terça-feira, 10 de novembro de 2015

Crystal Skate 2015

Crystal Skate 2015

A décima sexta edição do troféu internacional Crystal Skate 2015 realizou-se em Brasov (Roménia), entre os dias 3 e 8 de Novembro. A prova foi organizada pela Federação romena de patinagem. Disputaram-se medalhas nos escalões de iniciados, juniores e seniores.

Resultados finais

Seniores

Homens

1.º - Tomi Pulkinen (Finlândia) – 162.52pts

2.º - Dorjan Kecskes (Roménia) – 85.57pts



Senhoras

1.º - Tae-Kyung Kim (Coreia do Sul) – 111.81pts

2.º - Frances Howell (Grã-Bretanha) – 105.42pts

3.º - Michelle Callison (Grã-Bretanha) – 97.01pts

4.º - Zselyke Kenez (Roménia) – 89.25pts


Juniores

Homens

1.º - Mikhail Medunitsa (Ucrânia) – 137.90pts

2.º - Olexander Khilinichenko (Ucrânia) – 128.87pts

3.º - Ruaridh Fisher (Grã-Bretanha) – 119.96pts

4.º - Teo Guillaume (França) – 119.26pts



Senhoras

1.º - Julia Sauter (Roménia) – 103.19pts

2.º - Suzi Murray (Grã-Bretanha) – 102.54pts

3.º - Yancey Chan (Austrália) – 96.34pts

4.º - Sophie Maarouf (França) – 90.81pts

5.º - Shannon  Carrick (Grã-Bretanha) – 86.82pts

6.º - Alina Martyniuk (Ucrânia) – 84.66pts

7.º - Eve Cornet (França) – 79.42pts

8.º - Andreea Caranfil (Roménia) – 75.87pts

9.º - Ana Catana (Roménia) – 71.86pts

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

GP Skate Canada 2015 - Homens

Entre os dias 29 de Outubro e 1 de Novembro de 2015, realizou-se em Lethbrige mais uma edição do prestigiado troféu Skate Canada, correspondente ao segundo grande prémio da temporada 2015/2016. A categoria de individuais masculinos ficou marcada pelo regresso oficial de Patrick Chan à patinagem de competição depois de algum tempo de interregno, embora já tivesse participado no Open do Japão. Este regresso não lhe poderia ter corrido melhor pois venceu a medalha de ouro e colocou-se em boa posição para se qualificar para a final do grande prémio. Vamos então analisar detalhadamente a prestação do patinador canadiano no Skate Canada 2015. Chan iniciou o programa curto com uma combinação de quádruplo toe loop-triplo toe loop (15.31pts). Logo de seguida ele tentou o triplo axel (5.50pts) mas caiu na recepção pois não conseguiu fixar o patim do pé de apoio. Em resultado disso ele perdeu 3pts do valor base do elemento que foi de 8.50pts, por causa do grau de execução negativo. Devido à queda foi aplicado um ponto automático de dedução. Depois foi a vez do peão com entrada saltada que alcançou o nível 4 e lhe rendeu 3.64pts. Já na segunda metade do esquema era suposto que Chan executasse um triplo lutz mas ele acabou por realizar apenas um duplo e isso fez com o elemento fosse inválido. Dessa forma não recebeu qualquer ponto no lutz. No programa curto masculino é obrigatório que o salto isolado seja um triplo ou quádruplo. Ele terminou o programa curto com um peão de nível 3 (3.44pts), uma sequência de passos de nível 4 (5.40pts) e um peão de combinação também de nível 4 (4.14pts). Nos segmentos dos componentes do programa, Patrick Chan ficou com 8.96 na perícia, 8.82 nas transições/passos de ligação, 8.50 na performance/execução, 9.14 na coreografia/composição e 8.96 na interpretação. Algumas pessoas comentaram que Chan recebeu notas altas demais no programa curto no segmento de performance/execução referindo-se aos três juízes que lhe atribuíram a marca de 9.00 na sua escala individual, tendo em conta que Chan sofreu uma queda e falhou um elemento obrigatório. O próprio Evgeni Plushenko partilhou dessa opinião e manifestou que achava exagerado que um patinador conseguisse uma nota de 80.81pts num programa curto tendo claramente falhado em dois elementos obrigatórios. Já não é a primeira vez que há reclamações sobre as notas dos componentes recebidas por este patinador canadiano em várias competições. Chan foi segundo no programa curto.
No programa livre, Patrick Chan patinou como se nunca tivesse estado ausente da competição, com todos os elementos técnicos a serem galardoados com grau de execução positivo. A sua nota técnica de partida foi de 76.92 e ele conseguiu melhorá-la para 95.17pts. Os saltos que Chan efectuou foram os seguintes, por esta ordem: combinação de quádruplo toe loop-triplo toe loop (16.89pts), triplo axel isolado (10.64pts), triplo toe loop (5.70pts), combinação de triplo lutz-duplo toe loop (9.23pts), combinação de triplo lutz-duplo toe loop-duplo loop (11.21pts), triplo loop (6.51pts), triplo salchow (6.04pts) e triplo flip (7.23pts). A sequência de passos (6.00pts), o peão com entrada saltada (3.86pts) e o peão de combinação (4.43pts) alcançaram o nível 4. O primeiro peão foi de nível 3 e rendeu-lhe 3.73pts. Na sequência coreográfica ele ficou com 3.70pts. As suas médias nos segmentos dos componentes foram excelentes: 9.57 na perícia, 9.29 nas transições/passos de ligação, 9.61 na performance/execução, 9.50 na coreografia/composição e 9.61 na interpretação. Ele recebeu oito notas de 10.00 na escala individual de alguns dos juízes: dois na perícia, três na performance/execução, um na coreografia/composição e dois na interpretação. Metade dessas notas de 10.00 foram atribuídas pelo mesmo juiz. 
O campeão olímpico 2014 Yuzuru Hanyu cometeu dois erros graves no programa curto que acabaram por ser considerados elementos inválidos e isso colocou-o em grande desvantagem pontual, tendo sido sexto nessa fase da competição. Mesmo assim, o patinador japonês conseguiu fazer uma boa recuperação no programa livre e terminou esta competição com a medalha de prata e boas perspectivas de conseguir a qualificação para a grande final. Yuzuru Hanyu iniciou o programa curto com um excelente triplo axel (11.50pts), a que se seguiram dois peões de nível 4 (3.93pts + 4.06pts). Tudo parecia estar a correr bem até que ele transformou o salto que era suposto ser um quádruplo toe loop em apenas um duplo. Esse elemento não recebeu qualquer ponto visto ter sido considerado inválido. Foi uma violação da mesma regra que mencionei mais acima sobre o programa curto de Patrick Chan. Logo após este erro, Hanyu teve outro elemento invalidado. Tratou-se da combinação de triplo lutz-duplo toe loop. A explicação para a anulação deste elemento tem a ver com o facto do duplo toe loop ser considerado um elemento repetido devido ao salto isolado também ter sido um duplo toe loop. Em comparação com o que se passou no primeiro grande prémio da temporada, há um certo paralelo com o programa curto de Jason Brown em que o segundo salto da combinação foi considerado inválido. No entanto, a combinação de Brown no programa curto no Skate America 2015 recebeu pontos à mesma. Aqui no Skate Canada, o segundo salto da combinação de Yuzuru foi inválido e apagaram o elemento inteiro. Era conveniente que a ISU melhorasse esta regra no próximo congresso para evitar dualidade de critérios na aplicação das normas. Voltando ao programa curto de Yuzuru, ele ainda realizou uma sequência de passos de nível 3 (4.44pts) e um peão de combinação de nível 4 (4.50pts). Nos segmentos dos componentes do programa, as suas médias foram de 9.00 na perícia, 8.68 nas transições/passos de ligação, 8.79 na performance/execução, 9.21 na coreografia/composição e 9.14 na interpretação. No segmento de performance/execução houve dois juízes que se entusiasmaram um pouquinho pois marcaram o valor de 9.00 e 9.50... Com dois elementos inválidos em sete possíveis, não me parece bem. 
No programa livre, Yuzuru Hanyu demonstrou novamente o seu espírito guerreiro e demonstrou que está cheio de ambição para esta temporada. O seu plano de saltos foi o seguinte: quádruplo salchow (12.21pts), quádruplo toe loop (11.73pts), triplo flip (6.70pts), combinação de quádruplo toe loop-duplo toe loop (12.07pts), combinação de triplo axel-toe loop simples (9.93pts), combinação de triplo axel-loop simples-triplo salchow (15.74pts), triplo loop (6.31pts) e triplo lutz (4.50pts). A combinação de quadruplo toe loop-duplo toe loop tinha um valor base de 12.76pts mas perdeu 0.69 devido ao grau de execução negativo. O triplo lutz também foi punido com grau de execução negativo pois Hanyu não segurou a saída e caiu na recepção. Por causa disso foi-lhe também aplicado uma dedução automática de um ponto. A sequência de passos (4.30pts) foi de nível 3. Na sequência coreográfica ele obteve mais 3.40pts. O primeiro e o último peões foram de nível 4 (4.29pts + 4.14pts) e o segundo peão foi de nível 3 (3.03pts). As suas médias nos componentes do programa foram de 8.93 na perícia, 8.50 nas transições/passos de ligação, 8.86 na performance/execução, 9.14 na coreografia/composição e 9.04 na interpretação. 
Daisuke Murakami sabia que tinha uma concorrência de peso mas aguentou bem a pressão acabando por completar o pódio com a medalha de bronze. Ele liderou o programa curto com uma nota de 80.88pts. Os saltos que Murakami efectuou no programa curto foram o quádruplo salchow (7.19pts), um triplo axel (9.79pts) e uma combinação de triplo lutz-triplo toe loop (12.41pts). O quádruplo foi punido com grau de execução negativo e perdeu 3.31pts do valor base de 10.50pts. A sequência de passos foi de nível 2 (3.31pts). Nos peões ele totalizou 9.47pts, sendo que o primeiro e o último foram de nível 3 e o segundo foi de nível 4. Infelizmente para ele, não lhe foi possível obter muitos pontos provenientes de grau de execução. A sua nota técnica de partida foi de 42.11 e ficou-se por um total final de 42.17pts. Nos componentes, as suas médias foram de 7.96 na perícia, 7.39 nas transições/passos de ligação, 7.68 na performance/execução, 7.89 na coreografia/composição e 7.79 na interpretação. Murakami esteve bem no programa livre mas não foi o suficiente para fazer frente aos colossos Chan e Hanyu. Em termos de saltos este patinador japonês realizou um fantástico quádruplo salchow (12.50pts), uma combinação de quádruplo salchow-duplo toe loop (13.37pts), uma combinação de triplo axel-duplo toe loop (11.23pts), triplo axel isolado (9.64pts), triplo flip (6.53pts), combinação de triplo lutz-loop simples-duplo salchow (8.38pts), triplo loop (6.51pts) e triplo salchow (5.34pts). A combinação de triplo lutz-loop simples-duplo salchow foi o único elemento do esquema a ser punido com grau de execução negativo. Os dois primeiros peões foram de nível 4 (3.50pts+3.91pts) e o último peão foi de nível 2 (2.86pts). A sequência de passos (3.10pts) foi de nível 2 e a sequência coreográfica rendeu-lhe 2.50pts. Nos segmentos dos componentes, Murakami obteve 8.36 na perícia, 7.71 nas transições/passos de ligação, 8.54 na performance/execução, 8.25 na coreografia/composição e 8.14 na interpretação. 
Michal Brezina (Rep. Checa) teve um resultado modesto neste grande prémio e terminou na oitava posição, com uma pontuação final bastante longe da luta pelas medalhas. 

Videos da competição

Chan
Curto

Livre


Hanyu
Curto

Livre


Murakami
Curto

Livre

Rippon
Curto 

Livre


Nguyen
Curto

Livre

Alexander Petrov
Curto

Livre


Dolensky
Curto 

Livre

Brezina
Curto

Livre

Kim
Curto

Livre


Kawahara
Curto

Livre

Messing
Curto

Livre

Lee
Curto

Livre

Tabela com o resultado final




domingo, 8 de novembro de 2015

GP Skate Canada 2015 - Pares

O Troféu Skate Canada 2015, correspondente ao segundo grande prémio da temporada 2015/2016, realizou em Lethbrige, entre os dias 29 de Outubro e 1 de Novembro de 2015. 
Na categoria de pares, Meagan Duhamel & Eric Radford, campeões do mundo 2015, confirmaram todo o favoritismo que traziam para esta prova e venceram a competição confortavelmente, com uma pontuação total de 216.16pts. No programa curto eles obtiveram uma nota total de 72.46pts, tendo partido de uma nota técnica de 33.70 a que foram acrescentados 4.57pts provenientes de graus de execução positivos acumulados. O único elemento a sofrer penalização de grau de execução negativo foi o triplo lutz lado-a-lado, cujo valor base foi de 6.00 e de onde foi retirado 0.50. O triplo twist (7.70pts), a espiral da morte (5.80pts) e a figura de elevação (5.29pts) foram de nível 4. O peão (4.79pts) foi de nível 3 e a sequência de passos (3.39pts) foi de nível 2. O salto lançado que eles escolheram efectuar foi o triplo lutz (5.80pts). Nos componentes do prova, as médias que este par obteve foram de 8.64 na perícia, 8.39 nas transições/passos de ligação, 8.61 na performance/execução, 8.64 na coreografia/composição e 8.46 na interpretação. No programa livre, a sua nota técnica de partida foi de 33.70 e eles conseguiram melhorá-la devido a uma acumulação de 9.91pts em graus de execução positivos. No que diz respeito às figuras de elevação eles conseguiram 21.96, sendo que as duas primeiras foram do grupo 5 de dificuldade e alcançara o nível 4. A última figura de elevação foi de nível 3. A espiral da morte rendeu-lhes 4.90pts e foi de nível 4. Nos dois peões eles juntaram mais 9.79pts, sendo que ambos cumpriram os requisitos do nível 4. Os saltos lançados foram o quádruplo salchow (9.06pts) e o triplo lutz (6.30pts). O triplo twist de nível 3 deu-lhes mais 7.50pts. No que toca aos saltos lado-a-lado, o triplo lutz rendeu-lhes 6.80pts mas a combinação de triplo toe loop-toe loop simples-toe loop simples foi punida com grau de execução negativo. Meagan teve de colocar as duas mãos no gelo para se equilibrar na recepção do triplo toe loop e não conseguiu avançar para o resto do elemento correctamente. Quanto à sua nota, este par voltou a receber boas médias (8.86 na perícia, 8.64 nas transições/passos de ligação, 8.82 na performance/execução, 9.04 na performance/execução e 8.89 na interpretação). Ainda há por competir esta temporada e espero que este par consiga acrescentar um pouco mais de suavidade à patinagem de base pois o impacto e a beleza dos elementos seria muito maior. Quanto a expectativas para o futuro não será de estranhar que eles venham a tentar o quádruplo lutz lançado nas provas mais importantes. Aqui neste grande prémio foram os vencedores indiscutíveis.
Os russos Evgenia Tarasova & Vladimir Morozov conquistaram a medalha de prata com um total combinado de 191.19pts. Eles foram segundos tanto no programa curto como no livre. Este elegante par russo começou o seu programa curto com um excelente triplo twist de nível 4 (8.40pts). No salto lado-a-lado, Morozov efectuou um triplo toe loop mas Tarasova apenas fez um duplo. Assim sendo, o elemento foi cotado por baixo, ou seja, aplicou-se o valor base somente como um duplo. Foi aplicado grau de execução negativo e por isso este elemento apenas recebeu 0.90pts. O triplo loop lançado (4.70pts) também foi punido com grau de execução negativo. O peão (5.00pts) e a figura de elevação (4.93pts) foram de nível 4, a espiral da morte (5.00pts) foi de nível 3 e a sequência de passos (3.39pts) foi de nível 2. Nos segmentos dos componentes, este par conquistou 7.96 na perícia, 7.64 nas transições/passos de ligação, 7.93 na performance/execução, 8.07 na coreografia/composição e 8.00 na interpretação. No programa livre apenas um elemento foi punido com grau de execução negativo: a combinação de triplo toe loop-duplo toe loop-duplo toe loop (6.80pts) lado-a-lado. O triplo twist (8.60pts) foi sensacional e cumpriu todos os requisitos exigidos para o nível 4. A primeira e a última figuras de elevação foram também de nível 4 e a segunda foi de nível 3. Eles totalizaram 20.47pts em figuras de elevação. O salto isolado lado-a-lado foi o triplo salchow (4.60pts). Na espiral da morte de nível 3 eles amealharam mais 4.00pts. Os seus saltos lançados foram o triplo loop (5.10pts) e o triplo salchow (4.70pts). Nos peões eles obtiveram 6.88pts, sendo que o primeiro foi de nível 4 mas o último foi de nível 2. No que diz respeito à segunda nota, nos segmentos dos componentes ficaram com médias de 7.96 na perícia, 7.71 nas transições/passos de ligação, 7.89 na performance/execução, 8.14 na coreografia/composição e 7.89 na interpretação. Na parte dos segmentos dos componentes houve um juiz que destoou do restante painel e, na sua escala individual, apenas marcou 5.75 nas transições/passos de ligação e 5.75 na interpretação. Esta foi uma óbvia discrepância quanto a todo o restante painel de juízes e pareceu-me completamente despropositada. Enfim...
O par canadiano Kirsten Moore-Towers & Michael Marinaro conseguiu assegurar a medalha de bronze. No programa curto a sua nota foi de 63.17pts. Eles começaram o curto com o triplo twist de nível 2 (5.70pts) que acabou por ser o único elemento punido com grau de execução negativo. O segundo elemento técnico foi o triplo toe loop lado-a-lado que lhes rendeu 5.00pts. A figura de elevação de nível 4 deu-lhes mais 5.00pts. Depois foi a vez de um triplo loop lançado (6.00pts). O peão de par alcançou o nível 3 e permitiu-lhes somar mais 3.29pts. O penúltimo elemento foi a sequência de passos de nível 2 (3.10pts). Terminaram com a espiral da morte de nível 4 (5.80pts). Nos segmentos dos componentes do programa curto, este par ficou com 7.21 na perícia, 7.18 nas transições/passos de ligação, 7.39 na performance/execução, 7.50 na coreografia/composição e 7.32 na interpretação. O programa livre ficou marcado pelo facto deles terem abortado a primeira figura de elevação devido a um desencontro de forças. Nesse elemento não foi marcado qualquer ponto porque ele não foi efectivamente realizado. A segunda figura de elevação (7.30pts) foi de nível 3 e correu bem melhor. A terceira figura de elevação (4.93pts) alcançou o nível 4. No que toca a saltos lado-a-lado, Towers & Marinaro executaram uma combinação de triplo toe loop-duplo toe loop-duplo toe loop (7.20pts) e um triplo salchow (4.10pts) que acabou por ser ligeiramente punido com grau de execução negativo. Os seus saltos lançados foram o triplo loop (5.00pts) e o triplo salchow (4.50pts). O peão com entrada saltada (4.07pts) foi de nível 4 e o segundo peão (3.57pts) foi de nivel 3. O triplo twist (5.30pts) foi meramente de nível 1. Na espiral da morte eles conquistaram o nível 4 e mais 4.60pts. As suas médias nos segmentos do programa foram de 7.32 na perícia, 7.14 nas transições/passos de ligação, 7.29 na performance/execução, 7.46 na coreografia/composição e 7.36 na interpretação. Analisando a escala individual de cada juiz, deu para perceber que o painel não esteve de completamente de acordo quanto a este par mas as pontuações na casa dos 7.00/7.25/7.50/7.75 acabaram por ser dominantes. 
Valentina Marchei & Ondrej Hotarek (Itália) acabaram por desistir após o programa curto. Consta que, na sessão de treinos que decorreu um dia antes da competição se iniciar, Hotarek caiu para trás durante um twist e que bateu com a cabeça no gelo. Ele ainda tentou competir no programa curto mas estava um pouco desorientado e a equipa achou por bem que mais valia desistir e não arriscar a saúde do atleta. Na minha modesta opinião, ele não devia ter sequer competido no programa curto. Foi muito arriscado. Já na temporada passada tivemos um exemplo com Yuzuru Hanyu e Han Yan e mais vale prevenir do que remediar...
Bazarova & Deputat da Rússia foram brindados com uma nota de 4.50 por parte de um juiz na sua escala individual no segmento de interpretação no programa curto, quando os outros juízes optaram por notas entre 6.00 e 7.25. Este foi mais um exemplo de um juiz em clara dissonância do resto do painel e a marcar certos atletas muito em baixa (podem ver os restantes posts aqui no blogue sobre o Skate Canada 2015 sobre os outros casos). Este par ainda tem um longo caminho a percorrer e acima de tudo tem de melhorar nos saltos lado-a-lado sob pena de não voltarem a ser considerados como opção pela federação russa. 


Videos da competição

Duhamel & Radford
Curto

Livre

Tarasova & Morozov
Curto

Livre


Moore-Towers & Marinaro
Curto

Livre


Castelli & Tran
Curto

Livre


Bazarova & Deputat
Curto

Livre


Ziegler & Kiefer
Curto

Livre

Grenier & Deschamps
Curto

Livre


Marchei & Hotarek 
Curto


Tabela com o resultado final




sábado, 7 de novembro de 2015

GP Skate Canada 2015 - Dança

O segundo grande prémio da temporada 2015/2016 foi o troféu Skate Canada que decorreu em Lethbrige, entre os dias 29 de Outubro e 1 de Novembro. 
A categoria de dança não teve oscilações de lugares entre a curta e a livre e foi dominada pelo par da casa Weaver & Poje. 
Kaitlyn Weaver & Andrew Poje deslumbraram tanto na dança curta como na dança livre graças às boas coreografias e interpretação. A sua nota final foi de 173.79pts e todos os elementos técnicos de ambos os programas beneficiaram de grau de execução positivo. Na dança curta eles conseguiram o nível 4 nos twizzles, sendo os restantes elementos de nível 3. As suas médias nos componentes balizaram-se entre 8.75 e 9.71. Na dança livre, as suas médias nos componentes foram melhores e situaram-se entre 8.83 e 9.21. Tecnicamente este par esteve bem e melhorou a nota de partida de 40.00 para 51.28 pontos. As duas sequências de passos foram de nível 3 tal como a figura de elevação em rotação. Os outros elementos foram de nível 4. Na minha opinião, esta dança livre assenta-lhes muito melhor do que a que eles tinham na temporada passada. Eles também introduziram algumas diferenças nas figuras de elevação quando comparadas com os programas das duas últimas temporadas. Eu fiquei com a percepção de que este par evoluiu e isso é bom sinal. 
Maia e Alex Shibutani estiveram bastante bem e conquistaram uma nota total de 168.36pts. Eles deram nas vistas pelos excelentes twizzles quer na dança curta como na livre, que em ambas as ocasiões foram de nível 4 e conseguiram graus de execução de +2 e +3. Os twizzles deste par foram um dos momentos mais altos de toda esta disciplina. Na dança curta, para além dos twizzles (8.10pts), também a primeira sequência obrigatória de valsa Ravensburger (5.70pts) e a figura de elevação (5.70pts) foram de nível 4. A sequência de passos (8.57pts) foi de nível 3. No entanto, a segunda sequência obrigatória de valsa Ravensburger (4.50pts) foi meramente de nível 2. Nos componentes as suas notas foram de 8.25 na perícia, 8.08 nos passos de ligação/movimento, 8.46 na performance, 8.54 na coreografia e 8.46 na interpretação/timing. Quanto à dança livre há que dar os parabéns ao coreógrafo Peter Tchernyshev pois ele conseguiu dar um toque extra à qualidade dos irmãos Shibutani e facultar-lhes material em que eles possam explorar outras formas de interpretação. Gostei bastante desta dança livre. As notas nos segmentos da dança livre foram de 8.38 na perícia, 8.13 nos passos de ligação/movimento, 8.67 na performance, 8.63 na coreografia e 8.58 na interpretação/timing. No que diz respeito aos elementos técnicos as duas sequências de passos foram classificadas de nível 3 e tudo o resto foi de nível 4. 
Ekaterina Bobrova & Dmitri Soloviev estão de regresso aos grandes palcos da competição internacional depois de uma ausência forçada por lesão. Os programas são bons e eles ficaram contentes por terem conseguido uma medalha. A prestação técnica na dança curta foi sólida mas eles terão de melhorar em termos de execução para potenciar a nota de partida. Os twizzles (7.70pts) e a primeira sequência obrigatória de valsa Ravensburger (5.60pts) foram classificados de nível 4. A segunda sequência obrigatória de valsa Ravensburger (4.60pts), a figura de elevação em rotação (5.30pts) e a sequência de passos (8.38pts) foram de nível 3. Nos componentes este par russo obteve 8.29 na perícia, 7.96 nos passos de ligação/movimento, 8.38 na performance, 8.38 na coreografia e 8.00 na interpretação/timing. Houve um juiz que na sua escala individual destoou de todos os outros membros do painel e apenas atribuiu 6.50 e 6.75 nos segmentos de passos de ligação/movimento e interpretação/timing respectivamente. Na dança livre, que foi patinada com o tema de "Anna Karenina", Bobrova & Soloviev voltaram a estar bem mas penso que ainda se nota que têm falta de ritmo competitivo. Em termos de execução dos elementos as coisas correram melhor do que na dança curta e na livre conseguiram melhorar a nota técnica de partida de 39.00 para 47.28pts. Todas as figuras de elevação chegaram ao nível 4 e permitiram-lhes amealhar 16.70pts. Os twizzles (7.60pts) e o peão (6.30pts) também foram de nível 4. A sequência de passos em circular (8.38pts) foi de nível 3 enquanto que a sequência de passos na diagonal (6.70pts) foi de nível 2. Foi-lhes aplicado um ponto de dedução por terem ultrapassado o tempo limite permitido numa das figuras de elevação. Em termos de componentes, este par ficou com 8.42 na perícia, 8.04 nos passos de ligação/movimento, 8.42 na performance, 8.58 na coreografia/composição e 8.58 na interpretação/timing. Desta vez voltou a haver um juiz a destoar de todo o painel ao só atribuir 6.50 no segmento de passos de ligação/movimento. 
Os italianos Guignard & Fabbri foram a boa surpresa desta competição com duas prestações muito bem conseguidas em termos técnicos. Monko & Khaliavin tiveram um pouco de azar na dança curta no que respeita aos níveis das duas sequências obrigatórias de valsa Ravensburger. No geral estiveram bem e têm margem de manobra para melhorar ao longo da temporada. Chamo a atenção para o facto de ter havido um juiz que apenas atribuiu a nota de 5.00 no segmento de passos de ligação/movimento na dança livre de Monko & Khaliavin, numa clara discrepância quanto aos outros membros do painel. É que este tipo de situações só levam a que se levantem suspeitas... por que é que só houve um juiz ou dois a marcar em baixa em segmentos dos componentes em clara discrepância com o restante painel? E por "coincidência" isso foi direccionado quanto a patinadores russos... Podem ver o post sobre a categoria de senhoras no Skate Canada 2015 para ler o que se passou quanto a Elizaveta Tuktamysheva...
Está na hora de acabar com o anonimato dos juízes. Os patinadores e os fãs têm o direito de saber quem foram os juízes que marcaram a nota x ou y. 

Videos da competição

Weaver & Poje
Curto

Livre

Shibutani & Shibutani
Curto
Livre

Bobrova & Soloviev
Curto
Livre

Guignard & Fabbri
Curto

Livre


Monko & Khaliavin
Curto

Livre

Paul & Islam
Curto

Livre


Fournier-Beaudry & Sorensen
Curto

Livre

Paradis & Ouellette
Curto

Livre


Tabela do resultado final





quinta-feira, 5 de novembro de 2015

GP Skate Canada 2015 - Senhoras

Entre 29 de Outubro e 1 de Novembro de 2015 realizou-se o Troféu Skate Canada em Lethbrige. Esta competição corresponde ao segundo grande prémio da temporada 2015/2016. 
Elizaveta Tuktamysheva, actual campeã mundial, era a grande cabeça de cartaz e a favorita à vitória final. Só que ela teve de contentar-se com a medalha de prata. O programa curto foi o seu calcanhar de Aquiles. Tuktamysheva iniciou o programa com um bom duplo axel (4.30pts) mas transformou o triplo lutz previsto em apenas um duplo. Isso fez com que o lutz não contasse pois é um elemento inválido. O salto isolado no programa curto tem de ser um triplo. Ao ser considerado inválido, esse elemento não rendeu qualquer ponto. A combinação de triplo toe loop-triplo toe loop (7.86pts) foi colocada na segunda metade do programa mas ela teve problemas em segurar a saída dos dois saltos e, como tal, os juízes tiveram que aplicar grau de execução negativo. Os dois primeiros peões foram de nível 3 e o peão de combinação foi de nível 4. A sequência de passos foi de nível 2. Como é natural, esta prestação uns furos abaixo do que é expectável em Tuktamysheva reflectiu-se nas médias dos segmentos dos componentes que foram de 8.00 na perícia, 7.32 nas transições/passos de ligação, 7.57 na performance/execução, 7.96 na coreografia/composição e 7.96 na interpretação. Não posso deixar de referir que foi lamentável saber que houve um juiz que aproveitou para marcar Tuktamysheva com apenas 5.75 nos segmentos de coreografia/composição e interpretação. Leram bem 5.75! E querem saber ainda mais? No programa livre houve um juiz que atribuiu o mesmo tipo de pontuação a esta patinadora. Muito possivelmente foi exactamente o mesmo juiz pois o painel foi igual para o curto e para o livre. No livre, esse tal juiz atribuiu-lhe 6.75 na perícia, 5.75 nas transições/passos de ligação, 6.00 na performance/execução, 6.50 na coreografia/composição e 5.50 na interpretação. Eu penso que este juiz devia ser chamado a explicar o porquê destas notas... Enfim... As médias finais com que Elizaveta ficou nos segmentos do programa livre foram de 8.21 na perícia, 7.46 nas transições/passos de ligação, 8.25 na performance/execução, 8.25 na coreografia/composição e 8.32 na interpretação. A patinadora teve uma boa reacção no programa livre, tendo ficado em primeiro lugar nessa parte da competição. O único elemento técnico com grau de execução negativo no livre foi o triplo axel (6.21pts) logo no início. Os outros saltos foram a combinação de triplo lutz-duplo toe loop-duplo loop (9.90pts), triplo flip (6.10pts), combinação de triplo toe loop-triplo toe loop (10.56pts), triplo lutz (6.90pts), sequência de triplo salchow-duplo axel (7.58pts) e duplo axel (4.34pts). Todos os peões foram de nível 4 mas a sequência de passos foi de nível 2. Com esta medalha de prata, Tuktamysheva ainda tem possibilidade de sonhar com um lugar na grande final do circuito do grande prémio em Dezembro. 
Ashley Wagner dos Estados ficou em primeiro lugar no programa curto e foi segunda no programa livre. No programa curto, Wagner conseguiu obter grau de execução positivo em todos os elementos técnicos, sendo que todos os peões foram de nível 4 e a sequência de passos foi de nível 3. Os seus saltos foram uma combinação de triplo flip-triplo toe loop (10.80pts), duplo axel (3.99pts) e triplo loop (6.71pts). As suas médias nos segmentos dos componentes foram de 8.21 na perícia, 8.07 nas transições/passos de ligação, 8.57 na performance/execução, 8.54 na coreografia/composição e 8.68 na interpretação. Wagner brilhou mesmo no programa curto com uma boa coreografia e uma boa interpretação. O seu estilo forte mas ao mesmo tempo feminino resulta muito bem pois ela demonstra maturidade na sua apresentação. Este programa curto foi um bom exemplo disso. No programa livre, Wagner cometeu alguns erros técnicos apesar de no geral a prestação ter sido boa. Os elementos com grau de execução negativo foram a combinação de triplo flip-triplo toe loop (8.10pts) e a combinação de triplo loop-loop simples-triplo salchow (8.46pts). Em ambos os casos o problema foi igual: a terceira rotação do último salto da combinação não foi efectivamente completa. O triplo lutz no final do esquema não teve a entrada claramente definida mas acabou por receber grau de execução positivo de qualquer maneira. Os outros elementos de salto que Wagner apresentou foram o duplo axel (3.80pts), combinação de duplo axel-duplo toe loop (4.89pts), triplo flip (6.23pts) e triplo loop (6.51pts). A sequência de passos e todos os peões foram classificados de nível 3. A sequência coreográfica foi muito boa e rendeu-lhe 3.50pts muito à custa do bom grau de execução que recebeu. Nos segmentos dos componentes do programa livre, Wagner ficou com 8.54 na perícia, 8.32 nas transições/passos de ligação, 8.71 na performance/execução, 8.68 na coreografia/composição e 8.79 na interpretação. No painel de juízes houve quatro juízes que, na sua escala individual, lhe atribuiram a nota de 9.00 no segmento de interpretação.
Yuka Nagai surpreendeu toda a gente ao conseguir assegurar a medalha de bronze. A jovem japonesa, que está a fazer a transição do escalão júnior para o escalão sénior, foi segunda no programa curto mas no programa livre acusou um pouco a pressão e ficou em sétimo lugar parcial. Ela começou o programa curto com sucesso ao realizar uma combinação de triplo lutz-triplo toe loop (10.90pts), tendo colocado o triplo loop (5.21pts) e o duplo axel (4.13pts) na segunda metade do esquema. O triplo loop foi o único elemento deste programa a ter sido punido com grau de execução negativo. O peão com entrada saltada foi de nível 3 e os restantes elementos foram de nível 4. Os seus componentes foram mais modestos do que os de outras patinadoras nesta prova mas ela deixou boas referências para o futuro. O talento está lá. As suas médias ficaram-se por 7.04 na perícia, 6.50 nas transições/passos de ligação, 6.82 na performance/execução, 7.04 na coreografia/composição e 7.04 na interpretação. No programa livre notou-se que ela estava nervosa e que acusou um pouco a pressão de estar na luta pela conquista de uma medalha num grande palco internacional e com adversárias de peso. Dos sete elementos de saltos constantes no programa, quatro deles foram punidos com grau de execução negativo. Foi o que ocorreu no triplo flip (3.30pts), combinação de triplo lutz-duplo toe loop-duplo loop (7.33pts), combinação de duplo axel-triplo toe loop (7.26pts) e triplo salchow (2.81pts). Nagai também cometeu um erro no loop isolado que era suposto ter sido um triplo mas ela apenas fez um salto simples (0.50pts). A combinação de triplo lutz-triplo loop (11.60pts) e o duplo axel isolado (3.92pts) correram bem. Nos componentes, Nagai recebeu médias de 7.39 na perícia, 6.82 nas transições/passos de ligação, 7.07 na performance/execução, 7.11 na coreografia/composição e 7.04 na interpretação. Olhando para a escala individual de cada juiz, houve um deles que apenas marcou 4.75 no segmento de transições/passos de ligação, 5.50 na coreografia/composição e 5.75 na interpretação. 
Kanako Murakami foi terceira no programa curto mas no livre foi apenas sexta, tendo ficado a 1.33pts da medalha de bronze. 
Kaetlyn Osmond esteve infeliz nesta prova tendo caído sete vezes (duas no programa curto e cinco no livre). Esta atleta é super talentosa mas infelizmente as coisas não resultaram desta vez. 

Resultado final



Videos

Wagner
Curto
Livre

Tuktamysheva
Curto
Livre

Nagai 
Curto
Livre

Murakami
Curto
Livre

Daleman
Curto
Livre

Edmunds
Curto
Livre

Tursynbaeva
Curto
Livre

Leonova
Curto
Livre

Helgesson
Curto
Livre

Mallet
Curto
Livre

Osmond
Curto
Livre

Olsson
Curto
Livre




segunda-feira, 2 de novembro de 2015

GP Skate America 2015 - Homens

A categoria de individuais masculinos revelou resultados surpreendentes no Troféu Skate America 2015, que decorreu em Milwaukee (Estados Unidos) entre os dias 22 e 25 de Outubro. 
Max Aaron deixou a concorrência para trás e conquistou a medalha de ouro depois de ter sido primeiro no programa curto e segundo no programa livre. O atleta dos Estados Unidos obteve uma nota de 86.67pts no programa curto, tendo executado com sucesso uma combinação de quádruplo salchow-triplo toe loop (15.66pts), um triplo axel (10.50pts) e um triplo lutz (7.50pts). Quanto aos restantes elementos, a sequência de passos, o primeiro e o último peão foram de nível 3 enquanto que o peão com entrada saltada foi de nível 4. Todos os elementos técnicos beneficiaram de grau de execução positivo. Apesar de Max Aaron não ser propriamente um artista, as suas médias nos segmentos dos componentes foram semelhantes: 7.96 na perícia, 7.36 nas transições/passos de ligação, 7.93 na performance/execução, 7.71 na coreografia/composição e 7.75 na interpretação. No programa livre, Aaron voltou a ser consistente na apresentação dos elementos técnicos, sendo que apenas o duplo axel, mesmo no final do esquema, foi punido com grau de execução negativo. O seu plano de saltos foi o seguinte: combinação de quádruplo salchow-duplo toe loop (12.80pts), combinação de triplo axel-duplo toe loop (11.09pts), triplo loop (5.90pts), quádruplo salchow (13.26pts), triplo axel (10.64pts), combinação de triplo lutz-loop simples-triplo salchow (12.79pts), triplo toe loop (5.43pts) e o duplo axel (2.63pts). Todos os peões e a sequência de passos foram de nível 3. Nos componentes, Aaron obteve 8.36 na perícia, 7.61 nas transições/passos de ligação, 8.46 na performance/execução, 8.11 na coreografia/composição e 8.11 na interpretação. Eu gosto deste simpático atleta mas convenhamos que 8.11 na coreografia/composição/interpretação é um exagero perante o programa que ele apresentou. É que o programa praticamente não tem coreografia nem sequer interpretação. No entanto, apenas um juiz teve coragem de lhe atribuir a nota de 6.00 na coreografia/composição e 7.00 na interpretação... 
O japonês Shoma Uno caiu na execução do quádruplo toe loop (7.33pts) no programa curto e isso atirou-o para o quarto lugar temporário. A queda nesse quádruplo custou-lhe a retirada de 4 pontos do valor base do elemento e também uma dedução automática de um ponto. No triplo axel (10.21pts) e na combinação de tripo flip-triplo toe loop (10.96pts) ele conseguiu obter grau de execução positivo. Os peões foram todos de nível 4 e a sequência de passos foi de nível 3. Na nota dos componentes, as suas médias nos segmentos foram de 7.96 na perícia, 7.43 nas transições/passos de ligação, 7.68 na performance/execução, 7.79 na coreografia/composição e 7.64 na interpretação. Uno venceu o programa livre e conseguiu subir na tabela final, terminando com a medalha de prata. O livre não foi isento de algumas imperfeições mas foi bastante ambicioso. Os três elementos iniciais foram um quadruplo toe loop (9.27pts), um triplo axel (10.07pts) e uma combinação de triplo axel-triplo toe loop (11.94pts). Quer o primeiro quádruplo como o triplo axel isolado foram penalizados com grau de execução negativo. Na segunda metade do programa Uno efectuou um triplo loop (6.41pts), um triplo salchow (5.34pts), uma combinação de quádruplo toe loop-duplo toe loop (14.62pts), um triplo lutz (7.10pts) e uma invulgar combinação de duplo axel-loop simple-triplo flip (10.41pts). Todos os peões alcançaram o nível 4. No entanto, a sequência de passos foi o elo mais fraco sendo apenas suficiente para preencher os critérios definidos nas regras para o nível 2. Na segunda nota, Uno obteve como médias os valores de 8.43 na perícia, 8.11 nas transições/passos de ligação, 8.61 na performance/execução, 8.39 na coreografia/composição e 8.61 na interpretação. Faltou apenas 1.52 pts para que Uno tivesse podido conquistar a medalha de ouro. 
Jason Brown começou a sua participação neste grande prémio com o pé esquerdo ao ter ficado em oitavo lugar no programa curto. Esse mau começo deveu-se à falta de um salto quádruplo e a erros cometidos na combinação e no triplo lutz. Ele começou com um triplo axel (9.50pts) que conquistou grau de execução positivo. Quanto à combinação era suposto Brown ter apresentado um triplo flip com triplo toe loop mas acabou por colocar apenas um toe loop simples a seguir ao triplo flip. Aqui a decisão da arbitragem deixou-me um pouco intrigada. O elemento de combinação foi marcado como inválido mas recebeu 3.20pts à mesma, apesar do grau de execução negativo. É suposto que a combinação tenha um salto triplo em primeiro lugar e ser logo seguido com um outro triplo ou duplo. Ora quando um elemento é marcado como inválido é suposto ser como se não existisse. Se lerem a postagem sobre a disciplina de pares no Skate America 2015 vão ver que aí também houve elementos considerados inválidos ou dados como inexistentes e, claro está, que não foi atribuído qualquer ponto. A única explicação viável que encontrei é de que só foi pontuado o primeiro salto e que o toe loop simples não contou. Ou seja, os árbitros apenas marcaram como inválido o toe loop simples e não todo o elemento no seu conjunto. A ser o caso, parece-me uma regra e um critério um pouco polémicos que deviam ser clarificados no futuro. De resto, a sequência de passos e todos os peões alcançaram o nível 4. Nos componentes, as suas médias foram as seguintes: 8.39 na perícia, 8.25 nas transições/passos de ligação, 8.43 na performance/execução, 8.43 na coreografia/composição e 8.57 na interpretação. Jason Brown conseguiu assegurar a medalha de bronze graças à recuperação que teve no programa livre, onde foi terceiro. Os saltos que beneficiaram de grau de execução positivo foram a combinação de triplo axel-duplo toe loop (10.23pts), triplo lutz (7.00pts), duplo axel (3.92pts), triplo loop (6.11pts) e combinação de triplo lutz-loop simples-triplo salchow (12.39pts). O quádruplo toe loop (4.00pts), o triplo axel isolado (2.13pts) e a combinação de triplo flip-triplo toe loop (8.43pts) foram punidos com grau de execução negativo. Além disso, foi-lhe aplicado automaticamente um ponto de dedução devido a queda na recepção do quádruplo toe loop. A sequência de passos e os dois primeiros peões foram de nível 4. O peão de combinação no final foi de nível 3. As suas médias nos segmentos dos componentes foram de 8.36 na perícia, 8.54 nas transições/passos de ligação, 8.43 na performance/execução, 8.71 na coreografia/composição e 8.64 na interpretação. Mesmo com erros técnicos, Jason Brown é sempre um patinador que consegue cativar o público e a sua capacidade de interpretação e qualidade base de patinagem são deslumbrantes.
Denis Ten do Cazaquistão foi a grande desilusão do evento. No programa curto ele foi sexto classificado após ter cometido erros no quádruplo toe loop (6.30pts), na combinação de triplo lutz-triplo toe loop (9.30pts) e no peão de combinação de nível 2. Devido à queda na recepção do quádruplo toe loop foi-lhe aplicado um ponto automático de dedução. A combinação também foi penalizada com grau de execução negativo porque a última rotação do toe loop não foi efectivamente completa. No peão de combinação, Ten não conseguiu fixar imediatamente a posição de entrada para poder efectuar as rotações sobre o pé de apoio e para se equilibrar ainda teve de colocar as duas mãos no chão. Nos segmentos dos componentes ele recebeu 8.46 na perícia, 8.11 nas transições/passos de ligação, 8.25 na performance/execução, 8.46 na coreografia/composição e 8.50 na interpretação. No programa livre, Ten sofreu três quedas (quádruplo toe loop isolado, quádruplo toe loop que era suposto ter sido colocado em combinação e no triplo axel). Outros erros cometidos por este patinador ocorreram no axel simples que era suposto ser triplo, no duplo lutz que era suposto ser triplo, no triplo loop porque a recepção foi desequilibrada e no duplo axel devido à entrada e à recepção. Todos esses elementos foram punidos com grau de execução negativo. O triplo flip foi o único salto com grau de execução positivo. O primeiro peão e o peão de combinação foram de nível 4. O peão com entrada saltada foi de nível 2 e a sequência de passos foi de nível 3. Nos componentes Ten obteve as médias de 8.04 na perícia, 7.68 nas transições/passos de ligação, 7.21 na performance/execução, 8.04 na coreografia/composição e 7.89 na interpretação. 
Han Yan da China e Konstantin Menshov da Rússia foram segundo e terceiro no programa curto respectivamente mas no livre foram quinto e sexto classificados. Han ficou a 2.44pts da medalha de bronze. Takahito Mura esteve longe da sua melhor forma e cometeu vários erros técnicos que o afastaram completamente da luta pelas medalhas. Florent Amodio continua uma sombra de si próprio e voltou a ficar mal classificado numa prova do grande prémio.



RESULTADO FINAL 

VIDEOS

Aaron
Curto
Livre

Uno
Curto
Livre

Brown
Curto
Livre

Yan
Curto
Livre

Menshov
Curto
Livre

Pitkeev
Curto
Livre

Miner
Curto
Livre

Kerry
Curto
Livre

Ten
Curto
Livre

Mura
Curto
Livre

Amodio
Curto
Livre

Bychenko
Curto
Livre