A patinadora Mirai Nagasu (Estados Unidos) deu recentemente algumas pistas sobre o seu futuro na modalidade.
Mirai afirmou que não pretende completar mais um ciclo olímpico e por isso não vamos contar com a participação dela nos próximos Jogos que se vão realizar em 2022.
Quanto à temporada 2018/2019, Mirai confessou que não participará no circuito do Grande Prémio. No entanto, ela não descarta a hipótese de se apresentar em competições na segunda metade da temporada.
Entretanto ela vai abrilhantar alguns espectáculos que vão decorrer no Japão e nos Estados Unidos.
Mirai Nagasu
Durante a sua longa carreira no escalão sénior, Mirai conquistou quatro medalhas em provas que fazem parte do circuito do grande prémio: duas de prata e duas de bronze. Ela também é detentora de três medalhas nos Campeonatos dos 4 Continentes (duas de bronze e uma de prata). O seu melhor resultado em campeonatos do mundo foi o sétimo lugar em 2010. Em termos olímpicos Mirai foi quarta em Vancouver 2010. Em 2017/2018 ela andou nas bocas do mundo por ter realizado o triplo axel nos Jogos Olímpicos. É de destacar que Mirai fez parte da selecção dos Estados Unidos que conquistou a medalha de bronze na competição por equipas nas olimpíadas de PeyongChang 2018.
Fora das pistas de gelo, Mirai brilhou no programa "Dancing with the Stars" da estação ABC.
O canal ABC dos Estados Unidos voltou a apostar em mais uma temporada do programa "Dancing with the Stars" e convidou os patinadores Adam Rippon, Mirai Nagasu e Tonya Harding para mostrarem os seus dotes de dançarinos. Mirai e Adam estão como peixe na água e têm abrilhantado a pista de dança com prestações bem bonitas. Já Tonya Harding renasceu das cinzas depois do sucesso do filme "I, Tonya". Tonya teve um final de carreira bem atribulado devido ao escândalo da agressão a Nancy Kerrigan na temporada 1993/1994 mas tem sabido capitalizar com o impacto do filme que conta parte dessa história. Adam Rippon acabou por sagrar-se vencedor desta edição :)
Aqui estão os vídeos do programa
Adam Rippon
Entrevista após a vitória
Mirai Nagasu
Tonya Harding
Números em grupo
Também com a presença de Meryl Davis (campeã olímpica de dança em 2014)
As ultimas semanas têm sido recheadas de notícias e rumores no mundo da patinagem artística. Aqui fica uma compilação com algumas das mais relevantes.
Vamos começar esta ronda noticiosa pelos Estados Unidos onde as coisas têm andado animadas. Maia e Alex Shibutani, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos 2018, decidiram que não vão competir durante a temporada 2018/2019. Os irmãos Maia e Alex parecem agora empenhados em aproveitar outras oportunidades no mundo do espectáculo e passaram a ser agenciados pela UTA - United Talent Agency. Eles têm passado algum tempo em Los Angeles mas também têm patinado em várias cidades dos Estados Unidos com a digressão Stars on Ice.
Vídeos com um resumo do início das aventuras de Maia e Alex em Los Angeles
Vídeo de uma apresentação de Maia e Alex na digressão Stars on Ice 2018
Os seus compatriotas Kaitlin Hawayek & Jean Luc Baker, campeões dos campeonatos dos 4 Continentes 2017/2018, estão a caminho de uma grande mudança. Kaitlin e Jean Luc têm novos treinadores! Depois de vários anos sob a alçada da dupla Anjelika Krylova & Pasquale Camerlengo, Kaitlin e Jean Luc mudaram-se para o grupo liderado por Marie-France Dubreuil em Montreal. Isto significa que vão treinar ao lado de grandes nomes como Papadakis & Cizeron e Hubbell & Donohue.
Kaitlin Hawayek & Jean Luc Baker
Por falar em Hubbell & Donohue, Madison Hubbell está noiva! A patinadora estadounidense disse sim ao pedido de casamento feito por Adriá Diaz. A boa-nova foi divulgada no Instagram. O patinador espanhol Adriá Diaz compete com Olivia Smart em representação da Espanha na categoria de dança.
Fonte: Instagram de Madison Hubbell
Adam Rippon, Mirai Nagasu e Tonya Harding vão estar bastantes ocupados com a participação do famoso programa "Dancing with the Stars" que é transmitido no canal ABC. Esta edição vai iniciar-se em 30 de Abril mas tanto Adam como Mirai já publicaram algumas fotos dos seus parceiros de dança no programa. Adam Rippon vai dançar na companhia de Jenna Johnson enquanto Mirai Nagasu está nos braços de Alan Bersten. A veterana Tonya Harding, que voltou à ribalta depois do sucesso do filme "I, Tonya", vai dançar com Sasha Farber.
Fonte: Instagram de Adam Rippon
Fonte: Instagram de Mirai Nagasu
Ashley Wagner tem dado um ar da sua graça pelas pistas dos Estados Unidos na digressão Stars on Ice. Quanto à competição é bem provável que Ashley fique de fora durante a época 2018/2019 por opção própria.
Ashley Wagner durante a digressão Stars on Ice 2018
Max Aaron, campeão nacional dos Estados Unidos na temporada 2012/2013, decidiu colocar um ponto final na carreira competitiva. A última aparição de Max em competição ocorreu nos Campeonatos do Mundo 2018, sendo que ele terminou na 11.ª posição. A sua prestação nestes mundiais ajudou a federação dos Estados Unidos a garantir três inscrições na categoria masculina nos Campeonatos do mundo da próxima época. O futuro de Max parece que vai evoluir longe das pistas de gelo pois ele vai trabalhar como consultor financeiro numa empresa.
Vídeo para recordar Max Aaron
Na categoria de pares parece que Marissa Castelli & Mervin Tran colocaram um ponto final na sua parceria. Apesar de terem conseguido bons resultados com os seus anteriores parceiros, Marissa e Mervin não tiveram muitas oportunidades em conjunto. Para já não se sabe se eles vão tentar prosseguir a carreira com novas parcerias. Entretanto Jessica Calalang e Brian Johnson já confirmaram que vão patinar juntos na próxima temporada. Quanto a Alexa Scimeca-Knierim & Chris Knierim correm rumores que eles andam à procura de um novo treinador.
Alexa Scimeca-Knierim & Chris Knierim
No mês de Abril houve uma péssima surpresa no mundo da patinagem. O treinador Richard Callaghan, que levou Tara Lipinski ao título olímpico em 1998, foi suspenso pela USFSA. O motivo da suspensão tem a ver com suspeitas de abuso sexual de jovens patinadores. Algumas denúncias remontam ao ano de 1999. Esta informação é muito perturbadora. O canal ABC tem acompanhado a história e podem ver aqui um link sobre esta notícia: http://abcnews.go.com/US/top-coach-suspended-decades-us-figure-skating-dismissed/story?id=53637051
A Taça Team Challenge que deveria ter decorrido nos Estados Unidos entre os dias 13 e 15 de Abril de 2018 acabou por ser cancelada. Este evento pretende ser uma competição por equipas parecida à que foi organizada quer nos Jogos Olímpicos de Sochi como nos de PeyongChang. No entanto, a falta de inscrições e a indisponibilidade da maior parte dos patinadores mais consagrados ditou o cancelamento da prova.
Quanto aos clubes de patinagem os rumores são imensos. Parece que a equipa liderada por Igor Shpilband vai sofrer mudanças. Greg Zuerlein, um dos seus principais ajudantes, deve estar de saída.A saída de Greg ainda não foi oficialmente confirmada e já há rumores sobre quem será o seu substituto. Parece que Pasquale Camerlengo está a caminho do clube Novi para completar a equipa de Igor Shpilband.
Pasquale Camerlengo trabalhou durante muitos anos com a sua esposa Anjelika Krylova mas ela está a caminho da Rússia e esta parceria quebrou-se.
Na Rússia, o regresso de Anjelika Krylova já teve consequências. Os pares de dança Betina Popova & Sergey Mozgov e Alla Loboda & Pavel Drodz deixaram o grupo de Ksenia Rumiantseva e vão agora trabalhar sob o comando de Anjelika.
Alla Loboda & Pavel Drodz
Betina Popova & Sergey Mozgov
Ainda na categoria de dança, Ekaterina Bobrova & Dmitry Soloviev vão mesmo fazer uma pausa na patinagem de competição. Ekaterina anda a aproveitar o tempo livre com o marido Andrei Deputat e tem partilhado muitas fotos lindíssimas das suas férias nos Estados Unidos.
Ekaterina Bobrova & Dmitry Soloviev
Na categoria de pares as coisas estão confusas pois a treinadora Nina Mozer tem tido problemas de saúde e foi operada recentemente. Nina Mozer fez uma declaração pública a avisar que teria de afastar-se por algum tempo. Mas ficou uma questão por resolver: afinal quem será o treinador principal dos pares Stolbova & Klimov, Tarasova & Morozov e Zabiiako & Enbert?
Anna Pogorilaya ainda se encontra a recuperar da lesão nas costas mas numa entrevista concedida a uma rádio russa disse que quer voltar à patinagem de competição. Para já ela está a desfrutar de umas belas férias com o namorado. Anna está a namorar com o patinador Andrey Nevsky.
Anna Pogorilaya e Andrey Nevsky
(Fonte: Instagram)
Serafima Sakhanovich, duas vezes vice-campeã mundial de juniores, passou por um mau bocado mas com o auxílio de Evgeni Plushenko conseguiu alguns bons resultados na época 2017/2018, onde se destaca a vitória na Taça de Varsóvia. A notícia de que Serafima decidiu deixar a academia de Plushenko apanhou toda a gente de surpresa.Serafima deixou Moscovo e voltou para São Petersburgo para integrar o grupo de Angelina Turenko. Em compensação, a jovem promessa Anastasia Gubanova mudou-se do grupo de Angelina Turenko para o de Elena Buianova. Quanto a Valeria Mikhailova, que encantou o público no GP Taça Rostelecom 2017, está agora na Academia de Evgeni Plushenko.
Valeria Mikhailova
Na categoria masculina parece certo que Alexey Erokhov, campeão mundial de juniores em 2018, vai passar ao escalar sénior. Erokhov já está a trabalhar na construção de um novo programa curto com o auxílio de Daniil Gleikhengauz. Quanto a Maxim Kovtun, ele decidiu regressar ao grupo da treinadora Elena Buianova depois da desilusão da temporada 2017/2018 onde teve de desistir de praticamente todas as competições devido a lesão.
No Japão destaca-se a fantástica recepção preparada em Sendai para o bicampeão olímpico Yuzuru Hanyu. As imagens falam por si
Quanto a Marin Honda já foram confirmados os rumores de que ela vai treinar sob orientação de Rafael Aratunian. Esta é uma grande mudança para a jovem japonesa que é uma das principais apostas da federação do seu país. Isto significa que ela vai treinar junto do campeão mundial Nathan Chen.
Marin Honda
Quanto à China os rumores são imensos. O mais relevante é o que indica que Boyang Jin, duas vezes medalha de bronze em mundiais, vai trabalhar com Brian Orser. Se for verdade é uma aposta fantástica e ele poderá treinar lado-a-lado com Yuzuru Hanyu. No que diz respeito ao par de dança parece que Shiyue Wang & Xinyu Liu estão a caminho de Montreal para serem treinados por Marie-France Dubruil. Consta também que a federação chinesa está a tentar celebrar um protocolo com a federação russa para que as atletas da categoria feminina possam treinar com treinadores russos durante algum tempo.
Em Itália, Charlene Guignard & Marco Fabbri anteciparam-se à concorrência e anunciaram que a sua nova dança livre vai ser patinada ao som de trechos da banda sonora do filme "La La Land".
Charlene Guignard & Marco Fabbri
Da Eslováquia chegou a notícia da separação do par de dança composto por Lucie Mysliveckova e Lukas Csolley. A informação foi anunciada por Lukas numa publicação do Instagram. Já corriam alguns rumores sobre esta separação desde que eles desistiram da participação dos campeonatos do mundo 2018. Apesar do texto de Lukas não referir o motivo da separação, suspeita-se que a lesão que Lucie sofreu num ombro seja a causa. Consta que a patinadora vai precisar de submeter-se a uma intervenção cirúrgica. Ainda não se sabe se eles vão procurar novos parceiros.
Print Screen da publicação de Lukas Csolley no Instagram
Durante o mês de Abril decorreram algumas competições entre as quais o Troféu Egna Spring.
O Troféu Egna Spring decorreu entre os dias 4 e 8 de Abril. No escalão sénior houve competição nas categorias de Senhoras, Homens e Pares. Smirnova & Epstein (Holanda) venceram a categoria de pares. A alemã Nathalie Weinzierl venceu a categoria de Senhoras e o italiano Daniel Grassl conquistou o ouro na categoria masculina.
A USFSA, organismo que governa a patinagem artística nos Estados Unidos, anunciou oficialmente os patinadores escalados para a selecção nacional após a realização dos campeonatos nacionais. A decisão da USFSA causou muita polémica na categoria masculina devido a Ross Miner ter sido deixado de fora da equipa olímpica mesmo depois de ter ficado em segundo lugar nos campeonatos nacionais. Esta situação gerou uma enorme polémica. Apesar de ter sido escalado para os campeonatos dos 4 Continentes, Ross declinou a vaga e parece que ele vai acabar a carreira. Quem também não ficou nada contente foi Ashley Wagner. Os campeonatos nacionais não lhe correram bem mas ela mantinha a expectativa de liderar a selecção dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos e nos Mundiais 2018 mas acabou por não ser escalada para essas provas. No entanto, a USFSA não a esqueceu e nomeou-a para os campeonatos dos 4 Continentes. Entretanto, Ashley anunciou que não quer a vaga para os 4 Continentes, tendo imediatamente sido substituída por Angela Wang. Ashley não invocou qualquer lesão para justificar a sua decisão. Muita gente não gostou desta atitude de Ashley e acusou-a de estar a fazer birra perante os dirigentes da USFSA. Estas nomeações dizem respeito aos Jogos Olímpicos, os campeonatos do mundo e os campeonatos dos 4 Continentes.
Selecção Americana
Jogos Olímpicos 2018
Categoria de Senhoras: Bradie Tennell, Mirai Nagasu, Karen Chen; Categoria de Homens: Nathan Chen, Adam Rippon, Vincent Zhou; Categoria de Dança: Madison Hubbell & Zachary Donohue, Maia e Alex Shibutani, Madison Chock & Evan Bates; Categoria de Pares: Alexa Scimeca-Knierim & Chris Knierim;
Campeonatos do Mundo 2018
Categoria de Senhoras: Bradie Tennell, Mirai Nagasu, Karen Chen; Categoria de Homens: Nathan Chen, Adam Rippon, Vincent Zhou; Categoria de Dança: Madison Hubbell & Zachary Donohue, Maia e Alex Shibutani, Madison Chock & Evan Bates; Categoria de Pares: Alexa Scimeca-Knierim & Chris Knierim, Tarah Kayne & Danny O'Shea;
Campeonatos dos 4 Continentes 2018
Categoria de Senhoras: Ashley Wagner, Starr Andrews, Mariah Bell; Angela Wang; Categoria de Homens: Jason Brown, Ross Miner, Max Aaron, Grant Hochstein; Categoria de Dança: Kaitlyn Hawayek & Jean-Luc Baker, Lorraine McNamara & Quinn Carpenter, Rachel Parsons & Michael Parsons; Categoria de Pares: Ashley Cain & Timothy LeDuc, Tarah Kayne & Danny O'Shea, Deanna Stellatto & Nathan Bartholomay;
Categoria de Senhoras A competição na categoria de Senhoras nos campeonatos nacionais dos Estados Unidos não teve a qualidade das competições equivalentes no Japão e na Rússia. Bradie Tennell, medalha de bronze no grande prémio Skate America 2017, sagrou-se campeã nacional dos Estados Unidos pela primeira vez na sua carreira. A atleta de 19 anos ficou em primeiro lugar quer no programa curto como no programa livre, com duas prestações sólidas. Bradie conquistou uma pontuação de 73.79pts, com todos os elementos a beneficiarem de grau de execução positivo. Ela começou por executar uma combinação de triplo lutz+triplo toeloop (12.10pts). Após a combinação, ela apresentou dois peões de nível 4: o peão camel com entrada saltada (4.20pts) e o peão layback (3.77pts). Na segunda metade do programa foi a vez do triplo loop (6.41pts), a sequência de passos (5.20pts), o duplo axel (4.63pts) e o peão de combinação com mudança de pé (4.57pts). Tanto a sequência de passos como o peão de combinação atingiram o nível 4. Os saltos colocados na segunda metade do programa tiveram direito a bónus no valor base. Nos segmentos dos componentes que fazem parte da nota de apresentação, as médias estabelecidas foram de 8.18 (perícia), 7.93 (transições), 8.46 (performance), 8.46 (composição) e 8.11 (interpretação da música). No programa livre Bradie ficou com uma nota de 145.72pts. Ela dividiu o plano de saltos em duas partes: três elementos de saltos na primeira parte e quatro elementos de saltos na segunda parte. Na primeira metade Bradie efectuou uma combinação de triplo lutz+triplo toeloop (12.10pts), um duplo axel (4.09pts) e um triplo flip (6.80pts). Na segunda metade Bradie realizou uma combinação de duplo axel+triplo toeloop (6.96pts), uma combinação de triplo lutz+duplo toeloop+duplo loop (11.01pts), um plo loop (7.01pts) e um triplo salchow (6.24pts). É de salientar que a combinação axel+toeloop foi penalizada em sede de grau de execução pois a última rotação do axel não foi efectivamente completa. Faltou 1/4 de volta. Na combinação lutz+toeloop+loop, ela foi lenta com a perna livre na recepção do triplo lutz e o painel de juízes não foi unânime na marcação do grau de execução. O juiz n.º 1 chegou mesmo a marcar -1 no grau de execução mas o elemento acabou por conseguir +1.00 de média final. A sequência de passos foi de nível 4 e obteve 5.60pts, tendo a sequência coreográfica rendido 3.50pts. Os peões foram todos classificados com o nível 4 e totalizaram 12.70pts. As médias apuradas nos segmentos dos componentes ficaram em 8.61 na perícia, 8.50 nas transições, 9.00 na performance, 8.82 na composição e 8.64 na interpretação da música. Tenho algumas dúvidas sobre algumas notas que lhe foram atribuídas nos segmentos dos componentes mas isso não foi suficiente para afectar o resultado final. Eu penso que Bradie acabou por ser uma justa vencedora e acho que ela será tratada como líder da selecção estado-unidense para os próximos Jogos Olímpicos.
No dia 6 de Outubro de 2017 realizou-se mais uma edição do Open do Japão. Saitama foi a cidade escolhida para acolher a edição desta temporada. Esta competição apenas tem provas nas categorias individuais. Para além do resultado individual, está ainda em causa um troféu por equipas. Os patinadores ficaram então divididos pela equipa do Japão, a equipa da Europa e a equipa da América do Norte. Nesta temporada a vitória por equipas sorriu à Europa com uma pontuação global de 615.35 pontos. O Japão ficou em segundo lugar com 614.93 pontos. A equipa da América do Norte terminou na terceira posição com 572.95 pontos. Nas categorias individuais, o espanhol Javier Fernandez e a russa Evgenia Medvedeva sagraram-se vencedores. Uma das caracteristicas desta competição é que é permitida a participação de patinadores que já abdicaram de patinar em provas oficiais da ISU. Devido a essa permissão foi possivel revermos Jeremy Abbott e Nobunari Oda. Quanto a destaques, Evgenia Medvedeva acabou por tornar-se o centro das atenções devido a ter patinado um programa livre diferente ao mostrado nos testes na Rússia e no Troféu Ondrej Nepela. No Open do Japão Medvedeva optou por um programa livre baseado na famosa obra "Anna Karenina". Esta situação já deu azo a rumores que esta mudança de programa livre é definitiva. Claro que este programa também é bom mas prefiro muito mais o livre que Medvedeva patinou no Troféu Ondrej Nepela pois tem muito mais detalhes coreográficos e interpretativos para além da colocação dos elementos no esquema lhe permitir em teoria amealhar mais pontos.
A estreia dos novos programas de
Yuzuru Hanyu revelou-se como o principal foco de atenção desta competição. E o
japonês não desapontou apesar de ter cometido alguns erros. Pela amostra nesta
competição já deu para perceber que ele está mais ambicioso do que nunca.
Yuzuru Hanyu obteve uma nota de
88.30pts no programa curto. Ele entrou a matar e fez história ao ser o primeiro
patinador a realizar um quádruplo loop em competições internacionais. Sim…
leram bem: ele fez um quádruplo loop! Ele recebeu 12.80pts por esse elemento e
garantiu mais uma vez o seu lugar nos livros de história da patinagem
artística. Como combinação de saltos estava previsto que ele executasse um
quádruplo salchow com triplo toe loop. No entanto, ele falhou o salchow e caiu.
O salchow apenas teve uma rotação simples o que fez com que este salto fosse
considerado inválido. É que no programa curto masculino é obrigatório que o
primeiro salto na combinação seja no mínimo um triplo. Mesmo com este erro no
início da combinação, Hanyu não se intimidou e conseguiu efectuar o triplo toe
loop. Ele ficou apenas com 2.20pts na combinação graças ao toe loop triplo mas
sempre foi melhor do que ficar com a combinação completamente invalidada. Para
além do grau de execução negativo aplicado ao elemento, a queda fez com fosse
deduzido um ponto de forma automática. O último salto do esquema foi um triplo
axel que foi realizado já na segunda metade para beneficiar de um bónus de 10%
na pontuação base. O patinador não teve problemas no triplo axel e conseguiu
uma nota de 11.35pts. Como podem depreender, este programa vai ser uma bomba
quando Hanyu estiver em melhor estado de forma. Um quádruplo loop, um quádruplo
salchow em combinação com um triplo toe loop e um triplo axel na segunda metade
do programa vão permitir-lhe aspirar a uma nota técnica astronómica. Veremos o
que acontecerá no futuro. No que diz respeito aos peões, os dois primeiros
foram classificados com o nível 3 e o último foi de nível 4, totalizando
11.60pts. A sequência de passos foi de nível 4 e rendeu-lhe 6.00pts. Nos
segmentos dos componentes do programa as suas médias fixaram-se em 9.20 na
perícia, 8.80 nas transições, 8.95 na performance, 9.15 na composição e 9.25 na
interpretação da música.
Hanyu venceu o programa livre de
forma confortável com uma nota de 172.27pts. Tal como no programa curto, o
plano de saltos para o programa livre é muito ambicioso. Aqui nesta competição
Hanyu acabou por ainda não realizar tudo o que está planeado mas esta prestação
já foi um bom indicador. O primeiro salto do programa foi um quádruplo loop
(12.40pts), a que se seguiu um quádruplo salchow (11.30pts). O terceiro e
quarto elementos do esquema foram respectivamente um peão (4.50pts) e a
sequência de passos (5.58pts), ambos de nível 4. Depois foi a vez de um triplo
flip (4.74pts) que foi punido com grau de execução negativo. Já na segunda
metade do programa seguiu-se uma combinação de triplo salchow-duplo toe loop
que ficou com o valor base de 6.27pts. O quádruplo toe loop (4.80pts) correu
mal pois Hanyu caíu e a quarta rotação não foi efectivamente completa.
Seguiram-se duas combinações: triplo axel-duplo toe loop (12.38pts) e triplo
axel-toe loop simples-loop simples (10.34pts). O décimo elemento foi um peão de
nível 4 que pontuou 3.70pts. Depois ele avançou para a sequência coreográfica
(3.26pts). O último salto do programa foi o triplo lutz (4.50pts), sendo que
Hanyu sofreu uma queda. O programa foi finalizado com um peão de nível 4
(3.90pts). Um elemento que estava planeado mas que foi alterado foi a combinação
de quádruplo salchow-duplo toe loop que foi transformada em triplo-duplo. Ou
seja, se cumprir o seu plano inicial, Hanyu apresentará no programa livre
quatro quádruplos, duas combinações com triplo axel, o triplo flip e o triplo
lutz! Nesta prova as suas médias nos segmentos dos componentes foram de 9.10 na
perícia, 8.60 nas transições, 8.20 na performance, 8.80 na composição e 8.60 na
interpretação da música.
Misha Ge do Uzbequistão conseguiu um
excelente resultado nesta competição e arrecadou a medalha de prata. Ge tem
evoluído bastante do ponto de vista técnico nestas duas últimas temporadas e aqui
surpreendeu-nos com a realização de quádruplo toe loop no programa curto. É
verdade que o salto foi punido com grau de execução negativo mas para Ge já é
um passo enorme na valorização de elementos técnicos. Ele tem tentado aumentar gradualmente
o grau de dificuldade dos elementos apresentados nos seus esquemas e este foi
mais um exemplo disso.
O estado-unidense Max Aaron foi
quinto classificado no programa curto mas conseguiu recuperar no livre, tendo
terminado a competição com a medalha de bronze.
Vídeos
Yuzuru Hanyu Programa curto
Programa livre
Misha Ge Programa curto
Programa livre
Max Aaron Programa curto
Programa livre
Resultado final
1.º
Yuzuru Hanyu
Japão
260.57pts
2.º
Misha Ge
Uzbequistão
230.55pts
3.º
Max Aaron
Estados Unidos
226.13pts
4.º
Keegan Messing
Canadá
215.10pts
5.º
Bennet Toman
Canadá
206.41pts
6.º
Daniel Samohin
Israel
189.90pts
7.º
Javier Raya
Espanha
188.04pts
8.º
Nicholas Vrdoljak
Croácia
187.28pts
9.º
Harry Mattick
Grã-Bretanha
169.33pts
10.º
Jamie Wright
Grã-Bretanha
163.65pts
11.º
Leslie Man Cheuk Ip
Hong Kong
161.18pts
12.º
Jordan Dodds
Austrália
154.90pts
13.º
Andrew Dodds
Austrália
154.59pts
14.º
Mark Webster
Austrália
129.85pts
15.º
Diego Saldana
México
102.76pts
Dança
Na categoria de dança, os canadianos
Tessa Virtue & Scott Moir fizeram as delícias dos fãs com este seu regresso
à patinagem de competição após ausência desde os Jogos Olímpicos de Sochi em
2014. Muita gente duvidava que seria possível vê-los novamente no circuito de
competição mas aqui estão eles.
A dança curta de Virtue & Moir
recebeu uma excelente nota de 77.72pts. Todos os elementos técnicos cumpriram
os critérios para serem classificados com o nível 4, que é o nível máximo. Eu
penso que o controlador técnico foi um pouquinho generoso na atribuição de
nível 4 na sequência parcial de passos e na sequência de passos em que os
patinadores não se tocam. Mas como isso acabou por não influenciar o resultado
final a coisa passa… Eles receberam excelentes graus de execução em todos os
elementos com vários +2 e +3. A sua nota técnica de partida foi de 33.30pts e
eles melhoraram-na para 41.44pts, ou seja, obtiveram 8.14pts só em graus de
execução positivos. Os twizzles foram de encher o olho. Muito bem encaixados na coreografia e muito bem executados. As suas médias nos segmentos dos componentes foram
excelentes: 9.00 na perícia, 8.95 nas transições, 9.20 na performance, 9.10 na
composição e 9.10 na interpretação da música/timing.
Os juízes também ficaram arrebatados
pela dança livre de Virtue & Moir. A sua dança livre recebeu 111.48pts. A
nota podia ter sido ainda melhor não tivesse sido o caso que terem sofrido duas
deduções automáticas: perderam um ponto por terem ultrapassado o tempo limite
permitido na última figura de elevação e perderam outro ponto por violação das
regras gerais de tempo. Em termos técnicos apenas o peão foi de nível 3, sendo
que os restantes elementos alcançaram o nível 4. Como elementos coreográficos
eles apresentaram um twizzle e uma figura de elevação. As duas sequências de
passos foram grandes mais-valias no programa, totalizando 22.04pts. Nos
segmentos dos componentes as suas médias foram de 9.20 na perícia, 9.15 nas
transições, 9.20 na performance, 9.45 na composição e 9.30 na interpretação da
música/timing.
O regresso de Virtue & Moir fica
também marcado por mudanças na equipa que trabalha com eles. Os tempos de
trabalho no grupo de Marina Zoueva estão terminados. Agora este par é
acompanhado por Marie-France Dubreuil e Patrice Lauzon, partilhando o local de
treino com os franceses Gabriella Papadakis & Guillaume Cizeron. A primeira impressão do seu regresso é extremamente positiva. Foi como se eles tivessem pegado no trabalho desenvolvido até 2011 e tivessem seguido essa linha novamente. Em termos de forma física também se pareceram muito mais com o que apresentaram em 2009,2010 e 2011 do que em 2013 e 2014. Por aquilo que demonstraram nesta competição, os canadianos têm tudo para lutar pela medalha de ouro nos principais campeonatos ao longo da temporada.
Os estado-unidenses Hawayek &
Baker ficaram com a medalha de prata, com 28.70pts de desvantagem face a Virtue
& Moir. Os dinamarqueses Beaudry & Sorensen foram segundos
classificados na dança curto mas na livre foram apenas quartos. No entanto, os
dinamarqueses conseguiram ficar com a medalha de bronze.
Vídeos
Virtue & Moir Dança curta
Dança livre
Hawayek & Baker Dança curta
Dança livre
Fournier-Beaudry & Sorensen Dança curta
Dança livre
Resultado final
1.º
Tessa Virtue & Scott Moir
Canadá
189.20pts
2.º
Kaitlin Hawayek & Jean-Luc Baker
Estados Unidos
160.50pts
3.º
Laurence Fournier Beaudry & Nikolaj Sorensen
Dinamarca
152.00pts
4.º
Isabella Tobias & Ilia Tkachenko
Israel
150.32pts
5.º
Marie-Jade Lauriault & Romain Le Gac
França
143.60pts
6.º
Olivia Smart & Adria Diaz
Espanha
141.50pts
7.º
Carolane Soucisse & Shane Firus
Canadá
128.78pts
8.º
Celia Robledo & Luis Fenero
Espanha
122.88pts
9.º
Haley Sales & Nikolas Wamsteeker
Canadá
112.52pts
Senhoras
A japonesa Rika Hongo era a grande
favorita à vitória nesta competição mas acabou fora do pódio. Rika cometeu
erros tanto no programa curto como no livre. No programa curto a sua nota foi
de 60.33pts. Ele teve dois elementos de saltos punidos com grau de execução
negativo: a combinação de triplo flip-triplo toe loop e no triplo lutz. Outro
problema que a afectou foi que o peão layback só chegou para nível 2 e isso fez
com que o valor base desse elemento fosse revisto em baixa. O segundo peão
conseguiu o nível 4 mas ficou meramente com o valor base. No que diz respeito
aos segmentos dos componentes do programa, os juízes estiveram divididos. No
segmento de transições houve um juiz que apenas lhe atribuiu 5.75 enquanto
quatro juízes marcaram esse segmento com 7.00 ou mais. No segmento de
interpretação da música, houve um juiz que só marcou 6.75, em contradição com
dois juízes que marcaram 8.00 e 8.25. Existiram algumas discrepâncias notórias
em todos os segmentos.
Rika Hongo pontuou 110.01pts no
programa livre. Ela cometeu erros na combinação de triplo flip-duplo toe
loop-duplo loop, no triplo lutz e na combinação de triplo salchow-triplo toe
loop, tendo estes elementos sido punidos com grau de execução negativo. Outro
erro cometido por Rika foi o de ter feito apenas um duplo loop quando devia ter
realizado um triplo. Esse tal duplo loop, o primeiro peão e o duplo axel
ficaram meramente com o valor base. Aliás, Rika quase não conseguiu grande
coisa em termos de graus de execução positivos e isso fez com que a nota
técnica dela não tivesse sido tão boa como em outras ocasiões. As suas médias
nos componentes foram fixadas em 7.00 na perícia, 6.35 nas transições, 6.95 na
performance, 6.80 na composição e 6.90 na interpretação da música.
A estado-unidense Mirai Nagasu
arrecadou a medalha de ouro muito graças à vantagem obtida no programa curto.
Nagasu conseguiu uma excelente nota
de 73.40pts no programa curto. No início do esquema ela colocou uma combinação
de triplo flip-triplo toe loop (10.72pts), tendo deixado o triplo loop
(7.01pts) e o duplo axel (4.63pts) para a segunda metade do esquema de forma a
beneficiar de 10% de bónus no valor base desses elementos. Os peões (12.60pts)
e a sequência de passos (5.44pts) alcançaram o nível 4. As suas médias nos
segmentos dos componentes foram de 8.30 na perícia, 7.85 nas transições, 8.40
na performance, 8.25 na composição e 8.45 na interpretação da música.
O programa livre de Nagasu obteve
115.71pts. Ela foi segunda classificada nesta fase da competição devido a ter
cometido vários erros técnicos. A combinação de triplo flip-triplo toe loop
(3.32pts), o triplo salchow (2.40pts), a combinação de duplo axel-triplo toe
loop (6.63pts) e o triplo flip isolado (1.97pts) foram punidos com grau de
execução negativo. Os três saltos com grau de execução positivo foram o triplo
lutz isolado (6.56pts), o triplo loop (5.89pts) e a combinação de duplo
axel-duplo toe loop (5.56pts). A sequência de passos foi classificada com o
nível 2 e rendeu-lhe 3.20pts. Os peões foram todos de nível 4 e totalizaram
12.40pts. A sequência coreográfica permitiu-lhe obter mais 3.54pts. Nos
segmentos dos componentes as suas médias foram de 8.15 na perícia, 7.65 nas
transições, 8.05 na performance, 8.15 na composição e 8.15 na interpretação da
música.
A canadiana Alaine Chartrand venceu a
parte do programa livre mas não chegou para compensar a desvantagem que ela
levava do programa curto pelo que teve de contentar-se com a medalha de prata.
A jovem Elizabet Tursynbaeva do
Cazaquistão ficou com a medalha de bronze.
Vídeos
Mirai Nagasu Programa curto
Programa livre
Alaine Chartrand Programa curto
Programa livre
Elizabet Tursynbaeva Programa curto
Programa livre
Rika Hongo Programa curto
Programa livre
Resultado final
1.º
Mirai Nagasu
Estados Unidos
189.11pts
2.º
Alaine Chartrand
Canadá
186.11pts
3.º
Elizabet Tursynbaeva
Cazaquistão
172.46pts
4.º
Rika Hongo
Japão
170.34pts
5.º
Mariko Kihara
Japão
161.21pts
6.º
Na Hyun Kim
Coreia do Sul
160.91pts
7.º
Joshi Helgesson
Suécia
153.80pts
8.º
Franchesca Chiera
Estados Unidos
137.21pts
9.º
Anastasia Galustyan
Arménia
136.65pts
10.º
Chloe Ing
Singapura
132.22pts
11.º
Michelle Long
Canadá
131.42pts
12.º
Larkyn Austman
Canadá
121.46pts
13.º
Colette Coco Kaminski
Polónia
119.56pts
14.º
Maisy Hiu Ching Ma
Hong Kong
112.24pts
15.º
Michaela Du Toit
África do Sul
109.92pts
16.º
Amanda Stan
Roménia
107.50pts
17.º
Suh Hyun Son
Coreia do Sul
97.85pts
Pares
A categoria de pares foi dominada por
Julianne Séguin & Charlie Bilodeau que continuam a fazer uma passagem
fantástica do escalão júnior para o sénior. Nesta competição eles venceram o
programa curto e o programa livre, levando a medalha de ouro para casa sem
qualquer contestação.
O programa curto de Séguin &
Bilodeau recebeu 71.40pts. O esquema foi iniciado com um triplo twist de nível
3 que obteve 6.90pts. Seguiu-se um triplo loop lado-a-lado (6.08pts) que é um
elemento raro na categoria de pares. Depois foi a vez de um triplo flip lançado
(5.64pts) que dividiu os juízes quanto ao grau de execução a aplicar. Dois
juízes aplicaram -1, outros dois colocaram 0 e três marcaram +1. O quarto
elemento do programa curto foi o peão que foi classificado com o nível 4 e
rendeu-lhes 4.00pts. A figura de elevação (8.40pts) efectuada pertence ao grupo
5 de dificuldade e cumpriu os critérios do nível 3. Logo após a elevação,
Séguin & Bilodeau realizaram a espiral da morte (4.32pts) que foi de nível
3. Terminaram com a sequência de passos que foi classificada com o nível 4 e
lhes permitiu amealhar mais 5.30pts. As suas médias nos segmentos dos
componentes que compõem a segunda nota foram de 7.65 na perícia, 7.50 nas
transições, 7.85 na performance, 7.70 na composição e 7.75 na interpretação da
música.
Séguin & Bilodeau obtiveram
136.90pts no programa livre. A sua nota técnica de partida foi de 58.40pts e
acabou melhorada para 70.26pts. Como podem depreender desta informação, o
painel de juízes achou que os elementos eram merecedores de grau de execução
positivo. Como saltos lado-a-lado eles apresentaram uma combinação de triplo
toe loop-duplo toe loop (6.58pts) e um triplo salchow isolado (5.10pts). Os
saltos lançados foram o triplo flip (6.90pts) e o triplo loop (6.12pts). A
espiral da morte (4.04pts) e o triplo twist (6.76pts) foram classificados com o
nível 3. O peão lado-a-lado (4.10pts) e o peão de par (5.50pts) conseguiram o
nível 4. Este par conseguiu um total de 21.90pts nas figuras de elevação, sendo
que todas preencheram os critérios do nível 4. A primeira figura de elevação
foi do grupo 3 de dificuldade e as outras duas foram do grupo 5. Na sequência
coreográfica eles amealharam mais 3.26pts. Nos segmentos dos componentes do
programa, as suas médias fixaram-se em 8.30 na perícia, 8.05 nas transições,
8.40 na performance, 8.45 na composição e 8.45 na interpretação da música.
O simpático par francês Vanessa James
& Morgan Ciprés ficou com a medalha de prata.
James & Ciprés foram terceiros no
programa curto com uma nota de 65.58pts. O primeiro elemento do curto foi o
triplo twist (6.50pts) de nível 2 que acabou por dividir o painel de juízes
quanto ao grau de execução a atribuir. Dois juízes consideraram que o elemento
devia ser punido com -1 mas três juízes acharam que o twist foi bom e marcaram
+2. O segundo elemento foi o triplo salchow lado-a-lado que perdeu 1.26pt do
valor base de 4.40pts devido a aplicação de grau de execução negativo.
Seguiram-se o triplo flip lançado (5.64pts) e a figura de elevação (8.90pts)
pertencente ao grupo 5 de dificuldade e que foi classificada com o nível 4.
Depois foi a vez de dois elementos classificados com o nível 3: a espiral da
morte (4.04pts) e a sequência de passos (4.10pts). Finalizaram o programa com
um peão de nível 4 (3.26pts) que foi punido com grau de execução negativo. As
suas médias nos segmentos dos componentes foram de 7.65 na perícia, 7.55 nas
transições, 7.85 na performance, 7.95 na composição e 7.75 na interpretação da
música. A sua nota foi alvo de uma dedução automática de um ponto devido a
violação das regras de tempo.
No programa livre, o par francês
obteve uma nota de 133.32pts. Como saltos lado-a-lado, James & Ciprés
apresentaram uma combinação de triplo toe loop-duplo toe loop-duplo toe loop
(7.74pts) e um triplo salchow (2.30pts). O salchow não correu bem devido a
queda e o elemento foi punido com grau de execução negativo, para além de ter
sido aplicada uma dedução automática de um ponto. Os saltos lançados foram o
quádruplo salchow (7.00pts) e o triplo flip (7.46pts). O quádruplo salchow
lançado foi um elemento em que eles decidiram arriscar mas que acabou por ser
punido com grau de execução negativo. Talvez nas próximas competições as coisas
lhe corram melhor nesse elemento. O peão de par (3.40pts) foi de nível 2 e o
peão lado-a-lado (3.48pts) foi de nível 4. No entanto, o peão lado-a-lado foi ligeiramente
punido com grau de execução negativo. A espiral da morte (4.32pts) foi de nível
3 e a sequência coreográfica rendeu-lhes 3.40pts. Nas figuras de elevação, os
franceses amealharam 22.08pts. A primeira elevação foi do grupo 5 de
dificuldade e preencheu os critérios do nível 3. A segunda elevação também foi
do grupo 5 de dificuldade mas chegou para o nível 4. A última elevação foi do
grupo 3 de dificuldade e também foi classificada com o nível 4. Nos segmentos
dos componentes as suas médias foram de 7.95 na perícia, 8.00 nas transições,
8.35 na performance, 8.50 na composição e 8.25 na interpretação da música.