O par canadiano Julianne Séguin & Charlie Bilodeau separou-se na semana passada. Esta informação foi tornada pública pela federação canadiana Skate Canada pelo que não há dúvidas sobre a sua veracidade. No comunicado oficial não foram apontadas quais as razões que levaram à quebra da parceria.
Seguin & Bilodeau
No entanto Charlie concedeu uma entrevista à Radio Canada onde avançou que a iniciativa da separação foi dele. O patinador aproveitou ainda para revelar que pretende cumprir mais um ciclo olímpico e que se encontra à procura de uma nova parceira.
Ainda não se sabe o que é que Julianne pretende fazer no futuro próximo. Esta patinadora tem apenas 21 anos mas já teve de superar várias lesões, nomeadamente traumatismos cranianos. Por isso ela poderá necessitar de avaliar muito bem se vale a pena arriscar manter-se nesta disciplina.
Julianne e Charlie sagraram-se vice-campeões mundiais no escalão júnior na temporada 2014/2015. Nessa mesma temporada eles venceram a final do circuito do grande prémio júnior.
No escalão sénior, este par venceu o GP Skate America em 2016/2017. Em termos de campeonatos do mundo o seu melhor resultado foi o oitavo lugar em 2015.
A separação implica o cancelamento das suas inscrições no GP de Helsínquia 2018 e no GP Internationaux de France 2018. Em breve serão anunciados os nomes dos substitutos.
Esta notícia apanhou os fãs de surpresa pois este par até já tinha revelado os temas para os novos programas...
Programa livre de Seguin & Bilodeau no GP Skate America 2016
A vice-campeã mundial Kaetlyn Osmond
venceu o Troféu Autumn Classic International 2017, confirmando o favoritismo
que trazia. A jovem japonesa Mai Mihara arrecadou a medalha de prata. Elizabet
Tursynbaeva do Cazaquistão ficou com a medalha de bronze.
Kaeltyn iniciou a sua caminhada
vitoriosa nesta prova com uma nota de 75.21pts no programa curto. O esquema foi
patinado ao som de temas de Edith Piaf e foi coreografado por Lance Vipond. Mais
uma vez Kaetlyn brilhou nesta coreografia e demonstrou grande à vontade em
pista. Os saltos correram-lhe muito bem. A patinadora canadiana executou uma
combinação de triplo flip+triplo toeloop (10.86pts), um triplo lutz (7.96pts) e
um duplo axel (4.63pts). Os peões foram todos classificados com o nível 4 e
totalizaram 12.30pts. A sequência de passos foi de nível 3 e obteve 4.10pts.
Ela teve um pequeno percalço no final da sequência de passos mas acabou por
disfarçar bem. Em termos de segunda nota, Kaetlyn foi recompensada com médias
de 8.70 na perícia, 8.65 nas transições, 8.95 na performance, 8.85 na
composição e 9.05 na interpretação da música.
O programa livre de Kaeltyn tem como
tema “O Cisne Negro” de Clint Mansell e a coreografia foi elaborada por Jeffrey
Buttle. A canadiana conquistou uma pontuação de 142.34pts no livre, o que lhe
permitiu liderar esta fase da competição. No entanto, esta vitória no livre
deixou alguns fãs insatisfeitos e li várias queixas sobre este resultado. Muita
gente pensa que Kaetlyn recebeu notas altas demais nesta prestação,
prejudicando a hipótese da japonesa Mai Mihara lutar pelo ouro. Ora bem… O
terceiro elemento de salto no programa livre de Kaetlyn foi o triplo lutz. A
recepção não foi das melhores mas o mais importante é que parece que a
definição de entrada do salto não foi feita na aresta correcta. A conjugação
desses dois factores teria sido suficiente para que o elemento fosse punido com
grau de execução negativo. No entanto, apenas três juízes marcaram -1 na escala
do grau de execução. O triplo lutz acabou por ficar com o valor base de 6.00pts
mas sem penalização efectiva. Outro erro ocorrido no esquema deveu-se a uma
queda aparatosa depois do peão layback. Como não podia deixar de ser, a queda
levou à aplicação de uma dedução automática de um ponto. O terceiro grande erro
teve lugar na tentativa de duplo axel em que a patinadora acabou por realizar
um salto simples. Teriam esses erros sido suficientes para fazer a diferença a
favor de Mihara? Não me parece. É que Mihara também não realizou um programa
livre isento de erros. É certo que a japonesa não caiu mas falhou a aresta
correcta na entrada para o triplo flip e transformou o que era suposto ser um
triplo salchow num salto duplo. A única crítica que posso apontar ao painel a
propósito disto é que o triplo lutz de Kaetlyn não foi punido com grau de
execução negativo, enquanto não hesitaram em penalizar o flip de Mihara em
circunstâncias idênticas. Mesmo assim penso que Kaetlyn venceu bem.
Vídeos
Kaetlyn Osmond
Curto
Livre
Mai Mihara
Curto
Livre
Elizabet Tursynbaeva
Curto
Livre
Alaine Chartrand
Curto
Livre
Indisponível
Resultado final
Homens
O momento mais aguardado nesta
competição foi sem dúvida o embate entre Yuzuru Hanyu e Javier Fernandez, duas
estrelas maiores da patinagem masculina da actualidade. O espanhol levou a
melhor sobre o japonês neste primeiro duelo da temporada, sendo que o canadiano
Keegan Messing levou a medalha de bronze para casa. Destaque ainda para a
participação de Misha Ge (Uzbequistão) que no programa livre foi segundo
classificado mas que terminou em quarto lugar da geral.
Javier Fernandez voltou a um
personagem familiar no seu programa curto para esta temporada. A coreografia é
inspirada na emblemática figura de Charlie Chaplin e foi realizada por David
Wilson.
Javier ficou em segundo lugar no
programa curto com uma pontuação de 101.20pts. Os saltos realizados por Javier
foram uma combinação de quádruplo toeloop+duplo toeloop (13.60pts), um
quádruplo salchow (11.70pts) e um triplo axel (10.95pts). O axel foi o único
salto efectuado na segunda metade do esquema. Os peões apresentados foram um
peão flying upright (3.70pts), um peão em baixo com mudança de pé (4.00pts) e um
peão de combinação com mudança de pé (4.70pts). Todos os peões foram
classificados com o nível 4 assim como a sequência de passos (6.00pts). As
médias nos segmentos dos componentes foram excelentes: 9.20 na perícia, 9.20
nas transições, 9.25 na performance, 9.45 na composição e 9.45 na interpretação
da música.
O programa livre de Javier ficou com
uma nota de 177.87pts que lhe permitiu ficar em primeiro lugar nessa fase da
prova. Em termos técnicos, o atleta espanhol viu dois dos seus elementos de
saltos serem punidos com grau de execução negativo. Foi o que sucedeu na
tentativa no triplo salchow (0.70pts) que acabou por ser cotado como duplo
devido à terceira volta não ter sido realizada de todo, sendo que o patinador
caiu na recepção. A queda levou a que lhe fosse aplicada uma dedução automática
de um ponto. A combinação de triplo flip+loop+duplo salchow (4.79pts) foi o
outro elemento punido pois Javier falhou a definição de entrada no flip. A lâmina
do pé de apoio não estava colocada na aresta correcta. Os outros saltos
apresentados foram o quádruplo toeloop (12.70pts), combinação de duplo
axel+duplo toeloop (4.70pts), combinação de quádruplo salchow+triplo toeloop
(17.88pts), triplo loop (7.15pts), triplo axel (11.15pts) e triplo lutz
(7.86pts). No que diz respeito aos peões, Javier realizou um peão em baixo com
mudança de pé (3.60pts) de nível 3, um peão flying em combinação com mudança de
pé (4.00pts) de nível 4 e um peão de combinação com mudança de pé (4.50pts) de
nível 4. A sequência de passos ficou com 3.80pts mas apenas cumpriu os
critérios para o nível 2. A sequência coreográfica recebeu 3.54pts. Nos
segmentos dos componentes que compõem a segunda nota, as médias apuradas foram
de 9.10 na perícia, 9.25 nas transições, 9.10 na performance, 9.40 na
composição e 9.40 na interpretação da música. A coreografia deste programa
também é da autoria do canadiano David Wilson.
Yuzuru Hanyu começou a sua
participação nesta competição com uma magnífica prestação no programa curto que
lhe permitiu bater novamente o recorde do mundo com uma pontuação de 112.72pts.
O programa curto de Yuzuru foi iniciado com um
quádruplo salchow que recebeu 13.50pts. Seguiram-se dois peões: o peão flying
camel (4.30pts) e o peão em baixo com mudança de pé (4.50pts), ambos de nível
4. Já na segunda metade do esquema, Yuzuru efectuou um triplo axel (12.35pts) e
uma combinação de quádruplo salchow+triplo toeloop (18.86pts). Depois foi a vez
da sequência de passos de nível 4 que obteve 5.86pts. Yuzuru terminou o curto
com um peão de combinação com mudança de pé (4.80pts). As suas notas nos
componentes foram brilhantes com vários juízes a marcarem a nota 10.00. Yuzuru
recebeu nove notas de 10.00 – dois na perícia, dois na performance, três na
composição e dois na interpretação da música. As médias apuradas nos segmentos
fixaram-se em 9.65 na perícia, 9.55 nas transições, 9.80 na performance, 9.80
na composição e 9.75 na interpretação da música. A coreografia deste programa é
da responsabilidade de Jeffrey Buttle.
Se o programa curto foi esplêndido, o
mesmo não se pode dizer do livre devido a diversas alterações ao que estava
planeado em termos técnicos. Yuzuru já tinha avisado que não iria tentar o
quádruplo loop devido a dores num tornozelo mas esperava-se que ele tentasse os
restantes quádruplos previstos. O actual campeão olímpico ficou em quinto lugar
no livre com uma nota de 155.52pts. O programa começou com três elementos de
saltos: um lutz simples (0.56pts), um triplo loop (6.64pts) e um triplo flip (5.58pts).
Estava previsto que o lutz fosse triplo mas acabou por não sair. O flip foi
sinalizado devido ao facto da definição da entrada não ter sido feita de forma
clara. Na segunda metade de esquema, Yuzuru efectuou uma combinação de quádruplo
salchow+triplo toeloop (19.08pts), uma combinação de duplo toeloop+loop+duplo
salchow (3.41pts), um duplo toeloop (1.47pts), triplo axel (6.35pts) e
quádruplo toeloop (2.91pts). Além das alterações do plano de saltos, houve três
elementos punidos com grau de execução negativo: o lutz simples, o triplo axel
e a tentativa de quádruplo toeloop. No axel, Yuzuru caiu estrondosamente na
recepção e por causa disso foi aplicada uma dedução automática de um ponto. Na
última tentativa de quádruplo toeloop, Yuzuru fez a recepção com os dois pés e
de facto não cumpriu a última rotação do salto e o mesmo acabou cotado como
triplo. Os peões foram todos de nível 4: o peão de flying em combinação com
mudança de pé (4.20pts), o peão flying em baixo com mudança de pé (3.80pts) e o
peão em combinação com mudança de pé (4.60pts). A sequência de passos foi de
nível 3 e ficou com 4.60pts. A sequência coreográfica obteve 3.82pts. Na
segunda nota, as médias apuradas foram de 9.15 na perícia, 8.95 nas transições,
8.55 na performance, 9.10 na composição e 9.00 na interpretação da música.
Yuzuru decidiu pegar novamente no programa “Seimei” coreografado por Shae-Lynn
Bourne. Neste caso concreto parece-me uma escolha bem aceitável tendo em conta
a qualidade do programa.
Vídeos Javier Fernandez Curto
Livre
Yuzuru Hanyu Curto
Livre
Keegan Messing Curto
Livre
Misha Ge Curto
Livre
Resultado final
Dança
Tessa Virtue e Scott Moir começaram a
temporada a matar e venceram este evento com mais de vinte pontos de vantagem
sobre os seus compatriotas Kaitlyn Weaver & Andrew Poje.
O que mais dizer sobre Tessa e Scott?
Estes dois brilhantes patinadores continuam com o fogo todo e deslumbraram na
dança curta onde obtiveram uma pontuação de 79.96pts. Se há par que se
desenvencilha bem nos ritmos latinos é este. A secção de passos obrigatórios de
rumba foi tão bem executada e tão bem integrada no programa que vale a pena ver
e rever. Em todos os elementos técnicos, eles não se esqueceram de projectar a
performance e isso deu um enorme extra ao programa. A coreografia tem muito de
maneirismos característicos das danças de salão mas resulta muito bem. As suas
médias nos segmentos dos componentes foram gigantes com 9.50 na perícia, 9.55
nas transições, 9.70 na performance, 9.65 na composição e 9.70 na interpretação
da música/timing. Eles conseguiram mesmo duas notas de 10.00 por parte de dois
juízes: um para a performance e outro para a interpretação da música/timing. Em
termos técnicos, Tessa e Scott coleccionaram +2 e +3 na escala dos graus de
execução. A sequência de passos em que os patinadores não se tocam (10.40pts) e
a sequência parcial de passos (10.18pts) foram ambas classificadas com o nível
3. Os twizzles (8.40pts), a figura de elevação (6.30pts) e os passos obrigatórios
da rumba (6.20pts) atingiram o nível 4. Nos passos da rumba, Tessa e Scott
conseguiram marcar correctamente os três pontos-chave.
Na dança livre, os campões olímpicos
de 2010 conquistaram uma pontuação de 115.80pts. A escolha para a dança livre
recaiu sobre a banda sonora do filme “Moulin Rouge”. No que diz respeito à
coreografia e interpretação, este par voltou a estar irrepreensível. Nos
segmentos dos componentes as médias foram altíssimas: 9.50 na perícia, 9.50 nas
transições, 9.65 na performance, 9.65 na composição e 9.75 na interpretação da
música/timing. Eles conseguiram três notas de 10.00: um para a performance, um
para a interpretação da música/timing e outro para composição. No que diz
respeito à execução dos elementos, tudo lhes correu pelo melhor e eles somaram
graus de execução positivos com vários +2 e +3. Todas as figuras de elevação,
os twizzles e o peão cumpriram com os critérios estabelecidos para a atribuição
do nível 4 (que é o máximo). As duas sequências de passos foram de nível 3.
Como elementos coreográficos eles optaram por um peão (terceiro elemento) e uma
elevação (último elemento). Se quisermos ser muito rigorosos não podemos ignorar o
facto de eles passarem uma parte considerável de tempo em pose ou em dois pés, tendo em conta os parâmetros de um programa competitivo ao mais alto nível.
Este não é um problema exclusivo deste programa ou deste par. Trata-se de uma
coisa recorrente nos pares oriundos da escola de Marie-France Dubreuil. Veremos
se serão feitos ajustes ao longo da temporada.
Kaitlyn Weaver & Andrew Poje têm
uma legião de fãs considerável que os apoia incondicionalmente e que ama os
seus programas, independentemente da luta pelas medalhas. Daquilo que li em
comentários em redes sociais e fóruns após esta competição se ter realizado, as
pessoas parecem algo divididas quanto aos programas deste par para a presente
temporada. A dança curta foi mais bem recebida do que a livre.
A dança curta de Kaitlyn e Andrew
ficou com 69.32pts. O único elemento que atingiu a classificação de nível 4
foram os twizzles mas simultaneamente foram o único elemento punido com grau de
execução negativo. Os restantes elementos técnicos foram de nível 3. Saliento o
facto de eles não terem conseguido marcar o terceiro ponto-chave dos passos
obrigatórios da rumba. Ainda há aqui muito trabalho de casa para fazer para
melhorar os níveis. Em termos gerais, eu gostei desta dança pois eles procuraram
um tema musical que não é nada habitual nesta disciplina e tentaram
interpretá-lo com alguma autenticidade. É uma abordagem que contrasta com a de
Tessa e Scott que seguiram mais a linha das danças de salão.
O tema escolhido para a dança livre
partiu de trechos da obra “Spartacus”. O programa é claramente competente e
está bem coreografado mas senti que falta aqui qualquer coisa. O início foi
excelente com uma maravilhosa figura de elevação. A entrada para os twizzles
também foi muito bem conseguida. Só que eles não pareceram muito confortáveis
na execução da segunda figura de elevação e depois o programa parece que desvaneceu
um pouco… Começou muito bem mas depois faltou algo extra que tornasse o
programa memorável. Achei que a Kaitlyn brilhou muito mais neste tema do que o
Andrew. Além disso, eles estavam a patinar em casa e os juízes protegeram-nos
um pouco pois a segunda figura de elevação podia ter sido punida com grau de
execução negativo ou pelo menos ficar com 0 (como aliás marcaram dois juízes no
painel). Para outras competições internacionais não sei se eles terão a mesma
sorte.
Piper Gilles & Paul Poirier
formam um dos únicos pares que normalmente arrisca na coreografia e nos temas
escolhidos. São dos poucos a “pensar fora da caixa”. Na minha opinião isso é de
aplaudir. Os seus programas para esta temporada voltam a ter características
próprias em termos de estilo.
A primeira coisa a referir sobre a
dança curta deles é o espectacular vestido de Piper. A segunda é o tom geral da
dança pois a sua interpretação consegue transmitir algum humor, embora sem ser
nada muito exagerado ou desrespeitoso para o tema. A forma como o programa está coreografado não deixa
dúvidas de que eles estão efectivamente a trabalhar os elementos e passos
integrados na música. Quanto às transições falta qualquer coisa e quanto à
perícia continua a ser notório que Paul tem uma técnica base e um deslizar com
muito mais qualidade do que Piper. Os passos de rumba apenas conseguiram obter
a classificação de nível 2, sendo que eles não marcaram convenientemente os
dois primeiros ponto-chave. Apenas acertaram no terceiro ponto-chave. A sua nota final nesta parte da competição foi de 68.80.
A música escolhida para a dança livre
é proveniente da banda sonora de “Perry Mason”. Esta escolha é algo arriscada
pois a música tem vários momentos de clamam por subtileza mas Piper e Paul
estiveram à altura desse desafio. O programa tem momentos magníficos e
originais. O peão inicial é exemplo disso pois eles começaram as rotações para
trás o que normalmente é mais difícil porque contraria o impulso natural de
rodar no sentido dos ponteiros do relógio. Destaque ainda para a figura que
eles foram “roubar” a Navka & Kostomarov e que serviu de entrada para a
segunda figura de elevação. No geral gostei bastante do programa.
Olivia Smart & Adriá Diaz
conseguiram um bom resultado final e este quarto lugar deve ter sabido a ouro. Agora
que Olivia já tem passaporte espanhol – ela é originária do Reino Unido – este par
pode aspirar a um lugar na selecção espanhola para os próximos Jogos Olímpicos
e penso que esse será o principal objectivo deles para esta temporada. Já os
dinamarqueses Fournier-Beaudry & Sorensen voltaram a desiludir e não foram
além da sétima posição, tendo ficado atrás de pares que eles já bateram em
competições anteriores.
Vídeos
Virtue & Moir
Curta
Livre
Weaver & Poje
Curta
Livre
Gilles & Poirier
Curta
Livre
Smart & Diaz
Curta
Livre
Mcnamara & Carpenter
Curta
Livre
Indisponível
Robledo & Fenero
Curta
Livre
Resultado final
Pares
Na categoria de pares poucos eram os
que esperavam uma vitória do par Vanessa James & Morgan Ciprés. Os
franceses impuseram-se aos canadianos Meaghan Duhamel & Eric Radford com
7.5pts de vantagem. Julianne Séguin & Charlie Bilodeau terminaram com a
medalha de bronze.
Vanessa e Morgan parecem ter
encontrado o seu estilo e optaram por programas na mesma linha coreográfica que
já apresentaram noutras ocasiões. O programa curto resultou lindamente. A
composição, a coreografia e as transições estiveram num plano muito bom.
Tecnicamente eles não cometeram nenhum erro significativo. A figura de elevação
foi espectacular e a saída do triplo lutz lançado, passando imediatamente para
um movimento de transição em conjugação com a música foi outro momento alto do
esquema. Apenas não gostei da entrada para a espiral da morte e da forma como
saíram do peão de par com que finalizaram o programa. A sua nota no curto foi
de 73.48pts. Eles sofreram uma penalização de -1 devido a violação de regras de
tempo.
No programa livre, Vanessa e Morgan
ficaram na primeira posição com uma pontuação de 137.00pts. O programa não foi
perfeito em termos de execução. Eles tinham previsto executar uma combinação de
triplo toeloop+duplo toeloop+duplo toeloop mas no primeiro salto Vanessa apenas
executou um duplo. Como Morgan fez o triplo mas Vanessa não conseguiu
realizá-lo, os juízes tiveram de aplicar grau de execução negativo nesse
elemento. Eles arriscaram o quádruplo salchow lançado mas Vanessa fez a
recepção com os dois pés e por isso o elemento acabou punido com grau de
execução negativo. O triplo lutz lançado foi o outro elemento punido com grau
de execução negativo pois Vanessa caiu na recepção do salto. A queda também
lhes valeu uma dedução automática de um ponto. As figuras de elevação encheram
o olho como é habitual com este par. A vitória nesta competição com certeza que
lhes dará confiança para o circuito do grande prémio.
Meagan e Eric eram os híper favoritos
à vitória nesta prova devido ao seu palmarés, onde se incluem dois títulos
mundiais, e porque estavam a patinar em casa. O programa curto correu-lhes bem
e eles conseguiram uma pontuação de 77.14pts. Esta foi uma das melhores
prestações que os vi realizar. Todos os elementos foram merecedores de grau de
execução positivo e a composição está muito bem conseguida. Há quem não tenha
gostado desta versão da emblemática música “With or Without you” dos U2. Eu até
gostei desta adaptação mas compreendo que os fãs acérrimos dos U2 não achem
muita piada. A minha impressão geral do programa curto deste par canadiano é de
que tem tudo para ser um êxito.
No programa livre, Meagan e Eric
terminaram no terceiro posto com uma nota de 125.84pts. Já havia sido anunciado
que eles iam reciclar a coreografia do programa livre que utilizaram na
temporada 2014/2015 ao som de músicas da popular banda Muse. Sinceramente não
sei se esta é uma boa ideia neste caso concreto. Eles já tiveram material
melhor nas épocas subsequentes a essa e, apesar das músicas escolhidas
resultarem bem junto da maior parte do público, a coreografia não é assim tão
intrincada ou especial. Tenho esperança que eles possam ir acrescentando mais
pormenores ao longo da temporada para desenvolver o programa. No que diz
respeito à parte técnica foram cometidos diversos erros. Meagan não esteve nos
seus dias e caiu na recepção do triplo lutz lado-a-lado que ainda por cima foi
incompleto, caiu na recepção do triplo salchow lado-a-lado e caiu na recepção
do quádruplo salchow. Todos esses elementos foram punidos com grau de execução
negativo e as quedas deram lugar à aplicação automática de três pontos de
dedução. O peão lado-a-lado foi outro elemento punido com grau de execução
negativo. Apesar desta prestação menos conseguida, acho que não é razão para os
fãs deste par entrarem em pânico pois eles ainda têm tempo para melhorar o seu
estado de forma e afinar estas imperfeições.
Aliona Savchenko & Bruno Massot
venceram a medalha de ouro com cerca de dez pontos de vantagem sobre o par
Natalia Zabiiako & Alexander Enbert que terminaram na segunda posição. A
medalha de bronze acabou nas mãos de Kristina Astakhova & Alexey Rogonov.
Os italianos Valentina Marchei & Ondrej Hotarek tiveram uma boa prestação
apesar de alguns erros. Julianne Séguin & Charlie Bilodeau ficaram uns
furos abaixo do esperado. Toda a gente estava na expectativa deles ficarem com
uma medalha mas isso não aconteceu. A competição também ficou marcada pela
ausência dos vice-campeões olímpicos Ksenia Stolbova & Fedor Klimov que
tiveram de desistir antecipadamente devido a lesão.
Aliona Savchenko & Bruno Massot
entraram na competição como os grandes favoritos à vitória mas no programa
curto tiveram de contentar-se com a segunda posição e uma nota de 69.51pts. Não
é que seja uma má nota só que eles estavam à espera de muito mais. O principal
erro cometido durante o esquema ocorreu no triplo salchow lado-a-lado em que ambos
caíram na recepção. As quedas foram imediatamente punidas com duas deduções
automáticas no valor de dois pontos. O elemento também foi penalizado em sede
de grau de execução e só conseguiu 2.30pts. As quedas podem ter sido provocadas
pelo mau eixo de rotação nos saltos mas o caricato é que ambos iam em sintonia
com o eixo de rotação inclinado demais. Até nesse erro eles estavam em
sintonia. O outro erro que os prejudicou ocorreu na tentativa de triplo axel
lançado (6.13pts) que foi penalizado com grau de execução negativo. Na figura
de elevação (6.40pts) do grupo 5 de dificuldade não lhes rendeu tantos pontos
como eles estariam à espera pois foi marcada com um B, que é equivalente a
básico. Isto fez com que o valor base desse elemento fosse mais baixo em cerca
de dois pontos do que uma figura do mesmo grupo de dificuldade mas de nível 4.
A sequência de passos (5.20pts) e o peão (4.50pts) foram classificados com o
nível 4 que é o máximo. A espiral da morte (4.50pts) foi de nível 3 e o triplo
twist (7.70pts) foi de nível 2. O triplo twist é feito por este par de uma
maneira espetacular. Ela parece que fica a flutuar no ar antes de ser apanhada
por Bruno. É um elemento deveras impressionante. Os erros afectaram um pouco as
suas médias nos componentes que se fixaram em 8.71 na perícia, 8.61 nas
transições, 8.61 na performance, 8.79 na composição e 8.75 na interpretação da
música/timing.
No programa livre, Aliona e Bruno
conquistaram uma nota de 138.38pts e ficaram na primeira posição. O programa é
impressionante e tem imenso potencial mas aqui na Taça Rostelecom eles tiveram
alguns problemas com a execução de certos elementos. A combinação de triplo
salchow-duplo toe loop-toe loop simples perdeu 1.30pts do valor base de
6.10pts. O plano era de fazer triplo-duplo-duplo. O axel lançado era suposto
ter sido triplo mas ficou-se pelas duas voltas e meia, tendo sido penalizado em
1.30pts do valor base de 4.00pts. A maior erro ocorreu mesmo no final do
programa quando Aliona caiu na recepção do quádruplo salchow lançado (5.20pts).
A queda custou-lhes uma dedução automática de um ponto. Os restantes elementos
conseguiram grau de execução positivo. A espiral da morte (5.60pts), os peões
(9.72pts) e as figuras de elevação (23.74pts) atingiram o nível 4. O triplo
twist foi de nível 2 e recebeu 7.90pts. O triplo toe loop lado-a-lado ficou com
5.40pts. Na sequência coreográfica eles amealharam 3.40pts. No que diz respeito
aos segmentos que compõem a segunda nota, as suas médias foram as seguintes:
8.96 na perícia, 8.75 nas transições, 8.68 na performance, 9.00 na composição e
8.93 na interpretação da música.
Natalia Zabiiako & Alexander
Enbert surpreenderam muita gente com a sua prestação nesta competição. O par
russo passou um mau bocado devido a uma lesão que afectou Natalia mas agora
parecem estar bem e em forma.
No programa curto, Zabiiako e Enbert
conquistaram a liderança com 69.76pts. Com um visual a fazer lembrar
personagens de contos de fadas, eles deram nas vistas com as linhas limpas e
bem definidas. O triplo toe loop lado-a-lado foi pontuado com 4.60pts. O triplo
loop lançado recebeu 5.70pts. O peão (3.79pts), a sequência de passos (4.80pts)
e a figura de elevação do grupo 5 de dificuldade (8.50pts) preencheram os
requisitos necessários para o nível 4. A espiral da morte (4.00pts) foi de
nível 3 e o triplo twist (6.90pts) foi de nível 2. As médias obtidas por este
par nos segmentos dos componentes foram de 7.96 na perícia, 7.61 nas
transições, 8.07 na performance, 7.86 na composição e 7.82 na interpretação da
música.
O programa livre de Zabiiako &
Enbert ficou com 128.01pts. Eles não tiveram nenhum elemento punido com grau de
execução negativo mas ficaram sem um elemento. O suposto triplo salchow
lado-a-lado não lhes correu bem. Alexander fez uma má recepção no salto que foi
marcada como queda e punida com uma dedução automática de um ponto. Natalia
apenas efectuou um salto simples pelo que o elemento não foi considerado.
Quanto aos restantes elementos as coisas até correram bem. Na combinação de
triplo toe loop-duplo toe loop-duplo loop recebeu 8.00pts. Como saltos lançados
eles realizaram um duplo axel (4.60pts) e um triplo loop (6.40pts). O peão em
paralelo foi de nível 4 e obteve 4.00pts enquanto o peão de par foi de nível 3
e ficou com 4.36pts. As figuras de elevação atingiram todas o nível 4 e
totalizaram 22.47pts. O triplo twist (7.20pts) e a espiral da morte (4.20pts)
foram de nível 2. Na sequência coreográfica obtiveram 2.70pts. Como médias nos
segmentos dos componentes, os valores foram de 8.25 na perícia, 7.96 nas
transições, 8.11 na performance, 8.21 na composição e 8.14 na interpretação da
música.
Kristina Astakhova e Alexey Rogonov
são um bom par mas têm que resolver rapidamente o problema dos saltos
lado-a-lado. Eles têm andado a testar alternativas mas está na hora de
estabilizar. No programa curto eles ficaram em quarto lugar com uma nota de
65.51pts. O triplo salchow lado-a-lado foi o único elemento punido com grau de
execução negativo. O triplo flip lançado recebeu 6.40pts. A figura de elevação
do grupo 5 de dificuldade (8.70pts), a espiral da morte (4.70pts) e o peão
(3.93pts) preencheram os critérios necessários para o nível 4. O triplo twist
(6.80pts) e a sequência de passos (3.17pts) foram meramente de nível 2. O painel
de juízes foi muito consistente nas notas que lhes marcaram em todos os
segmentos e as suas médias acabaram por ficar em 7.64 na perícia, 7.36 nas
transições, 7.71 na performance, 7.71 na composição e 7.71 na interpretação da
música.
No programa livre Kristina e Alexey
ficaram em terceiro lugar com uma pontuação de 123.23pts. Os saltos lado-a-lado
voltaram a ser um problema e foram ambos punidos com grau de execução negativo.
Os saltos deles foram cotados como triplo loop (3.70pts) e combinação de duplo
salchow-duplo toe loop (2.29pts). Como saltos lançados, este par realizou um
triplo flip (6.40pts) e um triplo loop (6.00pts). O triplo twist (7.00pts) e a
espiral da morte (4.40pts) foram classificados com o nível 3. Os dois peões
atingiram o nível 4 e totalizaram 8.42pts. A primeira e a segunda figuras de
elevação foram do grupo 5 de dificuldade e foram classificadas com o nível 4. A
terceira figura de elevação perdeu o nível 4 quando a patinadora não conseguiu
agarrar a lâmina do patim durante a execução da figura. Isso fez com que a
figura acabasse por ficar com nível 3. Ao não conseguir agarrar o patim é como
se a figura que foi proposta apresentar não tivesse tantas variações pelo que
isso afectou o nível mas não necessariamente a execução. O total obtido nas
figuras de elevação foi de 19.64pts. Na sequência coreográfica arrecadaram
3.10pts. Nos segmentos dos componentes, as suas médias fixaram-se em 7.71 na
perícia, 7.50 nas transições, 7.86 na performance, 7.96 na composição e 7.89 na
interpretação da música.
Os italianos Marchei & Hotarek
desperdiçaram a hipótese de ficar no pódio devido aos erros cometidos no início
do programa livre, nomeadamente com uma queda na saída do triplo twist.
Séguin & Bilodeau hipotecaram as
suas hipóteses logo no programa curto com erros no salto lançado e no salto
lado-a-lado.
A categoria de pares foi mais
interessante do que inicialmente se esperava. O par canadiano composto por
Julianne Séguin e Charlie Bilodeau foi o grande vencedor com duas prestações
sólidas. Este par tem feito uma excelente transição do escalão júnior para o
sénior e já uma certeza. A federação canadiana pode estar contente com os
resultados obtidos por estes dois jovens patinadores.
Séguin & Bilodeau ficaram na
terceira posição no programa curto com uma pontuação de 66.49pts. O programa
começou de forma um pouco tremida com um triplo twist (6.95pts) de nível 4 que
dividiu o painel de júri pois houve dois juízes que aplicaram +2 na escala do grau
de execução do elemento enquanto um juiz marcou -2 e outros dois optaram por
-1. Como salto isolado era suposto terem apresentado um triplo loop como
segundo elemento do esquema. No entanto, o salto apenas foi cotado como duplo
devido a um erro cometido por Bilodeau e só recebeu 0.90pts visto que houve
lugar a punição por grau de execução negativo. Daí para a frente as coisas
estabilizaram e correram melhor. O triplo lutz lançado recebeu 6.43pts. O peão
(3.75pts), a figura de elevação (8.43pts), a espiral da morte (4.32pts) e a
sequência de passos (5.18pts) conseguiram cumprir os critérios necessários para
a classificação de nível 4. Olhando para a escala do grau de execução de cada
um dos elementos, verifiquei que houve um juiz que lhes marcou 0 em três
elementos e considerou os outros quatro elementos deviam ser penalizados em
sede de execução. Essa não foi a posição da maioria dos juízes. No que diz
respeito aos segmentos que fazem parte da nota dos componentes, as médias
obtidas por este par foram de 7.71 na perícia, 7.38 nas transições, 7.50 na
performance, 7.75 na composição e 7.83 na interpretação da música.
No programa livre, Séguin e Bilodeau
impuseram-se à concorrência e também beneficiaram dos erros cometidos pelo par
russo Tarasova & Morozov. Séguin & Bilodeau venceram o programa livre
com uma nota de 130.82pts, sendo que todos os elementos beneficiaram de grau de
execução positivo, com excepção do twist que ficou com grau 0. Aliás, o triplo
twist foi precisamente o primeiro elemento do esquema, tendo alcançado o nível
4 e recebido o valor base de 6.60pts. O saltos lado-a-lado que eles
apresentaram foram a combinação de triplo toe loop-duplo toe loop (6.50pts) e o
triplo salchow (5.40pts). Os saltos lançados foram efectuados na segunda metade
do programa e foram o triplo lutz (5.70pts) e o triplo loop (5.60pts). Os dois
peões foram classificados com o nível 4 e totalizaram 8.88pts. A sequência
coreográfica pontuou 3.20pts. A espiral da morte recebeu 4.80pts e também foi
de nível 4. No que toca a figuras de elevação, a primeira foi do grupo 3 de
dificuldade e foi de nível 4 (5.29pts). A segunda figura de elevação foi do
grupo 5 de dificuldade e foi de nível 3 (6.79pts). A terceira figura de
elevação também foi do grupo 5 de dificuldade e foi classificada com o nível 3
(7.80pts). Nos segmentos dos componentes do programa, as médias deste par
fixaram-se em 7.96 em perícia, 7.71 nas transições, 8.21 na performance, 8.14
na composição e 8.14 na interpretação da música.
O par Haven Denney& Brandon Frazier (Estados Unidos) teve
de passar por uma longa ausência da competição devido a uma sucessão de lesões.
A lesão mais grave foi a que afectou Denney num joelho. Ela ainda tem de usar
uma protecção como precaução tal como foi visível nesta prova. Ainda bem que
eles conseguiram voltar pois fizeram uma boa carreira no escalão júnior, onde
chegaram a conquistar o título mundial.
Denney & Frazier ficaram em
segundo lugar no programa curto com uma nota de 67.29pts. O único elemento
punido com grau de execução negativo foi o triplo salchow lado-a-lado
(3.00pts). O triplo twist (7.02pts) e a espiral da morte (3.67pts) foram
classificados com o nível 3. O peão (4.25pts), a sequência de passos (4.60pts)
e a figura de elevação (8.55pts) preencheram os critérios para poderem ser
considerados de nível 4. Eles também apresentaram um triplo loop lançado
(6.40pts). As suas médias nos segmentos dos componentes fixaram-se em 7.50 na
perícia, 7.25 nas transições, 7.50 na performance, 7.46 na composição e 7.54 na
interpretação da música.
O programa livre de Denney &
Frazier obteve uma nota de 125.36pts que lhes permitiu ficar em segundo lugar
nesta fase da competição. O programa teve bons momentos e resultou bem em
termos artísticos. A única coisa que correu mal foram os saltos lado-a-lado:
tanto a combinação de triplo salchow-duplo toe loop (3.30pts) como o elemento
que era suposto ser um duplo axel mas que foi cotado como axel simples
(0.70pts) acabaram por ser punidos com grau de execução negativo. Em termos de
saltos lançados, este par apresentou um triplo loop (6.10pts) e um triplo
salchow (5.10pts). A espiral da morte foi de nível 2 e ficou com 3.70pts. Os
dois peões foram classificados com o nível 4 e receberam um total de 9.36pts. O
triplo twist efectuado chegou para o nível 3 e obteve 7.00pts. A sequência
coreográfica recebeu 3.10pts. As três figuras de elevação conseguiram preencher
os critérios exigidos para aplicação do nível 4 e conquistaram a respeitável
soma de 22.86pts. Quanto aos segmentos dos componentes, o painel de júri não
manifestou grandes discrepâncias, tendo as suas médias se fixado em 7.93 na
perícia, 7.75 nas transições, 8.11 na performance, 8.11 na composição e 8.18 na
interpretação da música. No entanto, depois de rever o programa três vezes
fiquei com a ideia de que se eles tivessem a competir noutro país qualquer as
suas médias nos componentes teriam ficado todas na casa dos sete e não teriam
dado para ultrapassar oito. Mas é de referir que esse pormenor não coloca em
causa a sua classificação neste evento.
Os russos Evgenia Tarasova &
Vladimir Morozov começaram a sua participação no Skate America 2016 com um
excelente programa curto que pontuou 75.24pts. Este programa curto tem uma
coreografia que ajuda este par a mostrar uma nova faceta em termos artísticos e
isso é demonstrativo da evolução que eles têm feito ao longo destas temporadas.
Os elementos técnicos tiveram boa qualidade e beneficiaram todos de grau de
execução positivo. O triplo twist de nível 4 foi o melhor da competição e
obteve 8.47pts. O triplo toe loop lado-a-lado conquistou 4.88pts. O triplo loop
lançado obteve 6.40pts. A espiral da morte foi de nível 3 e recebeu 4.60pts. A
figura de elevação (7.97pts), a sequência de passos (5.30pts) e o peão
(3.92pts) foram de nível 4. Na segunda nota, as suas médias nos segmentos dos
componentes foram de 8.42 na perícia, 8.25 nas transições, 8.58 na performance,
8.38 na composição e 8.50 na interpretação da música.
Se o programa curto foi bastante bom,
o mesmo não se pode dizer do programa livre. Tarasova & Morozov foram
quintos classificados no livre com uma pontuação de 110.70pts. O esquema
começou com um erro que acabou por arruinar a impressão geral do programa. Eles
tentaram efectuar um quádruplo twist como elemento inicial. O timing entre eles
falhou na recepção do twist e a patinadora acabou por cair logo a seguir. Claro
que por causa da queda lhes foi aplicada uma dedução automática de um ponto e o
elemento foi punido com grau de execução negativo, ficando com 5.00pts. O
problema é que Tarasova pareceu ter ficado nervosa com esse erro e talvez
também afectada pela sensação de vertigem. O twist é um elemento extremamente
exigente e, no caso das patinadoras, pode causar uma sensação de vertigem
aquando da descida do voo. Quem já sofreu de vertigens sabe que não é uma coisa
muito agradável e pode mesmo deixar-nos com um embrulho no estômago. Ela ficou
abalada e foram vários os pequenos erros que se acumularam nos elementos seguintes.
O triplo salchow lado-a-lado que estava planeado acabou por apenas poder ser
cotado como salchow simples que ainda por cima foi punido com grau de execução
negativo, tendo ficado com 0.13pts. A combinação de saltos lado-a-lado também
não foi boa. Eles acabaram por realizar um duplo toe loop-duplo toe loop-toe
loop simples (2.57pts) que também foi penalizado com grau de execução negativo.
Nos saltos lançados, este par apresentou um triplo salchow (4.80pts) e um
triplo loop (5.80pts). A espiral da morte (3.50pts) não foi perfeita eapenas chegou para o nível 1. O peão em
paralelo (4.21pts) foi de nível 4 mas o peão de par (4.43pts) foi de nível 3. A
primeira figura de elevação tal como a segunda foram classificadas com o nível
4. A terceira figura de elevação foi de nível 3. Nas figuras de elevação, eles
conquistaram 16.90pts. A sequência coreográfica rendeu-lhes 2.50pts. As médias
nos segmentos dos componentes foram de 8.04 na perícia, 7.61 nas transições,
7.61 na performance, 7.79 na composição e 7.61 na interpretação da música.
A competição de pares ficou marcada
pela consistência de Séguin & Bilodeau e pelo regresso de Denney &
Frazier. Tarasova & Morozov desperdiçaram toda a vantagem que traziam do
programa curto e este resultado pode colocar em causa as suas aspirações à
qualificação para a final do grande prémio. Os franceses James & Ciprés
tinham uma boa oportunidade de aspirar a uma medalha neste evento mas acabaram
bem longe do pódio. Quem também deve ponderar bem o que fazer no futuro são os
pares Kayne & O’Shea e Castelli & Tran pois a luta interna por um lugar
na selecção nacional dos Estados Unidos não lhes está a correr de feição.
Denney & Frazier tiveram muito tempo fora da competição e não se sabia o
que esperar deles mas depois do Skate America eles estão na linha da frente
desta disciplina nos Estados Unidos. Não nos podemos esquecer dos seus
compatriotas Scimeca & Knierim (que não estiveram neste evento) que são o
par n.º 1 dos Estados Unidos até agora. Isto deixa Castelli & Tran numa posição
algo frágil. Tanto Marissa Castelli como Mervin Tran já provaram serem
excelentes atletas e tiveram bons resultados nas suas anteriores parcerias. No
entanto, parece que estão a ter alguma dificuldade em impor-se na equipa dos
Estados Unidos e esta prestação no Skate America não ajudou a melhorar a sua
posição...
A estreia dos novos programas de
Yuzuru Hanyu revelou-se como o principal foco de atenção desta competição. E o
japonês não desapontou apesar de ter cometido alguns erros. Pela amostra nesta
competição já deu para perceber que ele está mais ambicioso do que nunca.
Yuzuru Hanyu obteve uma nota de
88.30pts no programa curto. Ele entrou a matar e fez história ao ser o primeiro
patinador a realizar um quádruplo loop em competições internacionais. Sim…
leram bem: ele fez um quádruplo loop! Ele recebeu 12.80pts por esse elemento e
garantiu mais uma vez o seu lugar nos livros de história da patinagem
artística. Como combinação de saltos estava previsto que ele executasse um
quádruplo salchow com triplo toe loop. No entanto, ele falhou o salchow e caiu.
O salchow apenas teve uma rotação simples o que fez com que este salto fosse
considerado inválido. É que no programa curto masculino é obrigatório que o
primeiro salto na combinação seja no mínimo um triplo. Mesmo com este erro no
início da combinação, Hanyu não se intimidou e conseguiu efectuar o triplo toe
loop. Ele ficou apenas com 2.20pts na combinação graças ao toe loop triplo mas
sempre foi melhor do que ficar com a combinação completamente invalidada. Para
além do grau de execução negativo aplicado ao elemento, a queda fez com fosse
deduzido um ponto de forma automática. O último salto do esquema foi um triplo
axel que foi realizado já na segunda metade para beneficiar de um bónus de 10%
na pontuação base. O patinador não teve problemas no triplo axel e conseguiu
uma nota de 11.35pts. Como podem depreender, este programa vai ser uma bomba
quando Hanyu estiver em melhor estado de forma. Um quádruplo loop, um quádruplo
salchow em combinação com um triplo toe loop e um triplo axel na segunda metade
do programa vão permitir-lhe aspirar a uma nota técnica astronómica. Veremos o
que acontecerá no futuro. No que diz respeito aos peões, os dois primeiros
foram classificados com o nível 3 e o último foi de nível 4, totalizando
11.60pts. A sequência de passos foi de nível 4 e rendeu-lhe 6.00pts. Nos
segmentos dos componentes do programa as suas médias fixaram-se em 9.20 na
perícia, 8.80 nas transições, 8.95 na performance, 9.15 na composição e 9.25 na
interpretação da música.
Hanyu venceu o programa livre de
forma confortável com uma nota de 172.27pts. Tal como no programa curto, o
plano de saltos para o programa livre é muito ambicioso. Aqui nesta competição
Hanyu acabou por ainda não realizar tudo o que está planeado mas esta prestação
já foi um bom indicador. O primeiro salto do programa foi um quádruplo loop
(12.40pts), a que se seguiu um quádruplo salchow (11.30pts). O terceiro e
quarto elementos do esquema foram respectivamente um peão (4.50pts) e a
sequência de passos (5.58pts), ambos de nível 4. Depois foi a vez de um triplo
flip (4.74pts) que foi punido com grau de execução negativo. Já na segunda
metade do programa seguiu-se uma combinação de triplo salchow-duplo toe loop
que ficou com o valor base de 6.27pts. O quádruplo toe loop (4.80pts) correu
mal pois Hanyu caíu e a quarta rotação não foi efectivamente completa.
Seguiram-se duas combinações: triplo axel-duplo toe loop (12.38pts) e triplo
axel-toe loop simples-loop simples (10.34pts). O décimo elemento foi um peão de
nível 4 que pontuou 3.70pts. Depois ele avançou para a sequência coreográfica
(3.26pts). O último salto do programa foi o triplo lutz (4.50pts), sendo que
Hanyu sofreu uma queda. O programa foi finalizado com um peão de nível 4
(3.90pts). Um elemento que estava planeado mas que foi alterado foi a combinação
de quádruplo salchow-duplo toe loop que foi transformada em triplo-duplo. Ou
seja, se cumprir o seu plano inicial, Hanyu apresentará no programa livre
quatro quádruplos, duas combinações com triplo axel, o triplo flip e o triplo
lutz! Nesta prova as suas médias nos segmentos dos componentes foram de 9.10 na
perícia, 8.60 nas transições, 8.20 na performance, 8.80 na composição e 8.60 na
interpretação da música.
Misha Ge do Uzbequistão conseguiu um
excelente resultado nesta competição e arrecadou a medalha de prata. Ge tem
evoluído bastante do ponto de vista técnico nestas duas últimas temporadas e aqui
surpreendeu-nos com a realização de quádruplo toe loop no programa curto. É
verdade que o salto foi punido com grau de execução negativo mas para Ge já é
um passo enorme na valorização de elementos técnicos. Ele tem tentado aumentar gradualmente
o grau de dificuldade dos elementos apresentados nos seus esquemas e este foi
mais um exemplo disso.
O estado-unidense Max Aaron foi
quinto classificado no programa curto mas conseguiu recuperar no livre, tendo
terminado a competição com a medalha de bronze.
Vídeos
Yuzuru Hanyu Programa curto
Programa livre
Misha Ge Programa curto
Programa livre
Max Aaron Programa curto
Programa livre
Resultado final
1.º
Yuzuru Hanyu
Japão
260.57pts
2.º
Misha Ge
Uzbequistão
230.55pts
3.º
Max Aaron
Estados Unidos
226.13pts
4.º
Keegan Messing
Canadá
215.10pts
5.º
Bennet Toman
Canadá
206.41pts
6.º
Daniel Samohin
Israel
189.90pts
7.º
Javier Raya
Espanha
188.04pts
8.º
Nicholas Vrdoljak
Croácia
187.28pts
9.º
Harry Mattick
Grã-Bretanha
169.33pts
10.º
Jamie Wright
Grã-Bretanha
163.65pts
11.º
Leslie Man Cheuk Ip
Hong Kong
161.18pts
12.º
Jordan Dodds
Austrália
154.90pts
13.º
Andrew Dodds
Austrália
154.59pts
14.º
Mark Webster
Austrália
129.85pts
15.º
Diego Saldana
México
102.76pts
Dança
Na categoria de dança, os canadianos
Tessa Virtue & Scott Moir fizeram as delícias dos fãs com este seu regresso
à patinagem de competição após ausência desde os Jogos Olímpicos de Sochi em
2014. Muita gente duvidava que seria possível vê-los novamente no circuito de
competição mas aqui estão eles.
A dança curta de Virtue & Moir
recebeu uma excelente nota de 77.72pts. Todos os elementos técnicos cumpriram
os critérios para serem classificados com o nível 4, que é o nível máximo. Eu
penso que o controlador técnico foi um pouquinho generoso na atribuição de
nível 4 na sequência parcial de passos e na sequência de passos em que os
patinadores não se tocam. Mas como isso acabou por não influenciar o resultado
final a coisa passa… Eles receberam excelentes graus de execução em todos os
elementos com vários +2 e +3. A sua nota técnica de partida foi de 33.30pts e
eles melhoraram-na para 41.44pts, ou seja, obtiveram 8.14pts só em graus de
execução positivos. Os twizzles foram de encher o olho. Muito bem encaixados na coreografia e muito bem executados. As suas médias nos segmentos dos componentes foram
excelentes: 9.00 na perícia, 8.95 nas transições, 9.20 na performance, 9.10 na
composição e 9.10 na interpretação da música/timing.
Os juízes também ficaram arrebatados
pela dança livre de Virtue & Moir. A sua dança livre recebeu 111.48pts. A
nota podia ter sido ainda melhor não tivesse sido o caso que terem sofrido duas
deduções automáticas: perderam um ponto por terem ultrapassado o tempo limite
permitido na última figura de elevação e perderam outro ponto por violação das
regras gerais de tempo. Em termos técnicos apenas o peão foi de nível 3, sendo
que os restantes elementos alcançaram o nível 4. Como elementos coreográficos
eles apresentaram um twizzle e uma figura de elevação. As duas sequências de
passos foram grandes mais-valias no programa, totalizando 22.04pts. Nos
segmentos dos componentes as suas médias foram de 9.20 na perícia, 9.15 nas
transições, 9.20 na performance, 9.45 na composição e 9.30 na interpretação da
música/timing.
O regresso de Virtue & Moir fica
também marcado por mudanças na equipa que trabalha com eles. Os tempos de
trabalho no grupo de Marina Zoueva estão terminados. Agora este par é
acompanhado por Marie-France Dubreuil e Patrice Lauzon, partilhando o local de
treino com os franceses Gabriella Papadakis & Guillaume Cizeron. A primeira impressão do seu regresso é extremamente positiva. Foi como se eles tivessem pegado no trabalho desenvolvido até 2011 e tivessem seguido essa linha novamente. Em termos de forma física também se pareceram muito mais com o que apresentaram em 2009,2010 e 2011 do que em 2013 e 2014. Por aquilo que demonstraram nesta competição, os canadianos têm tudo para lutar pela medalha de ouro nos principais campeonatos ao longo da temporada.
Os estado-unidenses Hawayek &
Baker ficaram com a medalha de prata, com 28.70pts de desvantagem face a Virtue
& Moir. Os dinamarqueses Beaudry & Sorensen foram segundos
classificados na dança curto mas na livre foram apenas quartos. No entanto, os
dinamarqueses conseguiram ficar com a medalha de bronze.
Vídeos
Virtue & Moir Dança curta
Dança livre
Hawayek & Baker Dança curta
Dança livre
Fournier-Beaudry & Sorensen Dança curta
Dança livre
Resultado final
1.º
Tessa Virtue & Scott Moir
Canadá
189.20pts
2.º
Kaitlin Hawayek & Jean-Luc Baker
Estados Unidos
160.50pts
3.º
Laurence Fournier Beaudry & Nikolaj Sorensen
Dinamarca
152.00pts
4.º
Isabella Tobias & Ilia Tkachenko
Israel
150.32pts
5.º
Marie-Jade Lauriault & Romain Le Gac
França
143.60pts
6.º
Olivia Smart & Adria Diaz
Espanha
141.50pts
7.º
Carolane Soucisse & Shane Firus
Canadá
128.78pts
8.º
Celia Robledo & Luis Fenero
Espanha
122.88pts
9.º
Haley Sales & Nikolas Wamsteeker
Canadá
112.52pts
Senhoras
A japonesa Rika Hongo era a grande
favorita à vitória nesta competição mas acabou fora do pódio. Rika cometeu
erros tanto no programa curto como no livre. No programa curto a sua nota foi
de 60.33pts. Ele teve dois elementos de saltos punidos com grau de execução
negativo: a combinação de triplo flip-triplo toe loop e no triplo lutz. Outro
problema que a afectou foi que o peão layback só chegou para nível 2 e isso fez
com que o valor base desse elemento fosse revisto em baixa. O segundo peão
conseguiu o nível 4 mas ficou meramente com o valor base. No que diz respeito
aos segmentos dos componentes do programa, os juízes estiveram divididos. No
segmento de transições houve um juiz que apenas lhe atribuiu 5.75 enquanto
quatro juízes marcaram esse segmento com 7.00 ou mais. No segmento de
interpretação da música, houve um juiz que só marcou 6.75, em contradição com
dois juízes que marcaram 8.00 e 8.25. Existiram algumas discrepâncias notórias
em todos os segmentos.
Rika Hongo pontuou 110.01pts no
programa livre. Ela cometeu erros na combinação de triplo flip-duplo toe
loop-duplo loop, no triplo lutz e na combinação de triplo salchow-triplo toe
loop, tendo estes elementos sido punidos com grau de execução negativo. Outro
erro cometido por Rika foi o de ter feito apenas um duplo loop quando devia ter
realizado um triplo. Esse tal duplo loop, o primeiro peão e o duplo axel
ficaram meramente com o valor base. Aliás, Rika quase não conseguiu grande
coisa em termos de graus de execução positivos e isso fez com que a nota
técnica dela não tivesse sido tão boa como em outras ocasiões. As suas médias
nos componentes foram fixadas em 7.00 na perícia, 6.35 nas transições, 6.95 na
performance, 6.80 na composição e 6.90 na interpretação da música.
A estado-unidense Mirai Nagasu
arrecadou a medalha de ouro muito graças à vantagem obtida no programa curto.
Nagasu conseguiu uma excelente nota
de 73.40pts no programa curto. No início do esquema ela colocou uma combinação
de triplo flip-triplo toe loop (10.72pts), tendo deixado o triplo loop
(7.01pts) e o duplo axel (4.63pts) para a segunda metade do esquema de forma a
beneficiar de 10% de bónus no valor base desses elementos. Os peões (12.60pts)
e a sequência de passos (5.44pts) alcançaram o nível 4. As suas médias nos
segmentos dos componentes foram de 8.30 na perícia, 7.85 nas transições, 8.40
na performance, 8.25 na composição e 8.45 na interpretação da música.
O programa livre de Nagasu obteve
115.71pts. Ela foi segunda classificada nesta fase da competição devido a ter
cometido vários erros técnicos. A combinação de triplo flip-triplo toe loop
(3.32pts), o triplo salchow (2.40pts), a combinação de duplo axel-triplo toe
loop (6.63pts) e o triplo flip isolado (1.97pts) foram punidos com grau de
execução negativo. Os três saltos com grau de execução positivo foram o triplo
lutz isolado (6.56pts), o triplo loop (5.89pts) e a combinação de duplo
axel-duplo toe loop (5.56pts). A sequência de passos foi classificada com o
nível 2 e rendeu-lhe 3.20pts. Os peões foram todos de nível 4 e totalizaram
12.40pts. A sequência coreográfica permitiu-lhe obter mais 3.54pts. Nos
segmentos dos componentes as suas médias foram de 8.15 na perícia, 7.65 nas
transições, 8.05 na performance, 8.15 na composição e 8.15 na interpretação da
música.
A canadiana Alaine Chartrand venceu a
parte do programa livre mas não chegou para compensar a desvantagem que ela
levava do programa curto pelo que teve de contentar-se com a medalha de prata.
A jovem Elizabet Tursynbaeva do
Cazaquistão ficou com a medalha de bronze.
Vídeos
Mirai Nagasu Programa curto
Programa livre
Alaine Chartrand Programa curto
Programa livre
Elizabet Tursynbaeva Programa curto
Programa livre
Rika Hongo Programa curto
Programa livre
Resultado final
1.º
Mirai Nagasu
Estados Unidos
189.11pts
2.º
Alaine Chartrand
Canadá
186.11pts
3.º
Elizabet Tursynbaeva
Cazaquistão
172.46pts
4.º
Rika Hongo
Japão
170.34pts
5.º
Mariko Kihara
Japão
161.21pts
6.º
Na Hyun Kim
Coreia do Sul
160.91pts
7.º
Joshi Helgesson
Suécia
153.80pts
8.º
Franchesca Chiera
Estados Unidos
137.21pts
9.º
Anastasia Galustyan
Arménia
136.65pts
10.º
Chloe Ing
Singapura
132.22pts
11.º
Michelle Long
Canadá
131.42pts
12.º
Larkyn Austman
Canadá
121.46pts
13.º
Colette Coco Kaminski
Polónia
119.56pts
14.º
Maisy Hiu Ching Ma
Hong Kong
112.24pts
15.º
Michaela Du Toit
África do Sul
109.92pts
16.º
Amanda Stan
Roménia
107.50pts
17.º
Suh Hyun Son
Coreia do Sul
97.85pts
Pares
A categoria de pares foi dominada por
Julianne Séguin & Charlie Bilodeau que continuam a fazer uma passagem
fantástica do escalão júnior para o sénior. Nesta competição eles venceram o
programa curto e o programa livre, levando a medalha de ouro para casa sem
qualquer contestação.
O programa curto de Séguin &
Bilodeau recebeu 71.40pts. O esquema foi iniciado com um triplo twist de nível
3 que obteve 6.90pts. Seguiu-se um triplo loop lado-a-lado (6.08pts) que é um
elemento raro na categoria de pares. Depois foi a vez de um triplo flip lançado
(5.64pts) que dividiu os juízes quanto ao grau de execução a aplicar. Dois
juízes aplicaram -1, outros dois colocaram 0 e três marcaram +1. O quarto
elemento do programa curto foi o peão que foi classificado com o nível 4 e
rendeu-lhes 4.00pts. A figura de elevação (8.40pts) efectuada pertence ao grupo
5 de dificuldade e cumpriu os critérios do nível 3. Logo após a elevação,
Séguin & Bilodeau realizaram a espiral da morte (4.32pts) que foi de nível
3. Terminaram com a sequência de passos que foi classificada com o nível 4 e
lhes permitiu amealhar mais 5.30pts. As suas médias nos segmentos dos
componentes que compõem a segunda nota foram de 7.65 na perícia, 7.50 nas
transições, 7.85 na performance, 7.70 na composição e 7.75 na interpretação da
música.
Séguin & Bilodeau obtiveram
136.90pts no programa livre. A sua nota técnica de partida foi de 58.40pts e
acabou melhorada para 70.26pts. Como podem depreender desta informação, o
painel de juízes achou que os elementos eram merecedores de grau de execução
positivo. Como saltos lado-a-lado eles apresentaram uma combinação de triplo
toe loop-duplo toe loop (6.58pts) e um triplo salchow isolado (5.10pts). Os
saltos lançados foram o triplo flip (6.90pts) e o triplo loop (6.12pts). A
espiral da morte (4.04pts) e o triplo twist (6.76pts) foram classificados com o
nível 3. O peão lado-a-lado (4.10pts) e o peão de par (5.50pts) conseguiram o
nível 4. Este par conseguiu um total de 21.90pts nas figuras de elevação, sendo
que todas preencheram os critérios do nível 4. A primeira figura de elevação
foi do grupo 3 de dificuldade e as outras duas foram do grupo 5. Na sequência
coreográfica eles amealharam mais 3.26pts. Nos segmentos dos componentes do
programa, as suas médias fixaram-se em 8.30 na perícia, 8.05 nas transições,
8.40 na performance, 8.45 na composição e 8.45 na interpretação da música.
O simpático par francês Vanessa James
& Morgan Ciprés ficou com a medalha de prata.
James & Ciprés foram terceiros no
programa curto com uma nota de 65.58pts. O primeiro elemento do curto foi o
triplo twist (6.50pts) de nível 2 que acabou por dividir o painel de juízes
quanto ao grau de execução a atribuir. Dois juízes consideraram que o elemento
devia ser punido com -1 mas três juízes acharam que o twist foi bom e marcaram
+2. O segundo elemento foi o triplo salchow lado-a-lado que perdeu 1.26pt do
valor base de 4.40pts devido a aplicação de grau de execução negativo.
Seguiram-se o triplo flip lançado (5.64pts) e a figura de elevação (8.90pts)
pertencente ao grupo 5 de dificuldade e que foi classificada com o nível 4.
Depois foi a vez de dois elementos classificados com o nível 3: a espiral da
morte (4.04pts) e a sequência de passos (4.10pts). Finalizaram o programa com
um peão de nível 4 (3.26pts) que foi punido com grau de execução negativo. As
suas médias nos segmentos dos componentes foram de 7.65 na perícia, 7.55 nas
transições, 7.85 na performance, 7.95 na composição e 7.75 na interpretação da
música. A sua nota foi alvo de uma dedução automática de um ponto devido a
violação das regras de tempo.
No programa livre, o par francês
obteve uma nota de 133.32pts. Como saltos lado-a-lado, James & Ciprés
apresentaram uma combinação de triplo toe loop-duplo toe loop-duplo toe loop
(7.74pts) e um triplo salchow (2.30pts). O salchow não correu bem devido a
queda e o elemento foi punido com grau de execução negativo, para além de ter
sido aplicada uma dedução automática de um ponto. Os saltos lançados foram o
quádruplo salchow (7.00pts) e o triplo flip (7.46pts). O quádruplo salchow
lançado foi um elemento em que eles decidiram arriscar mas que acabou por ser
punido com grau de execução negativo. Talvez nas próximas competições as coisas
lhe corram melhor nesse elemento. O peão de par (3.40pts) foi de nível 2 e o
peão lado-a-lado (3.48pts) foi de nível 4. No entanto, o peão lado-a-lado foi ligeiramente
punido com grau de execução negativo. A espiral da morte (4.32pts) foi de nível
3 e a sequência coreográfica rendeu-lhes 3.40pts. Nas figuras de elevação, os
franceses amealharam 22.08pts. A primeira elevação foi do grupo 5 de
dificuldade e preencheu os critérios do nível 3. A segunda elevação também foi
do grupo 5 de dificuldade mas chegou para o nível 4. A última elevação foi do
grupo 3 de dificuldade e também foi classificada com o nível 4. Nos segmentos
dos componentes as suas médias foram de 7.95 na perícia, 8.00 nas transições,
8.35 na performance, 8.50 na composição e 8.25 na interpretação da música.