Estamos na fase do ano em que há uma pausa nas competições internacionais mas não faltam notícias do nosso desporto amado.
A nova temporada inicia-se a 1 de Julho e a maior parte dos patinadores estão a concluir a preparação de novos programas.
O par russo Alexandra Stepanova & Ivan Bukin escolheu o tema "Sparkling Diamonds", da banda sonora do filme "Moulin Rouge", para a dança rítmica. A coreografia é da autoria de Ilya Averbukh.
Stepanova & Bukin
Quem também vai adiantado na preparação da temporada 2019/2020 é Vincent Zhou. O patinador dos Estados Unidos, vencedor da medalha de bronze nos mundiais 2019, está apostado em demonstrar que evoluiu artisticamente. As suas escolhas para os programas competitivos recaíram em "I will wait" dos Mumford & Sons para o curto e na banda sonora do filme "Cloud Atlas" para o livre. As coreografias foram realizadas por Shae-Lynn Bourne e Lori Nichol respectivamente.
Vincent Zhou
O italiano Matteo Rizzo optou por construir um novo programa livre com o tema "Flamenco Style". A coreografia foi realizada pelo seu compatriota Massimo Scali.
Scali tem andado bastante ocupado e também é o responsável pela coreografia do novo programa livre do par Nicole Della Monica & Matteo Guarise. Nicole e Matteo optaram por uma conjugação de temas de "Pilgrims on a Long Journey" e "Saturn".
Matteo Rizzo
O japonês Shoma Uno foi o protagonista da passada semana ao anunciar oficialmente que ia deixar de ser orientado pelas suas treinadoras de longa data Machiko Yamada e Mihoko Higuchi. Entretanto foi divulgado que Shoma vai mudar-se temporariamente para Moscovo para trabalhar sob orientação da treinadora Eteri Tutberidze. Mantem-se em aberto a possibilidade de Shoma participar em dois estágios com outros treinadores de renome. Em princípio só depois disso é que será tomada uma decisão definitiva sobre a nova equipa técnica.
Quanto a novidades sobre novos programas teremos de continuar a aguardar pois Shoma apenas começará a trabalhar nisso durante o Verão.
Shoma Uno
Boas notícias para os fãs da japonesa Rika Hongo. Ela decidiu continuar na patinagem de competição e vai avançada na preparação da temporada 2019/2020. Rika decidiu manter o mesmo programa curto da temporada passada com o tema "Kill Bill". Para o programa livre ela elegeu "Ghost in the Shell" com coreografia de Shae-Lynn Bourne.
Quem também decidiu continuar na patinagem de competição foi Serafima Sakhanovich. A jovem russa irá apresentar-se na nova temporada com os seguintes temas: "Megapolis" para o curto e a banda sonora de "The Umbrellas of Cherbourg" para o livre.
Evgenia Medvedeva, campeã mundial em 2016 e 2017, foi novamente arrastada para o centro de uma polémica. A patinadora russa tem estrelado diversos espectáculos nas últimas semanas incluindo o "Stars on Ice Japan". O veterano Johnny Weir, outra das estrelas que está no "Stars on Ice Japan", denunciou no Twitter que uma patinadora do elenco foi vítima de uma carta de ódio por parte de fãs e mostrou uma foto. Rapidamente se percebeu que ele estava a falar de Evgenia.
Foto da carta
Fonte: Twitter de Johnny Weir
Fonte: Twitter de Johnny Weir
Claro que as primeiras reacçóes a esta notícia foram de condenação a quem escreveu aquela carta tão feia. Ninguém é obrigado a gostar do patinador X ou Y. Todos temos as nossas preferências e não é necessário insultar ninguém na fandom nem perseguir os patinadores nas redes sociais, competições ou espectáculos.
Só que as coisas não se ficaram por aqui… Um grupo de pessoas começou a apontar o dedo aos fãs mais devotos de Yuzuru Hanyu e a acusá-los de terem sido os responsáveis pela mensagem. E pronto. Isto foi o suficiente para as coisas rebentarem no Twitter/Instagram e resultarem em trocas de palavras azedas.
Evgenia colocou likes em comentários no Instagram com criticas aos fãs de Yuzuru Hanyu. Quando foi confrontada com o facto de vários dos seus fãs (incluindo Elena Rodina) terem perseguido, insultado e ameaçado Alina Zagitova, Evgenia não condenou essas acções e defendeu os seus fãs.
Tradução literal: "Porque os meus fãs são adequados".
Ela quis dizer que os seus fãs são correctos.
Fonte: Instagram de Evgenia
kikob46 deixou um comentário no Instagram de Evgenia confrontando-a com a situação da perseguição, insultos e ameaças a Alina Zagitova provocada por Elena Rodina (pessoa próxima de Evgenia). Evgenia respondeu que adora todos os seus fãs e não faz ideia sobre quem diz ou escreve coisas dessas. Depois rematou dizendo que não acha aceitável comunicar com pessoas que se expressam no tom de quem deixou esse comentário…
Fonte: Instagram de Evgenia
Muitas pessoas não gostaram da resposta de Evgenia e chamaram-na de hipócrita.
Independentemente das respostas e likes de Evgenia nas redes sociais, acho que quem lhe mandou aquela carta esteve mal. Não há necessidade nenhuma de destilar ódio contra seja quem for.
Quanto ao resto fico triste que até hoje Evgenia não se tenha demarcado de Elena Rodina e das suas acções contra Alina Zagitova e continue a defendê-la publicamente.
Convém não esquecer que Evgenia só tem 19 anos e talvez fosse bom que se mantivesse afastada destas discussões nas redes sociais para evitar manchar a sua reputação.
Por agora é tudo mas em breve serão publicadas mais coisas no blogue.
A competição de dança contou com
alguns nomes interessantes entre os quais o par ucraniano Nazarova &
Nikitin, os turcos Agafonova & Ucar e os estado-unidenses Mcnamara &
Carpenter. A medalha de ouro acabou nas mãos do par russo Popova & Mozgov.
Popova & Mozgov venceram quer a
dança curta como a dança livre. Na dança curta a sua nota foi de
64.38pts. Os twizzles (7.80pts) e a figura de elevação (5.20pts) cumpriram os
critérios exigidos para o nível 4. A sequência de passos em círculo em que os
patinadores não se tocam pontuou 8.38pts enquanto a sequência parcial de passos
ficou com 8.02pts, tendo ambas sido de nível 3. O único elemento periclitante
foi a rumba. Os passos obrigatórios de rumba apenas serviram para o nível 1, que
é o básico, mas conseguiram 3.90pts. Eles tiveram problemas de timing nos dois
primeiros pontos-chave e não atingiram o terceiro. As médias apuradas nos segmentos
dos componentes fixaram-se em 7.75 na perícia, 7.54 nas transições, 7.92 na
performance, 7.67 na composição e 7.96 na interpretação da música/timing. Na dança
livre a sua nota foi de 99.69pts. A sequência de passos em serpentina foi
de nível 2 e recebeu 7.07pts enquanto a sequência de passos na diagonal foi de
nível 3 e obteve 8.75pts. Os twizzles (7.90pts) e o peão de combinação
(6.80pts) foram classificados com o nível 4. As duas figuras de elevação em
curva foram realizadas em sequência e conseguiram 11.00pts juntamente com o
nível 4. A figura de elevação em linha recta ficou com o nível 3 e 4.70pts.
Como elementos coreográficos foram apresentados um peão (2.40pts) e uma
elevação (2.17pts). As médias nos segmentos dos componentes foram boas: 8.04 na
perícia, 7.83 nas transições, 8.29 na performance, 8.17 na composição e 8.42 na
interpretação da música/timing.
O par Mcnamara & Carpenter venceu
a medalha de prata e os ucranianos Nazarova & Nikitin ficaram com o bronze.
A luta pela medalha de bronze foi renhida. Os pares classificados entre a
terceira e sexta posição ficaram separados por menos de dois pontos. Nazarova
& Nikitin foram salvos pela pontuação da dança curta pois na dança livre apenas
foram quintos classificados. Os alemães Muller & Dieck ficaram em sexto
lugar na dança curta e foram terceiros na dança livre.
Resultado Final
Senhoras
Na categoria de Senhoras, a luta pela
medalha de ouro foi entre as duas atletas russas Serafima Sakhanovich e
Stanislava Konstantinova.
Serafima, que é pupila do lendário
Evgeny Plushenko, venceu esta competição com um total de 176.39pts. Ela foi
primeira classificada tanto no programa curto como no livre. No programa
curto, a nota obtida por esta patinadora foi de 61.23pts. O seu plano de
saltos foi de triplo flip+triplo toeloop (9.74pts), um triplo lutz (6.74pts) e
um duplo axel (2.13pts). Como ela caiu no duplo axel, os juízes tiveram de
aplicar -3 em sede de grau de execução.
A queda provocou ainda a aplicação de uma dedução automática de um ponto. A
execução do triplo lutz dividiu o painel de juízes pois três deles marcaram -1
mas os outros quatros marcaram +1. O peão camel com entrada saltada foi de
nível 3 e rendeu-lhe 3.80pts. O peão layback (3.50pts) e o peão de combinação
com mudança de pé (4.30pts) foram classificados com o nível 4. A sequência de
passos ficou com o nível 3 e 4.10pts. Na nota de apresentação as médias apuradas
fixaram-se em 7.10 na perícia, 6.75 nas transições, 6.95 na performance, 7.05
na composição e 7.05 na interpretação da música. Houve algumas incongruências
na atribuição das notas nos segmentos dos componentes. O exemplo mais flagrante
ocorreu no segmento de transições pois as notas marcadas oscilaram entre 5.75
com 8.00! No programa livre, esta atleta conseguiu uma nota de
115.16pts. O programa não foi isento de erros devido a terem ocorrido duas
quedas, que se traduziram na aplicação automática de duas deduções. A primeira
queda verificou-se na combinação de triplo salchow+duplo toeloop (3.18pts). A
segunda queda aconteceu na sequência coreográfica (0.60pts). O triplo loop
executado na segunda metade do esquema ficou meramente com o valor base de
5.61pts. Os restantes elementos de salto foram uma combinação de triplo
flip+triplo toeloop (10.86pts), triplo lutz (6.98pts), duplo axel (3.50pts),
duplo axel (3.73pts) e combinação de triplo flip+duplo toeloop (7.96pts). Os
peões atingiram todos o nível 4 e totalizaram 12.40pts. Nos segmentos dos
componentes que fazem parte da segunda nota foram fixadas médias de 7.45 na
perícia, 6.85 nas transições, 7.25 na performance, 7.35 na composição e 7.50 na
interpretação da música.
Serafima Sakhanovich
Programa livre
Resultado Final
Pares
Na categoria de pares a vitória
sorriu aos simpáticos italianos Valentina Marchei & Ondrej Hotarek. No programa
curto eles conseguiram uma nota de 66.70pts. O único elemento punido com
grau de execução negativo nesse esquema foi o triplo twist de nível 3 que ficou
com 5.78pts. Como salto lado-a-lado eles apresentaram um triplo salchow
(5.66pts) e como salto lançado efectuaram um triplo lutz que ficou meramente
com o valor base de 5.50pts. A espiral da morte interior para a frente
(4.06pts), a sequência de passos (5.44pts), o peão (5.20pts) e a figura de
elevação (5.30pts) atingiram o nível 4. As suas médias nos segmentos dos
componentes fixaram-se em 7.40 na perícia, 7.20 nas transições, 7.50 na
performance, 7.45 na composição e 7.65 na interpretação da música. O juiz n.º 6
não deve ter gostado nada deste par pois entrou em contradição com o restante
painel apenas tendo atribuído 5.75 na perícia, 5.25 nas transições, 6.00 na
performance, 5.75 na composição e 6.50 na interpretação da música.
A nota obtida pelo par italiano no programa
livre foi de 126.44pts. Os três primeiros elementos do esquema foram
punidos com grau de execução negativo: o triplo twist de nível 3 (5.36pts), o
triplo toeloop lado-a-lado (2.90pts) e a combinação de triplo salchow+duplo
toeloop+duplo toeloop (6.30pts). A escolha para os saltos lançados recaíu sobre
o triplo loop (6.12pts) e o triplo lutz (6.34pts). O peão de par em combinação
recebeu 4.70pts e foi classificado com o nível 3. O peão lado-a-lado com
entrada saltada atingiu o nível 4 e obteve 4.30pts. A espiral da morte interior
para trás ficou com 3.90pts e foi de nível 3. Quanto às figuras de elevação, a
primeira foi de nível 3 e as restantes foram de nível 4, tendo totalizado
22.10pts. A sequência coreográfica permitiu-lhes amealhar 2.42pts. Na segunda
nota, as médias apuradas nos segmentos dos componentes foram de 7.60 na
perícia, 7.50 nas transições, 7.85 na performance, 7.85 na composição e 7.95 na
interpretação da música. Desta vez os juízes estiveram mais de acordo nas notas
que marcaram.
Os jovens Alexandra Boikova &
Dmitri Kozlovskii, que ainda são do escalão júnior, ficaram com a medalha de
prata. A medalha de bronze ficou nas mãos do par Minerva Fabienne Hase &
Nolan Seegert. Antes da competição se iniciar havia alguma expectativa de um
par alemão ficar no pódio mas não era este. O par Annika Hocke & Ruben
Blommaert é que aparecia como favorito à conquista de uma medalha mas tiveram
de contentar-se com o quarto lugar.
Destaque também para a participação
do par espanhol Laura Barquero & Aritz Maestu.
Resultado Final
Homens
O italiano Matteo Rizzo foi o
vencedor da categoria masculina, tendo relegado para o suíço Stephane Walker
para a segunda posição. A medalha de bronze foi para a casa do canadiano Liam
Firus. De referir que Andrew Torgashev, que ainda está oficialmente no escalão
júnior, participou nesta competição e alcançou o sexto lugar.
Matteo reuniu 75.64pts no programa
curto. Os saltos executados foram o triplo axel (9.50pts), uma combinação
de triplo lutz+triplo toeloop (10.58pts) e o triplo flip (6.11pts). O flip foi
o único salto apresentado na segunda metade do esquema. Os peões realizados
foram um peão camel com mudança de pé (3.30pts), um peão em baixo com entrada
saltada (3.00pts) e um peão de combinação com mudança de pé (3.60pts), tendo
todos eles atingido o nível 4. O peão em baixo com entrada saltada ficou
meramente com o valor base. A sequência de passos também foi classificada com o
nível 4 e obteve 5.30pts. Na nota de apresentação, as médias apuradas foram as
seguintes: 6.90 na perícia, 6.80 nas transições, 7.10 na performance, 7.15 na
composição e 7.30 na interpretação da música.
O programa livre de Matteo
conseguiu uma pontuação de 157.34pts. Embora nenhum elemento técnico tenha sido
punido com grau de execução negativo, Matteo podia ter ido buscar mais pontos
em todos os elementos. A execução, no geral, foi mediana. O plano de saltos
inicial foi cumprido por Matteo. Ele realizou uma combinação de triplo lutz+triplo
toeloop (10.86pts), combinação de triplo axel+duplo toeloop (10.40pts), um
triplo lutz (6.56pts), triplo axel isolado (10.95pts), combinação de triplo
flip+loop simples+triplo salchow (11.78pts), triplo loop (6.17pts), duplo axel
(4.03pts) e outro duplo axel (3.83pts). A sequência de passos foi de nível 3 e
recebeu 4.30pts. A sequência coreográfica rendeu-lhe 2.56pts. Os peões foram
todos de nível 4: peão em baixo com entrada saltada (3.20pts), o peão camel com
mudança de pé (3.40pts) e peão de combinação com mudança de pé (4.20pts). Na
segunda nota, o italiano ficou com médias de 7.40 na perícia, 7.25 nas
transições, 7.70 na performance, 7.50 na composição e 7.70 na interpretação da
música.
A sétima competição do circuito Challenger Series 2017/2018 decorreu na cidade de Minsk (Bielorrússia) mas passou um pouco despercebida devido ao facto de não ter sido disponibilizado um stream internacional. Foi difícil encontrar vídeos minimamente aceitáveis e tudo o que encontrei é proveniente de espectadores que estiveram na Arena de Minsk.
A categoria de dança foi a que mais despertou a curiosidade devido ao facto dos italianos Anna Cappellini & Luca Lanotte se apresentarem em competição pela primeira vez nesta temporada. Os campeões mundiais de 2014 venceram esta prova com facilidade ficando com mais de 13 pontos de vantagem sobre os segundos classificados.Os programas de Anna e Luca seguem a mesma linha de temporadas anteriores não se vislumbrando grande evolução artística. Claro que com o decorrer da temporada os programas podem vir a ser aperfeiçoados mas para já não se destacam particularmente quando comparados com outros pares de topo que já se apresentaram em competição esta época. Anna e Luca venceram tanto a dança curta como a dança livre. Todos os elementos coleccionaram graus de execução positivo. Na dança curta, os twizzles e a figura de elevação foram classificados com o nível 4, sendo os restantes elementos de nível 3. Quanto à sequência da rumba em particular, o painel considerou que este par conseguiu marcar bem os dois primeiros pontos-chave dos passos obrigatórios mas que falhou no terceiro ponto. Na dança livre, Anna e Luca conseguiram o nível 4 nos twizzles e nas figuras de elevação. O peão e a sequência de passos em serpentina foram de nível 3. No entanto, a sequência de passos na diagonal foi meramente de nível 2. Os componentes foram excelentes em ambas as provas.
Tiffany Zahorski & Jonathan Guerreiro e Victoria Sinitsina & Nikita Katsalapov estavam numa luta particular de afirmação das suas posições perante a federação russa. Além disso, Tiffany e Jonathan saíram do grupo de Alexander Zhulin durante a pré-época precisamente depois de Victoria e Nikita terem sido aceites por este treinador. Neste primeiro round, Tiffany e Jonathan levaram a melhor sobre os seus compatriotas e arrecadaram a medalha de prata nesta competição. Na dança curta, Tiffany e Jonathan obtiveram o nível 4 nos twizzles e na figura de elevação. Os outros elementos foram de nível 3. Apesar de tecnicamente terem conseguido graus de execução positivos em todos os elementos, nos componentes as coisas podiam ter corrido melhor. As médias até foram bem razoáveis mas o juiz n.º 5 marcou-lhe os segmentos entre 6.50 e 7.00. Ou seja, ainda há trabalho a fazer para conseguir convencer os juízes. Na dança livre, este par também conseguiu graus de execução positivos em todos os elementos. Os twizzles, o peão e as figuras de elevação atingiram o nível 4. A primeira sequência de passos foi de nível 3 e a segunda foi de nível 2. Na dança livre, as médias nos componentes foram melhores e balizaram-se entre 8.21 e 8.58.
Victoria Sinitsina & Nikita Katsalapov teriam com certeza ambição de vencer esta competição. No entanto, o melhor que conseguiram foi a medalha de bronze e tiveram sorte do painel de juízes e os controladores técnicos terem optado por um critério mais benevolente para todos os pares. É que Victoria e Nikita cometeram erros nas duas danças e podiam ter sido mais penalizados do que realmente foram. Na dança curta, os twizzles foram o único elemento classificado com o nível 4. O resto foi de nível 3. Na sequência parcial de passos apenas um juiz marcou -1 no grau de execução e eu concordo com ele pois houve um óbvio desequilíbrio de Victoria, sendo que depois disso eles demoraram algum tempo a reajustar-se. A figura de elevação não recebeu qualquer ponto pois Nikita caiu durante a execução e arrastou Victoria com ele. Este erro grave fez com que fossem aplicadas duas deduções com perda automática de dois pontos. Na dança livre, Nikita voltou a cometer erros numa figura de elevação, desta vez na segunda figura de elevação. Como ele colocou a mão no gelo para se equilibrar isso foi contabilizado como queda. Alguns juízes atribuíram grau de execução positivo a esse elemento mas eu acho isso absurdo até porque o erro foi óbvio. O peão e a sequência de passos na diagonal apenas foram classificados com o nível 2 e isso fê-los perder imensos pontos no valor base. Foi uma pena que as coisas não tenham corrido bem pois os dois programas são excelentes.
Na categoria de Senhoras, Elizabet Tursynbaeva confirmou todo o seu favoritismo e levou a medalha de ouro para casa. A atleta do Cazaquistão foi terceira classificada no programa curto mas venceu o livre com margem suficiente para deixar as suas adversárias para trás. O outro grande destaque vai para a medalha de prata de Serafima Sakhanovich. A jovem russa, que tanto prometia há uns anos, tem tentado ultrapassar uma fase difícil na sua carreira pois as coisas não correram como esperado na transição dó escalão júnior para sénior. Ela foi vice-campeã mundial de juniores em 2014 e 2015 mas depois deu-se um apagão. Serafima passou por mudanças de treinadores, coreógrafos e até de cidade. Depois de ter sido considerada como um caso perdido, Serafima está a ser ajudada por Evgeny Plushenko. Pode ser que este resultado internacional a ajude a recuperar a confiança. No entanto, ela apresentou problemas com o lutz em ambos os programas, não tendo conseguido definir correctamente a entrada neste salto. É um problema de técnica base que ela terá de corrigir o mais rapidamente possível ou então terá de usar a estratégia de Carolina Kostner e evitar esse salto. A definição incorrecta das entradas em saltos são suficientes para que haja lugar a aplicação de grau de execução negativo.
A sul-coreana So Hyun An surpreendeu toda a gente ao vencer o programa curto e ao obter a medalha de bronze.
Na batalha entre as alemãs, Nicole Schott levou a melhor sobre Lutricia Bock e a federação terá se levar isso em conta quando decidir quem vai aos Jogos Olímpicos.
Confesso que esperava mais da sueca Anita Ostlund, da checa Eliska Brezinova e da letã Angelina Kuchvalska.
Na categoria masculina, o veterano Sergei Voronov impôs-se à concorrência. Ele arriscou o quádruplo toeloop tanto no programa curto como no livre. De resto, os seus programas são na linha do que ele já apresentou em temporadas anteriores.
Moris Kvitelashvili conquistou a medalha de prata e Daniel Samohin ficou com o bronze. Tanto Moris como Daniel competiram no GP Taça Rostelecom. Moris ficou aquém do que realizou em Moscovo na Rostelecom mas Daniel melhorou substancialmente.
O italiano Ivan Righini foi apenas décimo classificado no programa curto mas conseguiu fazer uma remontada no livre onde foi segundo. Ele ficou fora do pódio por meros 0.14.
Na categoria de pares, os russos Aleksandra Boikova & Dmitri Kozlovskii venceram a medalha de ouro na sua estreia no escalão sénior.
Ashley Wagner, vice-campeã mundial
2016, era uma das principais favoritas à conquista de uma medalha neste
primeiro grande prémio da temporada 2016/2017. Wagner não deixou os seus
créditos em mãos alheias e arrecadou a medalha de ouro. O troféu Skate America
é encarado como sendo super importante para as patinadoras estado-unidenses
visto que a categoria de senhoras é a que mais atenções atrai nos Estados
Unidos. É uma prova que tem destaque na imprensa nacional e que pode chamar a
atenção do público e de patrocinadores. Também é uma prova em que se começam a
marcar posições para os campeonatos nacionais e por isso é importante conseguir
um bom resultado para ganhar algum favoritismo e confiança do ponto de vista
psicológico. No actual panorama da patinagem feminina dos Estados Unidos
fala-se da rivalidade entre Ashley Wagner e Gracie Gold. Neste grande prémio
Ashley Wagner já leva um bom avanço face à sua rival.
Ashley Wagner conquistou o público no
programa curto ao patinar ao som de um arranjo da popular música “Sweet Dreams
(Are made of these)” de Annie Lennox. A música e a coreografia assentam-lhe que
nem uma luva ao seu estilo. E se há coisa que Ashley sabe fazer é apresentar
bem uma coreografia. O programa recebeu uma excelente nota de 69.50pts. Os
peões conseguiram um total de 10.50pts e foram todos classificados com o nível
3. A sequência de passos obteve 4.51pts e também foi de nível 3. Em termos de
saltos, a combinação de triplo flip-triplo toe loop foi o elemento inicial do
programa e ficou com o valor base de 8.30pts. A maior parte dos juízes foi
condescendente com ela neste elemento pois o triplo toe loop foi claramente
incompleto, ou seja, faltou um pouco para que a terceira rotação fosse
efectivamente completa. No entanto, apenas dois juízes aplicaram -1 na escala
do grau de execução. O triplo loop (6.91pts) e o duplo axel (4.56pts) foram
realizados na segunda metade do esquema para beneficiar de pontuação bónus no
valor base. As suas médias nos segmentos dos componentes que compõem a segunda
nota foram muito boas: 8.68 na perícia, 8.32 nas transições, 8.82 na
performance, 8.71 na composição e 8.86 na interpretação da música.
Ashley Wagner foi segunda no programa
livre com uma pontuação de 126.94pts. Mais uma vez Ashley conseguiu cativar o público
com uma boa interpretação. No entanto, em termos técnicos ocorreram algumas
falhas em elementos de saltos. Na combinação de triplo flip-triplo toe loop
(7.90pts), a terceira rotação do toe loop não foi de facto completada e, ao
contrário do que aconteceu no curto, o elemento foi punido com grau de execução
negativo. No triplo flip isolado também faltou rotação pelo que os juízes
tiveram de aplicar grau de execução negativo. Esse elemento ficou com 3.97pts.
A combinação de triplo loop-toe loop simples (5.05pts) perdeu pontos devido a
uma recepção um pouco deficiente no primeiro salto e à segunda parte da
combinação não ter sido feita de acordo com o planeado e essa alteração ter
sido bem perceptível. Essa combinação foi punida com grau de execução negativo.
A combinação de triplo lutz-duplo toe loop (5.15pts) também foi penalizada pois
a definição de entrada do lutz foi claramente incorrecta. Os saltos que
receberam grau de execução positivo foram os dois duplo axel isolados (4.23pts
e 4.01pts respectivamente) e o triplo loop (6.81pts). Na sequência de passos de
nível 3 ela conseguiu amealhar 4.66pts. Sinceramente achei que em comparação
com a de Mao Asada, a da japonesa foi claramente melhor mas ficou exactamente
com os mesmos pontos… A sequência coreográfica rendeu-lhe3.60pts. Nos peões ela
conseguiu 11.50pts, sendo que os primeiro foi de nível 4 e os outros foram de
nível 3. No que diz respeito aos segmentos dos componentes, as suas médias
fixaram-se em 8.71 na perícia, 8.43 nas transições, 8.79 na performance, 8.82
na composição e 9.04 na interpretação da música. Apesar das falhas nos saltos,
Ashley tem uma capacidade enorme em disfarçar erros. Além disso, como ela tem
uma presença forte em pista e exibe auto confiança por todos os poros, é fácil
ter a tendência de nos concentrarmos no lado artístico e descurarmos os erros. Mesmo
assim penso que Ashley foi uma justa vencedora nesta prova.
Mariah Bell foi a grande surpresa
desta competição ao conseguir alcançar a medalha de prata. Ela foi sexta no
programa curto com 60.92pts mas não se deixou abater e venceu o programa livre
com uma nota de 130.67pts.
O programa curto de Mariah Bell teve
dois elementos punidos com grau de execução negativo: a combinação de triplo
lutz-triplo toe loop (8.20pts) e o triplo flip (5.63pts). O principal problema
da combinação foi que no triplo toe loop a terceira rotação não foi de facto
completada pela patinadora. O duplo axel recebeu 3.92pts. Tanto o flip como o
axel foram efectuados na segunda metade do esquema. O peão layback (3.70pts)
foi de nível 4, o peão flying sit (3.03pts) foi de nível 3 e o peão de
combinação (2.93pts) foi de nível 3. A sequência de passos obteve 3.60pts e foi
classificada com o nível 2. Nos segmentos dos componentes, as médias alcançadas
por Mariah Bell foram de 7.25 na perícia, 7.32 nas transições, 7.64 na
performance, 7.50 na composição e 7.68 na interpretação da música.
No programa livre, Bell apenas teve
um elemento punido com grau de execução negativo: foi a combinação de triplo
flip-loop simples-duplo salchow (7.50pts). A definição de entrada no triplo
lutz isolado não foi limpa mas apenas dois juízes marcaram -1 pelo que o
elemento acabou por conseguir grau de execução positivo e pontuar 6.70pts. Os
outros saltos realizados foram a combinação de triplo lutz-triplo toe loop
(11.40pts), triplo loop (5.70pts), combinação de duplo axel-duplo toe loop
(5.10pts), duplo axel isolado (4.34pts) e triplo flip (6.93pts). A sequência de
passos cumpriu os critérios exigidos para o nível 3 e pontuou 4.09pts. Na
sequência coreográfica, ela obteve 3.20pts. Em termos de peões, os três
totalizaram 11.26pts, sendo que o primeiro foi de nível 4, o segundo foi de
nível 3 e o último foi de nível 2. As médias obtidas nos segmentos dos
componentes que compõem a segunda nota foram de 7.93 na perícia, 7.75 nas
transições, 8.32 na performance, 8.07 na composição e 8.21 na interpretação da
música.
A japonesa Mai Mihara pode ficar
contente com o seu resultado no Skate America. A jovem japonesa conquistou a
medalha de bronze logo na sua estreia no circuito do grande prémio sénior.
Mihara foi segunda classificada no
programa curto com uma nota de 65.75pts. Eu fiquei impressionada com a sua
prestação principalmente porque o salto isolado foi o último elemento do
programa. Começa a ser hábito para muitas patinadoras colocar o salto isolado
na segunda metade do esquema para obter um bónus no valor base mas deixá-lo
mesmo para último elemento é uma raridade. Parabéns a Mai Mihara por ter
arriscado. Ela começou por realizar uma combinação de triplo lutz-triplo toe
loop (11.40pts), a que se seguiram o peão flying sit (3.93pts) e o peão de
combinação (4.07pts) ambos de nível 4. Na segunda parte do esquema ela realizou
o duplo axel (4.42pts), o peão layback (3.27pts) de nível 4, a sequência de
passos (3.80pts) de nível 3 e o triplo flip (4.83pts). O triplo flip foi o
único elemento punido com grau de execução negativo. Nos segmentos dos
componentes houve um juiz que não se mostrou impressionado mas esteve isolado
no painel. As suas médias nos segmentos dos componentes foram boas: 7.71 na
perícia, 7.18 nas transições, 7.61 na performance, 7.54 na composição e 7.50 na
interpretação da música.
Mai Mihara foi terceira no programa
livre com uma nota de 123.53pts. Tecnicamente a japonesa foi superior a Ashley
Wagner mas a nota dos componentes fez toda a diferença. Houve apenas um
elemento punido com grau de execução negativo: a combinação de triplo
lutz-triplo toe loop (6.33pts) da segunda metade do esquema. É que a última
rotação do toe loop não foi efectivamente realizada. Curiosamente, Mihara jogou
com as regras e colocou duas combinações de triplo lutz-triplo toe loop. É uma
situação legal mas com esta combinação de saltos é a primeira vez que vejo. Foi
uma decisão interessante da equipa técnica dela pois é um elemento muito
valioso. A primeira combinação de triplo lutz-triplo toe loop no programa livre
correu bem e rendeu-lhe 11.60pts. Os restantes saltos apresentados no livre
foram o triplo flip (6.30pts), o duplo axel (3.87pts), combinação de duplo
axel-duplo toe loop (5.49pts), triplo loop (6.61pts) e duplo salchow (1.46pts).
Estava previsto que Mihara executasse um triplo salchow em vez de duplo mas eu
penso que lhe estavam a faltar um pouco as forças visto que esse foi o último
salto do esquema. Mihara ainda está a adaptar-se ao escalão sénior e nos juniores
os programas livres exigem menos elementos do que aqui. Os peões conquistaram
12.07pts e conseguiram todos o nível 4. A sequência de passos foi classificada
com o nível 3 e obteve 4.01pts. A sequência coreográfica pontuou 3.10pts. As
médias obtidas nos segmentos dos componentes foram de 7.96 na perícia, 7.57 nas
transições, 8.00 na performance, 7.86 na composição e 7.79 na interpretação da
música.
É sempre um gosto ver Mao Asada
patinar. A sua leveza, qualidade base de patinagem, capacidade de interpretação
da música são maravilhosas mas neste evento ela só conseguiu o sexto lugar,
tendo ficado com uma pontuação total que a deixou bem longe do pódio.
Mao Asada conseguiu uma pontuação de
64.47pts no programa curto. O primeiro elemento foi um duplo axel (4.23pts)
logo seguido da combinação de triplo flip-duplo loop (4.90pts). A combinação
foi penalizada em sede de grau de execução pois o a terceira rotação do flip
não foi completada. Faltou-lhe cerca de ¼ de volta. O terceiro elemento foi o
peão flying spin (3.77pts) que cumpriu os critérios necessários para o nível 4.
Depois foi a vez do triplo loop (5.81pts) já na segunda metade do programa.
Seguiram-se o peão layback (3.41pts) e o peão de combinação (4.50pts) ambos de
nível 4. O programa terminou com a sequência de passos de nível 3 que recebeu
4.37pts. Do que vi nesta prova pareceu-me que a sequência de passos foi mais do
que suficiente para o nível 4 e isso teria aumentado o valor base do elemento.
No entanto o controlador técnico achou que a dita sequência só chegou para o
nível 3. Nos segmentos dos componentes ela ficou com médias de 8.43 na perícia,
8.11 nas transições, 8.39 na performance, 8.43 na composição e 8.50 na
interpretação. Apesar das boas médias, houve um juiz que entendeu que o
programa só merecia 7.75 na composição e 7.75 na interpretação. 7.75 para o que
é uma das melhores coreografias vistas nesta temporada até agora e tendo em
conta o que ela apresentou nesta prova parece-me severo.
Mao Asada foi sexta classificada no
programa livre com uma nota de 112.31pts. Três dos elementos de salto foram
punidos com grau de execução negativo: o triplo lutz (3.60pts), o axel simples
(0.81pts) e o triplo salchow (1.31pts). No axel simples era suposto que ela
tivesse tentado uma combinação de duplo axel-duplo toe loop ou de duplo
axel-triplo toe loop. Pareceu-me que ela não conseguiu entrar bem no axel pois
tinha o eixo de rotação desalinhado e por isso não foi capaz de reunir o
impulso suficiente para a rotação no ar. Para evitar uma queda ela teve de
abortar o salto. Pareceu-me também que pode ter havido algum lapso de
concentração em consequência disso pois o erro no triplo salchow ocorreu logo
de seguida. Ela tinha planeado fazer um triplo flip como elemento seguinte ao
triplo salchow mas acabou apenas por efectuar um duplo flip que ficou com o
valor base de 2.09pts. Os saltos que beneficiaram de grau de execução positivo
foram o duplo axel (4.23pts), a combinação de triplo flip-duplo loop (7.90pts)
e triplo loop (6.21pts). Nos peões ela conseguiu amealhar 11.84pts, sendo que
todos alcançaram o nível 4. A sequência de passos obteve 4.66pts e foi de nível
3. Mais uma vez discordo da atribuição do nível. A mim pareceu-me que os
critérios para o nível 4 foram todos preenchidos. A sequência coreográfica
rendeu-lhe 3.70pts. Nos segmentos dos componentes as suas médias fixaram-se em
8.36 na perícia, 7.93 nas transições, 8.14 na performance, 8.43 na composição e
8.36 na interpretação da música.
Gracie Gold ficou desalentada com o
seu resultado nesta competição. Ela queria lutar por um lugar no pódio e acabou
por ficar sem medalha. O seu quinto lugar no Skate America compromete as suas
aspirações de se qualificar para a grande final que se vai realizar em
Dezembro. Além disso, este resultado foi também um rude golpe na sua reputação
pois as atenções da imprensa americana que esteve a cobrir o evento estavam
muito focadas nela. A queda no triplo flip no programa curto e mais duas quedas
no programa livre para além de outros pequenos erros acumulados não deixaram
boa impressão a muita gente. É claro que todos nós sabemos que ela tem muitas
capacidades e talento natural mas acho que é cedo demais para riscá-la da lista
de favoritas. Estamos numa fase em que as patinadoras ainda não estão no seu
pico de forma e até aos campeonatos nacionais ainda muita coisa pode acontecer.
O que mais me surpreendeu foi a atitude cabisbaixa que ela demonstrou no
decorrer da competição e a maneira como demonstrou isso quando falou com a
imprensa. Enfim… todos nós podemos ter dias maus. O que importa é reagir.
A Taça de Varsóvia 2015, que decorreu na capital polaca entre os dias 26 e 29 de Novembro, correspondeu à nona etapa do circuito da ISU Challenger Series da temporada 2015/2016. CATEGORIA DE SENHORAS Resultado final
Elizaveta Tuktamysheva, campeã mundial 2015, confirmou o favoritismo e venceu a medalha de ouro na Taça de Varsóvia. No programa curto, Tuktamysheva foi primeira classificada com 64.18pts. O único elemento punido com grau de execução negativo foi o triplo axel, sendo que a patinadora falhou a recepção do salto e caiu. Por causa da queda também foi aplicada uma dedução automática de um ponto. No triplo lutz e na combinação de triplo toe loop-duplo toe loop, realizada na segunda metade do esquema, as coisas correram melhor. Os peões conseguiram todos obter a classificação de nível 4. A sequência de passos foi de nível 3. Nos segmentos dos componentes do programa as suas médias foram de: 7.80 na perícia, 7.35 nas transições/passos de ligação, 7.85 na performance/execução, 7.75 na coreografia/composição e 7.80 na interpretação. No programa livre, Elizaveta conquistou 128.75pts e foi primeira classificada. Dois elementos do seu programa foram penalizados com grau de execução negativo: triplo axel e a combinação de triplo toe loop-triplo toe loop. Os seus outros elementos de salto foram uma combinação de triplo lutz-duplo toe loop-loop simples, triplo flip, triplo lutz isolado, sequência de triplo salchow-duplo axel e duplo axel isolado. Os peões foram todos de nível 4. A sequência de passos foi de nível 3. As suas médias finais nos segmentos dos componentes do programa livre foram de 8.00 na perícia, 7.60 nas transições/passos de ligação, 8.35 na performance/execução, 8.25 na coreografia/composição e 8.10 na interpretação. CATEGORIA DE DANÇA Resultado final
1.º - Charlene Guignard & Marco Fabbri (Itália) - 169.72pts 2.º - Natalia Kaliszek & Maksim Spodirev (Polónia) - 147.52pts 3.º - Cecilia Torn & Jussiville Partanen (Finlândia) - 136.92pts 4.º - Viktoria Kavaliova & Yurii Bieliaiev (Bielorrússia) - 136.46pts 5.º - Kavita Lorenz & Panagiotis Polizoakis (Alemanha) - 133.26pts 6.º - Taylor Tran & Saulius Ambrulevicius (Lituânia) - 123.72pts 7.º - Yura Min & Alexander Gamelin (Coreia do Sul) - 119.84pts 8.º - Thea Rabe & Timothy Koleto (Noruega) - 107.80pts 9.º - Anastasia Safronova & Ilia Zimin (Rússia) - 99.44pts
O par italiano Guignard & Fabbri dominou a competição de dança, alcançando a nota de 67.44pts na dança curta e de 102.28pts na livre. Esta competição serviu para confirmar a ascensão deste par em termos de qualidade técnica e artística.
CATEGORIA DE HOMENS Resultado final
1.º - Alexander Samarin (Rússia) - 225.27pts 2.º - Anton Shulepov (Rússia) - 223.52pts 3.º - Zhan Bush (Rússia) - 206.63pts 4.º - Michael Christian Martinez (Filipinas) - 206.30pts 5.º - Matteo Rizzo (Itália) - 205.05pts 6.º - Ivan Righini (Itália) - 202.52pts 7.º - Franz Streubel (Alemanha) - 195.26pts 8.º - Yaroslav Paniot (Ucrânia) - 180.63pts 9.º - Stephane Walker (Suíça) - 172.87pts 10.º - Sondre Oddvoll Boe (Noruega) - 168.42pts 11.º - Abzal Rakimgaliev (Cazaquistão) - 157.24pts 12.º - Michael Neuman (Eslováquia) - 154.93pts 13.º - Krzysztof Gala (Polónia) - 151.45pts 14.º - Nicolas Dubois (Suíça) - 144.89pts 15.º - Lukasz Kedzierski (Polónia) - 138.06pts 16.º - Marco Klepoch (Eslováquia) - 138.06pts 17.º - Patrick Myzyk (Polónia) - 129.94pts 18.º - Marco Zandron (Itália) - 123.12pts
Ivan Righini era o favorito à medalha de ouro mas terminou a competição na sexta posição, com mais de vinte pontos de desvantagem face ao primeiro classificado. Righini sofreu duas quedas no programa curto e hipotecou aí as suas hipóteses de vitória. O programa livre correu-lhe melhor mas ele acabou por realizar um duplo flip e um duplo lutz em vez de triplos conforme tinha planeado. Por causa disso, Righini perdeu pontos no valor base desses dois elementos que lhe fizeram falta para tentar subir na classificação. O júnior Alexander Samarin foi consistente em ambas as fases da competição, apenas tendo dois elementos punidos com grau de execução negativo. Isso sucedeu no triplo flip realizado no curto devido a ligeiros problemas e no quádruplo toe loop efectuado no livre devido a queda. Todos os outros saltos tiveram qualidade. Destaque também para o filipino Michael Christian Martinez que terminou a prova mesmo à beira do pódio. CATEGORIA DE PARES Resultado final
Savchenko & Massot venceram esta Taça com convicção e a deixar os fãs com água na boca para as suas próximas provas. No programa curto, este par conseguiu a primeira posição com 76.30pts. Houve um problema de execução no triplo toe loop lado-a-lado que fez com que o elemento fosse punido com grau de execução negativo. Os restantes elementos obtiveram grau de execução positivo. O triplo twist foi de nível 3. A espiral da morte, a figura de elevação, o peão e a sequência de passos foram de nível 4. As suas médias nos segmentos dos componentes do programa curto foram muito boas com 8.90 na perícia, 8.75 nas transições/passos de ligação, 9.00 na performance/execução, 9.00 na coreografia/composição e 9.05 na interpretação. O par germânico manteve a liderança no programa livre com 133.30pts de nota. No entanto, no livre eles cometeram alguns erros. A sequência de triplo toe loop-triplo toe loop lado-a-lado, o triplo salchow lado-a-lado, o triplo flip lançado e o triplo salchow lançado foram todos punidos com grau de execução negativo. O triplo twist alcançou a classificação de nível 3 mas foi um dos elementos mais impressionantes de todo o esquema. As três figuras de elevação, a espiral da morte, os peões e a sequência de passos foram todos de nível 4. Nos segmentos dos componentes do programa as suas médias ficaram fixadas em 8.85 na perícia, 8.65 nas transições/passos de ligação, 8.80 na performance/execução, 8.75 na coreografia/composição e 8.80 na interpretação.