sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Feliz dia de São Valentim ... no gelo

Amor, Arte e Parceria: Casais e Não‑Casais na Dança no Gelo

A dança no gelo tem uma magia muito própria. Entre levantamentos, olhares coreografados e histórias contadas em música e movimento, é fácil imaginar que todas as duplas são casais na vida real. Mas a verdade é bem mais interessante: alguns pares transformam o rinque numa extensão da sua relação amorosa, enquanto outros brilham exclusivamente como parceiros profissionais e fazem-no com igual intensidade.

Este artigo explora esses dois mundos: os casais que deslizam juntos dentro e fora do gelo e os pares cuja química é puramente artística.

Pares que são casais na vida real

Aqui encontramos duplas cuja ligação ultrapassa o rinque. São parceiros de dança, de vida e, muitas vezes, de sonhos. A cumplicidade que mostram no gelo nasce de uma relação construída fora dele e isso transparece em cada gesto.

Madison Chock & Evan Bates



Parceiros no gelo desde 2011 e na vida real desde 2017, Chock & Bates são um dos casais mais reconhecidos da dança no gelo. A química entre eles é natural, intensa e emocional, transformando cada programa numa narrativa romântica. A relação fortalece a arte, e a arte fortalece a relação. Um equilíbrio raro e admirável.

Charlene Guignard & Marco Fabbri



Guignard & Fabbri começaram como parceiros exclusivamente profissionais, mas a ligação cresceu ao longo dos anos e hoje estão noivos. A maturidade, a precisão e a harmonia das suas performances refletem uma relação sólida, construída com respeito e dedicação. São um exemplo de como a parceria artística pode evoluir para algo mais profundo.

Diana Davis & Gleb Smolkin



Casados e conhecidos pela forte ligação emocional, Davis & Smolkin apresentam uma dança marcada por intensidade e coesão. Gleb é frequentemente descrito como muito protetor com Diana, algo que se nota tanto nos treinos como nas competições. Essa dinâmica cria uma presença única no gelo, onde técnica e cuidado caminham lado a lado.

Marie‑Jade Lauriault & Romain Le Gac



Casados e com uma carreira que atravessa fronteiras — primeiro pela França, agora pelo Canadá — Lauriault & Le Gac são sinónimo de energia vibrante e expressividade. A alegria que transmitem no gelo parece uma extensão natural da relação que partilham fora dele, sempre marcada por cumplicidade e boa disposição.

Pares que são apenas parceiros profissionais

Nem toda a química no gelo é romântica e isso é uma das belezas da dança no gelo. Muitos pares constroem relações profissionais fortíssimas, baseadas em confiança, respeito e técnica, sem que exista qualquer envolvimento amoroso.

Oona Brown & Gage Brown

Source: Instagram

Irmãos e parceiros, Oona e Gage Brown têm uma sintonia natural que nasce da ligação familiar. A coordenação impecável e a fluidez dos movimentos mostram como a relação entre irmãos pode ser uma base sólida para performances poderosas.

Lilah Fear & Lewis Gibson



Conhecidos pela energia contagiante e pelos programas cheios de personalidade, Fear & Gibson são pura diversão no gelo. A química é evidente, mas exclusivamente artística. São amigos, parceiros e especialistas em transformar alegria em espetáculo.

Evgenia Lopareva & Geoffrey Brissaud



Lopareva & Brissaud destacam-se pela elegância e pela sensibilidade das suas coreografias. A cumplicidade que demonstram é fruto de anos de trabalho conjunto, não de romance. Fora do rinque, cada um segue a sua vida pessoal, mantendo uma parceria profissional estável e respeitosa.

Laurence Fournier‑Beaudry & Guillaume Cizeron


Source: Laurence's instagram

Com uma expressividade marcante e um estilo refinado, Fournier‑Beaudry & Cizeron são um exemplo de parceria profissional sólida. A ligação que mostram no gelo resulta de treino rigoroso e compreensão artística, não de envolvimento amoroso. Laurence mantém uma relação com o seu antigo parceiro, Nikolaj Sørensen, enquanto Guillaume segue o seu próprio percurso pessoal.

Natalia Taschlerová & Filip Taschler

Source: Filip Taschler instagram

Outro par de irmãos, Natalia e Filip Taschler apresentam uma dança criativa, precisa e cheia de maturidade. A confiança entre eles é instintiva, fruto da relação familiar, e traduz-se numa parceria artística coesa e consistente.

A dança no gelo é um universo onde diferentes tipos de relações coexistem e brilham. Alguns pares transformam o gelo num palco para o amor; outros mostram que a cumplicidade profissional pode ser igualmente poderosa. O que todos têm em comum é a capacidade de contar histórias através do movimento: histórias que emocionam, inspiram e fazem o público esquecer, por instantes, que tudo aquilo é fruto de anos de trabalho árduo.











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