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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

A parceria Fournier-Beaudry & Cizeron e o elefante na loja de porcelana

A parceria Fournier-Beaudry & Cizeron e o elefante na loja de porcelana


A dança no gelo é frequentemente apresentada como um universo de elegância, precisão e cumplicidade. No entanto, por trás das coreografias impecáveis e das medalhas reluzentes, existe um lado menos visível marcado por alegações graves, tensões internas e uma crescente perceção de que as entidades responsáveis pelo desporto não estão a acompanhar a gravidade dos acontecimentos.

Este artigo analisa alguns dos casos mais marcantes dos últimos anos, com foco no par Laurence Fournier‑Beaudry & Guillaume Cizeron, e amplia o olhar para outras polémicas que têm abalado a confiança dos fãs e levantado questões urgentes sobre segurança e responsabilidade no nosso amado desporto.


Fournier‑Beaudry & Cizeron: uma parceria artística sob pressão

Laurence Fournier‑Beaudry e Guillaume Cizeron são reconhecidos pela consistência técnica e pela expressividade das suas performances. Contudo, a dupla tem estado envolvida num contexto mais amplo de tensão e escrutínio público.

Laurence mantém uma relação amorosa com o seu antigo parceiro, Nikolaj Sørensen, suspenso após alegações de conduta sexual imprópria.

Fournier-Beaudry & Sorensen
A suspensão, associada à gravidade das acusações, gerou forte reação pública e colocou o foco na forma como as federações lidam com casos deste tipo.

A reação dos fãs

Um número significativo de fãs expressou desconforto com o apoio contínuo de Fournier‑Beaudry e Cizeron a Sørensen. Entre as críticas mais frequentes encontram‑se: preocupação com a imagem da modalidade; receio de que o apoio possa ser interpretado como minimização das alegações e, acima de tudo, frustração com a falta de comunicação clara por parte das entidades oficiais

A discussão tornou‑se um reflexo da sensibilidade crescente do público para temas de conduta imprópria e segurança no desporto.

Guillaume Cizeron e o fim da parceria com Gabriella Papadakis

A separação entre Gabriella Papadakis & Guillaume Cizeron marcou profundamente a dança no gelo contemporânea. Após anos de domínio internacional, a parceria terminou de forma abrupta e envolta em tensão.

Papadakis & Cizeron

No seu livro "Pour ne pas disparaître", editado recentemente, Gabriella descreve a experiência na patinagem de elite, incluindo aspetos da relação profissional com Cizeron. O relato sensível aborda temas sensíveis como tensões acumuladas ao longo dos anos, diferenças artísticas, desgaste emocional e os desafios psicológicos associados à alta competição. A obra trouxe à superfície questões que raramente são discutidas publicamente no desporto, principalmente na perspetiva feminina.

Gabriella revelou que foi vítima de 2 agressões s*exuais e que desabafou com Guillaume sobre uma dessas situações. Segundo Gabriella, Guillaume disse que acreditava nela. No entanto, Guillaume terá dito que iria colocar um ponto final na parceria se Gabriella apresentasse queixa nas autoridades judiciais. 



A publicação do livro trouxe várias consequências para Gabriella, nomeadamente com a ameaça de Cizeron de agir judicialmente contra ela, para evitar que certos pormenores sejam tornados públicos.

A situação ganhou nova dimensão quando Gabriella, inicialmente anunciada como comentadora para os Jogos Olímpicos, foi posteriormente dispensada pela estação de televisão americana responsável pela transmissão. A decisão levantou dúvidas sobre critérios editoriais, pressões externas e o impacto das polémicas recentes na sua imagem pública.

O caso de Shiyue Wang & Xinyu Liu: alegações que abalaram a comunidade internacional

Em 2024, o par chinês Shiyue Wang & Xinyu Liu tornou‑se protagonista de uma das polémicas mais graves da dança no gelo. O patinador Xinyu Liu foi acusado de envolvimento em condutas s*xuais impróprias com menores, um caso que provocou forte reação internacional.

As consequências foram imediatas: choque generalizado entre fãs e especialistas, debates sobre segurança e proteção de menores e questionamentos sobre a resposta das federações chinesas e internacionais.

O caso reforçou a perceção de que a modalidade enfrenta desafios profundos na forma como lida com alegações de natureza s*xual.

 Falhas na resposta institucional: um padrão preocupante

A análise conjunta destes casos revela um padrão que muitos adeptos e analistas têm vindo a destacar: a sensação de que as entidades máximas da patinagem artística não tratam alegações graves com a transparência, rapidez e seriedade necessárias.

Entre as críticas mais recorrentes encontram‑se: falta de comunicação clara sobre investigações; processos disciplinares lentos ou pouco transparentes; inconsistência no tratamento de diferentes casos; ausência de políticas robustas de prevenção e proteção; perceção de proteção institucional de atletas de alto perfil.

Para muitos, estes episódios não são incidentes isolados, mas sintomas de um problema sistémico.

Proteger as vítimas é urgente e inadiável

A dança no gelo é um desporto extraordinário, mas a sua beleza não pode servir de cortina para problemas estruturais.

Os casos analisados mostram que a modalidade enfrenta desafios sérios na forma como lida com alegações de conduta imprópria, especialmente quando envolvem figuras de destaque.

Num contexto em que vítimas e sobreviventes enfrentam barreiras significativas para denunciar, a responsabilidade das federações e organismos internacionais é ainda maior. Proteger atletas, especialmente os mais vulneráveis, não é apenas uma questão ética; é uma obrigação fundamental para garantir a integridade do desporto. A confiança do público depende disso. A segurança dos atletas, principalmente dos mais jovens, depende disso. E o futuro da patinagem artística depende, acima de tudo, da capacidade de colocar as vítimas no centro das decisões, com transparência, rigor e humanidade.

Tanto Fournier-Beaudry & Cizeron como Wang & Liu estão a competir nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026. Os dois pares continuam a contar com o apoio de treinadores, coreógrafos e outros patinadores enquanto as vítimas são simplesmente invisíveis aos olhos do grande palco internacional dos Jogos Olímpicos.






























terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Jogos Olímpicos 2022 - Transmissões na Eurosport


 Olá a todos e bem-vindos ao blogue.

Com os Jogos Olímpicos 2022 à porta, a questão que os fãs em Portugal estão a colocar é a seguinte: onde ver as provas de patinagem artística.




A primeira competição na patinagem artística será o Team Event. O Eurosport vai dedicar várias horas à transmissão desta competição. Os horários previstos podem ser consultados em baixo.


Dia 4

Eurosport 1

- 02h30 - Directo

- 08h30 - Diferido

- 14h10 - Diferido

- 18h00 - Diferido

- 20h00 - Diferido

- 23h00 - Diferido


Eurosport 2

- 07h30 - Diferido

- 11h45 - Diferido

- 19h00 - Diferido


Dia 5

Eurosport 1

- 03h00 - Diferido


Eurosport 2

- 01h00 - Diferido

- 02h00 - Diferido

- 04h50 - Diferido


Dia 6

Eurosport 1

- 01h30 - Directo

- 02h00 - Directo

- 05h30 - Diferido

- 18h00 - Diferido


Eurosport 2 

- 03h00 - Directo 


Dia 7

Eurosport 1

- 00h15 - Diferido

- 01h15 - Directo

- 02h00 - Directo

- 03h30 - Directo

- 07h50 - Diferido

- 18h00 - Diferido


Eurosport 2

- 21h00 - Diferido

- 23h00 - Diferido


Já a RTP 2 vai transmitir resumos dos Jogos Olímpicos de Inverno a partir do dia 4 de Fevereiro, diariamente, por volta das 20h30. 


Em breve serão publicadas mais coisas no blogue.

Fiquem atentos e boa patinagem :)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Jogos Olímpicos 2022 - Horários do Team Event

 

Olá a todos e bem-vindos ao blogue.


Os esperados Jogos Olímpicos de Inverno 2022 estão finalmente aqui. O primeiro título olímpico a ser disputado na patinagem artística vai ser o do Team Event.

O Team Event é uma competição por selecções nacionais. Os 10 países que se qualificaram para os Jogos Olímpicos por equipas são os seguintes: Rússia, Canadá, Estados Unidos, China, Japão, Ucrânia, Geórgia, Alemanha, Rep. Checa e Itália. Cada país vai apresentar-se nas disciplinas de pares, dança e individuais masculinos/femininos. 




DIA 4 

Programa curto masculino 

Horário de Lisboa: das 01h55 às 03h15

Horário de Brasília: das 22h55 (dia 3) às 00h15


Dança Rítmica 

Horário de Lisboa: das 03h35 às 04h55

Horário de Brasília: das 00h35 às 01h55


Programa curto de Pares

Horário de Lisboa: das 05h15 às 06h55

Horário de Brasília: das 02h15 às 03h55


DIA 6


Programa curto feminino 

Horário de Lisboa: das 01h30 às 02h50

Horário de Brasília: das 22h30 às 23h50 (dia 5)


Programa livre masculino 

Horário de Lisboa: das 03h50 às 04h35

Horário de Brasília: das 00h50 às 01h35


DIA 7


Programa livre de pares

Horário de Lisboa: das 01h15 às 02h10

Horário de Brasília: das 22h15 às 23h10 (dia 6)


Dança livre

Horário de Lisboa: das 02h30 às 03h15

Horário de Brasília: das 23h30 (dia 6) às 00h15


Programa livre feminino 

Horário de Lisboa: das 03h35 às 04h20

Horário de Brasília: das 00h35 às 01h20


Por agora é tudo mas em breve serão publicadas mais coisas no blogue. 

Fiquem atentos e boa patinagem.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Jogos Olímpicos 2018 - Homens - Entrega de medalhas

Jogos Olímpicos 


PeyongChang 2018


Imagens da cerimónia oficial de entrega de medalhas na categoria masculina

Javier Fernandez conquistou a medalha de bronze

Javier escreveu uma bela página da história da patinagem espanhola ao garantir a primeira medalha olímpica para aquele país nesta modalidade.


Shoma Uno ficou com a medalha de prata




Yuzuru Hanyu conquistou a segunda medalha de ouro olímpica da sua carreira













O trio maravilha







terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Jogos Olímpicos 2018 - Transmissão televisiva II

Jogos Olímpicos 


PeyongChang 2018




Transmissão televisiva

Como já devem saber, a transmissão dos Jogos Olímpicos de Inverno 2018 em Portugal está a ser assegurada pelos canais Eurosport 1 e 2 que estão disponíveis nas operadoras de TVCabo. 
Para quem gostar dos outros desportos de inverno mas não tiver muito tempo disponível, pode ver os resumos transmitidos pela RTP 2 por volta das 21h00.
A competição por equipas terminou e as coisas começam a doer na patinagem artística com as provas nas categorias de Pares e de Homens quase a começar. Em baixo podem consultar os horários previstos. 

Canal Eurosport 1

14-02-2018
03h00 - Programa curto de pares em directo

15-02-2018
08h00 - Transmissão em diferido
21h15 - Transmissão em diferido

16-02-2018
04h00 - Transmissão em directo (deve ser o programa curto de Homens)
09h00 - Transmissão em diferido

17-02-2018
03h45 - Transmissão em directo (deve ser o programa livre de Homens)

19-02-2018 
03h30 - Transmissão em directo (deve ser a dança curta)




sábado, 10 de fevereiro de 2018

Jogos Olímpicos 2018 - OAR?

Jogos Olímpicos 


PeyongChang 2018




OAR?

Nestes primeiros dias dos Jogos Olímpicos de Inverno que estão a decorrer em PeyongChang (Coreia do Sul) tenho recebido diversas perguntas sobre a sigla OAR e por que é que no primeiro dia da competição por equipas não apareceu a bandeira da Rússia junto do nome dos atletas desse país. 
Os atletas russos que estão presentes nos Jogos Olímpicos em PeyongChang não estão autorizados a utilizar qualquer símbolo oficial da Rússia nomeadamente a bandeira. Por isso é que junto do nome dos atletas desse país aparece a designação OAR que significa "Olympic Athletes from Russia", ou seja, "Atletas Olímpicos da Rússia". Eles têm utilizado equipamentos neutros sem as cores da bandeira russa e só podem usar o logotipo com os famosos anéis olímpicos. 
Esta situação é o resultado de uma enorme polémica despoletada pelo "Relatório McLaren" que foi usado como base pela WADA (World Anti-Doping Agency) para investigar desportistas russos. A questão não é nova e já fez correr muita tinta durante os Jogos Olímpicos de Verão que decorreram no Rio de Janeiro em 2016. Muito resumidamente, o principal problema reportou-se aos desportistas do atletismo e no que diz respeito aos desportos de inverno o foco foi o biatlo e o ski. Segundo o "Relatório McLaren" alguns responsáveis do governo russo sabiam da existência de esquemas de doping nomeadamente o então ministro do desporto Vitaly Mutko. Richard McLaren, canadiano especialista em Direito do Desporto e que foi o autor do relatório, apontou baterias a todos os atletas russos que competiram nos Jogos Olímpicos de Sochi em 2014. É de salientar que também houve algumas denúncias anónimas que sustentaram a versão de Richard McLaren. Vários atletas que competiram em Sochi foram humilhados e os seus resultados foram apagados e muitos tiveram que devolver medalhas. O culminar deste jogo de bastidores ocorreu quando o Comité Olímpico Internacional anunciou que ia penalizar a Rússia nos Jogos Olímpicos de Inverno em 2018, proibindo esses atletas de usar bandeiras ou símbolos russos nos equipamentos. No caso de algum atleta russo vencer uma medalha de ouro, o hino russo não poderá ser tocado na cerimónia protocolar. Tal como referi em cima, os atletas da Rússia devem ser tratados como "Atletas Olímpicos da Rússia" em vez de simplesmente serem chamados de russos. O único símbolo oficial que podem usar é o logotipo olímpico. É de salientar que até ao início de Dezembro de 2017 os atletas russos não sabiam se podiam competir nos Jogos Olímpicos de 2018 (com início em Fevereiro) e isso levou a uma certa angústia não só psicológica como ainda lhes causou problemas na forma como organizar/planear o futuro próximo com estágios, acomodações, etc. Na mesma altura, o Comité Olímpico Internacional, através do seu Presidente Thomas Bach, referiu que ia apresentar uma lista com os atletas russos que foram investigados e oficialmente ilibados de suspeitas de doping. Como critério ficou determinado que a partir dessa lista, o Comité Olímpico Internacional ia endereçar convites aos atletas. Apenas os atletas que recebessem convite ficariam autorizados a competir em PeyongChang. Este critério provocou protestos porque ia claramente contra as regras de qualificação de cada um dos desportos. Ou seja, se o atleta foi considerado limpo e cumpriu os critérios de qualificação devia ser autorizado a competir e pronto. Mas o Comité Olímpico Internacional não entendeu assim.


A outra face da polémica

No que diz respeito à patinagem artística nenhum atleta russo acusou doping. Convém referir que as análises dos patinadores russos há muito tempo que são feitas em laboratórios externos, nomeadamente em laboratórios britânicos. As amostras dos patinadores que competiram em Sochi 2014 foram reanalisadas noutros laboratórios e os atletas foram ilibados de qualquer suspeita. 
Após os campeonatos da Europa 2018, que se realizaram em Janeiro, saiu uma notícia que caiu que nem uma bomba na federação russa e no mundo da patinagem. O Comité Olímpico Internacional decidiu não convidar Ksenia Stolbova e Ivan Bukin para os Jogos Olímpicos de 2018. Porquê? Boa pergunta... Os responsáveis do Comité Olímpico Internacional não apresentaram qualquer fundamento para a sua decisão. Leram bem: nenhum fundamento! Simplesmente não convidaram estes atletas. 
Ksenia Stolbova compete na categoria de pares com o parceiro Fedor Klimov, tendo conquistado a medalha de prata em Sochi 2014. Stolbova & Klimov são um dos melhores pares do mundo. 

Programa livre de Stolbova & Klimov em Sochi 2014


Ivan Bukin compete na categoria de dança com Alexandra Stepanova, tendo assegurado a medalha de bronze nos últimos campeonatos da Europa. Stepanova & Bukin estão numa fase ascendente da carreira. Quanto a Ivan Bukin, ele nem sequer competiu em Sochi. 

A notícia de que Ksenia Stolbova e Ivan Bukin não tinham sido convidados foi divulgada quando eles estavam de malas feitas para viajar para o Japão, para se juntarem aos outros patinadores da selecção nacional russa, e participar no último estágio de preparação para PeyongChang 2018. A falta de informação sobre este impedimento provocou desespero tanto em Ksenia Stolbova como em Ivan Bukin. Ksenia manifestou-se discretamente nas redes sociais, nomeadamente no Facebook, mas recebeu imensos comentários e mensagens de solidariedade. Há poucos dias ela voltou a dar sinal de vida nas redes sociais e publicou uma mensagem de agradecimento pelo apoio recebido. Ksenia deixou no ar que tem toda a intenção de continuar na patinagem de competição e pretende competir nos próximos mundiais. 
Ivan Bukin ficou absolutamente perplexo e acabou por escrever uma carta aberta ao Comité Olímpico Internacional. 




Tanto Ksenia Stolbova como Ivan Bukin, com apoio institucional da Rússia, avançaram para tribunal. Mesmo que lhes seja dada razão, a verdade é que a decisão nunca chegará a tempo de lhes permitir competir nestes Jogos Olímpicos. 
Com esta situação, a federação russa viu-se obrigada a chamar Kristina Astakhova & Alexey Rogonov e Tiffany Zagorski & Jonathan Guerreiro à última da hora para substituir Ksenia Stolbova & Fedor Klimov e Alexandra Stepanova & Ivan Bukin respectivamente. 

Com a falta de Ksenia Stolbova e Ivan Bukin, a federação russa teve de repensar toda a estratégia que tinha montada para a competição de equipas. Era suposto que Alexandra Stepanova & Ivan Bukin fizessem a parte da dança curta na competição por equipas e afinal Ekaterina Bobrova & Dmitri Soloviev vão ter de assegurar quer a dança curta como a dança livre. Na categoria de pares era suposto que Ksenia Stolbova & Fedor Klimov pudessem patinar a parte do programa livre e assim essa responsabilidade passou para o par Natalia Zabiiako & Alexander Enbert. Relembro que a Rússia era uma das favoritas a vencer a medalha de ouro na competição por equipas. 

Ainda há mais...

Esta polémica em torno das relações da Rússia e do Comité Olímpico Internacional está longe de estar acabada. 
Poucos dias antes do início dos Jogos de PeyongChang foi divulgada uma decisão do tribunal arbitral do desporto na Suíça ilibando uma série de atletas russos das acusações que lhe foram apontadas depois do "Relatório McLaren". Vários atletas tiveram os seus resultados repostos quanto aos Jogos de Sochi e as medalhas foram devolvidas. Outros atletas foram ilibados das acusações de doping (cerca de 28). 
Eu pesquisei material em português sobre esta situação mas não encontrei quase nada. Mesmo assim lá descobri esta reportagem do canal Euronews sobre a atleta Elena Nikitina, a quem foi devolvida a medalha que ela conquistou em Sochi.
Aqui está o link: http://pt.euronews.com/2018/02/01/atleta-russa-estavamos-prontos-para-lutar-
No entanto, os recursos de outros atletas que não foram convidados para os Jogos de PeyongChang acabaram rejeitados. 

Como se todo este caso não fosse já tão confuso, os hackers que publicam no "Fancy Bears" encontraram material que alegadamente prova que o "Relatório McLaren" foi encomendado pelo governo canadiano. O Canadá é uma enorme potência nos desportos de Inverno e é adversário directo da Rússia em muitos desportos. Segundo os documentos descobertos pelos hackers do "Fancy Bears" o objectivo era afastar adversários do caminho. 

Seja qual for a verdade, o Comité Olímpico Internacional, a WADA e o Comité Olímpico da Rússia têm culpas no cartório quanto à gestão desta enorme polêmica. No que diz respeito à patinagem artística, o Comité Olímpico Internacional colocou na lama o bom nome de Ksenia Stolbova e Ivan Bukin sem divulgar qualquer fundamento que justifique o porquê deles terem sido excluídos dos Jogos de PeyongChang 2018. Como é que é suposto estes patinadores defenderem a sua honra se nem sequer foram informados da razão do seu afastamento? Infelizmente parece que eles foram transportados para um livro de Franz Kafka...


Alexandra Stepanova & Ivan Bukin


























quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Jogos Olímpicos 2018 - Transmissão televisiva

Jogos Olímpicos 


PeyongChang 2018



Transmissão televisiva

As provas de patinagem artística que vão decorrer nos Jogos Olímpicos de 2018 podem ser acompanhadas em Portugal através dos canais Eurosport 1 e 2. Em baixo podem ver os horários de transmissão previstos até ao dia 13-02-2018.
*Os horários podem estar sujeitos a alteração. 


Canal Eurosport 1

Dia 09-02-2018

- Transmissão em directo entre as 01h00 e as 04h30 da madrugada.
- Transmissão em diferido entre as 08h00 e as 10h00. 
- Transmissão em diferido entre as 14h00 e as 15h30. 
- Transmissão em diferido entre as 22h00 e as 00h00,

Dia 10-02-2018

- Transmissão em diferido entre as 05h30 e 07h00.

Dia 11-02-2018 

- Transmissão em directo entre as 03h30 e as 05h30 da madrugada.

Dia 12-02-2018

- Transmissão em directo entre as 02h45 e as 04h15 da madrugada.
- Transmissão em diferido entre as 07h45 e as 08h45.
- Transmissão em diferido entre as 21h15 e as 22h00.

Dia 13-02-2018 

- Não estão previstas transmissões.

Eurosport 2

Dia 09-02-2018

- Transmissão em diferido entre as 05h00 e as 06h30.
- Transmissão em diferido entre as 10h00 e as 11h00.
- Transmissão em diferido entre as 15h30 e as 17h00.
- Transmissão em diferido entre as 20h30 e as 22h00.

Dia 10-02-2018

- Transmissão em diferido em as 04h00 e as 05h00.

Dia 11-02-2018

- Não estão previstas transmissões de patinagem.

Dia 12-02-2018 

- Não estão previstas transmissões de patinagem.

Dia 13-02-2018

- Não estão previstas transmissões de patinagem. 



Jogos Olímpicos 2018 - Quando são as provas de patinagem artística?

Jogos Olímpicos 


PeyongChang 2018




Quando são as provas de patinagem artística?

Parece incrível mas já passaram quatro anos desde os maravilhosos jogos olímpicos de Inverno que decorreram em Sochi. Em 2014 foram várias as performances memoráveis e marcantes. Agora é tempo de acompanhar as novas emoções das provas de patinagem artística nos palcos olímpicos.
A edição de 2018 vai decorrer na Coreia do Sul em PeyongChang e já se sabem os dias em que as provas de patinagem vão ter lugar. 
O programa olímpico na patinagem vai arrancar com a competição por equipas. A última prova será a de senhoras. 

Quais são os dias?

Prova por equipas 

Dia 09-02-2018 - Programa curto Homens + Programa curto pares
Dia 11-02-2018 - Dança curta + Programa curto Senhoras + Programa livre pares
Dia 12-02-2018 - Programa livre Homens + Programa livre Senhoras + Dança livre

Categoria de Pares

Dia 14-02-2018 - Programa curto
Dia 15-02-2018 - Programa livre

Categoria de Homens

Dia 16-02-2018 - Programa curto
Dia 17-02-2018 - Programa livre

Categoria de Dança

Dia 19-02-2018 - Dança curta
Dia 20-02-2018 - Dança livre

Categoria de Senhoras

Dia 21-02-2018 - Programa curto
Dia 23-02-2018 - Programa livre 





domingo, 9 de fevereiro de 2014

Sochi 2014 - Competição por equipas (Parte 1)

Os Jogos Olímpicos de Inverno 2014, em Sochi, trouxeram uma novidade: pela primeira vez na história foi realizada uma competição por equipas na modalidade de patinagem artística.
A dinâmica da competição por equipas foi a seguinte:
- as dez melhores selecções do ranking internacional da temporada anterior qualificaram-se para os Jogos Olímpicos: Alemanha, Canadá, China, Estados Unidos da América, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão, Rússia e Ucrânia.
- cada selecção só podia ter patinadores/pares que se tivessem conseguido qualificar em cada uma das categorias.
- todas essas selecções participaram no programa curto com uma atleta na categoria de senhoras, um atleta na categoria de homens, um par de dança e um par de figuras obrigatórias/desportivo.
- consoante a classificação dos países em cada disciplina foram atribuídos pontos de um a dez.
- após a realização do programa curto foram apuradas para a grande final as cinco selecções com maior número de pontos.
- a grande final consistiu na realização do programa livre em cada uma das disciplinas.


Um aspecto importante das regras é que cada selecção podia fazer no máximo duas substituições. Isto significa que cada selecção podia mudar um(a) atleta ou um par do programa curto para o programa livre.


Os atletas que patinaram no programa curto foram os seguintes:
Alemanha - Nathalie Weinzierl (Senhoras), Peter Liebers (Homens), Nelli Zhiganshina & Alexander Gazsi (Dança), Maylin Wende & Daniel Wende (Par desportivo);
Canadá - Kaetlyn Osmond (Senhoras), Patrick Chan (Homens), Tessa Virtue & Scott Moir (Dança), Meagan Duhamel & Eric Radford (Par desportivo);
China - Kexin Zhang (Senhoras), Han Yan (China), Xintong Huang & Xun Zheng (Dança), Cheng Peng & Hao Zhang (Par desportivo);
Estados Unidos da América - Ashley Wagner (Senhoras), Jeremy Abbott (Homens), Meryl Davis & Charlie White (Dança), Marissa Castelli & Simon Shnapir (Par desportivo);
França - Mae Berenice Meite (Senhoras), Florent Amodio (Homens), Nathalie Péchalat & Fabian Bourzat (Dança), Vanessa James & Morgan Ciprés (Par desportivo);
Grã-Bretanha - Jenna McCorkell (Senhoras), Matthew Parr (Homens), Penny Coomes & Nicholas Buckland (Dança), Stacey Kemp & David King (Par desportivo);
Itália - Carolina Kostner (Senhoras), Paul Bonifácio Parkinson (Homens), Anna Cappellini & Luca Lanotte (Dança), Stefania Berton & Ondrej Hotarek (Par desportivo);
Japão - Mao Asada (Senhoras), Yuzuru Hanyu (Japão), Cathy Reed & Chris Reed (Dança); Narumi Takahashi & Riuychi Kihara (Par desportivo);
Rússia - Julia Lipnitskaya (Senhoras), Evgeny Plushenko (Homens), Ekaterina Bobrova & Dmitri Soloviev (Dança), Tatiana Volosozhar & Maxim Trankov (Par desportivo);
Ucrânia - Natalia Popova (Senhoras), Yakov Godorozha (Homens), Siobhan Heekin-Canedy & Dmitri Dun (Dança), Julia Lavrentieva & Yuri Rudik (Par desportivo);


PROGRAMA CURTO MASCULINO
Uma das grandes expectativas em relação ao programa curto masculino era a de saber como é que Evgeni Plushenko se ia portar, tendo em conta os problemas de saúde que tem tido. A verdade é que Plushenko correspondeu de uma maneira fantástica. Ele é sem dúvida uma lenda viva. Só a presença dele fez com que o público entrasse em delírio. Plushenko executou uma combinação de quadruplo toe loop com triplo toe loop (16.40pts), um triplo axel (9.36pts) e um triplo lutz (7.40pts). A sequência de passos foi classificada de nível 3 (4.51pts). O primeiro peão foi de nível 3 (3.51pts), o segundo foi de nível 4 (3.71pts) mas o último foi de nível 2 (3.29pts). Nos segmentos dos componentes, Plushenko obteve 8.75 na perícia, 7.93 nas transições/passos de ligação, 8.96 na performance/execução, 8.64 na coreografia/composição e 8.93 na interpretação. Plushenko acabou por ser segundo classificado no programa curto pois Yuzuru Hanyu conseguiu um programa fenomenal. Hanyu patinou com segurança e realizou um quadruplo toe loop (12.44pts), um triplo axel (11.92pts) e uma combinação de triplo lutz-triplo toe loop (11.81pts). A sequência de passos (4.51pts) e o segundo peão (3.53pts) foram de nível 3. Os outros dois peões foram de nível 4 (4.20pts+4.14pts). Hanyu ficou com 9.18 na perícia, 8.96 nas transições/passos de ligação, 9.11 na performance/execução, 9.04 na coreografia/composição e 9.14 na interpretação. Apesar de todas as atenções terem acabado por ficar em Plushenko e Hanyu, a verdade é que Patrick Chan é que era o principal favorito na categoria de individuais masculinos. No entanto, Chan pareceu um pouco afectado e cometeu um erro na recepção do triplo axel (6.50pts) que fez com que o elemento fosse punido com grau de execução negativo. Ele executou também uma combinação de quadruplo toe loop com duplo toe loop (12.17pts) e um triplo lutz (7.40pts). A sequência de passos foi de nível 4 (5.80pts). O primeiro peão foi de nível 3 (3.66pts) e os outros dois foram de nível 4 (4.00pts+4.50pts). As suas médias nos segmentos dos componentes foram: 9.21 na perícia, 9.11 nas transições/passos de ligação, 9.00 na performance/execução, 9.11 na coreografia/composição e 9.25 na interpretação.

PROGRAMA CURTO FEMININO
A jovem Julia Lipnitskaya arrasou com um programa curto fantástico em que realizou uma combinação de triplo lutz com triplo toe loop (11.50pts), um duplo axel (3.94pts) e um triplo flip (6.53pts). A sua sequência de passos foi de nível 3 (4.16pts). Os seus fantásticos peões foram todos de nível 4, tendo somado um total de 13.26pts. Os segmentos dos componentes foram de 8.43 para a perícia, 8.07 nas transições/passos de ligação, 8.43 na performance/execução, 8.54 na coreografia/composição e 8.43 na interpretação.
Carolina Kostner esteve magistral no programa curto. No entanto, o programa de Kostner foi bastante menos ambicioso do que o programa de Lipnitskaya. Kostner efectuou uma combinação de triplo toe loop-triplo toe loop (9.80pts), um triplo loop (6.50pts) e um duplo axel (4.56pts). O primeiro peão foi de nível 3 (3.44pts) assim como o peão layback (3.11pts). O peão de combinação foi de nível 4 (4.14pts). A sequência de passos foi de nível 3 (4.37pts). As suas médias nos segmentos dos componentes foram boas: 8.64 na perícia, 8.36 nas transições/passos de ligação, 8.86 nas transições/passos de ligação, 8.75 na coreografia/composição e 9.04 na interpretação.
Mao Asada cometeu um erro grave no seu programa curto ao cair na tentativa de triplo axel. A queda provocou uma dedução automática de um ponto e -3 em toda a linha no grau de execução. Aliás, ela nem conseguiu cumprir as três voltas e meia e por isso o valor base do elemento foi reduzido para duplo. Ficou apenas com 1.80pts nesse elemento. Ela fez também um triplo flip (5.90pts) e uma combinação de triplo loop-duplo loop (7.99pts). A sua sequência de passos foi de nível 3 (4.23pts). O primeiro peão foi de nível 3 (3.86pts) e os outros dois foram de nível 4 (3.84pts+3.63pts). Nos segmentos dos componentes ela ficou com 8.54 na perícia, 8.14 nas transições/passos de ligação, 8.39 na performance/execução, 8.50 na coreografia/composição e 8.71 na interpretação.

DANÇA CURTA
Acho que já não é surpresa para ninguém ver os nomes de Meryl Davis e Charlie White em primeiro lugar em qualquer competição de dança no gelo. Aqui não foi excepção. Este par estado-unidense esteve maravilhoso. A sua sequência de passos (9.21pts) e a primeira sequência de finnstep (6.93pts) foram de nível 3. Os twizzles (7.36pts), a figura de elevação (5.50pts) e a segunda sequência de finnstep (8.07pts) foram todos de nível 4. Os seus componentes do programa foram excelentes: 9.64 na perícia, 9.54 nas transições/passos de ligação/movimento, 9.86 na performance/execução, 9.75 na coreografia/composição e 9.82 na interpretação/timing.
Virtue & Moir tiveram um erro muito visível nos twizzles e isso afectou-lhes a nota técnica. A sequência de passos (8.93pts) e os twizzles (5.29pts) foram de nível 3. As duas sequências do finnstep (7.86pts+7.93pts) e a figura de elevação (5.21pts) foram de nível 4. As suas médias nos segmentos dos componentes foram de 9.36 na perícia, 9.36 nas transições/passos de ligação/movimento, 9.50 na performance/execução, 9.46 na coreografia/composição e 9.50 na interpretação. Mesmo com aquele erro nos twizzles, este par demonstrou uma grande elegância e carisma.
Bobrova & Soloviev estiveram fantásticos na dança curta. A primeira sequência de finnstep (7.79pts), os twizzles (6.93pts) e a figura de elevação (4.93pts) foram de nível 4. A segunda sequência de finnstep (6.50pts) e a sequência de passos (8.07pts) foram de nível 3. Os seus segmentos dos componentes foram de 9.00 na perícia, 8.75 nas transições/passos de ligação/movimento, 9.18 na performance/execução, 8.89 na coreografia/composição e 9.18 na interpretação/timing.

PROGRAMA CURTO PARES DESPORTIVOS
Volosozhar & Trankov dominaram esta parte da competição. Todos os elementos foram classificados de nível 4. As suas notas foram as seguintes: 8.30pts no triplo twist, 5.30pts no triplo toe loop lado-a-lado, 6.70pts no triplo loop lançado, 4.90pts na espiral da morte, 5.50pts no peão de par em combinação, 8.60pts na figura de elevação do grupo 5 de dificuldade e 5.80 na sequência de passos. As suas médias dos componentes foram de 9.57 na perícia, 9.39 nas transições/passos de ligação, 9.68 na performance/execução, 9.86 na coreografia/composição e 9.86 na interpretação.
Duhamel & Radford também se mostraram em boa forma e conseguiram fazer um programa curto limpo. Com excepção do triplo twist que foi de nível 3, todos os outros elementos foram de nível 4. Eles obtiveram 6.80pts no triplo twist, 6.10pts no triplo lutz lado-a-lado, 7.80pts na figura de elevação do grupo 5 de dificuldade, 5.00pts no peão de par em combinação, 6.50pts no triplo lutz lançado, 4.90pts na sequência de passos e 4.20pts na espiral da morte. Os seus componentes foram de 7.86 na perícia, 7.96 nas transições/passos de ligação, 8.00 na performance/execução, 7.96 na coreografia/composição e 7.96 na interpretação.
Peng & Zhang continuam a demonstrar que estão em fase ascendente nesta disciplina. Todos os seus elementos foram de nível 4, com excepção do triplo twist. Peng & Zhang conseguiram alcançar as seguintes notas: 5.00pts no triplo toe loop lado-a-lado, 4.80pts na espiral da morte, 5.07pts no peão de par em combinação, 7.30pts no triplo twist, 6.50pts no triplo loop lançado, 4.60pts na sequência de passos e 7.70pts na figura de elevação do grupo 5 de dificuldade. Nos segmentos dos componentes este par ficou com 7.61 na perícia, 7.29 nas transições/passos de ligação, 7.54 na performance/execução, 7.50 na coreografia/composição e 7.61 na interpretação.

DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS APÓS O PROGRAMA CURTO EM TODAS AS DISCIPLINAS

HOMENS
Japão - 10pts
Rússia - 9pts
Canadá - 8pts
China - 7pts
França - 6pts
Alemanha - 5pts
Estados Unidos - 4pts
Ucrânia - 3pts
Grã-Bretanha - 2pts
Itália - 1pt

SENHORAS
Rússia - 10pts
Itália - 9pts
Japão - 8pts
Estados Unidos - 7pts
Canadá - 6pts
França - 5pts
China - 4pts
Ucrânia - 3pts
Alemanha - 2pts
Grã-Bretanha - 1pt


DANÇA
Estados Unidos - 10pts
Canadá - 9pts
Rússia - 8pts
França - 7pts
Itália - 6pts
Alemanha - 5pts
Grã-Bretanha - 4pts
Japão - 3pts
Ucrânia - 2pts
China - 1pt

PARES
Rússia - 10pts
Canadá - 9pts
China - 8pts
Itália - 7pts
Estados Unidos - 6pts
Alemanha - 5pts
França - 4pts
Japão - 3pts
Ucrânia - 2pts
Grã-Bretanha - 1pt

SELECÇÕES QUALIFICADAS PARA O PROGRAMA LIVRE
Rússia
Canadá
Estados Unidos
Japão
Itália