Estamos na fase do ano em que há uma pausa nas competições internacionais mas não faltam notícias do nosso desporto amado.
A nova temporada inicia-se a 1 de Julho e a maior parte dos patinadores estão a concluir a preparação de novos programas.
O par russo Alexandra Stepanova & Ivan Bukin escolheu o tema "Sparkling Diamonds", da banda sonora do filme "Moulin Rouge", para a dança rítmica. A coreografia é da autoria de Ilya Averbukh.
Stepanova & Bukin
Quem também vai adiantado na preparação da temporada 2019/2020 é Vincent Zhou. O patinador dos Estados Unidos, vencedor da medalha de bronze nos mundiais 2019, está apostado em demonstrar que evoluiu artisticamente. As suas escolhas para os programas competitivos recaíram em "I will wait" dos Mumford & Sons para o curto e na banda sonora do filme "Cloud Atlas" para o livre. As coreografias foram realizadas por Shae-Lynn Bourne e Lori Nichol respectivamente.
Vincent Zhou
O italiano Matteo Rizzo optou por construir um novo programa livre com o tema "Flamenco Style". A coreografia foi realizada pelo seu compatriota Massimo Scali.
Scali tem andado bastante ocupado e também é o responsável pela coreografia do novo programa livre do par Nicole Della Monica & Matteo Guarise. Nicole e Matteo optaram por uma conjugação de temas de "Pilgrims on a Long Journey" e "Saturn".
Matteo Rizzo
O japonês Shoma Uno foi o protagonista da passada semana ao anunciar oficialmente que ia deixar de ser orientado pelas suas treinadoras de longa data Machiko Yamada e Mihoko Higuchi. Entretanto foi divulgado que Shoma vai mudar-se temporariamente para Moscovo para trabalhar sob orientação da treinadora Eteri Tutberidze. Mantem-se em aberto a possibilidade de Shoma participar em dois estágios com outros treinadores de renome. Em princípio só depois disso é que será tomada uma decisão definitiva sobre a nova equipa técnica.
Quanto a novidades sobre novos programas teremos de continuar a aguardar pois Shoma apenas começará a trabalhar nisso durante o Verão.
Shoma Uno
Boas notícias para os fãs da japonesa Rika Hongo. Ela decidiu continuar na patinagem de competição e vai avançada na preparação da temporada 2019/2020. Rika decidiu manter o mesmo programa curto da temporada passada com o tema "Kill Bill". Para o programa livre ela elegeu "Ghost in the Shell" com coreografia de Shae-Lynn Bourne.
Quem também decidiu continuar na patinagem de competição foi Serafima Sakhanovich. A jovem russa irá apresentar-se na nova temporada com os seguintes temas: "Megapolis" para o curto e a banda sonora de "The Umbrellas of Cherbourg" para o livre.
Evgenia Medvedeva, campeã mundial em 2016 e 2017, foi novamente arrastada para o centro de uma polémica. A patinadora russa tem estrelado diversos espectáculos nas últimas semanas incluindo o "Stars on Ice Japan". O veterano Johnny Weir, outra das estrelas que está no "Stars on Ice Japan", denunciou no Twitter que uma patinadora do elenco foi vítima de uma carta de ódio por parte de fãs e mostrou uma foto. Rapidamente se percebeu que ele estava a falar de Evgenia.
Foto da carta
Fonte: Twitter de Johnny Weir
Fonte: Twitter de Johnny Weir
Claro que as primeiras reacçóes a esta notícia foram de condenação a quem escreveu aquela carta tão feia. Ninguém é obrigado a gostar do patinador X ou Y. Todos temos as nossas preferências e não é necessário insultar ninguém na fandom nem perseguir os patinadores nas redes sociais, competições ou espectáculos.
Só que as coisas não se ficaram por aqui… Um grupo de pessoas começou a apontar o dedo aos fãs mais devotos de Yuzuru Hanyu e a acusá-los de terem sido os responsáveis pela mensagem. E pronto. Isto foi o suficiente para as coisas rebentarem no Twitter/Instagram e resultarem em trocas de palavras azedas.
Evgenia colocou likes em comentários no Instagram com criticas aos fãs de Yuzuru Hanyu. Quando foi confrontada com o facto de vários dos seus fãs (incluindo Elena Rodina) terem perseguido, insultado e ameaçado Alina Zagitova, Evgenia não condenou essas acções e defendeu os seus fãs.
Tradução literal: "Porque os meus fãs são adequados".
Ela quis dizer que os seus fãs são correctos.
Fonte: Instagram de Evgenia
kikob46 deixou um comentário no Instagram de Evgenia confrontando-a com a situação da perseguição, insultos e ameaças a Alina Zagitova provocada por Elena Rodina (pessoa próxima de Evgenia). Evgenia respondeu que adora todos os seus fãs e não faz ideia sobre quem diz ou escreve coisas dessas. Depois rematou dizendo que não acha aceitável comunicar com pessoas que se expressam no tom de quem deixou esse comentário…
Fonte: Instagram de Evgenia
Muitas pessoas não gostaram da resposta de Evgenia e chamaram-na de hipócrita.
Independentemente das respostas e likes de Evgenia nas redes sociais, acho que quem lhe mandou aquela carta esteve mal. Não há necessidade nenhuma de destilar ódio contra seja quem for.
Quanto ao resto fico triste que até hoje Evgenia não se tenha demarcado de Elena Rodina e das suas acções contra Alina Zagitova e continue a defendê-la publicamente.
Convém não esquecer que Evgenia só tem 19 anos e talvez fosse bom que se mantivesse afastada destas discussões nas redes sociais para evitar manchar a sua reputação.
Por agora é tudo mas em breve serão publicadas mais coisas no blogue.
Na categoria feminina, Evgenia
Medvedeva conquistou a medalha de ouro tal como era esperado. A medalha de
prata ficou com a japonesa Rika Hongo e a medalha de bronze foi para Elena
Radionova.
Evgenia Medvedeva garantiu a vitória
com um somatório de 226.72pts.
A bicampeã mundial arrasou no
programa curto onde obteve uma pontuação de 80.00pts. O programa é um primor
quer na construção técnica quer na parte artística. A coreografia da
responsabilidade de Ilya Averbukh assenta-lhe que nem uma luva. A leveza com
que ela patinou o programa e passou de uns elementos técnicos para outros é de
deixar qualquer um de queixo caído. Em termos técnicos destaque para o facto de
os saltos terem sido todos efectuados na segunda metade do esquema para
beneficiar de bónus no valor base. A execução geral foi admirável e ela recebeu
uma clara maioria de +2 e +3 no grau de execução. Na segunda nota, o juiz n.º 5
não hesitou em marcar a nota de 10.00 no segmento da performance. Em compensação,
o juiz n.º 6, com o devido respeito, devia estar a dormir pois não lhe marcou
um único segmento acima de 8.75.
No programa livre, Evgenia teve
momentos de grande brilhantismo como já nos habituou mas cometeu dois erros
técnicos. No triplo lutz ela não definiu a entrada no salto com a lâmina do pé
de apoio na posição correcta e além disso desequilibrou-se na recepção. Em
consequência, o triplo lutz foi punido com grau de execução negativo e perdeu
1.40pts do valor base. Na combinação de triplo salchow+triplo toeloop, a
recepção do salchow não foi a melhor mas Evgenia com a sua experiência
conseguiu salvar a situação. Mesmo assim dois juízes marcaram -1 e outros dois
juízes marcaram 0 no grau de execução. Tudo o resto foi absolutamente
impecável. Destaque para o facto de todas as combinações de salto terem sido
colocadas na segunda metade do esquema. Na nota dos componentes, ela recebeu um
10.00 no segmento de performance por parte de um juiz e outro 10.00 no segmento
de interpretação da música. Esta coreografia também é da autoria de Ilya
Averbukh.
E o que dizer sobre os fantásticos
vestidos de Evgenia? Absolutamente maravilhosos.
Rika Hongo deve ter ido satisfeita
para casa. A temporada passada não foi nada fácil para ela. Com tantas
patinadoras japonesas de qualidade a fazerem a transição de juniores para
seniores nesta época, Rika teve aqui a oportunidade de afirmar perante a
federação japonesa que ainda consegue ser competitiva. Este foi um excelente
resultado para ela. No entanto, Rika tem trabalho de casa para fazer. É que o
seu problema de falta de rotação em alguns saltos continua a persistir. No
programa curto, a combinação de triplo flip+triplo toeloop foi punida com grau
de execução negativo devido ao facto da terceira volta do toeloop não ter sido
efectivamente completa. Aconteceu exactamente o mesmo no programa livre quando
ela tentou realizar uma combinação idêntica. Em ambos os casos, Rika perdeu
0.70 do valor base de 8.30pts. Também no programa livre, a combinação de duplo
axel-triplo toeloop foi penalizada em sede de grau de execução pois faltou ¼ de
volta para completar a última rotação do toeloop. A falta de rotação na
tentativa de triplo loop foi ainda mais gritante e o painel técnico deu ordem
para o salto ser apenas cotado como duplo. Além disso, ela caiu nesse salto e
foi-lhe aplicada uma dedução automática de um ponto. O triplo lutz também foi
punido desta feita devido ao facto da definição de entrada do salto não ter
sido limpa. No que diz respeito à segunda nota, Rika obteve um total de
31.16pts no curto e um total de 64.24pts no livre.
Elena Radionova não foi além da
terceira posição. Confesso que esperava um bocadinho mais dela. No programa
curto, Elena ficou com uma nota de 64.42pts, tendo dois elementos de salto sido
punidos com grau de execução negativo. Foi o que ocorreu no duplo axel e na
combinação de triplo lutz+triplo toeloop. Na combinação, Elena não conseguiu
realmente completar a terceira rotação no toeloop. Ela não costumava cometer
este tipo de erros mas são coisas que acontecem. No duplo axel, a recepção foi
desequilibrada e ela teve mesmo de colocar as mãos no gelo para não cair. A
sequência de passos de nível 2 também a prejudicou pois quando o nível é mais
baixo a consequência é a de que o valor base também é mais baixo. Por isso, ela
deixou alguns pontos na mesa devido a essa circunstância. Curiosamente, no
programa livre, a sequência de passos também foi de nível 2. A equipa de
treinadores de Elena ficou com trabalho de casa para fazer nas próximas
semanas… No programa livre ocorreram erros graves. Na combinação de triplo
flip+duplo toeloop, a entrada no flip foi claramente mal feita e o elemento
teve de ser punido com grau de execução negativo. Elena acabou por ficar sem
dois elementos de salto, o que a prejudicou bastante na nota. O loop
simplesmente não saiu. Ela tinha previsto realizar um triplo loop como nono
elemento mas arrastou tanto a entrada que acabou por cair sem conseguir
realizar qualquer rotação. Claro que a queda levou à aplicação de uma dedução automática
de um ponto. Depois Elena precipitou-se ao tentar novamente o triplo loop pois
ficou com um elemento de salto a mais do que as regras permitem para o programa
livre. Desta feita esse triplo loop foi considerado inválido e ela não recebeu
qualquer ponto por esse elemento. Mesmo que tivesse contado, o triplo loop
seria punido com grau de execução negativo pois a última volta não foi de facto
completa.
Videos
Evgenia Medvedeva
Curto
Livre
Rika Hongo
Curto
Livre
Elena Radionova
Curto
Livre
Dabin Choi
Curto
Livre
Alena Leonova
Curto
Livre
Resultado final
Homens
Na categoria masculina, o russo
Mikhail Kolyada protagonizou uma remontada digna de registo. Kolyada foi décimo
classificado no programa curto mas venceu o programa livre e conseguiu a
medalha de ouro. Sergei Voronov, primeiro no curto, foi segundo no livre e
terminou com a medalha de prata. O australiano Brendan Kerry arrecadou o
bronze.
O programa curto de Mikhail Kolyada
correu-lhe mal. Ele cometeu erros em todos os elementos de salto, tendo
inclusivamente caído na tentativa de quádruplo lutz. Além disso, o russo falhou
a combinação e não foi além de um axel simples quando devia ter executado um
triplo. Como se não bastasse a dedução automática de um ponto pela queda,
Kolyada ainda foi alvo de outra dedução automática de um ponto por violação das
regras de tempo. Foi para esquecer. No programa livre, Kolyada protagonizou um
momento fantástico ao executar um quádruplo lutz impecável. Ele sofreu duas
quedas no esquema: uma no quádruplo salchow e outra no quádruplo toeloop. Tal
como no curto, Kolyada sofreu uma dedução automática por violação de regras de
tempo.
Sergei Voronov é um dos patinadores
mais acarinhados pelos fãs pois é conhecido pela sua simpatia. Só que a
simpatia não lhe vai chegar para convencer a federação russa de que deve
continuar a apostar nele. Tal como em outras ocasiões, Voronov proporcionou
alguns bons momentos mas nesta competição cometeu erros em todos os saltos
quádruplos que tentou executar, tanto no curto como no livre. Quem sabe se com
o decorrer da temporada, o seu estado de forma possa melhorar e permitir-lhe
ter mais sucesso nesses elementos tão importantes.
O australiano Brendan Kerry parece
dar-se bem com os ares europeus e conquistou a sua segunda medalha de bronze no
circuito Challenger Series desta temporada. É que ele também ficou no pódio no
Troféu Lombardia que decorreu em Itália. No entanto, a pontuação final de Kerry
no Ondrej Nepela foi 11.84pts mais baixa do que a obtida em Itália.
Nesta categoria, os atletas japoneses
Keiji Tanaka e Ryuju Hino não foram além do oitavo e décimo primeiro lugar
respectivamente.
Videos
Mikhail Kolyada
Curto
Livre
Sergey Voronov
Curto
Livre
Brendan Kerry
Curto
Livre
Grant Hochstein
Curto
Livre
Alexander Samarin
Curto
Livre
Resultado final
Dança
Na categoria de dança não houve
muitas surpresas pois os super favoritos Ekaterina Bobrova & Dmitri
Soloviev conquistaram a medalha de ouro como era esperado. Os irmãos Rachel e
Michael Parsons arrecadaram a medalha de prata e Betina Popova & Sergey
Mozgov seguraram a medalha de bronze.
Na dança curta assistimos a algumas
curiosidades. Rachel e Michael Parsons tiveram a nota técnica mais elevada
nesta fase da competição, com mais 1.48pts do que Bobrova & Soloviev. Os
irmãos Parsons conseguiram o nível 4 nos twizzles, na figura de elevação e na sequência
de passos circular em que os patinadores não se podem tocar. Os passos de rumba
e a sequência de passos parcial dos irmãos Parsons foram de nível 3. No que
toca a Bobrova & Soloviev, os passos de rumba e a figura de elevação foram
classificados com o nível 4 mas os twizzles, a sequência de passos diagonal em
que os patinadores não se tocam e a sequência parcial de passos foram de nível
3. Em termos de graus de execução, Bobrova & Soloviev estiveram em melhor
plano do que os Parsons e conseguiram diversos +2 e +3. Os twizzles é que não
permitiram que Bobrova & Soloviev obtivessem uma nota melhor pois, para
além de terem sido de nível 3, foram o elemento onde eles apenas receberam 0
por parte de dois juízes e +1 por parte dos restantes. É que se notou
claramente alguma falta de sincronização na segunda sequência dos twizzles. Na
nota dos componentes, Bobrova & Soloviev levaram vantagem sobre os Parsons
com 35.84pts contra 30.76pts. Mesmo assim, esperava-se que a diferença nos
componentes fosse ainda maior entre estes dois pares.
A prestação de Bobrova & Soloviev
na dança curta pode ser analisada de duas maneiras. A primeira é de que ainda
estamos numa fase inicial da época e que o seu estado de forma ainda não é o
ideal, pois deverão atingir o pico apenas em Fevereiro/Março. Normalmente, os
patinadores tendem a afinar os programas à medida que a temporada se desenrola.
Por outro lado, esta dança curta não gerou muito entusiasmo nesta prova e isso
pode ser um sinal que nas competições mais importantes este programa seja o seu
calcanhar de Aquiles. Eles optaram por dar enfase aos ritmos de samba em vez de
versões musicais falsificadas/pseudo latinas de rumba e isso, na minha opinião,
é um ponto a favor deles. A figura de elevação foi cinco estrelas como é
habitual neste par. No entanto, a pose final é terrível e deselegante para a
patinadora…
Ao contrário da dança curta, a dança
livre de Bobrova & Soloviev foi muito elogiada e bem recebida. Eu já tinha
ficado com uma boa impressão geral da coreografia quando vi os vídeos dos
testes organizados pela federação russa. Em contexto de competição, este
programa resultou ainda melhor do que eu estava à espera. A nota foi muito boa:
110.84pts. Desta vez eles não fraquejaram nos twizzles e conseguiram maioria de
+3 no grau de execução. Os twizzles, bem como todas as figuras de elevação e o
peão, foram classificados com o nível 4. As duas sequências de passos correram
bem e foram de nível 3. Quanto à segunda nota, eles ficaram com médias de 9.25
na perícia, 9.00 nas transições, 9.35 na performance, 9.35 na composição e 9.35
na interpretação da música.
Quem estava à espera que os irmãos
Parsons conseguissem dar luta na dança livre deve ter ficado desapontado. É que
este par ficou em terceiro lugar nesta fase da prova com uma nota de 95.66pts. Tendo
em conta que ainda na temporada passada eles estavam no escalão júnior, eu
penso que a prestação foi globalmente positiva e que a nota obtida na dança
livre foi justa. A qualidade está lá e vai ser interessante acompanhar a evolução
deste par ao longo dos anos. Nesta dança livre destaco a segunda figura de
elevação pois achei esse elemento um dos momentos altos do esquema. Em termos
técnicos, o elemento em que eles perderam mais pontos foi na sequência de
passos na diagonal pois esta apenas cumpriu os critérios estabelecidos para o
nível 2 e, por esse motivo, o valor base foi um pouco mais baixo. No que diz
respeito a graus de execução, este par conseguiu uma maioria de +1.
Independentemente da luta pelas
medalhas, o par russo Popova & Mozgov centralizou atenções essencialmente
devido à dança livre. A sua interpretação de “Carmen” deu nas vistas e
salientou que os dois elementos do par têm uma presença muito boa em pista e
que têm personalidade para dar e vender. Houve mesmo dois juízes que lhe
atribuíram 9.25 no segmento de composição e 9.00 na interpretação da
música/timing. A execução dos elementos no geral foi boa mas eles têm mesmo de
melhorar os níveis. É que eles ficaram a 1.22pts da medalha de prata quando
podiam ter perfeitamente ficado no segundo lugar no pódio. Na dança livre eles
perderam níveis nos twizzles e na dança curta perderam níveis na sequência
parcial de passos e na sequência de passos em que os patinadores não se podem
tocar. Níveis mais baixos implicam valores base mais baixos, mesmo que a
execução seja boa. No entanto, penso que o painel técnico foi um pouco
conservador demais ao apenas atribuir o nível 2 aos twizzles na dança livre. A
equipa de treinadores deste par com certeza que vai analisar bem os protocolos
para tentar prevenir que essa situação aconteça em competições futuras.
Videos
EkaterinaBobrova&DmitrySoloviev
Curto
Livre
Rachel Parsons Michael Parsons
Curto
Livre
Betina Popova & Sergey Mozgov
Curto
Livre
Yura Min & Alexander Gamelin
Curto
Livre
Angelique Abachkina & Louis Thauron
Curto
Livre
Allison Reed & Saulius Ambrulevicius
Curto
Livre
Shari Koch & Christian Nuchtern
Curto
Livre
Resultado final
Pares
Na categoria de pares, Zabijako &
Enbert seguraram a medalha de ouro com apenas 1.46pts de vantagem sobre os seus
compatriotas Astakhova & Rogonov. Esta luta intensa entre estes dois pares
russos não foi apenas importante para esta competição em concreto. É que estes
dois pares estão em disputa directa entre si para garantir um lugar na selecção
russa para as competições mais importantes. Para já, Zabijako & Enbert
ganharam o primeiro round neste confronto. Claro está que o resultado nos
campeonatos nacionais da Rússia será determinante mas o maior sucesso em
competições internacionais durante a temporada pode servir de factor de
desempate. Aguardam-se os próximos capítulos.
A Rússia acabou por garantir todas as
medalhas nesta disciplina pois Efimova & Korovin, estreantes no escalão
sénior, arrecadaram a medalha de bronze.
Na batalha pela liderança no programa
curto, Astakhova & Rogonov ficaram à frente com uma pontuação de 67.18pts. Com
um programa dramático onde não faltou um trecho da obra “Carmina Burana”,
Astakhova & Rogonov mostraram que estão em boa forma nesta fase da época e
que as qualidades interpretativas se mantêm. O programa está bem construído do
ponto de vista técnico e artístico. Gostei bastante da forma como os elementos
estão bem distribuídos consoante as variações da música pois isso nem sempre é
fácil de conseguir. Os seus elementos técnicos conseguiram atingir o nível 4 e
os saltos lado-a-lado e lançado correram bem. A figura de elevação e a espiral
da morte interior para a frente foram os grandes destaques. Já Zabijako &
Enbert têm um estilo de apresentação diferente do revelado por Astakhova &
Rogonov. Um dos pontos forte de Zabijako & Enbert são as linhas limpas e
isso resulta sempre lindamente nesta disciplina. É um pormenor que torna
qualquer par mais refinado. Zabijako & Enbert ficaram com uma nota de
64.52pts no curto. O seu triplo toeloop lado-a-lado foi penalizado com grau de
execução negativo devido ao facto de Enbert não ter realizado uma recepção
muito segura. Além disso, o triplo twist foi apenas de nível 2 e isso fez com
que esse elemento partisse de um valor base mais baixo. Isso reflectiu-se numa
nota técnica mais baixa do que eles estariam à espera. Do ponto de vista
artístico, Zabijako & Enbert demonstraram uma presença mais suave em pista,
tendo a coreografia realçado o seu estilo clássico.
No programa livre, Zabijako &
Enbert impuseram-se a Astakhova & Rogonov com uma nota de 128.06pts contra
123.94pts. Ambos os pares cometeram erros em todos os saltos lado-a-lado, sendo que esses elementos tiveram de ser penalizados em sede de grau
de execução. Zabijako & Enbert perderam 1.96pts devido a graus de execução
negativos mas Astakhova & Rogonov ficaram sem 3.34pts. Em termos de valor
técnico de partida, depois de atribuídos os níveis, a diferença nem era muita
entre os dois pares (61.00 contra 60.50). A qualidade de execução dos elementos
é que no geral foi favorável a Zabijako & Enbert e lhes permitiu fazer a
remontada que os levou ao topo do pódio nesta competição. O peão em paralelo
realizado por Astakhova & Rogonov também foi penalizado com grau de
execução negativo. Artisticamente, eu prefiro o programa de Astakhova &
Rogonov e penso que eles deviam ter ficado à frente dos seus compatriotas nos
segmentos de performance, composição e interpretação da música. O programa de
Astakhova & Rogonov não é muito habitual nesta disciplina e esse toque de
originalidade devia ser valorizado. Além disso, ambos têm mais presença em
pista e são mais expressivos do que Zabijako & Enbert. Claro que o programa
dos vencedores também é bom mas, na minha perspectiva, faltou um bocadinho de
projecção. É certo que ainda estamos numa fase inicial da temporada e que
Zabijako & Enbert têm tempo para ir aprimorando essa vertente do seu
programa livre. A verdade é que em duas competições internacionais nesta
temporada, Zabijako & Enbert já contam com duas medalhas de ouro.
A competição de senhoras ficou
marcada pela presença de várias patinadoras consagradas e foi de muito bom
nível.
A russa Evgenia Medvedeva, campeã
mundial 2016, demonstrou que se mantém em alta. Evgenia teve uma estreia
retumbante no escalão sénior durante a temporada passada e ganhou os principais
títulos em disputa de forma categórica. Houve quem levantasse dúvidas sobre a
capacidade de Evgenia em lidar com o todo o sucesso que ela teve, achando que ela
seria incapaz de repetir o mesmo calibre de programas. Evgenia provou que tem
continuado a trabalhar com afinco e apresentou-se no Skate Canada numa forma
física acima da média para a fase da época em que nos encontramos. Esta
temporada, ela já participou no Open do Japão mas esta foi a grande estreia em
termos de competições mais relevantes.
Evgenia começou a sua participação em
grande com um recorde pessoal no programa curto onde obteve a nota de 76.24pts.
E o programa que ela patinou valeu bem todos os pontinhos que recebeu. O
esquema foi desenhado de modo a que todos os saltos fossem realizados na
segunda metade do programa de modo a beneficiar de pontuação bónus no valor
base. E foi precisamente isso que ela fez. A combinação de triplo flip-triplo toe
recebeu 11.96pts, o triplo loop ficou com 6.61pts e o duplo axel pontuou
4.56pts. Os peões foram todos classificados com o nível máximo que é o 4 e
totalizaram 12.69pts. A sequência de passos também foi de nível 4 e ficou com
5.40pts. Nos segmentos dos componentes que fazem parte da segunda nota, Evgenia
ficou com médias de 8.68 na perícia, 8.43 nas transições, 8.96 na performance,
8.71 na composição e 9.00 na interpretação da música. Na minha opinião, a
coreografia deste programa é lindíssima e Evgenia interpretou-a lindamente.
Quase de certeza que este programa entrará na lista dos melhores momentos da
temporada.
O programa livre de Evgenia recebeu
144.41pts. O esquema foi iniciado com uma combinação de triplo flip-triplo toe
loop (11.20pts), a que se seguiu um triplo lutz (6.60pts). O lutz levou uma
advertência devido ao facto da definição de entrada não ter sido clara. O
terceiro elemento foi o peão flying camel (4.50pts) e depois foi a vez da
sequência de passos (5.40pts). Quando a sequência de passos terminou, já tinha
sido ultrapassada a marca de tempo para a segunda metade do programa. Evgenia
fez um triplo loop (6.81pts), um triplo flip (7.33pts), uma combinação de duplo
axel-duplo toe loop-duplo toe loop (7.06pts), uma combinação de triplo salchow-triplo
toe loop (9.97pts) e um duplo axel (2.03pts). Nestes últimos elementos de
saltos ela oscilou um pouco na recepção. O duplo axel foi mesmo o único
elemento do esquema a ser penalizado em sede de grau de execução até porque
faltou cerca de ¼ de volta para ser efectivamente completado. O décimo elemento
foi a sequência coreográfica que lhe permitiu amealhar mais 3.40pts para a nota
técnica. O peão de combinação (4.43pts) e o peão layback (4.13pts) encerraram o
programa. As suas médias nos segmentos dos componentes que fazem parte da
segunda nota foram as seguintes: 8.86 na perícia, 8.71 nas transições, 9.04 na
performance, 9.04 na composição e 9.07 na interpretação da música.
Os dois programas de Evgenia foram
coreografados por Ilya Averbukh (campeão mundial de dança em 2002 e
vice-campeão olímpico no mesmo ano). Ilya foi também o criador do programa
livre que Evgenia apresentou durante toda a temporada passada bem como do
famosíssimo programa livre que Julia Lipnitskaya patinou durante a temporada 2013/2014.
Ele é um excelente coreógrafo e sabe trabalhar com patinadoras mais jovens. Há
uma certa sensibilidade que ele consegue transmitir nos programas que cria para
estas jovens atletas. Só que desta vez Ilya conseguiu irritar muitos fãs dos
Estados Unidos. É que o programa livre de Evgenia tem como base uma homenagem
às vítimas do atentado ocorrido em 11/09/2001. Isso é um tópico sensível para
os estado-unidenses e as críticas não se fizeram esperar em vários fóruns.
Coisas desde “ela não tem idade para patinar isto” como “ela não é americana e
isto é uma afronta” fizeram parte de vários comentários. Claro que, na
sequência, Ilya foi acusado de insensibilidade quanto a esta matéria. Eu
pergunto o porquê desta indignação. Ainda na temporada passada o par italiano
Guignard & Fabbri patinou uma dança livre sobre o holocausto. E quanto à
idade? Por essa ordem de ideias ninguém podia inspirar-se num tema histórico
porque não viveu nessa época... Na minha opinião o programa é bom, está bem
construído e tem tudo para ser um sucesso.
A canadiana Kaetlyn Osmond passou um
mau bocado devido a uma lesão que lhe provocou uma paragem prolongada. Depois
de um excelente resultado no Troféu Finlândia em que ficou à frente de Mao
Asada e de Anna Pogorilaya, Kaetlyn ficou com a medalha de prata no Skate
Canada. É caso para dizer que está a ter uma excelente fase inicial de
temporada.
Kaetlyn brilhou no programa curto e
recebeu uma nota de 74.33pts. Todos os elementos técnicos beneficiaram de grau
de execução positivo. Ela entrou a matar com uma combinação de triplo
flip-triplo toe loop (11.20pts), a que se seguiu um triplo lutz (7.30pts). O
terceiro elemento foi um peão flying camel (4.06pts). O duplo axel foi colocado
na segunda metade do programa e pontuou 4.70pts. Seguiram-se o peão layback
(3.77pts), a sequência de passos (5.40pts) e o peão de combinação (4.50pts).
Todos os peões e a sequência de passos foram classificados com o nível 4. Na
segunda nota, as médias obtidas por esta patinadora nos segmentos dos
componentes foram de 8.18 na perícia, 8.07 nas transições, 8.68 na performance,
8.29 na composição e 8.54 na interpretação da música. A coreografia do programa
curto é muito gira e Kaetlyn consegue interpretá-la com muito estilo. A jovem
canadiana tem uma presença forte em pista e é muito carismática. Penso que este
programa serve quase como um cartão de apresentação da sua carreira pois
demonstra bem todas as qualidades de Kaetlyn.
O programa livre não teve o mesmo
impacto que o curto. Kaetlyn cometeu alguns erros e ficou com uma pontuação de
132.12pts. O erro mais grave ocorreu no triplo loop pois a terceira rotação foi
incompleta e a patinadora caiu na recepção. Todos os juízes marcaram -3 no grau
de execução desse elemento. O triplo loop terminou com 1.86pts. Na prática, ela
ficou meramente com 0.86pts pois foi-lhe ainda aplicada uma dedução automática
de um ponto devido à queda. O triplo lutz perdeu 0.20pt em sede de grau de
execução e ficou com 5.80pts. A definição de entrada desse salto não foi feita
com precisão e clareza pelo que isso prejudicou a avaliação do salto. A
combinação de duplo axel-duplo toe loop (4.31pts) também foi punida com grau de
execução negativo. Os restantes elementos conseguiram grau de execução
positivo. A combinação de triplo flip-triplo toe loop foi o elemento mais
valioso ao receber 11.20pts. O triplo flip isolado ficou com 6.93pts. A
combinação de triplo salchow-duplo toe loop-duplo loop recebeu 9.15pts e o
duplo axel isolado pontuou 4.49pts. Os peões alcançaram todos o nível 4 e
totalizaram 12.63pts. A sequência de passos atingiu o nível 4 e obteve 5.50pts.
Na sequência coreográfica foram-lhe atribuídos 3.50pts. As suas médias nos
segmentos dos componentes foram fixadas em 8.39 na perícia, 8.32 nas
transições, 8.46 na performance, 8.54 na composição e 8.64 na interpretação da
música.
A medalha de prata conquistada por
Kaetlyn Osmond gerou alguma polémica em alguns fóruns pois vários fãs acharam
que a japonesa Satoko Miyahara foi prejudicada pelo ajuizamento.
Realmente houve uma coisa
surpreendente no ajuizamento do programa livre de Satoko Miyahara. É que a
sequência de passos foi completamente invalidada. Por esse motivo, ela não pôde
receber qualquer ponto nesse elemento. E por que é que essa sequência de passos
foi invalidada? Boa pergunta… A única explicação que eu considero possível é
que o painel técnico deve ter entendido que Satoko não cumpriu o critério de
ter estendido a sequência de passos por toda a pista. No entanto isso podia ter
sido avaliado em sede de grau de execução. Quando vi o programa pela primeira
vez não me apercebi de qualquer problema grave com esse elemento que
justificasse essa circunstância. Isso implicou que ela perdesse cerca de
5.00/5.50 pontos. Mas essa não foi a única coisa que afectou o seu resultado.
Foram três os elementos de salto punidos com grau de execução negativo no
programa livre. O triplo flip isolado (4.80pts) perdeu pontos devido ao facto
da definição de entrada não ter sido clara. A combinação de triplo lutz-duplo
toe loop-duplo loop (6.68pts) foi penalizada com grau de execução negativo pois
a última rotação do lutz e a segunda rotação do loop não foram efectivamente
completadas. O triplo salchow (2.81pts) perdeu 0.60 do valor base porque a
terceira rotação não foi realmente efectuada. No que diz respeito à combinação
de duplo axel-triplo toe loop, esta foi apresentada na segunda metade do
esquema e ficou meramente com o valor base de 8.36pts. Os restantes saltos
beneficiaram de grau de execução positivo e foram um triplo loop (6.00pts), uma
combinação de triplo lutz-triplo toe loop (11.20pts) e um duplo axel (3.84pts).
O peão layback foi um dos momentos altos do programa e recebeu sete marcações
de +3 na escala do grau de execução. Os peões foram todos classificados com o
nível 4 e totalizaram 12.33pts. A sequência coreográfica rendeu-lhe 3.40pts. As
suas médias nos segmentos dos componentes foram consistentes e fixaram-se em
8.46 na perícia, 8.21 nas transições, 8.39 na performance, 8.46 na composição e
8.61 na interpretação da música. Destaque para o juiz n.º 8 que marcou a nota
de 9.25 na interpretação da música e não me pareceu nada exagerado tendo em
conta a magnifica prestação artística no trabalho do tema.
No programa curto, a Satoko ficou em
quinto lugar com uma pontuação de 65.24pts. A sua nota não foi melhor devido ao
facto de dois elementos de salto terem sido punidos com grau de execução
negativo. Foi o que ocorreu na combinação de triplo lutz-triplo toe loop
(9.30pts) e no triplo flip (2.22pts). Na combinação, a terceira rotação do toe
loop não foi efectivamente completada. A definição de entrada no triplo flip
foi feita com a lâmina posicionada de forma claramente errada para além de ter
faltado cerca de ¼ de volta para que a terceira rotação fosse completa. O único
salto que não teve problemas foi o duplo axel inicial que pontuou 4.01pts. O
peão layback voltou a estar em destaque e fez o pleno em sede de grau de
execução com o +3 a ser marcado por todos os juízes. Os peões totalizaram
12.26pts e atingiram todos o nível 4. A sequência de passos foi classificada
com o nível 3 e recebeu 4.30pts. Nos segmentos dos componentes que fazem parte
da nota de apresentação, as médias apuradas foram de 8.32 na perícia, 8.07 nas
transições, 8.29 na performance, 8.32 na composição e 8.43 na interpretação da
música.
Elizaveta Tuktamysheva, campeã
mundial em 2015, teve de contentar-se com o quarto lugar. Elizaveta apareceu
nesta competição com uma abordagem conservadora e nem sequer esboçou a
tentativa de arriscar o triplo axel, como fez em provas passadas. Depois de dar
uma espreitadela pelos fóruns em língua inglesa, verifiquei que a maior parte
dos fãs que se manifestaram não se mostraram convencidos com a escolha de
programas feita por este atleta. Na minha opinião faltou um pouco de chama do
ponto de vista artístico e em termos técnicos era necessário ir buscar mais
pontos nos graus de execução.
Elizaveta foi terceira classificada
no programa curto com uma nota de 66.79pts. Ela começou o programa com uma
combinação de triplo toe loop-triplo toe loop (10.00pts). O triplo lutz
(6.90pts) e o duplo axel (4.56pts) foram realizados na segunda metade do
esquema para beneficiarem de bónus no valor base. A sequência de passos foi
classificada com o nível 3 e pontuou 4.01pts. Os peões atingiram todos o nível
4 e garantiram-lhe 10.62pts. As médias nos segmentos dos componentes que
compõem a segunda nota fixaram-se em 7.82 na perícia, 7.36 nas transições, 7.79
na performance, 7.57 na composição e 7.82 na interpretação da música. Apesar
das médias parecerem razoáveis, Elizaveta não convenceu todos os juízes. Dois
juízes marcaram-lhe apenas 6.75 no segmento da composição e 6.50 nas
transições. Estes são sinais de alerta para melhorar.
No programa livre, Elizaveta desceu
para o quinto lugar com uma nota de 121.20pts. Era suposto que esta patinadora
tivesse iniciado o esquema com uma combinação de triplo toe loop-triplo toe
loop mas apenas realizou um triplo toe loop (4.00pts) que acabou punido com
grau de execução negativo. O décimo elemento deveria ter sido um duplo axel mas
ela apenas realizou um axel simples que terminou meramente com o valor base de
1.21pts. Os outros saltos efectuados foram uma combinação de triplo lutz-duplo
toe loop-duplo loop (10.00pts), combinação de triplo flip-duplo toe loop
(6.80pts), triplo loop (6.00pts), triplo lutz (7.70pts) e sequência de triplo
salchow-duplo axel (7.88pts). O peão flying sit e o peão de combinação
cumpriram os critérios para a classificação de nível 4 mas o peão layback foi
de nível 3. A pontuação total dos peões foi de 10.05pts. A sequência de passos
foi de nível 3 e obteve 3.94pts. A sequência coreográfica permitiu-lhe amealhar
mais 2.60pts. Nos segmentos dos componentes as médias apuradas foram de 7.89 na
perícia, 7.32 nas transições, 7.54 na performance, 7.68 na composição e 7.71 na
interpretação da música. No segmento de transições ela teve notas entre 6.00 e
8.00, sendo que não me parece que o que ela apresentou aqui tivesse chegado
para a marca de 8.00. No segmento de composição ela teve notas balizadas entre
6.75 e 8.50. Estas discrepâncias são significativas e Elizaveta tem mesmo de
fazer algo em relação à construção dos seus programas pois a sua prestação
neste grande prémio apenas dá a sensação de que ela regrediu.