A USFSA, organismo que governa a patinagem artística nos Estados Unidos, anunciou oficialmente os patinadores escalados para a selecção nacional após a realização dos campeonatos nacionais. A decisão da USFSA causou muita polémica na categoria masculina devido a Ross Miner ter sido deixado de fora da equipa olímpica mesmo depois de ter ficado em segundo lugar nos campeonatos nacionais. Esta situação gerou uma enorme polémica. Apesar de ter sido escalado para os campeonatos dos 4 Continentes, Ross declinou a vaga e parece que ele vai acabar a carreira. Quem também não ficou nada contente foi Ashley Wagner. Os campeonatos nacionais não lhe correram bem mas ela mantinha a expectativa de liderar a selecção dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos e nos Mundiais 2018 mas acabou por não ser escalada para essas provas. No entanto, a USFSA não a esqueceu e nomeou-a para os campeonatos dos 4 Continentes. Entretanto, Ashley anunciou que não quer a vaga para os 4 Continentes, tendo imediatamente sido substituída por Angela Wang. Ashley não invocou qualquer lesão para justificar a sua decisão. Muita gente não gostou desta atitude de Ashley e acusou-a de estar a fazer birra perante os dirigentes da USFSA. Estas nomeações dizem respeito aos Jogos Olímpicos, os campeonatos do mundo e os campeonatos dos 4 Continentes.
Selecção Americana
Jogos Olímpicos 2018
Categoria de Senhoras: Bradie Tennell, Mirai Nagasu, Karen Chen; Categoria de Homens: Nathan Chen, Adam Rippon, Vincent Zhou; Categoria de Dança: Madison Hubbell & Zachary Donohue, Maia e Alex Shibutani, Madison Chock & Evan Bates; Categoria de Pares: Alexa Scimeca-Knierim & Chris Knierim;
Campeonatos do Mundo 2018
Categoria de Senhoras: Bradie Tennell, Mirai Nagasu, Karen Chen; Categoria de Homens: Nathan Chen, Adam Rippon, Vincent Zhou; Categoria de Dança: Madison Hubbell & Zachary Donohue, Maia e Alex Shibutani, Madison Chock & Evan Bates; Categoria de Pares: Alexa Scimeca-Knierim & Chris Knierim, Tarah Kayne & Danny O'Shea;
Campeonatos dos 4 Continentes 2018
Categoria de Senhoras: Ashley Wagner, Starr Andrews, Mariah Bell; Angela Wang; Categoria de Homens: Jason Brown, Ross Miner, Max Aaron, Grant Hochstein; Categoria de Dança: Kaitlyn Hawayek & Jean-Luc Baker, Lorraine McNamara & Quinn Carpenter, Rachel Parsons & Michael Parsons; Categoria de Pares: Ashley Cain & Timothy LeDuc, Tarah Kayne & Danny O'Shea, Deanna Stellatto & Nathan Bartholomay;
O programa curto masculino proporcionou uma surpresa: o jovem russo Adian Pitkeev conseguiu ficar em primeiro lugar com 87.54pts, relegando o super-favorito Javier Fernandez para segundo com uma nota de 86.99pts. A diferença pontual não foi nada de especial mas o resultado causou sensação e falatório, principalmente na rede social twitter. Pitkeev começou o programa curto com uma combinação de quádruplo toe loop-triplo toe loop (15.46pts), tendo avançado de seguida para dois peões de nível 4 (3.70pts + 3.43pts). Na segunda metade do esquema Pitkeev apresentou o triplo axel (10.78pts) e um triplo lutz (7.20pts). O peão de combinação (3.93pts) e a sequência de passos (4.90pts) também alcançaram o nível 4. As médias que Pitkeev obteve nos segmentos dos componentes foram de 7.75 na perícia, 7.25 nas transições/passos de ligação, 7.79 na performance/execução, 7.71 na coreografia/composição e 7.64 na interpretação. Os juízes estiveram algo em desacordo quanto às notas nos componentes. Por exemplo, no segmento das transições/passos de ligação as suas notas balizaram-se entre 6.75 e 8.50. Ainda é uma margem grande de diferença. Javier Fernandez ficou em segundo lugar no programa curto. A sua nota técnica foi de 42.21pts enquanto que a de Pitkeev foi de 49.40pts. No entanto, a nota dos componentes de Fernandez foi bastante superior à de Pitkeev: 44.78pts contra 38.14pts. Fernandez começou o seu esquema com um triplo salchow (4.50pts), realizando logo de seguida uma combinação de triplo lutz-triplo toe loop (9.40pts) que foi punida com grau de execução negativo. O terceiro elemento de salto foi o triplo axel (11.64pts) que foi executado na segunda metade do programa. Os dois primeiros peões foram de nível 4 e o terceiro foi de nível 3, totalizando 11.07pts. A sequência de passos foi o último elemento do programa curto, tendo alcançado 5.60pts e o nível 4. No que diz respeito aos componentes, Fernandez recebeu duas notas de 10.00 nas escalas individuais de juízes (um para a coreografia/composição e outro para a interpretação). As suas médias finais nos componentes foram de 8.82 na perícia, 8.82 nas transições/passos de ligação, 8.89 na performance/execução, 9.11 na coreografia/composição e 9.14 na interpretação. O patinador Ross Miner surpreendeu toda a gente ao ficar em terceiro lugar no programa curto. Miner apresentou um programa menos ambicioso tecnicamente em termos de saltos mas conseguiu grau de execução positivo em todos os elementos. Os saltos que ele efectuou foram os seguintes: triplo flip (5.70pts), triplo axel (10.21pts) e combinação de triplo lutz-triplo toe loop (12.53pts). O triplo flip foi alvo de chamada de atenção por causa da definição de entrada do salto não ter sido completamente clara e a combinação foi efectuada na segunda metade do esquema beneficiando de pontuação bónus. Todos os peões (12.13pts) e a sequência de passos (5.00pts) foram todos classificados de nível 4. As suas médias nos componentes foram muito consistentes e as suas médias ficaram-se por 7.82 na perícia, 7.82 nas transições/passos de ligação, 8.04 na performance/execução, 8.04 na coreografia/composição e 8.07 na interpretação. Sergei Voronov foi quarto classificado no programa curto com uma nota de 84.17pts. Ele começou com uma combinação de quádruplo toe loop-triplo toe loop (13.74pts) que foi punido com grau de execução negativo. Os seus outros saltos foram o triplo axel (9.21pts) e o triplo loop (6.01pts) que foram executados na segunda metade do programa. O triplo axel foi punido com grau de execução negativo. Todos os peões (10.77pts) e a sequência de passos (4.90pts) foram classificados com o nível 4. Os graus de execução foram medianos em praticamente todos os elementos e por isso ele apenas conseguiu melhorar a nota técnica de base de 43.16pts para 44.63pts. Nos componentes as suas médias foram de 8.00 na perícia, 7.50 nas transições/passos de ligação, 7.96 na performance/execução, 8.04 na coreografia/composição e 8.04 na interpretação. No programa livre, Javier Fernandez mostrou toda a sua superioridade apesar de não ter feito um esquema inteiramente isento de erros. Ele deixou toda a concorrência a grande distância. Fernandez começou o programa livre cheio de ambição com um quádruplo toe loop (12.44pts) e uma combinação de quádruplo salchow-triplo toe loop (17.37pts). Essa combinação conseguiu uma das pontuações mais elevadas de sempre para um elemento técnico. Depois foi a vez de um triplo axel isolado (10.21pts). Depois deste arranque avassalador deleitou-nos com uma sequência de passos de nível 4 que lhe rendeu 5.60pts. O quinto elemento técnico foi o primeiro peão que foi classificado de nível 4 e conquistou 3.79pts. Os elementos seguintes foram ambos punidos com grau de execução negativo: o duplo salchow (0.83pts) e a combinação de triplo flip-loop simples-triplo salchow (10.72pts). A queda aparatosa no duplo salchow fez com que lhe fosse automaticamente aplicado um ponto de dedução. Na combinação flip-loop-salchow o grau de execução negativo deveu-se à má recepção no último salto. Apesar destes dois percalços, Fernandez não perdeu a concentração apresentou ainda um triplo toe loop (5.73pts) e uma combinação de triplo lutz-duplo toe loop (9.03pts), a que se seguiu a sequência coreográfica (3.40pts). O triplo loop foi o último salto do esquema e permitiu-lhe amealhar mais 7.01pts. O programa foi finalizado com dois peões: um de nível 3 (2.71pts) e outro de nível 4 (3.86pts). As suas médias nos segmentos dos componentes foram excelentes: 9.04 na perícia, 9.04 nas transições/passos de ligação, 9.36 na performance/execução, 9.43 na coreografia/composição e 9.50 na interpretação. Olhando para a escala individual de cada juiz vimos que Fernandez recebeu quatro notas de 10.00: dois na coreografia/composição e outros dois na interpretação. O jovem Adian Pitkeev ficou em quinto lugar no programa livre mas conseguiu segurar a medalha de prata devido à diferença pontual que trazia do curto. O seu programa livre foi iniciado com a execução de um quádruplo toe loop (11.16pts), a que se seguiu uma combinação de triplo axel-duplo toe loop (10.51pts). O terceiro elemento foi um triplo axel (5.64pts) que foi punido com grau de execução negativo devido a queda na recepção. Esta queda custou-lhe um ponto automático de dedução. Os elementos seguintes foram uma sequência de passos de nível 3 (4.09pts) e um peão de nível 4 (3.64pts). Já na segunda metade do esquema, Pitkeev efectuou quatro elementos de salto de seguida: uma combinação de triplo lutz-triplo toe loop (12.33pts), um triplo salchow (5.54pts), um triplo lutz isolado (7.70pts) e um triplo loop (5.71pts). O décimo elemento foi um peão com entrada saltada que foi classificado com o nível 4 (3.44pts). Seguiu-se uma combinação de duplo axel-duplo toe loop-duplo loop (7.54pts) e a sequência coreográfica (2.70pts). O último elemento foi um peão de combinação de nível 4 (4.07pts). As suas médias nos segmentos dos componentes foram de 8.11 na perícia, 7.71 nas transições/passos de ligação, 8.00 na performance/execução, 8.11 na coreografia/composição e 8.00 na interpretação. Houve um juiz que, na sua escala individual, se entusiasmou um pouco e atribuiu um 9.25 a Pitkeev no segmento de perícia. A mim parece-me que isso foi um exagero mas acabou por não ter influência na nota final. A luta pela medalha de bronze foi renhida. Ross Miner conseguiu ficar em terceiro lugar na classificação final com 0.29pts de vantagem sobre o seu compatriota Adam Rippon. O russo Mikhail Kolyada também não ficou longe. A desvantagem de Kolyada foi de 0.95pts. Ross Miner teve três elementos penalizados com grau de execução negativo: o quádruplo salchow (6.50pts), o triplo axel isolado (8.21pts) e o triplo flip (3.07pts). A queda no quádruplo salchow também lhe custou a aplicação de uma dedução automática de um ponto. Os saltos que obtiveram grau de execução positivo foram os seguintes: combinação de triplo axel-duplo toe loop (10.94pts), combinação de triplo lutz-triplo toe loop (11.80pts), combinação de triplo lutz-loop simples-triplo salchow (13.09pts), duplo axel (3.84pts) e o triplo loop (5.61pts). A sequência de passos (5.20pts) e todos os peões (12.00pts) foram todos de nível 4. Miner ainda obteve mais 3.00pts devido à sequência coreográfica. Nos segmentos dos componentes, as médias obtidas por este elegante patinador dos Estados Unidos foram de 8.18 na perícia, 7.79 nas transições/passos de ligação, 8.21 na performance/execução, 8.11 na coreografia/composição e 8.36 na interpretação. No entanto, Miner não teve hipótese de celebrar a sua conquista imediatamente. A incerteza quanto a quem é que tinha ganho a medalha de bronze prolongou-se mesmo por vários momentos após a competição ter terminado. Inicialmente muita gente ficou convencida de que Adam Rippon tinha conseguido ficar no pódio e os resultados oficiais apontavam para isso. Mas sucedeu que o controlador técnico fez uma revisão do nível atribuído ao último peão executado por Ross Miner no programa livre. Esse tal peão passou do nível 3 para o nível 4 e, consequentemente, o valor base foi aumentado. Isso fez com que a nota técnica de Miner subisse cerca de 0.50pts, o que lhe permitiu arrecadar a medalha de bronze, levando a melhor sobre o seu compatriota. Na foto em baixo podem ver o documento oficial que determinou este resultado.
Adam Rippon foi sexto no programa curto e no livre foi segundo, terminando em quarto lugar na classificação geral. No seu programa livre, apenas o triplo lutz isolado (5.30pts) foi punido com grau de execução negativo. Os seus outros saltos foram: duplo axel (3.87pts), combinação de triplo axel-duplo toe loop (10.80pts), triplo axel isolado (10.64pts), combinação de triplo lutz-triplo toe loop (12.33pts), triplo loop (6.51pts), combinação de triplo flip-duplo toe loop-duplo loop (10.14pts) e triplo salchow (5.04pts). A sequência de passos (5.20pts) e todos os peões (13.35pts) foram classificados de nível 4. Na sequência coreográfica ele garantiu mais 3.40pts. Nos componentes do programa, Rippon recebeu médias de 8.14 na perícia, 8.07 nas transições/passos de ligação, 8.54 na performance/execução, 8.39 na coreografia/composição e 8.50 na interpretação. Mikhail Kolyada foi quinto classificado no programa curto e terceiro no livre, tendo ficado à beira da medalha de bronze. O seu programa livre foi um dos mais apreciados desta prova e Kolyada deu nas vistas artisticamente. O único elemento do programa livre punido com grau de execução negativo foi o quádruplo toe loop (8.41pts). Os outros saltos executados foram uma combinação de triplo axel-triplo toe loop (14.94pts), um triplo axel isolado (10.64pts), um triplo lutz (6.90pts), um triplo loop (5.80pts), uma combinação de triplo lutz-duplo toe loop-duplo toe loop (10.36pts), uma sequência de duplo axel-duplo axel (6.24pts) e um triplo salchow (5.44pts). Kolyada obteve um total de 11.87pts nos peões, sendo que os dois primeiros foram de nível 4 e o último foi de nível 3. A sequência de passos (4.01pts) foi de nível 3 e na sequência coreográfica ele amealhou mais 3.10pts. As suas médias nos segmentos dos componentes do programa foram de 8.21 na perícia, 7.82 nas transições/passos de ligação, 8.14 na performance/execução, 8.07 na coreografia/composição e 8.07 na interpretação. Sergei Voronov não foi além do sétimo lugar no programa livre e ficou a 4.32pts da medalha de bronze. Tendo em conta que ele perdeu 4.79pts em graus de execução negativos divididos por quatro elementos de salto, percebe-se que lhe bastaria ter feito um programa limpo com graus de execução medianos para ficar no pódio nesta competição. Mas isto faz parte pois todos os atletas têm dias melhores do que outros e todos os pormenores fazem a diferença. A matemática do código de pontos não perdoa... O alemão Peter Liebers anunciou a sua desistência desta prova na manhã do dia do programa curto devido a lesão.
Videos da competição Programa curto Pitkeev - 87.54pts
A categoria de individuais masculinos revelou resultados surpreendentes no Troféu Skate America 2015, que decorreu em Milwaukee (Estados Unidos) entre os dias 22 e 25 de Outubro.
Max Aaron deixou a concorrência para trás e conquistou a medalha de ouro depois de ter sido primeiro no programa curto e segundo no programa livre. O atleta dos Estados Unidos obteve uma nota de 86.67pts no programa curto, tendo executado com sucesso uma combinação de quádruplo salchow-triplo toe loop (15.66pts), um triplo axel (10.50pts) e um triplo lutz (7.50pts). Quanto aos restantes elementos, a sequência de passos, o primeiro e o último peão foram de nível 3 enquanto que o peão com entrada saltada foi de nível 4. Todos os elementos técnicos beneficiaram de grau de execução positivo. Apesar de Max Aaron não ser propriamente um artista, as suas médias nos segmentos dos componentes foram semelhantes: 7.96 na perícia, 7.36 nas transições/passos de ligação, 7.93 na performance/execução, 7.71 na coreografia/composição e 7.75 na interpretação. No programa livre, Aaron voltou a ser consistente na apresentação dos elementos técnicos, sendo que apenas o duplo axel, mesmo no final do esquema, foi punido com grau de execução negativo. O seu plano de saltos foi o seguinte: combinação de quádruplo salchow-duplo toe loop (12.80pts), combinação de triplo axel-duplo toe loop (11.09pts), triplo loop (5.90pts), quádruplo salchow (13.26pts), triplo axel (10.64pts), combinação de triplo lutz-loop simples-triplo salchow (12.79pts), triplo toe loop (5.43pts) e o duplo axel (2.63pts). Todos os peões e a sequência de passos foram de nível 3. Nos componentes, Aaron obteve 8.36 na perícia, 7.61 nas transições/passos de ligação, 8.46 na performance/execução, 8.11 na coreografia/composição e 8.11 na interpretação. Eu gosto deste simpático atleta mas convenhamos que 8.11 na coreografia/composição/interpretação é um exagero perante o programa que ele apresentou. É que o programa praticamente não tem coreografia nem sequer interpretação. No entanto, apenas um juiz teve coragem de lhe atribuir a nota de 6.00 na coreografia/composição e 7.00 na interpretação...
O japonês Shoma Uno caiu na execução do quádruplo toe loop (7.33pts) no programa curto e isso atirou-o para o quarto lugar temporário. A queda nesse quádruplo custou-lhe a retirada de 4 pontos do valor base do elemento e também uma dedução automática de um ponto. No triplo axel (10.21pts) e na combinação de tripo flip-triplo toe loop (10.96pts) ele conseguiu obter grau de execução positivo. Os peões foram todos de nível 4 e a sequência de passos foi de nível 3. Na nota dos componentes, as suas médias nos segmentos foram de 7.96 na perícia, 7.43 nas transições/passos de ligação, 7.68 na performance/execução, 7.79 na coreografia/composição e 7.64 na interpretação. Uno venceu o programa livre e conseguiu subir na tabela final, terminando com a medalha de prata. O livre não foi isento de algumas imperfeições mas foi bastante ambicioso. Os três elementos iniciais foram um quadruplo toe loop (9.27pts), um triplo axel (10.07pts) e uma combinação de triplo axel-triplo toe loop (11.94pts). Quer o primeiro quádruplo como o triplo axel isolado foram penalizados com grau de execução negativo. Na segunda metade do programa Uno efectuou um triplo loop (6.41pts), um triplo salchow (5.34pts), uma combinação de quádruplo toe loop-duplo toe loop (14.62pts), um triplo lutz (7.10pts) e uma invulgar combinação de duplo axel-loop simple-triplo flip (10.41pts). Todos os peões alcançaram o nível 4. No entanto, a sequência de passos foi o elo mais fraco sendo apenas suficiente para preencher os critérios definidos nas regras para o nível 2. Na segunda nota, Uno obteve como médias os valores de 8.43 na perícia, 8.11 nas transições/passos de ligação, 8.61 na performance/execução, 8.39 na coreografia/composição e 8.61 na interpretação. Faltou apenas 1.52 pts para que Uno tivesse podido conquistar a medalha de ouro.
Jason Brown começou a sua participação neste grande prémio com o pé esquerdo ao ter ficado em oitavo lugar no programa curto. Esse mau começo deveu-se à falta de um salto quádruplo e a erros cometidos na combinação e no triplo lutz. Ele começou com um triplo axel (9.50pts) que conquistou grau de execução positivo. Quanto à combinação era suposto Brown ter apresentado um triplo flip com triplo toe loop mas acabou por colocar apenas um toe loop simples a seguir ao triplo flip. Aqui a decisão da arbitragem deixou-me um pouco intrigada. O elemento de combinação foi marcado como inválido mas recebeu 3.20pts à mesma, apesar do grau de execução negativo. É suposto que a combinação tenha um salto triplo em primeiro lugar e ser logo seguido com um outro triplo ou duplo. Ora quando um elemento é marcado como inválido é suposto ser como se não existisse. Se lerem a postagem sobre a disciplina de pares no Skate America 2015 vão ver que aí também houve elementos considerados inválidos ou dados como inexistentes e, claro está, que não foi atribuído qualquer ponto. A única explicação viável que encontrei é de que só foi pontuado o primeiro salto e que o toe loop simples não contou. Ou seja, os árbitros apenas marcaram como inválido o toe loop simples e não todo o elemento no seu conjunto. A ser o caso, parece-me uma regra e um critério um pouco polémicos que deviam ser clarificados no futuro. De resto, a sequência de passos e todos os peões alcançaram o nível 4. Nos componentes, as suas médias foram as seguintes: 8.39 na perícia, 8.25 nas transições/passos de ligação, 8.43 na performance/execução, 8.43 na coreografia/composição e 8.57 na interpretação. Jason Brown conseguiu assegurar a medalha de bronze graças à recuperação que teve no programa livre, onde foi terceiro. Os saltos que beneficiaram de grau de execução positivo foram a combinação de triplo axel-duplo toe loop (10.23pts), triplo lutz (7.00pts), duplo axel (3.92pts), triplo loop (6.11pts) e combinação de triplo lutz-loop simples-triplo salchow (12.39pts). O quádruplo toe loop (4.00pts), o triplo axel isolado (2.13pts) e a combinação de triplo flip-triplo toe loop (8.43pts) foram punidos com grau de execução negativo. Além disso, foi-lhe aplicado automaticamente um ponto de dedução devido a queda na recepção do quádruplo toe loop. A sequência de passos e os dois primeiros peões foram de nível 4. O peão de combinação no final foi de nível 3. As suas médias nos segmentos dos componentes foram de 8.36 na perícia, 8.54 nas transições/passos de ligação, 8.43 na performance/execução, 8.71 na coreografia/composição e 8.64 na interpretação. Mesmo com erros técnicos, Jason Brown é sempre um patinador que consegue cativar o público e a sua capacidade de interpretação e qualidade base de patinagem são deslumbrantes.
Denis Ten do Cazaquistão foi a grande desilusão do evento. No programa curto ele foi sexto classificado após ter cometido erros no quádruplo toe loop (6.30pts), na combinação de triplo lutz-triplo toe loop (9.30pts) e no peão de combinação de nível 2. Devido à queda na recepção do quádruplo toe loop foi-lhe aplicado um ponto automático de dedução. A combinação também foi penalizada com grau de execução negativo porque a última rotação do toe loop não foi efectivamente completa. No peão de combinação, Ten não conseguiu fixar imediatamente a posição de entrada para poder efectuar as rotações sobre o pé de apoio e para se equilibrar ainda teve de colocar as duas mãos no chão. Nos segmentos dos componentes ele recebeu 8.46 na perícia, 8.11 nas transições/passos de ligação, 8.25 na performance/execução, 8.46 na coreografia/composição e 8.50 na interpretação. No programa livre, Ten sofreu três quedas (quádruplo toe loop isolado, quádruplo toe loop que era suposto ter sido colocado em combinação e no triplo axel). Outros erros cometidos por este patinador ocorreram no axel simples que era suposto ser triplo, no duplo lutz que era suposto ser triplo, no triplo loop porque a recepção foi desequilibrada e no duplo axel devido à entrada e à recepção. Todos esses elementos foram punidos com grau de execução negativo. O triplo flip foi o único salto com grau de execução positivo. O primeiro peão e o peão de combinação foram de nível 4. O peão com entrada saltada foi de nível 2 e a sequência de passos foi de nível 3. Nos componentes Ten obteve as médias de 8.04 na perícia, 7.68 nas transições/passos de ligação, 7.21 na performance/execução, 8.04 na coreografia/composição e 7.89 na interpretação.
Han Yan da China e Konstantin Menshov da Rússia foram segundo e terceiro no programa curto respectivamente mas no livre foram quinto e sexto classificados. Han ficou a 2.44pts da medalha de bronze. Takahito Mura esteve longe da sua melhor forma e cometeu vários erros técnicos que o afastaram completamente da luta pelas medalhas. Florent Amodio continua uma sombra de si próprio e voltou a ficar mal classificado numa prova do grande prémio.
Durante os dias 29 e 30 de Março de 2014 disputou-se a edição 2014 do Troféu Gardena Spring. A prova decorreu em Itália e estiveram em disputa medalhas nas categorias de homens e senhoras em vários escalões etários. Os resultados dos seniores e dos juniores podem ser consultados em baixo: SENIORES HOMENS