camel com entrada saltada em combinação e mudança de pé (4.43pts) e um peão de combinação com mudança de pé (4.36pts) ambos de nível 4. Nos segmentos dos componentes as médias apuradas fixaram-se em 8.82 na perícia, 8.32 nas transições, 9.04 na performance, 8.79 na composição e 8.75 na interpretação.
Após a competição, o treinador Rafael Arutyunyan concedeu uma entrevista ao rsport da Rússia onde proferiu algumas declarações curiosas. É que o treinador disse que Chen decidiu fazer mudanças no plano de saltos do programa curto sem lhe ter pedido autorização. A combinação prevista era de quádruplo flip+triplo toeloop mas Chen meteu na cabeça que tinha de fazer um quádruplo lutz. Aqui está o link para o artigo: https://rsport.ria.ru/winter2018_analytics/20180221/1133017291.html

Vincent Zhou foi uma agradável surpresa. O atleta de 17 anos terminou na sexta posição na classificação geral final após ter ficado em 12.º lugar no programa curto e em 6.º no livre. 
Vincent Zhou obteve uma pontuação de 84.53pts no programa curto, tendo cometido erros em todos os saltos. O elemento inicial foi uma combinação de quádruplo lutz+triplo toeloop (15.57pts). A terceira rotação no toeloop não foi efectivamente realizada pelo que o salto teve de ser considerado incompleto. A combinação foi punida com grau de execução negativo. Zhou também teve problemas no quádruplo flip que correspondeu ao segundo elemento. O flip perdeu 2.86pts do valor base de 12.30pts por causa da aplicação de grau de execução negativo. O triplo axel apresentado na segunda metade do esquema perdeu um ponto do valor base de 9.35pts. Os peões efectuados foram todos de nível 4. O peão camel com entrada saltada recebeu 3.70pts, o peão em baixo com mudança de pé ficou com 3.64pts e o peão de combinação com mudança de pé obteve 3.93pts. A sequência de passos foi de nível 3 e permitiu-lhe amealhar 3.87pts. Nos segmentos dos componentes as médias de Zhou foram de 7.39 na perícia, 6.96 nas transições, 7.11 na performance, 7.32 na composição e 7.25 na interpretação da música. O painel de juízes manifestou algum desacordo em vários momentos quer na atribuição de graus de execução como na marcação de notas nos segmentos dos componentes. No segmento de interpretação da música ele teve notas entre 6.75 e 8.00. 
No programa livre Zhou ficou com uma nota de 192.16pts. Houve três elementos de salto punidos com grau de execução negativo: o quádruplo flip (8.99pts), o quádruplo lutz (9.25pts) e o triplo axel (9.06pts). No flip, Zhou não definiu a entrada do salto de forma clara conforme mandam as regras e por isso o elemento teve de ser punido. Quanto ao lutz, a quarta rotação não foi realmente efectuada - faltou cerca de 1/4 de volta. A combinação de triplo axel+duplo toeloop efectuada na segunda metade do esquema ficou meramente com o valor base de 10.78pts. Os saltos que amealharam grau de execução positivo foram a combinação de quádruplo lutz+triplo toeloop (19.04pts), o quádruplo salchow (11.21pts), o quádruplo toeloop (12.47pts) e a combinação de triplo lutz+loop simples+triplo flip (13.68pts). A sequência de passos de nível 3 recebeu 3.80pts e a sequência coreográfica obteve 2.90pts. Os peões foram todos de nível 4 e totalizaram 11.06pts. As médias apuradas nos segmentos dos componentes foram as seguintes: 8.04 na perícia, 7.71 nas transições, 8.25 na performance, 7.96 na composição e 8.00 na interpretação da música. 

Dmitri Aliev terminou a competição na sétima posição final. O jovem russo nascido no ano de 1999 está a cumprir a sua primeira época no escalão sénior e pode estar contente com os seus resultados até agora. O vice-campeão europeu em 2018 não tinha grandes expectativas quanto a resultados nestes Jogos Olímpicos. Ele começou o programa curto com o pé direito ao conquistar uma pontuação de 98.98pts. Até ao momento esta é a sua melhor pontuação da carreira num programa curto. A boa prestação no curto colocou-o na quinta posição nessa fase da competição. No que diz respeito a saltos, Dmitri colocou uma combinação de quádruplo lutz+triplo toeloop (19.47pts) e um quádruplo toeloop (11.59pts) logo no início do programa. O triplo axel foi realizado na segunda metade do esquema e recebeu 10.35pts. Os peões alcançaram todos o nível 4 e totalizaram 11.48pts. A sequência de passos foi de nível 3 e obteve 4.09pts. Nos segmentos dos componentes, as médias com que Dmitri ficou foram de 8.43 na perícia, 8.11 nas transições, 8.50 na performance, 8.50 na composição e 8.46 na interpretação da música. O juiz n.º 7 entusiasmou-se um bocadinho no segmento de performance ao marcar a nota de 9.25. 
No programa livre Dmitri deixou afectar-se pelos nervos e aqui notou-se a falta de experiência nos grandes palcos internacionais. Ele cometeu dois erros cruciais ao cair na tentativa de quádruplo toeloop (6.30pts) e no triplo axel (5.50pts). Claro que estes elementos tiveram de ser severamente punidos em sede de grau de execução e que foram ainda aplicadas duas deduções automáticas num total de -2 pontos. Houve ainda um elemento que ficou meramente com o valor base: a combinação de duplo loop+loop simples+triplo salchow (7.37pts). O loop inicial dessa combinação deveria ter sido um triplo. Os saltos apresentados que obtiveram grau de execução positivo foram os seguintes: combinação de quádruplo toeloop+triplo toeloop (16.17pts), triplo lutz (7.10pts), combinação de triplo axel+duplo toeloop (11.64pts), triplo flip (6.53pts) e triplo loop isolado (6.31pts). Dos elementos cujo valor base depende do nível aplicado, a sequência de passos (4.80pts) e o peão de combinação com mudança de pé (4.00pts) cumpriram os requisitos exigidos para o nível 4. O peão camel com entrada saltada (3.44pts) e o peão em baixo com mudança de pé (3.03pts) foram de nível 3. A sequência coreográfica recebeu 3.20pts. As médias nos segmentos dos componentes foram sólidas e o painel de juízes foi praticamente unânime: 8.64 na perícia, 8.39 nas transições, 8.32 na performance, 8.61 na composição e 8.61 na interpretação da música. 
Ele podia ter capitalizado muito mais nos graus de execução de cada elemento mas esta será com certeza uma mais valia na sua carreira em termos de experiência. 

Ao contrário do seu compatriota Dmitri Aliev, Mikhail Kolyada desapontou. Mikhail ainda está no circuito internacional há pouco tempo mas já tem alguma bagagem, incluindo vitórias em provas do grande prémio e duas medalhas de bronze nos campeonatos da Europa. Ele tinha condições para lutar para uma classificação melhor dada a sua qualidade técnica mas o patinador acabou por se deixar levar pelos nervos. Nas imagens de bastidores que tive oportunidade de ver ele estava sempre com uma expressão que oscilava entre preocupado, triste e chateado. Talvez este problema de atitude seja a razão dos erros que cometidos durante a competição. 
No programa curto Mikhail Kolyada obteve uma pontuação de 86.69pts. O primeiro erro ocorreu logo no início do programa. Ele tinha previsto realizar um quádruplo lutz mas apenas efectuou um triplo (7.40pts). O segundo erro foi ainda mais gravoso: ele perdeu a combinação. Era suposto que a combinação consistisse num quádruplo toeloop com triplo toeloop. No entanto, Mikhail caiu no quádruplo toeloop (6.30pts) e, claro está, não foi possível completar a combinação. A queda fez com que fosse aplicada uma dedução automática de um ponto. Estes dois erros fizeram-no perder imensos pontos. O triplo axel colocado na segunda metade do esquema foi limpo e recebeu 11.49pts. A sequência de passos (5.60pts) e os peões (total de 13.05pts) foram classificados com o nível 4. Os erros e a atitude dele tiveram impacto nas notas dos componentes. As médias fixaram-se em 8.96 na perícia, 8.54 na transições, 8.64 na performance, 8.82 na composição e 8.89 na interpretação da música. Quatro juízes marcaram notas de 9.00 e 9.25 no segmento de performance mas não posso concordar com isso. Mikhail não deu vida a este programa como noutras ocasiões e por isso a não deveria ter tido notas dessas. A culpa não é dele mas sim desses juízes que foram algo condescendentes. No segmento de performance concordei mais com o juiz n.º 1 que marcou 7.75. 
No programa livre Mikhail Kolyada obteve uma pontuação de 177.56pts que o colocou na sétima posição. Foram quatro os elementos punidos com grau de execução negativo: o quádruplo lutz (9.83pts), combinação de triplo lutz+loop simples+triplo salchow (11.29pts), duplo loop (1.29pts) e no triplo axel (6.35pts). Todos estes erros custaram-lhe imensos pontos. Além disso, as quedas no quádruplo lutz e no triplo axel levaram à aplicação automática de deduções que lhe retiram dois pontos na nota técnica. Houve um outro erro que lhe custou imensos pontos - no triplo axel que estava planeado foi transformado num axel simples (1.24pts). Os saltos que foram realizados conforme estava previsto foram a combinação de quádruplo toeloop+triplo toeloop (16.17pts), a combinação de triplo axel+duplo toeloop (11.80pts) e o quádruplo toeloop isolado (12.19pts). Os peões (total de 12.56pts) e a sequência de passos (5.40pts) foram de nível 4. A sequência coreográfica ficou com 3.50pts. Nos segmentos dos componentes as médias apuradas fixaram-se em 9.00 na perícia, 8.64 nas transições, 8.68 na performance, 8.86 na composição e 8.79 na interpretação da música. Os três juízes que marcaram 9.00 no segmento de performance foram muito generosos...

Patrick Chan (Canadá) sagrou-se vice-campeão olímpico nos Jogos de Sochi em 2014 mas falhou o objectivo de conquistar o título olímpico em 2018. Não se pode dizer que tenha sido uma surpresa tendo em conta os problemas que ele foi apresentando durante a época. No entanto esperava-se mais do que o nono lugar na classificação geral final. 
Patrick obteve uma pontuação de 90.01pts no programa curto. O plano de saltos para este programa foi constituído por um quádruplo toeloop, uma combinação de triplo lutz+triplo toeloop e um triplo axel na segunda metade do esquema. O quádruplo toeloop foi o elemento inicial do programa e conseguiu 11.30pts apesar do painel de juízes ter manifestado discrepâncias na aplicação do grau de execução. A australiana Elizabeth Ryan aplicou +3 enquanto o espanhol Daniel Delfa marcou -1... Houve ainda três juízes a marcarem 0 e outros três a marcaram +2. O segundo elemento foi a combinação de triplo lutz+triplo toeloop que amealhou 11.70pts. O triplo axel correu mal e o patinador caiu na recepção. Para além da queda, a última rotação do axel não foi efectivamente completa. Isso resultou na aplicação de grau de execução negativo de -3 por parte de todos os juízes. O axel ficou apenas com 3.49pts. Por causa da queda foi aplicada uma dedução automática de um ponto. O peão camel com mudança de pé (4.27pts), o peão de combinação com mudança de pé (4.71pts) e a sequência de passos (5.80pts) cumpriram os requisitos exigidos para o nível 4. O peão em baixo com entrada saltada ficou-se pelo nível 3 e recebeu 3.81pts. As médias nos segmentos dos componentes foram muito boas: 9.36 na perícia, 9.07 nas transições, 9.00 na performance, 9.29 na composição e 9.21 na interpretação da música. 
No programa livre Patrick ficou com uma nota de 173.42pts. Nesta prestação houve dois elementos punidos com grau de execução negativo: o triplo toeloop (3.00pts) e o triplo axel (8.35pts). Aquele triplo toeloop era suposto ter sido um quádruplo portanto foi um elemento mesmo falhado para ele. Quanto ao loop, ele queria ter realizado um triplo mas apenas fez um duplo que lhe rendeu 2.11pts. Os saltos que obtiveram grau de execução positivo foram a combinação de quádruplo toeloop+duplo toeloop (13.60pts), combinação de triplo axel+loop simples+duplo salchow (11.30pts), combinação de triplo lutz+triplo toeloop (11.00pts), triplo flip (7.13pts) e um duplo axel (4.49pts). A sequência de passos de nível 4 obteve 4.40pts e a sequência coreográfica rendeu-lhe 3.60pts. Em termos de peões, o peão camel com mudança de pé (3.87pts) foi de nível 3 enquanto o peão em baixo com entrada saltada (4.07pts) e o peão de combinação com mudança de pé (4.64pts) foram de nível 4. Nos segmentos dos componentes as médias apuradas fixaram-se em 9.32 na perícia, 9.14 nas transições, 8.86 na performance, 9.29 na composição e 9.32 na interpretação da música. 

Denis Ten (Cazaquistão), medalhado de bronze nos Jogos de Sochi em 2014, desta vez não foi além do 27.º lugar no programa curto e como tal nem conseguiu qualificar-se para o livre. Foi um resultado muito desapontante para este patinador que tem sofrido imenso com lesões. Apesar de muito se ter especulado de que esta seria a sua última temporada competitiva, Denis já esclareceu que pretende continuar. 















domingo, 29 de julho de 2012

Jogos Olímpicos

Os Jogos Olímpicos são, sem qualquer dúvida, a maior competição desportiva a nível mundial. Para além da destreza física, assistimos a uma enorme galeria de emoções humanas. As provas e as atitudes dos atletas acabam por ser um espelho da realidade do dia a dia. Ou seja, os obsctáculos que aparecem no caminho e que têm de ser ultrapassados. As lágrimas de dor ou desilusão mas também de alegria. Enfim, o desporto como metáfora da vida.
Em 2012 temos os Jogos em Londres e, enquanto estou a escrever este post, vive-se essa euforia olímpica.
Como sabem, a patinagem artistica é uma modalidade que faz parte do lote dos desportos de inverno. No entanto, vou aproveitar a oportunidade para deixar uns links para performance que, por um ou outro motivo, na minha opinião, marcaram a patinagem artistica e os Jogos Olímpicos de Inverno.

1 - Zhang & Zhang (China) - Torino 2006 - Programa livre

Esta performance foi uma autêntica demonstração de força de vontade. Na tentativa de realização do quadruplo salchow lançado, a patinadora não teve hipótese nenhuma de segurar a saída do elemento e lesionou-se. Apesar de muito combalida, a patinadora levantou-se e conseguiu terminar a prova. No final, os Zhangs alcançaram a medalha de prata. Foi um esforço épico e uma verdadeira demonstração de espirito olímpico bem como uma lição para a vida: a nossa força de vontade em continuar pode ajudar-nos a ultrapassar tudo.

2 - Pang & Tong (China) - Vancouver 2010 - Programa livre


Este par chinês foi fenomenal. Que programa livre inspirador! Óptima música com o par a ser capaz de lhe dar uma interpretação condizente. Nem é necessário falar nos elementos técnicos pois as imagens falam por si. Não chegou para vencer a medalha de ouro mas foi suficiente para conquistar os corações dos espectadores.

3 - Berezhnaya & Sikharulidze (Russia) - Salt Lake City 2002 - Programa curto



Este programa curto é sem dúvida um ponto alto da carreira deste par. Além disso, é também um dos melhores programas curtos da história da patinagem de pares. Mas ao olharmos para toda a sua elegância não nos podemos esquecer que Elena Berezhnaya quase que teve de abandonar a patinagem após uma lesão muito grave na cabeça. Com determinação, Elena superou os seus problemas e acabou por se sagrar campeã olímpica com o seu par Anton Sikharulidze.

4 - Nancy Kerrigan (Estados Unidos da América) - Lillehammer 1994 - Programa livre



Pode não ter sido perfeita e não ter conseguido o ouro mas Nancy Kerrigan merece um lugar de destaque depois de tudo pelo que passou. Como alguns se devem recordar, Kerrigan foi vítima de um ataque cobarde orquestrado pela sua rival Tonya Harding. Kerrigan ficou lesionada num joelho e teve de trabalhar imenso para conseguir recuperar fisicamente para poder estar presente nos Jogos Olímpicos. Ainda por cima, ela estava super pressionada pela atenção desmesurada que a imprensa mundial lhe estava a dar nessa altura. Kerrigan recuperou a tempo e fez a sua melhor competição de sempre.

5 - Oksana Baiul (Ucrânia) - Lillehammer 1994 - Programa livre



Oksana Baiul tem uma história de vida incrível. Aos 13 anos ficou sem mãe e não tinha mais família próxima. Para além dessa solidão, Oksana teve de lidar com a pobreza e chegou a ter de ficar a dormir no rinque onde treinava pois não tinha outro sítio onde ficar. O também ucraniano Viktor Petrenko convenceu a sua treinadora a aceitar Oksana Baiul e pagava-lhe parte das despesas. Já durante o decurso dos Jogos Olímpicos, a alemã Tanja Szewczenko colidiu com Oksana Baiul numa sessão de treinos e lesionou-a numa perna. Oksana foi avaliada pelos médicos e não desistiu, tendo acabado por conquistar o ouro. Com tantas atribulações quem é que ia imaginar que Oksana (que na altura tinha 16 anos) iria sair de Lillehammer com o título olímpico!