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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Notícias - Séguin & Bilodeau

O par canadiano Julianne Séguin & Charlie Bilodeau separou-se na semana passada. Esta informação foi tornada pública pela federação canadiana Skate Canada pelo que não há dúvidas sobre a sua veracidade. No comunicado oficial não foram apontadas quais as razões que levaram à quebra da parceria. 

Seguin & Bilodeau

No entanto Charlie concedeu uma entrevista à Radio Canada onde avançou que a iniciativa da separação foi dele. O patinador aproveitou ainda para revelar que pretende cumprir mais um ciclo olímpico e que se encontra à procura de uma nova parceira.
Ainda não se sabe o que é que Julianne pretende fazer no futuro próximo. Esta patinadora tem apenas 21 anos mas já teve de superar várias lesões, nomeadamente traumatismos cranianos. Por isso ela poderá necessitar de avaliar muito bem se vale a pena arriscar manter-se nesta disciplina.

Julianne e Charlie sagraram-se vice-campeões mundiais no escalão júnior na temporada 2014/2015. Nessa mesma temporada eles venceram a final do circuito do grande prémio júnior. 
No escalão sénior, este par venceu o GP Skate America em 2016/2017. Em termos de campeonatos do mundo o seu melhor resultado foi o oitavo lugar em 2015.

A separação implica o cancelamento das suas inscrições no GP de Helsínquia  2018 e no GP Internationaux de France 2018. Em breve serão anunciados os nomes dos substitutos. 

Esta notícia apanhou os fãs de surpresa pois este par até já tinha revelado os temas para os novos programas...



Programa livre de Seguin & Bilodeau no GP Skate America 2016


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Challenger Series - Autumn Classic International 2017

Challenger Series 2017/2018


Autumn Classic International 2017




Senhoras




A vice-campeã mundial Kaetlyn Osmond venceu o Troféu Autumn Classic International 2017, confirmando o favoritismo que trazia. A jovem japonesa Mai Mihara arrecadou a medalha de prata. Elizabet Tursynbaeva do Cazaquistão ficou com a medalha de bronze.


Kaeltyn iniciou a sua caminhada vitoriosa nesta prova com uma nota de 75.21pts no programa curto. O esquema foi patinado ao som de temas de Edith Piaf e foi coreografado por Lance Vipond. Mais uma vez Kaetlyn brilhou nesta coreografia e demonstrou grande à vontade em pista. Os saltos correram-lhe muito bem. A patinadora canadiana executou uma combinação de triplo flip+triplo toeloop (10.86pts), um triplo lutz (7.96pts) e um duplo axel (4.63pts). Os peões foram todos classificados com o nível 4 e totalizaram 12.30pts. A sequência de passos foi de nível 3 e obteve 4.10pts. Ela teve um pequeno percalço no final da sequência de passos mas acabou por disfarçar bem. Em termos de segunda nota, Kaetlyn foi recompensada com médias de 8.70 na perícia, 8.65 nas transições, 8.95 na performance, 8.85 na composição e 9.05 na interpretação da música.






O programa livre de Kaeltyn tem como tema “O Cisne Negro” de Clint Mansell e a coreografia foi elaborada por Jeffrey Buttle. A canadiana conquistou uma pontuação de 142.34pts no livre, o que lhe permitiu liderar esta fase da competição. No entanto, esta vitória no livre deixou alguns fãs insatisfeitos e li várias queixas sobre este resultado. Muita gente pensa que Kaetlyn recebeu notas altas demais nesta prestação, prejudicando a hipótese da japonesa Mai Mihara lutar pelo ouro. Ora bem… O terceiro elemento de salto no programa livre de Kaetlyn foi o triplo lutz. A recepção não foi das melhores mas o mais importante é que parece que a definição de entrada do salto não foi feita na aresta correcta. A conjugação desses dois factores teria sido suficiente para que o elemento fosse punido com grau de execução negativo. No entanto, apenas três juízes marcaram -1 na escala do grau de execução. O triplo lutz acabou por ficar com o valor base de 6.00pts mas sem penalização efectiva. Outro erro ocorrido no esquema deveu-se a uma queda aparatosa depois do peão layback. Como não podia deixar de ser, a queda levou à aplicação de uma dedução automática de um ponto. O terceiro grande erro teve lugar na tentativa de duplo axel em que a patinadora acabou por realizar um salto simples. Teriam esses erros sido suficientes para fazer a diferença a favor de Mihara? Não me parece. É que Mihara também não realizou um programa livre isento de erros. É certo que a japonesa não caiu mas falhou a aresta correcta na entrada para o triplo flip e transformou o que era suposto ser um triplo salchow num salto duplo. A única crítica que posso apontar ao painel a propósito disto é que o triplo lutz de Kaetlyn não foi punido com grau de execução negativo, enquanto não hesitaram em penalizar o flip de Mihara em circunstâncias idênticas. Mesmo assim penso que Kaetlyn venceu bem.  


Vídeos

Kaetlyn Osmond
Curto

Livre

Mai Mihara
Curto

Livre

Elizabet Tursynbaeva
Curto

Livre


Alaine Chartrand
Curto

Livre
Indisponível


Resultado final



Homens






O momento mais aguardado nesta competição foi sem dúvida o embate entre Yuzuru Hanyu e Javier Fernandez, duas estrelas maiores da patinagem masculina da actualidade. O espanhol levou a melhor sobre o japonês neste primeiro duelo da temporada, sendo que o canadiano Keegan Messing levou a medalha de bronze para casa. Destaque ainda para a participação de Misha Ge (Uzbequistão) que no programa livre foi segundo classificado mas que terminou em quarto lugar da geral.


Javier Fernandez voltou a um personagem familiar no seu programa curto para esta temporada. A coreografia é inspirada na emblemática figura de Charlie Chaplin e foi realizada por David Wilson.


Javier ficou em segundo lugar no programa curto com uma pontuação de 101.20pts. Os saltos realizados por Javier foram uma combinação de quádruplo toeloop+duplo toeloop (13.60pts), um quádruplo salchow (11.70pts) e um triplo axel (10.95pts). O axel foi o único salto efectuado na segunda metade do esquema. Os peões apresentados foram um peão flying upright (3.70pts), um peão em baixo com mudança de pé (4.00pts) e um peão de combinação com mudança de pé (4.70pts). Todos os peões foram classificados com o nível 4 assim como a sequência de passos (6.00pts). As médias nos segmentos dos componentes foram excelentes: 9.20 na perícia, 9.20 nas transições, 9.25 na performance, 9.45 na composição e 9.45 na interpretação da música.






O programa livre de Javier ficou com uma nota de 177.87pts que lhe permitiu ficar em primeiro lugar nessa fase da prova. Em termos técnicos, o atleta espanhol viu dois dos seus elementos de saltos serem punidos com grau de execução negativo. Foi o que sucedeu na tentativa no triplo salchow (0.70pts) que acabou por ser cotado como duplo devido à terceira volta não ter sido realizada de todo, sendo que o patinador caiu na recepção. A queda levou a que lhe fosse aplicada uma dedução automática de um ponto. A combinação de triplo flip+loop+duplo salchow (4.79pts) foi o outro elemento punido pois Javier falhou a definição de entrada no flip. A lâmina do pé de apoio não estava colocada na aresta correcta. Os outros saltos apresentados foram o quádruplo toeloop (12.70pts), combinação de duplo axel+duplo toeloop (4.70pts), combinação de quádruplo salchow+triplo toeloop (17.88pts), triplo loop (7.15pts), triplo axel (11.15pts) e triplo lutz (7.86pts). No que diz respeito aos peões, Javier realizou um peão em baixo com mudança de pé (3.60pts) de nível 3, um peão flying em combinação com mudança de pé (4.00pts) de nível 4 e um peão de combinação com mudança de pé (4.50pts) de nível 4. A sequência de passos ficou com 3.80pts mas apenas cumpriu os critérios para o nível 2. A sequência coreográfica recebeu 3.54pts. Nos segmentos dos componentes que compõem a segunda nota, as médias apuradas foram de 9.10 na perícia, 9.25 nas transições, 9.10 na performance, 9.40 na composição e 9.40 na interpretação da música. A coreografia deste programa também é da autoria do canadiano David Wilson.







Yuzuru Hanyu começou a sua participação nesta competição com uma magnífica prestação no programa curto que lhe permitiu bater novamente o recorde do mundo com uma pontuação de 112.72pts.


O programa curto de Yuzuru foi iniciado com um quádruplo salchow que recebeu 13.50pts. Seguiram-se dois peões: o peão flying camel (4.30pts) e o peão em baixo com mudança de pé (4.50pts), ambos de nível 4. Já na segunda metade do esquema, Yuzuru efectuou um triplo axel (12.35pts) e uma combinação de quádruplo salchow+triplo toeloop (18.86pts). Depois foi a vez da sequência de passos de nível 4 que obteve 5.86pts. Yuzuru terminou o curto com um peão de combinação com mudança de pé (4.80pts). As suas notas nos componentes foram brilhantes com vários juízes a marcarem a nota 10.00. Yuzuru recebeu nove notas de 10.00 – dois na perícia, dois na performance, três na composição e dois na interpretação da música. As médias apuradas nos segmentos fixaram-se em 9.65 na perícia, 9.55 nas transições, 9.80 na performance, 9.80 na composição e 9.75 na interpretação da música. A coreografia deste programa é da responsabilidade de Jeffrey Buttle.






Se o programa curto foi esplêndido, o mesmo não se pode dizer do livre devido a diversas alterações ao que estava planeado em termos técnicos. Yuzuru já tinha avisado que não iria tentar o quádruplo loop devido a dores num tornozelo mas esperava-se que ele tentasse os restantes quádruplos previstos. O actual campeão olímpico ficou em quinto lugar no livre com uma nota de 155.52pts. O programa começou com três elementos de saltos: um lutz simples (0.56pts), um triplo loop (6.64pts) e um triplo flip (5.58pts). Estava previsto que o lutz fosse triplo mas acabou por não sair. O flip foi sinalizado devido ao facto da definição da entrada não ter sido feita de forma clara. Na segunda metade de esquema, Yuzuru efectuou uma combinação de quádruplo salchow+triplo toeloop (19.08pts), uma combinação de duplo toeloop+loop+duplo salchow (3.41pts), um duplo toeloop (1.47pts), triplo axel (6.35pts) e quádruplo toeloop (2.91pts). Além das alterações do plano de saltos, houve três elementos punidos com grau de execução negativo: o lutz simples, o triplo axel e a tentativa de quádruplo toeloop. No axel, Yuzuru caiu estrondosamente na recepção e por causa disso foi aplicada uma dedução automática de um ponto. Na última tentativa de quádruplo toeloop, Yuzuru fez a recepção com os dois pés e de facto não cumpriu a última rotação do salto e o mesmo acabou cotado como triplo. Os peões foram todos de nível 4: o peão de flying em combinação com mudança de pé (4.20pts), o peão flying em baixo com mudança de pé (3.80pts) e o peão em combinação com mudança de pé (4.60pts). A sequência de passos foi de nível 3 e ficou com 4.60pts. A sequência coreográfica obteve 3.82pts. Na segunda nota, as médias apuradas foram de 9.15 na perícia, 8.95 nas transições, 8.55 na performance, 9.10 na composição e 9.00 na interpretação da música. Yuzuru decidiu pegar novamente no programa “Seimei” coreografado por Shae-Lynn Bourne. Neste caso concreto parece-me uma escolha bem aceitável tendo em conta a qualidade do programa.


Vídeos

Javier Fernandez
Curto

Livre


Yuzuru Hanyu
Curto

Livre


Keegan Messing
Curto

Livre


Misha Ge
Curto 

Livre


Resultado final


Dança




Tessa Virtue e Scott Moir começaram a temporada a matar e venceram este evento com mais de vinte pontos de vantagem sobre os seus compatriotas Kaitlyn Weaver & Andrew Poje.


O que mais dizer sobre Tessa e Scott? Estes dois brilhantes patinadores continuam com o fogo todo e deslumbraram na dança curta onde obtiveram uma pontuação de 79.96pts. Se há par que se desenvencilha bem nos ritmos latinos é este. A secção de passos obrigatórios de rumba foi tão bem executada e tão bem integrada no programa que vale a pena ver e rever. Em todos os elementos técnicos, eles não se esqueceram de projectar a performance e isso deu um enorme extra ao programa. A coreografia tem muito de maneirismos característicos das danças de salão mas resulta muito bem. As suas médias nos segmentos dos componentes foram gigantes com 9.50 na perícia, 9.55 nas transições, 9.70 na performance, 9.65 na composição e 9.70 na interpretação da música/timing. Eles conseguiram mesmo duas notas de 10.00 por parte de dois juízes: um para a performance e outro para a interpretação da música/timing. Em termos técnicos, Tessa e Scott coleccionaram +2 e +3 na escala dos graus de execução. A sequência de passos em que os patinadores não se tocam (10.40pts) e a sequência parcial de passos (10.18pts) foram ambas classificadas com o nível 3. Os twizzles (8.40pts), a figura de elevação (6.30pts) e os passos obrigatórios da rumba (6.20pts) atingiram o nível 4. Nos passos da rumba, Tessa e Scott conseguiram marcar correctamente os três pontos-chave.

Na dança livre, os campões olímpicos de 2010 conquistaram uma pontuação de 115.80pts. A escolha para a dança livre recaiu sobre a banda sonora do filme “Moulin Rouge”. No que diz respeito à coreografia e interpretação, este par voltou a estar irrepreensível. Nos segmentos dos componentes as médias foram altíssimas: 9.50 na perícia, 9.50 nas transições, 9.65 na performance, 9.65 na composição e 9.75 na interpretação da música/timing. Eles conseguiram três notas de 10.00: um para a performance, um para a interpretação da música/timing e outro para composição. No que diz respeito à execução dos elementos, tudo lhes correu pelo melhor e eles somaram graus de execução positivos com vários +2 e +3. Todas as figuras de elevação, os twizzles e o peão cumpriram com os critérios estabelecidos para a atribuição do nível 4 (que é o máximo). As duas sequências de passos foram de nível 3. Como elementos coreográficos eles optaram por um peão (terceiro elemento) e uma elevação (último elemento). Se quisermos ser muito rigorosos não podemos ignorar o facto de eles passarem uma parte considerável de tempo em pose ou em dois pés, tendo em conta os parâmetros de um programa competitivo ao mais alto nível. Este não é um problema exclusivo deste programa ou deste par. Trata-se de uma coisa recorrente nos pares oriundos da escola de Marie-France Dubreuil. Veremos se serão feitos ajustes ao longo da temporada.

Kaitlyn Weaver & Andrew Poje têm uma legião de fãs considerável que os apoia incondicionalmente e que ama os seus programas, independentemente da luta pelas medalhas. Daquilo que li em comentários em redes sociais e fóruns após esta competição se ter realizado, as pessoas parecem algo divididas quanto aos programas deste par para a presente temporada. A dança curta foi mais bem recebida do que a livre.

A dança curta de Kaitlyn e Andrew ficou com 69.32pts. O único elemento que atingiu a classificação de nível 4 foram os twizzles mas simultaneamente foram o único elemento punido com grau de execução negativo. Os restantes elementos técnicos foram de nível 3. Saliento o facto de eles não terem conseguido marcar o terceiro ponto-chave dos passos obrigatórios da rumba. Ainda há aqui muito trabalho de casa para fazer para melhorar os níveis. Em termos gerais, eu gostei desta dança pois eles procuraram um tema musical que não é nada habitual nesta disciplina e tentaram interpretá-lo com alguma autenticidade. É uma abordagem que contrasta com a de Tessa e Scott que seguiram mais a linha das danças de salão.

O tema escolhido para a dança livre partiu de trechos da obra “Spartacus”. O programa é claramente competente e está bem coreografado mas senti que falta aqui qualquer coisa. O início foi excelente com uma maravilhosa figura de elevação. A entrada para os twizzles também foi muito bem conseguida. Só que eles não pareceram muito confortáveis na execução da segunda figura de elevação e depois o programa parece que desvaneceu um pouco… Começou muito bem mas depois faltou algo extra que tornasse o programa memorável. Achei que a Kaitlyn brilhou muito mais neste tema do que o Andrew. Além disso, eles estavam a patinar em casa e os juízes protegeram-nos um pouco pois a segunda figura de elevação podia ter sido punida com grau de execução negativo ou pelo menos ficar com 0 (como aliás marcaram dois juízes no painel). Para outras competições internacionais não sei se eles terão a mesma sorte.

Piper Gilles & Paul Poirier formam um dos únicos pares que normalmente arrisca na coreografia e nos temas escolhidos. São dos poucos a “pensar fora da caixa”. Na minha opinião isso é de aplaudir. Os seus programas para esta temporada voltam a ter características próprias em termos de estilo.


A primeira coisa a referir sobre a dança curta deles é o espectacular vestido de Piper. A segunda é o tom geral da dança pois a sua interpretação consegue transmitir algum humor, embora sem ser nada muito exagerado ou desrespeitoso para o tema. A forma como o programa está coreografado não deixa dúvidas de que eles estão efectivamente a trabalhar os elementos e passos integrados na música. Quanto às transições falta qualquer coisa e quanto à perícia continua a ser notório que Paul tem uma técnica base e um deslizar com muito mais qualidade do que Piper. Os passos de rumba apenas conseguiram obter a classificação de nível 2, sendo que eles não marcaram convenientemente os dois primeiros ponto-chave. Apenas acertaram no terceiro ponto-chave. A sua nota final nesta parte da competição foi de 68.80.

A música escolhida para a dança livre é proveniente da banda sonora de “Perry Mason”. Esta escolha é algo arriscada pois a música tem vários momentos de clamam por subtileza mas Piper e Paul estiveram à altura desse desafio. O programa tem momentos magníficos e originais. O peão inicial é exemplo disso pois eles começaram as rotações para trás o que normalmente é mais difícil porque contraria o impulso natural de rodar no sentido dos ponteiros do relógio. Destaque ainda para a figura que eles foram “roubar” a Navka & Kostomarov e que serviu de entrada para a segunda figura de elevação. No geral gostei bastante do programa.

Olivia Smart & Adriá Diaz conseguiram um bom resultado final e este quarto lugar deve ter sabido a ouro. Agora que Olivia já tem passaporte espanhol – ela é originária do Reino Unido – este par pode aspirar a um lugar na selecção espanhola para os próximos Jogos Olímpicos e penso que esse será o principal objectivo deles para esta temporada. Já os dinamarqueses Fournier-Beaudry & Sorensen voltaram a desiludir e não foram além da sétima posição, tendo ficado atrás de pares que eles já bateram em competições anteriores.


Vídeos

Virtue & Moir
Curta

Livre


Weaver & Poje
Curta

Livre


Gilles & Poirier
Curta

Livre


Smart & Diaz
Curta

Livre


Mcnamara & Carpenter
Curta

Livre
Indisponível


Robledo & Fenero
Curta

Livre


Resultado final



Pares




Na categoria de pares poucos eram os que esperavam uma vitória do par Vanessa James & Morgan Ciprés. Os franceses impuseram-se aos canadianos Meaghan Duhamel & Eric Radford com 7.5pts de vantagem. Julianne Séguin & Charlie Bilodeau terminaram com a medalha de bronze.


Vanessa e Morgan parecem ter encontrado o seu estilo e optaram por programas na mesma linha coreográfica que já apresentaram noutras ocasiões. O programa curto resultou lindamente. A composição, a coreografia e as transições estiveram num plano muito bom. Tecnicamente eles não cometeram nenhum erro significativo. A figura de elevação foi espectacular e a saída do triplo lutz lançado, passando imediatamente para um movimento de transição em conjugação com a música foi outro momento alto do esquema. Apenas não gostei da entrada para a espiral da morte e da forma como saíram do peão de par com que finalizaram o programa. A sua nota no curto foi de 73.48pts. Eles sofreram uma penalização de -1 devido a violação de regras de tempo.






No programa livre, Vanessa e Morgan ficaram na primeira posição com uma pontuação de 137.00pts. O programa não foi perfeito em termos de execução. Eles tinham previsto executar uma combinação de triplo toeloop+duplo toeloop+duplo toeloop mas no primeiro salto Vanessa apenas executou um duplo. Como Morgan fez o triplo mas Vanessa não conseguiu realizá-lo, os juízes tiveram de aplicar grau de execução negativo nesse elemento. Eles arriscaram o quádruplo salchow lançado mas Vanessa fez a recepção com os dois pés e por isso o elemento acabou punido com grau de execução negativo. O triplo lutz lançado foi o outro elemento punido com grau de execução negativo pois Vanessa caiu na recepção do salto. A queda também lhes valeu uma dedução automática de um ponto. As figuras de elevação encheram o olho como é habitual com este par. A vitória nesta competição com certeza que lhes dará confiança para o circuito do grande prémio.


Meagan e Eric eram os híper favoritos à vitória nesta prova devido ao seu palmarés, onde se incluem dois títulos mundiais, e porque estavam a patinar em casa. O programa curto correu-lhes bem e eles conseguiram uma pontuação de 77.14pts. Esta foi uma das melhores prestações que os vi realizar. Todos os elementos foram merecedores de grau de execução positivo e a composição está muito bem conseguida. Há quem não tenha gostado desta versão da emblemática música “With or Without you” dos U2. Eu até gostei desta adaptação mas compreendo que os fãs acérrimos dos U2 não achem muita piada. A minha impressão geral do programa curto deste par canadiano é de que tem tudo para ser um êxito.


No programa livre, Meagan e Eric terminaram no terceiro posto com uma nota de 125.84pts. Já havia sido anunciado que eles iam reciclar a coreografia do programa livre que utilizaram na temporada 2014/2015 ao som de músicas da popular banda Muse. Sinceramente não sei se esta é uma boa ideia neste caso concreto. Eles já tiveram material melhor nas épocas subsequentes a essa e, apesar das músicas escolhidas resultarem bem junto da maior parte do público, a coreografia não é assim tão intrincada ou especial. Tenho esperança que eles possam ir acrescentando mais pormenores ao longo da temporada para desenvolver o programa. No que diz respeito à parte técnica foram cometidos diversos erros. Meagan não esteve nos seus dias e caiu na recepção do triplo lutz lado-a-lado que ainda por cima foi incompleto, caiu na recepção do triplo salchow lado-a-lado e caiu na recepção do quádruplo salchow. Todos esses elementos foram punidos com grau de execução negativo e as quedas deram lugar à aplicação automática de três pontos de dedução. O peão lado-a-lado foi outro elemento punido com grau de execução negativo. Apesar desta prestação menos conseguida, acho que não é razão para os fãs deste par entrarem em pânico pois eles ainda têm tempo para melhorar o seu estado de forma e afinar estas imperfeições.

Vídeos

James & Cipres
Curto

Livre


Duhamel & Radford
Curto 

Livre


Seguin & Bilodeau
Curto

Livre


Castelli & Tran
Curto

Livre






Resultado final


sábado, 12 de novembro de 2016

GP Taça Rostelecom 2016 - Pares

GP Taça Rostelecom 2016


Em Moscovo (Rússia)

Nos dias 04 e 05 de Novembro


Análise



Aliona Savchenko & Bruno Massot venceram a medalha de ouro com cerca de dez pontos de vantagem sobre o par Natalia Zabiiako & Alexander Enbert que terminaram na segunda posição. A medalha de bronze acabou nas mãos de Kristina Astakhova & Alexey Rogonov. Os italianos Valentina Marchei & Ondrej Hotarek tiveram uma boa prestação apesar de alguns erros. Julianne Séguin & Charlie Bilodeau ficaram uns furos abaixo do esperado. Toda a gente estava na expectativa deles ficarem com uma medalha mas isso não aconteceu. A competição também ficou marcada pela ausência dos vice-campeões olímpicos Ksenia Stolbova & Fedor Klimov que tiveram de desistir antecipadamente devido a lesão.

Aliona Savchenko & Bruno Massot entraram na competição como os grandes favoritos à vitória mas no programa curto tiveram de contentar-se com a segunda posição e uma nota de 69.51pts. Não é que seja uma má nota só que eles estavam à espera de muito mais. O principal erro cometido durante o esquema ocorreu no triplo salchow lado-a-lado em que ambos caíram na recepção. As quedas foram imediatamente punidas com duas deduções automáticas no valor de dois pontos. O elemento também foi penalizado em sede de grau de execução e só conseguiu 2.30pts. As quedas podem ter sido provocadas pelo mau eixo de rotação nos saltos mas o caricato é que ambos iam em sintonia com o eixo de rotação inclinado demais. Até nesse erro eles estavam em sintonia. O outro erro que os prejudicou ocorreu na tentativa de triplo axel lançado (6.13pts) que foi penalizado com grau de execução negativo. Na figura de elevação (6.40pts) do grupo 5 de dificuldade não lhes rendeu tantos pontos como eles estariam à espera pois foi marcada com um B, que é equivalente a básico. Isto fez com que o valor base desse elemento fosse mais baixo em cerca de dois pontos do que uma figura do mesmo grupo de dificuldade mas de nível 4. A sequência de passos (5.20pts) e o peão (4.50pts) foram classificados com o nível 4 que é o máximo. A espiral da morte (4.50pts) foi de nível 3 e o triplo twist (7.70pts) foi de nível 2. O triplo twist é feito por este par de uma maneira espetacular. Ela parece que fica a flutuar no ar antes de ser apanhada por Bruno. É um elemento deveras impressionante. Os erros afectaram um pouco as suas médias nos componentes que se fixaram em 8.71 na perícia, 8.61 nas transições, 8.61 na performance, 8.79 na composição e 8.75 na interpretação da música/timing.

No programa livre, Aliona e Bruno conquistaram uma nota de 138.38pts e ficaram na primeira posição. O programa é impressionante e tem imenso potencial mas aqui na Taça Rostelecom eles tiveram alguns problemas com a execução de certos elementos. A combinação de triplo salchow-duplo toe loop-toe loop simples perdeu 1.30pts do valor base de 6.10pts. O plano era de fazer triplo-duplo-duplo. O axel lançado era suposto ter sido triplo mas ficou-se pelas duas voltas e meia, tendo sido penalizado em 1.30pts do valor base de 4.00pts. A maior erro ocorreu mesmo no final do programa quando Aliona caiu na recepção do quádruplo salchow lançado (5.20pts). A queda custou-lhes uma dedução automática de um ponto. Os restantes elementos conseguiram grau de execução positivo. A espiral da morte (5.60pts), os peões (9.72pts) e as figuras de elevação (23.74pts) atingiram o nível 4. O triplo twist foi de nível 2 e recebeu 7.90pts. O triplo toe loop lado-a-lado ficou com 5.40pts. Na sequência coreográfica eles amealharam 3.40pts. No que diz respeito aos segmentos que compõem a segunda nota, as suas médias foram as seguintes: 8.96 na perícia, 8.75 nas transições, 8.68 na performance, 9.00 na composição e 8.93 na interpretação da música.

Natalia Zabiiako & Alexander Enbert surpreenderam muita gente com a sua prestação nesta competição. O par russo passou um mau bocado devido a uma lesão que afectou Natalia mas agora parecem estar bem e em forma.

No programa curto, Zabiiako e Enbert conquistaram a liderança com 69.76pts. Com um visual a fazer lembrar personagens de contos de fadas, eles deram nas vistas com as linhas limpas e bem definidas. O triplo toe loop lado-a-lado foi pontuado com 4.60pts. O triplo loop lançado recebeu 5.70pts. O peão (3.79pts), a sequência de passos (4.80pts) e a figura de elevação do grupo 5 de dificuldade (8.50pts) preencheram os requisitos necessários para o nível 4. A espiral da morte (4.00pts) foi de nível 3 e o triplo twist (6.90pts) foi de nível 2. As médias obtidas por este par nos segmentos dos componentes foram de 7.96 na perícia, 7.61 nas transições, 8.07 na performance, 7.86 na composição e 7.82 na interpretação da música.

O programa livre de Zabiiako & Enbert ficou com 128.01pts. Eles não tiveram nenhum elemento punido com grau de execução negativo mas ficaram sem um elemento. O suposto triplo salchow lado-a-lado não lhes correu bem. Alexander fez uma má recepção no salto que foi marcada como queda e punida com uma dedução automática de um ponto. Natalia apenas efectuou um salto simples pelo que o elemento não foi considerado. Quanto aos restantes elementos as coisas até correram bem. Na combinação de triplo toe loop-duplo toe loop-duplo loop recebeu 8.00pts. Como saltos lançados eles realizaram um duplo axel (4.60pts) e um triplo loop (6.40pts). O peão em paralelo foi de nível 4 e obteve 4.00pts enquanto o peão de par foi de nível 3 e ficou com 4.36pts. As figuras de elevação atingiram todas o nível 4 e totalizaram 22.47pts. O triplo twist (7.20pts) e a espiral da morte (4.20pts) foram de nível 2. Na sequência coreográfica obtiveram 2.70pts. Como médias nos segmentos dos componentes, os valores foram de 8.25 na perícia, 7.96 nas transições, 8.11 na performance, 8.21 na composição e 8.14 na interpretação da música.

Kristina Astakhova e Alexey Rogonov são um bom par mas têm que resolver rapidamente o problema dos saltos lado-a-lado. Eles têm andado a testar alternativas mas está na hora de estabilizar. No programa curto eles ficaram em quarto lugar com uma nota de 65.51pts. O triplo salchow lado-a-lado foi o único elemento punido com grau de execução negativo. O triplo flip lançado recebeu 6.40pts. A figura de elevação do grupo 5 de dificuldade (8.70pts), a espiral da morte (4.70pts) e o peão (3.93pts) preencheram os critérios necessários para o nível 4. O triplo twist (6.80pts) e a sequência de passos (3.17pts) foram meramente de nível 2. O painel de juízes foi muito consistente nas notas que lhes marcaram em todos os segmentos e as suas médias acabaram por ficar em 7.64 na perícia, 7.36 nas transições, 7.71 na performance, 7.71 na composição e 7.71 na interpretação da música.

No programa livre Kristina e Alexey ficaram em terceiro lugar com uma pontuação de 123.23pts. Os saltos lado-a-lado voltaram a ser um problema e foram ambos punidos com grau de execução negativo. Os saltos deles foram cotados como triplo loop (3.70pts) e combinação de duplo salchow-duplo toe loop (2.29pts). Como saltos lançados, este par realizou um triplo flip (6.40pts) e um triplo loop (6.00pts). O triplo twist (7.00pts) e a espiral da morte (4.40pts) foram classificados com o nível 3. Os dois peões atingiram o nível 4 e totalizaram 8.42pts. A primeira e a segunda figuras de elevação foram do grupo 5 de dificuldade e foram classificadas com o nível 4. A terceira figura de elevação perdeu o nível 4 quando a patinadora não conseguiu agarrar a lâmina do patim durante a execução da figura. Isso fez com que a figura acabasse por ficar com nível 3. Ao não conseguir agarrar o patim é como se a figura que foi proposta apresentar não tivesse tantas variações pelo que isso afectou o nível mas não necessariamente a execução. O total obtido nas figuras de elevação foi de 19.64pts. Na sequência coreográfica arrecadaram 3.10pts. Nos segmentos dos componentes, as suas médias fixaram-se em 7.71 na perícia, 7.50 nas transições, 7.86 na performance, 7.96 na composição e 7.89 na interpretação da música.



Os italianos Marchei & Hotarek desperdiçaram a hipótese de ficar no pódio devido aos erros cometidos no início do programa livre, nomeadamente com uma queda na saída do triplo twist.

Séguin & Bilodeau hipotecaram as suas hipóteses logo no programa curto com erros no salto lançado e no salto lado-a-lado.



Vídeos

Savchenko & Massot
Programa curto

Programa livre


Zabiiako & Enbert
Programa curto

Programa livre


Astakhova & Rogonov
Programa curto

Programa livre


Marchei & Hotarek
Programa curto

Programa livre


Séguin & Bilodeau
Programa curto

Programa livre


Ruest & Wolfe
Programa curto

Programa livre


Efimova & Korovin
Programa curto

Programa livre


Butkute & Ermolaev
Programa curto

Programa livre


Resultado final



sábado, 29 de outubro de 2016

GP Skate America 2016 - Pares

GP Skate America 2016



Em Chicago (Estados Unidos)


Nos dias 21 e 22 de Outubro de 2016






Análise


A categoria de pares foi mais interessante do que inicialmente se esperava. O par canadiano composto por Julianne Séguin e Charlie Bilodeau foi o grande vencedor com duas prestações sólidas. Este par tem feito uma excelente transição do escalão júnior para o sénior e já uma certeza. A federação canadiana pode estar contente com os resultados obtidos por estes dois jovens patinadores.

Séguin & Bilodeau ficaram na terceira posição no programa curto com uma pontuação de 66.49pts. O programa começou de forma um pouco tremida com um triplo twist (6.95pts) de nível 4 que dividiu o painel de júri pois houve dois juízes que aplicaram +2 na escala do grau de execução do elemento enquanto um juiz marcou -2 e outros dois optaram por -1. Como salto isolado era suposto terem apresentado um triplo loop como segundo elemento do esquema. No entanto, o salto apenas foi cotado como duplo devido a um erro cometido por Bilodeau e só recebeu 0.90pts visto que houve lugar a punição por grau de execução negativo. Daí para a frente as coisas estabilizaram e correram melhor. O triplo lutz lançado recebeu 6.43pts. O peão (3.75pts), a figura de elevação (8.43pts), a espiral da morte (4.32pts) e a sequência de passos (5.18pts) conseguiram cumprir os critérios necessários para a classificação de nível 4. Olhando para a escala do grau de execução de cada um dos elementos, verifiquei que houve um juiz que lhes marcou 0 em três elementos e considerou os outros quatro elementos deviam ser penalizados em sede de execução. Essa não foi a posição da maioria dos juízes. No que diz respeito aos segmentos que fazem parte da nota dos componentes, as médias obtidas por este par foram de 7.71 na perícia, 7.38 nas transições, 7.50 na performance, 7.75 na composição e 7.83 na interpretação da música.

No programa livre, Séguin e Bilodeau impuseram-se à concorrência e também beneficiaram dos erros cometidos pelo par russo Tarasova & Morozov. Séguin & Bilodeau venceram o programa livre com uma nota de 130.82pts, sendo que todos os elementos beneficiaram de grau de execução positivo, com excepção do twist que ficou com grau 0. Aliás, o triplo twist foi precisamente o primeiro elemento do esquema, tendo alcançado o nível 4 e recebido o valor base de 6.60pts. O saltos lado-a-lado que eles apresentaram foram a combinação de triplo toe loop-duplo toe loop (6.50pts) e o triplo salchow (5.40pts). Os saltos lançados foram efectuados na segunda metade do programa e foram o triplo lutz (5.70pts) e o triplo loop (5.60pts). Os dois peões foram classificados com o nível 4 e totalizaram 8.88pts. A sequência coreográfica pontuou 3.20pts. A espiral da morte recebeu 4.80pts e também foi de nível 4. No que toca a figuras de elevação, a primeira foi do grupo 3 de dificuldade e foi de nível 4 (5.29pts). A segunda figura de elevação foi do grupo 5 de dificuldade e foi de nível 3 (6.79pts). A terceira figura de elevação também foi do grupo 5 de dificuldade e foi classificada com o nível 3 (7.80pts). Nos segmentos dos componentes do programa, as médias deste par fixaram-se em 7.96 em perícia, 7.71 nas transições, 8.21 na performance, 8.14 na composição e 8.14 na interpretação da música.

O par Haven Denney  & Brandon Frazier (Estados Unidos) teve de passar por uma longa ausência da competição devido a uma sucessão de lesões. A lesão mais grave foi a que afectou Denney num joelho. Ela ainda tem de usar uma protecção como precaução tal como foi visível nesta prova. Ainda bem que eles conseguiram voltar pois fizeram uma boa carreira no escalão júnior, onde chegaram a conquistar o título mundial.

Denney & Frazier ficaram em segundo lugar no programa curto com uma nota de 67.29pts. O único elemento punido com grau de execução negativo foi o triplo salchow lado-a-lado (3.00pts). O triplo twist (7.02pts) e a espiral da morte (3.67pts) foram classificados com o nível 3. O peão (4.25pts), a sequência de passos (4.60pts) e a figura de elevação (8.55pts) preencheram os critérios para poderem ser considerados de nível 4. Eles também apresentaram um triplo loop lançado (6.40pts). As suas médias nos segmentos dos componentes fixaram-se em 7.50 na perícia, 7.25 nas transições, 7.50 na performance, 7.46 na composição e 7.54 na interpretação da música.

O programa livre de Denney & Frazier obteve uma nota de 125.36pts que lhes permitiu ficar em segundo lugar nesta fase da competição. O programa teve bons momentos e resultou bem em termos artísticos. A única coisa que correu mal foram os saltos lado-a-lado: tanto a combinação de triplo salchow-duplo toe loop (3.30pts) como o elemento que era suposto ser um duplo axel mas que foi cotado como axel simples (0.70pts) acabaram por ser punidos com grau de execução negativo. Em termos de saltos lançados, este par apresentou um triplo loop (6.10pts) e um triplo salchow (5.10pts). A espiral da morte foi de nível 2 e ficou com 3.70pts. Os dois peões foram classificados com o nível 4 e receberam um total de 9.36pts. O triplo twist efectuado chegou para o nível 3 e obteve 7.00pts. A sequência coreográfica recebeu 3.10pts. As três figuras de elevação conseguiram preencher os critérios exigidos para aplicação do nível 4 e conquistaram a respeitável soma de 22.86pts. Quanto aos segmentos dos componentes, o painel de júri não manifestou grandes discrepâncias, tendo as suas médias se fixado em 7.93 na perícia, 7.75 nas transições, 8.11 na performance, 8.11 na composição e 8.18 na interpretação da música. No entanto, depois de rever o programa três vezes fiquei com a ideia de que se eles tivessem a competir noutro país qualquer as suas médias nos componentes teriam ficado todas na casa dos sete e não teriam dado para ultrapassar oito. Mas é de referir que esse pormenor não coloca em causa a sua classificação neste evento.

Os russos Evgenia Tarasova & Vladimir Morozov começaram a sua participação no Skate America 2016 com um excelente programa curto que pontuou 75.24pts. Este programa curto tem uma coreografia que ajuda este par a mostrar uma nova faceta em termos artísticos e isso é demonstrativo da evolução que eles têm feito ao longo destas temporadas. Os elementos técnicos tiveram boa qualidade e beneficiaram todos de grau de execução positivo. O triplo twist de nível 4 foi o melhor da competição e obteve 8.47pts. O triplo toe loop lado-a-lado conquistou 4.88pts. O triplo loop lançado obteve 6.40pts. A espiral da morte foi de nível 3 e recebeu 4.60pts. A figura de elevação (7.97pts), a sequência de passos (5.30pts) e o peão (3.92pts) foram de nível 4. Na segunda nota, as suas médias nos segmentos dos componentes foram de 8.42 na perícia, 8.25 nas transições, 8.58 na performance, 8.38 na composição e 8.50 na interpretação da música.

Se o programa curto foi bastante bom, o mesmo não se pode dizer do programa livre. Tarasova & Morozov foram quintos classificados no livre com uma pontuação de 110.70pts. O esquema começou com um erro que acabou por arruinar a impressão geral do programa. Eles tentaram efectuar um quádruplo twist como elemento inicial. O timing entre eles falhou na recepção do twist e a patinadora acabou por cair logo a seguir. Claro que por causa da queda lhes foi aplicada uma dedução automática de um ponto e o elemento foi punido com grau de execução negativo, ficando com 5.00pts. O problema é que Tarasova pareceu ter ficado nervosa com esse erro e talvez também afectada pela sensação de vertigem. O twist é um elemento extremamente exigente e, no caso das patinadoras, pode causar uma sensação de vertigem aquando da descida do voo. Quem já sofreu de vertigens sabe que não é uma coisa muito agradável e pode mesmo deixar-nos com um embrulho no estômago. Ela ficou abalada e foram vários os pequenos erros que se acumularam nos elementos seguintes. O triplo salchow lado-a-lado que estava planeado acabou por apenas poder ser cotado como salchow simples que ainda por cima foi punido com grau de execução negativo, tendo ficado com 0.13pts. A combinação de saltos lado-a-lado também não foi boa. Eles acabaram por realizar um duplo toe loop-duplo toe loop-toe loop simples (2.57pts) que também foi penalizado com grau de execução negativo. Nos saltos lançados, este par apresentou um triplo salchow (4.80pts) e um triplo loop (5.80pts). A espiral da morte (3.50pts) não foi perfeita e  apenas chegou para o nível 1. O peão em paralelo (4.21pts) foi de nível 4 mas o peão de par (4.43pts) foi de nível 3. A primeira figura de elevação tal como a segunda foram classificadas com o nível 4. A terceira figura de elevação foi de nível 3. Nas figuras de elevação, eles conquistaram 16.90pts. A sequência coreográfica rendeu-lhes 2.50pts. As médias nos segmentos dos componentes foram de 8.04 na perícia, 7.61 nas transições, 7.61 na performance, 7.79 na composição e 7.61 na interpretação da música.

A competição de pares ficou marcada pela consistência de Séguin & Bilodeau e pelo regresso de Denney & Frazier. Tarasova & Morozov desperdiçaram toda a vantagem que traziam do programa curto e este resultado pode colocar em causa as suas aspirações à qualificação para a final do grande prémio. Os franceses James & Ciprés tinham uma boa oportunidade de aspirar a uma medalha neste evento mas acabaram bem longe do pódio. Quem também deve ponderar bem o que fazer no futuro são os pares Kayne & O’Shea e Castelli & Tran pois a luta interna por um lugar na selecção nacional dos Estados Unidos não lhes está a correr de feição. Denney & Frazier tiveram muito tempo fora da competição e não se sabia o que esperar deles mas depois do Skate America eles estão na linha da frente desta disciplina nos Estados Unidos. Não nos podemos esquecer dos seus compatriotas Scimeca & Knierim (que não estiveram neste evento) que são o par n.º 1 dos Estados Unidos até agora. Isto deixa Castelli & Tran numa posição algo frágil. Tanto Marissa Castelli como Mervin Tran já provaram serem excelentes atletas e tiveram bons resultados nas suas anteriores parcerias. No entanto, parece que estão a ter alguma dificuldade em impor-se na equipa dos Estados Unidos e esta prestação no Skate America não ajudou a melhorar a sua posição...
 



Vídeos

Séguin & Bilodeau
Programa curto

Programa livre


Denney & Frazier
Programa curto

Programa livre


Tarasova & Morozov
Programa curto

Programa livre


James & Ciprés
Programa curto

Programa livre


Astakhova & Rogonov
Programa curto

Programa livre


Kayne & O'Shea
Programa curto

Programa livre


Castelli & Tran
Programa curto

Programa livre


Marchei & Hotarek
Programa curto

Programa livre




Resultado final


domingo, 9 de outubro de 2016

Challenger Series 2016/2017 - Autumn Classic International 2016

Autumn Classic International 2016


Challenger Series - Etapa 5

Entre os dias 28 de Setembro e 1 de Outubro

Em Montreal (Canadá)








Homens




A estreia dos novos programas de Yuzuru Hanyu revelou-se como o principal foco de atenção desta competição. E o japonês não desapontou apesar de ter cometido alguns erros. Pela amostra nesta competição já deu para perceber que ele está mais ambicioso do que nunca.

Yuzuru Hanyu obteve uma nota de 88.30pts no programa curto. Ele entrou a matar e fez história ao ser o primeiro patinador a realizar um quádruplo loop em competições internacionais. Sim… leram bem: ele fez um quádruplo loop! Ele recebeu 12.80pts por esse elemento e garantiu mais uma vez o seu lugar nos livros de história da patinagem artística. Como combinação de saltos estava previsto que ele executasse um quádruplo salchow com triplo toe loop. No entanto, ele falhou o salchow e caiu. O salchow apenas teve uma rotação simples o que fez com que este salto fosse considerado inválido. É que no programa curto masculino é obrigatório que o primeiro salto na combinação seja no mínimo um triplo. Mesmo com este erro no início da combinação, Hanyu não se intimidou e conseguiu efectuar o triplo toe loop. Ele ficou apenas com 2.20pts na combinação graças ao toe loop triplo mas sempre foi melhor do que ficar com a combinação completamente invalidada. Para além do grau de execução negativo aplicado ao elemento, a queda fez com fosse deduzido um ponto de forma automática. O último salto do esquema foi um triplo axel que foi realizado já na segunda metade para beneficiar de um bónus de 10% na pontuação base. O patinador não teve problemas no triplo axel e conseguiu uma nota de 11.35pts. Como podem depreender, este programa vai ser uma bomba quando Hanyu estiver em melhor estado de forma. Um quádruplo loop, um quádruplo salchow em combinação com um triplo toe loop e um triplo axel na segunda metade do programa vão permitir-lhe aspirar a uma nota técnica astronómica. Veremos o que acontecerá no futuro. No que diz respeito aos peões, os dois primeiros foram classificados com o nível 3 e o último foi de nível 4, totalizando 11.60pts. A sequência de passos foi de nível 4 e rendeu-lhe 6.00pts. Nos segmentos dos componentes do programa as suas médias fixaram-se em 9.20 na perícia, 8.80 nas transições, 8.95 na performance, 9.15 na composição e 9.25 na interpretação da música.

Hanyu venceu o programa livre de forma confortável com uma nota de 172.27pts. Tal como no programa curto, o plano de saltos para o programa livre é muito ambicioso. Aqui nesta competição Hanyu acabou por ainda não realizar tudo o que está planeado mas esta prestação já foi um bom indicador. O primeiro salto do programa foi um quádruplo loop (12.40pts), a que se seguiu um quádruplo salchow (11.30pts). O terceiro e quarto elementos do esquema foram respectivamente um peão (4.50pts) e a sequência de passos (5.58pts), ambos de nível 4. Depois foi a vez de um triplo flip (4.74pts) que foi punido com grau de execução negativo. Já na segunda metade do programa seguiu-se uma combinação de triplo salchow-duplo toe loop que ficou com o valor base de 6.27pts. O quádruplo toe loop (4.80pts) correu mal pois Hanyu caíu e a quarta rotação não foi efectivamente completa. Seguiram-se duas combinações: triplo axel-duplo toe loop (12.38pts) e triplo axel-toe loop simples-loop simples (10.34pts). O décimo elemento foi um peão de nível 4 que pontuou 3.70pts. Depois ele avançou para a sequência coreográfica (3.26pts). O último salto do programa foi o triplo lutz (4.50pts), sendo que Hanyu sofreu uma queda. O programa foi finalizado com um peão de nível 4 (3.90pts). Um elemento que estava planeado mas que foi alterado foi a combinação de quádruplo salchow-duplo toe loop que foi transformada em triplo-duplo. Ou seja, se cumprir o seu plano inicial, Hanyu apresentará no programa livre quatro quádruplos, duas combinações com triplo axel, o triplo flip e o triplo lutz! Nesta prova as suas médias nos segmentos dos componentes foram de 9.10 na perícia, 8.60 nas transições, 8.20 na performance, 8.80 na composição e 8.60 na interpretação da música.

Misha Ge do Uzbequistão conseguiu um excelente resultado nesta competição e arrecadou a medalha de prata. Ge tem evoluído bastante do ponto de vista técnico nestas duas últimas temporadas e aqui surpreendeu-nos com a realização de quádruplo toe loop no programa curto. É verdade que o salto foi punido com grau de execução negativo mas para Ge já é um passo enorme na valorização de elementos técnicos. Ele tem tentado aumentar gradualmente o grau de dificuldade dos elementos apresentados nos seus esquemas e este foi mais um exemplo disso.

O estado-unidense Max Aaron foi quinto classificado no programa curto mas conseguiu recuperar no livre, tendo terminado a competição com a medalha de bronze.




Vídeos


Yuzuru Hanyu
Programa curto

Programa livre



Misha Ge
Programa curto


Programa livre




Max Aaron
Programa curto


Programa livre


Resultado final

1.º
Yuzuru Hanyu
Japão
260.57pts
2.º
Misha Ge
Uzbequistão
230.55pts
3.º
Max Aaron
Estados Unidos
226.13pts
4.º
Keegan Messing
Canadá
215.10pts
5.º
Bennet Toman
Canadá
206.41pts
6.º
Daniel Samohin
Israel
189.90pts
7.º
Javier Raya
Espanha
188.04pts
8.º
Nicholas Vrdoljak
Croácia
187.28pts
9.º
Harry Mattick
Grã-Bretanha
169.33pts
10.º
Jamie Wright
Grã-Bretanha
163.65pts
11.º
Leslie Man Cheuk Ip
Hong Kong
161.18pts
12.º
Jordan Dodds
Austrália
154.90pts
13.º
Andrew Dodds
Austrália
154.59pts
14.º
Mark Webster
Austrália
129.85pts
15.º
Diego Saldana
México
102.76pts


Dança




Na categoria de dança, os canadianos Tessa Virtue & Scott Moir fizeram as delícias dos fãs com este seu regresso à patinagem de competição após ausência desde os Jogos Olímpicos de Sochi em 2014. Muita gente duvidava que seria possível vê-los novamente no circuito de competição mas aqui estão eles.

A dança curta de Virtue & Moir recebeu uma excelente nota de 77.72pts. Todos os elementos técnicos cumpriram os critérios para serem classificados com o nível 4, que é o nível máximo. Eu penso que o controlador técnico foi um pouquinho generoso na atribuição de nível 4 na sequência parcial de passos e na sequência de passos em que os patinadores não se tocam. Mas como isso acabou por não influenciar o resultado final a coisa passa… Eles receberam excelentes graus de execução em todos os elementos com vários +2 e +3. A sua nota técnica de partida foi de 33.30pts e eles melhoraram-na para 41.44pts, ou seja, obtiveram 8.14pts só em graus de execução positivos. Os twizzles foram de encher o olho. Muito bem encaixados na coreografia e muito bem executados. As suas médias nos segmentos dos componentes foram excelentes: 9.00 na perícia, 8.95 nas transições, 9.20 na performance, 9.10 na composição e 9.10 na interpretação da música/timing.

Os juízes também ficaram arrebatados pela dança livre de Virtue & Moir. A sua dança livre recebeu 111.48pts. A nota podia ter sido ainda melhor não tivesse sido o caso que terem sofrido duas deduções automáticas: perderam um ponto por terem ultrapassado o tempo limite permitido na última figura de elevação e perderam outro ponto por violação das regras gerais de tempo. Em termos técnicos apenas o peão foi de nível 3, sendo que os restantes elementos alcançaram o nível 4. Como elementos coreográficos eles apresentaram um twizzle e uma figura de elevação. As duas sequências de passos foram grandes mais-valias no programa, totalizando 22.04pts. Nos segmentos dos componentes as suas médias foram de 9.20 na perícia, 9.15 nas transições, 9.20 na performance, 9.45 na composição e 9.30 na interpretação da música/timing.

O regresso de Virtue & Moir fica também marcado por mudanças na equipa que trabalha com eles. Os tempos de trabalho no grupo de Marina Zoueva estão terminados. Agora este par é acompanhado por Marie-France Dubreuil e Patrice Lauzon, partilhando o local de treino com os franceses Gabriella Papadakis & Guillaume Cizeron. A primeira impressão do seu regresso é extremamente positiva. Foi como se eles tivessem pegado no trabalho desenvolvido até 2011 e tivessem seguido essa linha novamente. Em termos de forma física também se pareceram muito mais com o que apresentaram em 2009,2010 e 2011 do que em 2013 e 2014. Por aquilo que demonstraram nesta competição, os canadianos têm tudo para lutar pela medalha de ouro nos principais campeonatos ao longo da temporada.

Os estado-unidenses Hawayek & Baker ficaram com a medalha de prata, com 28.70pts de desvantagem face a Virtue & Moir. Os dinamarqueses Beaudry & Sorensen foram segundos classificados na dança curto mas na livre foram apenas quartos. No entanto, os dinamarqueses conseguiram ficar com a medalha de bronze.






Vídeos


Virtue & Moir
Dança curta


Dança livre




Hawayek & Baker
Dança curta


Dança livre




Fournier-Beaudry & Sorensen
Dança curta


Dança livre


Resultado final

1.º
Tessa Virtue & Scott Moir
Canadá
189.20pts
2.º
Kaitlin Hawayek & Jean-Luc Baker
Estados Unidos
160.50pts
3.º
Laurence Fournier Beaudry & Nikolaj Sorensen
Dinamarca
152.00pts
4.º
Isabella Tobias & Ilia Tkachenko
Israel
150.32pts
5.º
Marie-Jade Lauriault & Romain Le Gac
França
143.60pts
6.º
Olivia Smart & Adria Diaz
Espanha
141.50pts
7.º
Carolane Soucisse & Shane Firus
Canadá
128.78pts
8.º
Celia Robledo & Luis Fenero
Espanha
122.88pts
9.º
Haley Sales & Nikolas Wamsteeker
Canadá
112.52pts


Senhoras




A japonesa Rika Hongo era a grande favorita à vitória nesta competição mas acabou fora do pódio. Rika cometeu erros tanto no programa curto como no livre. No programa curto a sua nota foi de 60.33pts. Ele teve dois elementos de saltos punidos com grau de execução negativo: a combinação de triplo flip-triplo toe loop e no triplo lutz. Outro problema que a afectou foi que o peão layback só chegou para nível 2 e isso fez com que o valor base desse elemento fosse revisto em baixa. O segundo peão conseguiu o nível 4 mas ficou meramente com o valor base. No que diz respeito aos segmentos dos componentes do programa, os juízes estiveram divididos. No segmento de transições houve um juiz que apenas lhe atribuiu 5.75 enquanto quatro juízes marcaram esse segmento com 7.00 ou mais. No segmento de interpretação da música, houve um juiz que só marcou 6.75, em contradição com dois juízes que marcaram 8.00 e 8.25. Existiram algumas discrepâncias notórias em todos os segmentos.

Rika Hongo pontuou 110.01pts no programa livre. Ela cometeu erros na combinação de triplo flip-duplo toe loop-duplo loop, no triplo lutz e na combinação de triplo salchow-triplo toe loop, tendo estes elementos sido punidos com grau de execução negativo. Outro erro cometido por Rika foi o de ter feito apenas um duplo loop quando devia ter realizado um triplo. Esse tal duplo loop, o primeiro peão e o duplo axel ficaram meramente com o valor base. Aliás, Rika quase não conseguiu grande coisa em termos de graus de execução positivos e isso fez com que a nota técnica dela não tivesse sido tão boa como em outras ocasiões. As suas médias nos componentes foram fixadas em 7.00 na perícia, 6.35 nas transições, 6.95 na performance, 6.80 na composição e 6.90 na interpretação da música.

A estado-unidense Mirai Nagasu arrecadou a medalha de ouro muito graças à vantagem obtida no programa curto.

Nagasu conseguiu uma excelente nota de 73.40pts no programa curto. No início do esquema ela colocou uma combinação de triplo flip-triplo toe loop (10.72pts), tendo deixado o triplo loop (7.01pts) e o duplo axel (4.63pts) para a segunda metade do esquema de forma a beneficiar de 10% de bónus no valor base desses elementos. Os peões (12.60pts) e a sequência de passos (5.44pts) alcançaram o nível 4. As suas médias nos segmentos dos componentes foram de 8.30 na perícia, 7.85 nas transições, 8.40 na performance, 8.25 na composição e 8.45 na interpretação da música.

O programa livre de Nagasu obteve 115.71pts. Ela foi segunda classificada nesta fase da competição devido a ter cometido vários erros técnicos. A combinação de triplo flip-triplo toe loop (3.32pts), o triplo salchow (2.40pts), a combinação de duplo axel-triplo toe loop (6.63pts) e o triplo flip isolado (1.97pts) foram punidos com grau de execução negativo. Os três saltos com grau de execução positivo foram o triplo lutz isolado (6.56pts), o triplo loop (5.89pts) e a combinação de duplo axel-duplo toe loop (5.56pts). A sequência de passos foi classificada com o nível 2 e rendeu-lhe 3.20pts. Os peões foram todos de nível 4 e totalizaram 12.40pts. A sequência coreográfica permitiu-lhe obter mais 3.54pts. Nos segmentos dos componentes as suas médias foram de 8.15 na perícia, 7.65 nas transições, 8.05 na performance, 8.15 na composição e 8.15 na interpretação da música.

A canadiana Alaine Chartrand venceu a parte do programa livre mas não chegou para compensar a desvantagem que ela levava do programa curto pelo que teve de contentar-se com a medalha de prata.

A jovem Elizabet Tursynbaeva do Cazaquistão ficou com a medalha de bronze.




Vídeos


Mirai Nagasu
Programa curto


Programa livre




Alaine Chartrand
Programa curto


Programa livre




Elizabet Tursynbaeva
Programa curto


Programa livre




Rika Hongo
Programa curto


Programa livre


Resultado final

1.º
Mirai Nagasu
Estados Unidos
189.11pts
2.º
Alaine Chartrand
Canadá
186.11pts
3.º
Elizabet Tursynbaeva
Cazaquistão
172.46pts
4.º
Rika Hongo
Japão
170.34pts
5.º
Mariko Kihara
Japão
161.21pts
6.º
Na Hyun Kim
Coreia do Sul
160.91pts
7.º
Joshi Helgesson
Suécia
153.80pts
8.º
Franchesca Chiera
Estados Unidos
137.21pts
9.º
Anastasia Galustyan
Arménia
136.65pts
10.º
Chloe Ing
Singapura
132.22pts
11.º
Michelle Long
Canadá
131.42pts
12.º
Larkyn Austman
Canadá
121.46pts
13.º
Colette Coco Kaminski
Polónia
119.56pts
14.º
Maisy Hiu Ching Ma
Hong Kong
112.24pts
15.º
Michaela Du Toit
África do Sul
109.92pts
16.º
Amanda Stan
Roménia
107.50pts
17.º
Suh Hyun Son
Coreia do Sul
97.85pts


Pares




A categoria de pares foi dominada por Julianne Séguin & Charlie Bilodeau que continuam a fazer uma passagem fantástica do escalão júnior para o sénior. Nesta competição eles venceram o programa curto e o programa livre, levando a medalha de ouro para casa sem qualquer contestação.

O programa curto de Séguin & Bilodeau recebeu 71.40pts. O esquema foi iniciado com um triplo twist de nível 3 que obteve 6.90pts. Seguiu-se um triplo loop lado-a-lado (6.08pts) que é um elemento raro na categoria de pares. Depois foi a vez de um triplo flip lançado (5.64pts) que dividiu os juízes quanto ao grau de execução a aplicar. Dois juízes aplicaram -1, outros dois colocaram 0 e três marcaram +1. O quarto elemento do programa curto foi o peão que foi classificado com o nível 4 e rendeu-lhes 4.00pts. A figura de elevação (8.40pts) efectuada pertence ao grupo 5 de dificuldade e cumpriu os critérios do nível 3. Logo após a elevação, Séguin & Bilodeau realizaram a espiral da morte (4.32pts) que foi de nível 3. Terminaram com a sequência de passos que foi classificada com o nível 4 e lhes permitiu amealhar mais 5.30pts. As suas médias nos segmentos dos componentes que compõem a segunda nota foram de 7.65 na perícia, 7.50 nas transições, 7.85 na performance, 7.70 na composição e 7.75 na interpretação da música.

Séguin & Bilodeau obtiveram 136.90pts no programa livre. A sua nota técnica de partida foi de 58.40pts e acabou melhorada para 70.26pts. Como podem depreender desta informação, o painel de juízes achou que os elementos eram merecedores de grau de execução positivo. Como saltos lado-a-lado eles apresentaram uma combinação de triplo toe loop-duplo toe loop (6.58pts) e um triplo salchow isolado (5.10pts). Os saltos lançados foram o triplo flip (6.90pts) e o triplo loop (6.12pts). A espiral da morte (4.04pts) e o triplo twist (6.76pts) foram classificados com o nível 3. O peão lado-a-lado (4.10pts) e o peão de par (5.50pts) conseguiram o nível 4. Este par conseguiu um total de 21.90pts nas figuras de elevação, sendo que todas preencheram os critérios do nível 4. A primeira figura de elevação foi do grupo 3 de dificuldade e as outras duas foram do grupo 5. Na sequência coreográfica eles amealharam mais 3.26pts. Nos segmentos dos componentes do programa, as suas médias fixaram-se em 8.30 na perícia, 8.05 nas transições, 8.40 na performance, 8.45 na composição e 8.45 na interpretação da música.

O simpático par francês Vanessa James & Morgan Ciprés ficou com a medalha de prata.

James & Ciprés foram terceiros no programa curto com uma nota de 65.58pts. O primeiro elemento do curto foi o triplo twist (6.50pts) de nível 2 que acabou por dividir o painel de juízes quanto ao grau de execução a atribuir. Dois juízes consideraram que o elemento devia ser punido com -1 mas três juízes acharam que o twist foi bom e marcaram +2. O segundo elemento foi o triplo salchow lado-a-lado que perdeu 1.26pt do valor base de 4.40pts devido a aplicação de grau de execução negativo. Seguiram-se o triplo flip lançado (5.64pts) e a figura de elevação (8.90pts) pertencente ao grupo 5 de dificuldade e que foi classificada com o nível 4. Depois foi a vez de dois elementos classificados com o nível 3: a espiral da morte (4.04pts) e a sequência de passos (4.10pts). Finalizaram o programa com um peão de nível 4 (3.26pts) que foi punido com grau de execução negativo. As suas médias nos segmentos dos componentes foram de 7.65 na perícia, 7.55 nas transições, 7.85 na performance, 7.95 na composição e 7.75 na interpretação da música. A sua nota foi alvo de uma dedução automática de um ponto devido a violação das regras de tempo.

No programa livre, o par francês obteve uma nota de 133.32pts. Como saltos lado-a-lado, James & Ciprés apresentaram uma combinação de triplo toe loop-duplo toe loop-duplo toe loop (7.74pts) e um triplo salchow (2.30pts). O salchow não correu bem devido a queda e o elemento foi punido com grau de execução negativo, para além de ter sido aplicada uma dedução automática de um ponto. Os saltos lançados foram o quádruplo salchow (7.00pts) e o triplo flip (7.46pts). O quádruplo salchow lançado foi um elemento em que eles decidiram arriscar mas que acabou por ser punido com grau de execução negativo. Talvez nas próximas competições as coisas lhe corram melhor nesse elemento. O peão de par (3.40pts) foi de nível 2 e o peão lado-a-lado (3.48pts) foi de nível 4. No entanto, o peão lado-a-lado foi ligeiramente punido com grau de execução negativo. A espiral da morte (4.32pts) foi de nível 3 e a sequência coreográfica rendeu-lhes 3.40pts. Nas figuras de elevação, os franceses amealharam 22.08pts. A primeira elevação foi do grupo 5 de dificuldade e preencheu os critérios do nível 3. A segunda elevação também foi do grupo 5 de dificuldade mas chegou para o nível 4. A última elevação foi do grupo 3 de dificuldade e também foi classificada com o nível 4. Nos segmentos dos componentes as suas médias foram de 7.95 na perícia, 8.00 nas transições, 8.35 na performance, 8.50 na composição e 8.25 na interpretação da música.






Vídeos


Séguin & Bilodeau
Programa curto


Programa livre




James & Ciprés
Programa curto


Programa livre




Castelli & Tran
Programa curto


Programa livre


Resultado final

1.º
Julianne Séguin & Charlie Bilodeau
Canadá
208.30pts
2.º
Vanessa James & Morgan Ciprés
França
198.90pts
3.º
Marissa Castelli & Mervin Tran
Estados Unidos
173.62pts
4.º
Camille Ruest & Andrew Wolfe
Canadá
159.28pts
5.º
Kyu Eun Kim & Alex Kang Chan Kam
Coreia do Sul
123.24pts
6.º
Paris Stephens & Matthew Dodds
Austrália
96.84pts