O par Ksenia Stolbova & Fedor Klimov foi impedido de treinar normalmente durante várias semanas. Klimov sofreu uma lesão no nervo raquidiano e não tem podido treinar as figuras de elevação nem o twist. Eles tiveram de desistir da participação nos campeonatos da Europa 2016 por causa disso. Apenas no final do mês de Fevereiro é que foi possível a este par retomar o regime normal de treinos. No entanto, ainda não é certo que Stolbova & Klimov irão conseguir competir nos mundiais 2016. Kristina Astakhova & Alexei Rogonov não foram inicialmente escalados para a selecção nacional russa para os mundiais 2016. No entanto, o seu treinador Artur Dmitriev confirmou à imprensa que Astakhova & Rogonov continuam a treinar para a eventualidade de terem de substituir Stolbova & Klimov nos mundiais.
Fedor Klimov & Ksenia Stolbova
Recentemente, o promissor jovem Adian Pitkeev mudou de treinadora. Ele estava a ser treinado por Eteri Tutberidze mas agora mudou-se para o clube CSKA de Moscovo. A sua nova treinadora é Elena Buyanova que também é responsável por Maxim Kovtun e Adelina Sotnikova. Quanto a Sergei Voronov, ele tem estado a recuperar de uma pequena lesão no tendão de Aquiles. Pelos fóruns russos correm os rumores que ele também deixou o grupo de Eteri Tutberidze. No entanto, esta informação ainda não foi oficialmente confirmada.
A décima e última etapa do circuito ISU Challenger Series da temporada 2015/2016 decorreu em Zagreb (Croácia), entre os dias 16 e 21 de Dezembro de 2015. CATEGORIA DE SENHORAS
Elizaveta Tuktamysheva, campeã mundial 2015, venceu mais um troféu nesta temporada 2015/2016. Ela liderou esta prova do início ao fim. No programa curto a sua nota foi de 69.48pts. No que diz respeito a saltos, Elizaveta efectuou um triplo axel (punido com grau de execução negativo), um triplo lutz e uma combinação de triplo toe loop-duplo toe loop (na segunda metade do esquema). Quanto aos peões, apenas o primeiro alcançou a classificação de nível 4. O peão layback, o peão de combinação e a sequência de passos foram de nível 3. As suas médias nos segmentos dos componentes fixaram-se em 8.40 na perícia, 8.00 nas transições/passos de ligação, 8.40 na performance/execução, 8.20 na coreografia/composição e 8.35 na interpretação. No programa livre esta patinadora conseguiu uma nota de 131.85pts. Os saltos que ela realizou foram o triplo axel, combinação de triplo lutz-duplo toe loop-duplo loop, triplo flip (punido com grau de execução negativo), combinação de triplo toe loop-duplo toe loop, triplo lutz, sequência de triplo salchow-duplo axel e duplo axel isolado. O peão layback foi de nível 2, a sequência de passos foi de nível 3, o peão em baixo e o peão de combinação foram de nível 4. As suas médias nos segmentos dos component.es foram de 8.45 na perícia, 8.00 nas transições/passos de ligação, 8.15 na performance/execução, 8.20 na coreografia/composição e 8.35 na interpretação. Adelina Sotnikova, campeã olímpica 2014, terminou na sexta posição final, muito longe das medalhas, mas trilhando o caminho de volta à patinagem de competição, depois de uma longa paragem forçada devido a uma lesão. Sotnikova obteve uma nota de 54.43pts no programa curto onde foi sétima. A combinação de triplo toe loop-triplo toe loop foi punida com grau de execução negativo visto que a rotação final do segundo triplo não foi efectivamente completa. Como salto isolado, ela tinha planeado apresentar um triplo flip mas apenas fez um salto simples. Isso fez com que ela não recebesse qualquer ponto nesse elemento. As regras em vigor não permitem que o salto isolado no curto seja um salto simples. Ela não teve problemas no duplo axel. A sequência de passos e dois dos peões foram de nível 3 e o último peão foi de nível 4. Nos componentes, as suas médias foram de 7.95 na perícia, 7.30 nas transições/passos de ligação, 7.65 na performance/execução, 7.70 na coreografia/composição e 7.90 na interpretação. No programa livre, Adelina viveu um pequeno pesadelo com seis dos sete elementos de saltos a serem punidos com grau de execução negativo, sendo que ela também caiu uma vez. Apenas o triplo flip obteve grau de execução positivo. Os peões foram todos de nível 4 e a sequência de passos foi de nível 3. Nos segmentos dos componentes, ela ficou com 7.75 na perícia, 7.40 nas transições/passos de ligação, 7.70 na performance/execução, 7.75 na coreografia/composição e 7.90 na interpretação. Com tantos erros nos saltos, eu teria penalizado esta patinadora na performance/execução. Alena Leonova, vice-campeã mundial em 2012, deu boas indicações de poder lutar por uma medalha mas acabou por ter de se contentar com o quarto lugar final. No programa curto ela foi segunda classificada com uma nota de 58.86pts. O programa começou mal para esta patinadora pois ela caiu na recepção da combinação de triplo toe loop-triplo toe loop (punida com grau de execução negativo e um ponto automático de dedução). O duplo axel e o triplo flip beneficiaram de grau de execução positivo. A sequência de passos, o primeiro peão e o peão layback obtiveram o nível 3 enquanto que o peão de combinação foi de nível 4. O peão layback também foi punido com ligeiro grau de execução negativo. Nos segmentos dos componentes do programa as suas médias fixaram-se em 7.65 na perícia, 7.45 nas transições/passos de ligação, 7.50 na performance/execução, 7.60 na coreografia/composição e 7.85 na interpretação. Já no programa livre as coisas complicaram-se, sendo que Leonova ficou em quarto lugar com uma nota de 114.38pts. Dos sete elementos de salto previstos para o esquema, cinco foram penalizados com grau de execução negativo e outro ficou meramente com o valor base (grau zero). Além disso, ela sofreu uma queda na recepção do triplo flip. Apenas o peão de combinação foi de nível 4. Os restantes peões e a sequência de passos foram de nível 3. As suas médias nos segmentos do programa foram de 7.85 na perícia, 7.50 nas transições/passos de ligação, 7.80 na performance/execução, 7.80 na coreografia/composição e 7.95 na interpretação. Elizabet Tursynbaeva levou para casa a medalha de prata. A jovem patinadora do Cazaquistão conseguiu o terceiro lugar no programa curto com uma nota de 56.88pts. No que diz respeito a saltos, a combinação de triplo lutz-triplo toe loop e o duplo axel correram bem. No entanto, ela caiu no triplo flip, fazendo com que o elemento fosse punido com grau de execução negativo. A sequência de passos foi de nível 3 e os peões foram todos de nível 4. Nos segmentos dos componentes, Elizabet obteve 6.30 na perícia, 6.05 nas transições/passos de ligação, 6.35 na performance/execução, 6.30 na coreografia/composição e 6.45 na interpretação. Ela foi segunda classificada no programa livre com uma nota de 119.45pts. O triplo lutz, a combinação de triplo lutz-duplo toe loop-duplo loop e o duplo axel isolado foram punidos com grau de execução negativo. Ela também realizou um triplo flip, uma combinação de triplo salchow-triplo toe loop, um triplo loop e uma combinação de duplo axel-triplo toe loop. A sequência de passos foi de nível 3 e os peões foram todos de nível 4. Nos segmentos dos componentes as suas médias foram de 7.10 na perícia, 6.80 nas transições/passos de ligação, 7.15 na performance/execução, 7.00 na coreografia/composição e 7.05 na interpretação. A júnior Karen Chen fechou o pódio com a medalha de bronze. Ela foi quarta no programa curto com uma nota de 56.82pts. Ela cometeu erros em todos os saltos. A combinação de triplo lutz-triplo toe loop e o triplo loop foram punidos com grau de execução negativo. O axel foi inválido pois a patinadora cumpriu apenas uma volta, sendo que as regras ditam que no programa curto o axel tem de ser pelo menos um duplo. O primeiro peão e a sequência de passos foram de nível 3. O peão layback e o peão de combinação foram de nível 4. Nos segmentos dos componentes as suas médias fixaram-se em 7.60 na perícia, 7.15 nas transições/passos de ligação, 7.30 na performance/execução, 7.30 na coreografia/composição e 7.60 na interpretação. No programa livre, Chen foi terceira com a nota de 118.53pts. A combinação de triplo lutz-triplo toe loop, o triplo flip e o triplo lutz isolado foram punidos com grau de execução negativo. Na combinação de duplo axel-loop simples-triplo salchow, o triplo loop, o duplo axel e a combinação de triplo salchow-duplo toe loop ela obteve grau de execução positivo. Os peões foram de nível 4 e a sequência de passos foi de nível 3. As suas médias nos segmentos dos componentes do programa foram de 7.35 na perícia, 7.10 nas transições/passos de ligação, 7.45 na performance/execução, 7.35 na coreografia/composição e 7.45 na interpretação. CATEGORIA DE PARES
O par russo Tarasova & Morozov começou esta competição com o pé direito ao liderar o programa curto com uma nota de 73.06pts, com elementos de boa qualidade. Os elementos que este par apresentou no curto foram os seguintes: triplo twist de nível 4, triplo toe loop lado-a-lado, triplo loop lançado, espiral da morte de nível 3, peão de nível 4, figura de elevação do grupo 4 de dificuldade com o nível 4 e sequência de passos de nível 4. Nos segmentos dos componentes do programa este par ficou com 8.00 na perícia, 7.80 nas transições/passos de ligação, 7.15 na performance/execução, 7.90 na coreografia/composição e 8.25 na interpretação. Astakhova & Rogonov foram segundos classificados no programa curto com uma nota de 65.06pts. O triplo salchow lado-a-lado foi punido com grau de execução negativo mas os restantes elementos correram bem. Os seus outros elementos foram estes: triplo twist de nível 2, triplo lutz lançado, peão de nível 4, figura de elevação do grupo 4 de dificuldade com o nível 4, espiral da morte de nível 4 e sequência de passos de nível 4. Nos componentes eles ficaram com 7.05 na perícia, 6.85 nas transições/passos de ligação, 7.10 na performance/execução, 7.25 na coreografia/composição e 7.15 na interpretação. Os estado-unidenses Kayne & O'Shea foram apenas sextos classificados no programa curto com uma nota de 55.58pts. O triplo twist de nível 3 e a espiral da morte de nível 1 foram punidos com grau de execução negativo. Como salto lado-a-lado eles queriam efectuar um triplo salchow mas apenas foi contabilizada uma volta, pelo que o elemento foi considerado inválido por violação das regras. É que no programa curto, o salto lado-a-lado terá de ser no mínimo um duplo. O triplo flip lançado, o peão de nível 3, a sequência de passos de nível 4 e a figura de elevação do grupo 4 de dificuldade de nível 4 obtiveram grau de execução positivo. Nos segmentos dos componentes, as suas médias foram consistentes e fixaram-se em 6.65 na perícia, 6.65 nas transições/passos de ligação, 6.75 na performance/execução, 6.80 na coreografia/composição e 6.85 na interpretação. O programa livre foi renhido entre os três pares citados em cima. Kayne & O'Shea ficaram à frente com 119.38pts, Tarasova & Morozov foram segundos com 119.16pts e Astakhova & Rogonov foram terceiros com 118.82pts. Kayne & O'Shea redimiram-se no programa livre onde apenas o triplo twist de nível 3 foi punido com grau de execução negativo. Os restantes elementos conseguiram uma qualidade mediana e foram os seguintes: triplo salchow lado-a-lado, triplo salchow lançado, figura de elevação de grupo 5 de dificuldade com o nível 4, sequência de duplo axel-duplo axel, sequência coreográfica, triplo lutz lançado, espiral da morte de nível 3, peão lado-a-lado de nível 4, figura de elevação do grupo 4 de dificuldade com o nível 4, figura de elevação do grupo 5 de dificuldade com o nível 3 e peão de par com o nível 4. As suas médias nos segmentos dos componentes foram de 6.95 na perícia, 6.85 nas transições/passos de ligação, 7.15 na performance/execução, 7.05 na coreografia/composição e 7.30 na interpretação. Tarasova & Morozov tiveram problemas no triplo salchow lançado e no elemento que deveria ter sido uma combinação de triplo toe loop-triplo toe loop que acabou por não ocorrer. Ambos os elementos foram punidos com grau de execução negativo. Os seus outros elementos foram o triplo twist de nível 4, o triplo salchow lado-a-lado, figura de elevação do grupo 5 de dificuldade com o nível 4, triplo loop lançado, espiral da morte de nível 4, peão lado-a-lado de nível 4, sequência coreográfica, figura de elevação do grupo 5 de dificuldade com o nível 3, figura de elevação do grupo 3 de dificuldade com o nível 4 e o peão de par com o nível 4. As suas médias nos segmentos dos componentes foram de 7.80 na perícia, 7.35 nas transições/passos de ligação, 7.60 na performance/execução, 7.55 na coreografia/composição e 7.60 na interpretação. Este par sofreu uma dedução automática de um ponto devido a violação das regras de tempo. Astakhova & Rogonov tiveram sucesso na maioria dos elementos técnicos. Eles obtiveram o grau de execução positivo na combinação de triplo toe loop-duplo toe loop-duplo toe loop, triplo twist de nível 3, peão lado-a-lado de nível 4, figura de elevação do grupo 5 de dificuldade com o nível 4, sequência coreográfica, triplo lutz lançado, espiral da morte de nível 3, peão de par de nível 2, figura de elevação do grupo 5 de dificuldade com o nível 4 e figura de elevação do grupo 3 de dificuldade com o nível 4. No entanto, o triplo salchow lado-a-lado (houve queda na recepção) e no triplo loop lançado houve lugar a penalização com grau de execução negativo. A queda deu lugar ainda a uma penalização automática de um ponto. Nos segmentos dos componentes as suas médias fixaram-se em 7.20 na perícia, 7.10 nas transições/passos de ligação, 7.30 na performance/execução, 7.50 na coreografia/composição e 7.55 na interpretação. CATEGORIA DE HOMENS
Resultado final
1.º - Denis Ten (Cazaquistão) - 276.39pts 2.º - Adam Rippon (Estados Unidos) - 237.87pts 3.º - Adian Pitkeev (Rússia) - 223.68pts 4.º - Gordei Gorshkov (Rússia) - 222.72pts 5.º - Moris Kvitelashvili (Rússia) - 212.98pts 6.º - Alexander Johnson (Estados Unidos) - 212.85pts 7.º - Michael Christian Martinez (Filipinas) - 202.82pts 8.º - Liam Firus (Canadá) - 199.11pts 9.º - Paul Fentz (Alemanha) - 189.49pts 10.º - Nicholas Vrdoljak (Croácia) - 181.80pts 11.º - Tomi Pulkkinen (Finlândia) - 176.85pts 12.º - Kevin Aymoz (França) - 176.66pts 13.º - Javier Raya (Espanha) - 175.72pts 14.º - Alexander Bjelde (Alemanha) - 175.21pts 15.º - Sean Rabbitt (Estados Unidos) - 174.09pts 16.º - Maurizio Zandron (Itália) - 169.53pts 17.º - Abzal Rakimgaliev (Cazaquistão) - 167.09pts 18.º - David Kranjec (Eslovénia) - 164.99pts 19.º - Mattia Dalla Torre (Itália) - 153.92pts 20.º - Matthias Versluis (Finlândia) - 144.18pts 21.º - Kwun Hung Leung (Hong Kong) - 127.64pts 22.º - Conor Stakelum (Rep. da Irlanda) - 118.34pts 23.º - Marco Klepoch (Eslováquia) - 109.62pts
Denis Ten confirmou o favoritismo e venceu a medalha de
ouro confortavelmente. No programa curto ele conseguiu a liderança com
94.03pts. O primeiro ponto a salientar é que todos os elementos técnicos
realizados por Ten obtiveram o grau de execução positivo. A combinação de
quádruplo toe loop-triplo toe loop foi mesmo excelente. Os seus outros saltos
foram o triplo axel e o triplo lutz (na segunda metade do esquema). A sequência
de passos e todos os peões conseguiram a classificação de nível 4. Nos segmentos
dos componentes do programa as suas médias foram consistentes e fixaram-se em:
8.40 na perícia, 8.10 nas transições/passos de ligação, 8.40 na
performance/execução, 8.40 na coreografia/composição e 8.55 na interpretação.
No programa livre a nota deste patinador foi de 182.36pts. O começo do programa
livre foi fortíssimo com uma combinação de quádruplo toe loop-triplo toe loop,
um quádruplo toe loop e um triplo axel. Só esses três elementos renderam-lhe
39.60pts. A combinação de triplo flip-loop simples-triplo salchow, o triplo
loop e o duplo axel também correram bem. No entanto, a combinação de triplo
axel-duplo toe loop e o triplo lutz foram punidos com grau de execução
negativo. Os peões e a sequência de passos foram todos de nível 4. As suas médias
nos componentes do programa fixaram-se em 8.65 na perícia, 8.30 nas
transições/passos de ligação, 8.55 na performance/execução, 8.60 na
coreografia/composição e 8.65 na interpretação.
Adam Rippon foi terceiro no programa curto com uma nota de
72.23pts. A combinação de triplo lutz-toe loop simples foi o elemento que
perdeu mais pontos devido ao grau de execução negativo pois o toe loop simples
foi um elemento inválido. As regras em vigor obrigam a que o segundo salto na
combinação tenha de ser no mínimo num duplo. Um outro elemento no programa
punido com grau de execução negativo foi o triplo axel. O triplo flip foi
razoável. Todos os peões e a sequência de passos foram classificados com o
nível 3. Nos segmentos dos componentes, as suas médias foram de 8.00 na
perícia, 7.55 nas transições/passos de ligação, 7.75 na performance/execução,
7.75 na coreografia/composição e 8.00 na interpretação. Rippon foi segundo
classificado no programa livre com uma nota de 165.64pts. Foram dois os
elementos do seu esquema punidos com grau de execução negativo: o quádruplo
lutz (com queda) e a combinação de triplo lutz-triplo toe loop. Os restantes
elementos de salto obtiveram grau de execução positivo: combinação de triplo
axel-duplo toe loop, triplo lutz, triplo axel, triplo loop, combinação de
triplo flip-duplo toe loop-duplo loop e triplo salchow. Desta feita, os peões e
a sequência de passos chegaram ao nível 4. As suas médias nos segmentos dos
componentes fixaram-se em 8.05 na perícia, 7.85 nas transições/passos de ligação,
8.30 na performance/execução, 8.30 na coreografia/composição e 8.45 na
interpretação.
Adian Pitkeev foi quinto classificado no programa curto com
70.21pts. Todos os elementos de saltos foram punidos com grau de execução
negativo: quádruplo toe loop (com queda), triplo axel e a combinação de triplo
lutz-duplo toe loop. Todos os peões foram de nível 4 e a sequência de passos
foi de nível 3. Nos segmentos dos componentes do programa, Pitkeev ficou com
7.30 na perícia, 6.60 nas transições/passos de ligação, 6.95 na
performance/execução, 6.90 na coreografia/composição e 7.00 na interpretação. O
programa livre permitiu-lhe recuperar na tabela da classificação pois foi
terceiro com 153.47pts. No entanto, quatro dos elementos de saltos foram
punidos com grau de execução negativo: o quádruplo toe loop, combinação de
quádruplo toe loop-loop simples-salchow simples, triplo axel e combinação de
duplo axel-triplo toe loop. Os seus outros saltos foram uma combinação de
triplo axel-duplo toe loop, triplo salchow, triplo lutz e triplo loop. A
sequência de passos foi de nível 3 e os peões foram todos de nível 4. Os
componentes foram melhores do que no programa curto e aqui fixaram-se em 7.40
na perícia, 7.05 nas transições/passos de ligação, 7.25 na
performance/execução, 7.30 na coreografia/composição e 7.25 na interpretação.
CATEGORIA DE DANÇA
Resultado final
1.º - Charlene Guignard & Marco Fabbri (Itália) - 172.28pts 2.º - Kaitlin Hawayek & Jean-Luc Baker (Estados Unidos) - 153.06pts 3.º - Tina Garabedian & Simon Proulx-Senecal (Arménia) - 127.92pts 4.º - Emi Hirai & Marien de la Asuncion (Japão) - 127.92pts 5.º - Olesia Karmi & Max Lindholm (Finlândia) - 117.02pts 6.º - Peroline Ojardias & Michael Bramante (França) - 110.32pts 7.º - Carolina Moscheni & Balazs Major (Hungria) - 110.06pts
Charlene Guignard & Marco Fabbri dominaram a competição
de dança do início até ao fim. Na dança curta, eles receberam uma nota total de
68.24pts. As duas sequências obrigatórias de valsa Ravensburger, os twizzles, a
figura de elevação em curva e a sequência de passos foram de nível 4. Nos
segmentos dos componentes as suas médias fixaram-se em 8.05 na perícia, 7.80
nas transições/passos de ligação/movimento, 8.05 na performance/execução, 8.20
na coreografia/composição e 8.20 na interpretação/timing. Na dança livre, a sua
nota foi de 104.04pts, com graus de execução positivos muito bons (diversos +2
e +3). A figura de elevação em curva e a sequência de passos na diagonal foram
de nível 3 e os restantes elementos foram de nível 4. As suas médias dos
componentes foram de 8.35 na perícia, 8.05 nas transições/passos de
ligação/movimento, 8.55 na performance/execução, 8.55 na coreografia/composição
e 8.55 na interpretação/timing.
O programa curto masculino proporcionou uma surpresa: o jovem russo Adian Pitkeev conseguiu ficar em primeiro lugar com 87.54pts, relegando o super-favorito Javier Fernandez para segundo com uma nota de 86.99pts. A diferença pontual não foi nada de especial mas o resultado causou sensação e falatório, principalmente na rede social twitter. Pitkeev começou o programa curto com uma combinação de quádruplo toe loop-triplo toe loop (15.46pts), tendo avançado de seguida para dois peões de nível 4 (3.70pts + 3.43pts). Na segunda metade do esquema Pitkeev apresentou o triplo axel (10.78pts) e um triplo lutz (7.20pts). O peão de combinação (3.93pts) e a sequência de passos (4.90pts) também alcançaram o nível 4. As médias que Pitkeev obteve nos segmentos dos componentes foram de 7.75 na perícia, 7.25 nas transições/passos de ligação, 7.79 na performance/execução, 7.71 na coreografia/composição e 7.64 na interpretação. Os juízes estiveram algo em desacordo quanto às notas nos componentes. Por exemplo, no segmento das transições/passos de ligação as suas notas balizaram-se entre 6.75 e 8.50. Ainda é uma margem grande de diferença. Javier Fernandez ficou em segundo lugar no programa curto. A sua nota técnica foi de 42.21pts enquanto que a de Pitkeev foi de 49.40pts. No entanto, a nota dos componentes de Fernandez foi bastante superior à de Pitkeev: 44.78pts contra 38.14pts. Fernandez começou o seu esquema com um triplo salchow (4.50pts), realizando logo de seguida uma combinação de triplo lutz-triplo toe loop (9.40pts) que foi punida com grau de execução negativo. O terceiro elemento de salto foi o triplo axel (11.64pts) que foi executado na segunda metade do programa. Os dois primeiros peões foram de nível 4 e o terceiro foi de nível 3, totalizando 11.07pts. A sequência de passos foi o último elemento do programa curto, tendo alcançado 5.60pts e o nível 4. No que diz respeito aos componentes, Fernandez recebeu duas notas de 10.00 nas escalas individuais de juízes (um para a coreografia/composição e outro para a interpretação). As suas médias finais nos componentes foram de 8.82 na perícia, 8.82 nas transições/passos de ligação, 8.89 na performance/execução, 9.11 na coreografia/composição e 9.14 na interpretação. O patinador Ross Miner surpreendeu toda a gente ao ficar em terceiro lugar no programa curto. Miner apresentou um programa menos ambicioso tecnicamente em termos de saltos mas conseguiu grau de execução positivo em todos os elementos. Os saltos que ele efectuou foram os seguintes: triplo flip (5.70pts), triplo axel (10.21pts) e combinação de triplo lutz-triplo toe loop (12.53pts). O triplo flip foi alvo de chamada de atenção por causa da definição de entrada do salto não ter sido completamente clara e a combinação foi efectuada na segunda metade do esquema beneficiando de pontuação bónus. Todos os peões (12.13pts) e a sequência de passos (5.00pts) foram todos classificados de nível 4. As suas médias nos componentes foram muito consistentes e as suas médias ficaram-se por 7.82 na perícia, 7.82 nas transições/passos de ligação, 8.04 na performance/execução, 8.04 na coreografia/composição e 8.07 na interpretação. Sergei Voronov foi quarto classificado no programa curto com uma nota de 84.17pts. Ele começou com uma combinação de quádruplo toe loop-triplo toe loop (13.74pts) que foi punido com grau de execução negativo. Os seus outros saltos foram o triplo axel (9.21pts) e o triplo loop (6.01pts) que foram executados na segunda metade do programa. O triplo axel foi punido com grau de execução negativo. Todos os peões (10.77pts) e a sequência de passos (4.90pts) foram classificados com o nível 4. Os graus de execução foram medianos em praticamente todos os elementos e por isso ele apenas conseguiu melhorar a nota técnica de base de 43.16pts para 44.63pts. Nos componentes as suas médias foram de 8.00 na perícia, 7.50 nas transições/passos de ligação, 7.96 na performance/execução, 8.04 na coreografia/composição e 8.04 na interpretação. No programa livre, Javier Fernandez mostrou toda a sua superioridade apesar de não ter feito um esquema inteiramente isento de erros. Ele deixou toda a concorrência a grande distância. Fernandez começou o programa livre cheio de ambição com um quádruplo toe loop (12.44pts) e uma combinação de quádruplo salchow-triplo toe loop (17.37pts). Essa combinação conseguiu uma das pontuações mais elevadas de sempre para um elemento técnico. Depois foi a vez de um triplo axel isolado (10.21pts). Depois deste arranque avassalador deleitou-nos com uma sequência de passos de nível 4 que lhe rendeu 5.60pts. O quinto elemento técnico foi o primeiro peão que foi classificado de nível 4 e conquistou 3.79pts. Os elementos seguintes foram ambos punidos com grau de execução negativo: o duplo salchow (0.83pts) e a combinação de triplo flip-loop simples-triplo salchow (10.72pts). A queda aparatosa no duplo salchow fez com que lhe fosse automaticamente aplicado um ponto de dedução. Na combinação flip-loop-salchow o grau de execução negativo deveu-se à má recepção no último salto. Apesar destes dois percalços, Fernandez não perdeu a concentração apresentou ainda um triplo toe loop (5.73pts) e uma combinação de triplo lutz-duplo toe loop (9.03pts), a que se seguiu a sequência coreográfica (3.40pts). O triplo loop foi o último salto do esquema e permitiu-lhe amealhar mais 7.01pts. O programa foi finalizado com dois peões: um de nível 3 (2.71pts) e outro de nível 4 (3.86pts). As suas médias nos segmentos dos componentes foram excelentes: 9.04 na perícia, 9.04 nas transições/passos de ligação, 9.36 na performance/execução, 9.43 na coreografia/composição e 9.50 na interpretação. Olhando para a escala individual de cada juiz vimos que Fernandez recebeu quatro notas de 10.00: dois na coreografia/composição e outros dois na interpretação. O jovem Adian Pitkeev ficou em quinto lugar no programa livre mas conseguiu segurar a medalha de prata devido à diferença pontual que trazia do curto. O seu programa livre foi iniciado com a execução de um quádruplo toe loop (11.16pts), a que se seguiu uma combinação de triplo axel-duplo toe loop (10.51pts). O terceiro elemento foi um triplo axel (5.64pts) que foi punido com grau de execução negativo devido a queda na recepção. Esta queda custou-lhe um ponto automático de dedução. Os elementos seguintes foram uma sequência de passos de nível 3 (4.09pts) e um peão de nível 4 (3.64pts). Já na segunda metade do esquema, Pitkeev efectuou quatro elementos de salto de seguida: uma combinação de triplo lutz-triplo toe loop (12.33pts), um triplo salchow (5.54pts), um triplo lutz isolado (7.70pts) e um triplo loop (5.71pts). O décimo elemento foi um peão com entrada saltada que foi classificado com o nível 4 (3.44pts). Seguiu-se uma combinação de duplo axel-duplo toe loop-duplo loop (7.54pts) e a sequência coreográfica (2.70pts). O último elemento foi um peão de combinação de nível 4 (4.07pts). As suas médias nos segmentos dos componentes foram de 8.11 na perícia, 7.71 nas transições/passos de ligação, 8.00 na performance/execução, 8.11 na coreografia/composição e 8.00 na interpretação. Houve um juiz que, na sua escala individual, se entusiasmou um pouco e atribuiu um 9.25 a Pitkeev no segmento de perícia. A mim parece-me que isso foi um exagero mas acabou por não ter influência na nota final. A luta pela medalha de bronze foi renhida. Ross Miner conseguiu ficar em terceiro lugar na classificação final com 0.29pts de vantagem sobre o seu compatriota Adam Rippon. O russo Mikhail Kolyada também não ficou longe. A desvantagem de Kolyada foi de 0.95pts. Ross Miner teve três elementos penalizados com grau de execução negativo: o quádruplo salchow (6.50pts), o triplo axel isolado (8.21pts) e o triplo flip (3.07pts). A queda no quádruplo salchow também lhe custou a aplicação de uma dedução automática de um ponto. Os saltos que obtiveram grau de execução positivo foram os seguintes: combinação de triplo axel-duplo toe loop (10.94pts), combinação de triplo lutz-triplo toe loop (11.80pts), combinação de triplo lutz-loop simples-triplo salchow (13.09pts), duplo axel (3.84pts) e o triplo loop (5.61pts). A sequência de passos (5.20pts) e todos os peões (12.00pts) foram todos de nível 4. Miner ainda obteve mais 3.00pts devido à sequência coreográfica. Nos segmentos dos componentes, as médias obtidas por este elegante patinador dos Estados Unidos foram de 8.18 na perícia, 7.79 nas transições/passos de ligação, 8.21 na performance/execução, 8.11 na coreografia/composição e 8.36 na interpretação. No entanto, Miner não teve hipótese de celebrar a sua conquista imediatamente. A incerteza quanto a quem é que tinha ganho a medalha de bronze prolongou-se mesmo por vários momentos após a competição ter terminado. Inicialmente muita gente ficou convencida de que Adam Rippon tinha conseguido ficar no pódio e os resultados oficiais apontavam para isso. Mas sucedeu que o controlador técnico fez uma revisão do nível atribuído ao último peão executado por Ross Miner no programa livre. Esse tal peão passou do nível 3 para o nível 4 e, consequentemente, o valor base foi aumentado. Isso fez com que a nota técnica de Miner subisse cerca de 0.50pts, o que lhe permitiu arrecadar a medalha de bronze, levando a melhor sobre o seu compatriota. Na foto em baixo podem ver o documento oficial que determinou este resultado.
Adam Rippon foi sexto no programa curto e no livre foi segundo, terminando em quarto lugar na classificação geral. No seu programa livre, apenas o triplo lutz isolado (5.30pts) foi punido com grau de execução negativo. Os seus outros saltos foram: duplo axel (3.87pts), combinação de triplo axel-duplo toe loop (10.80pts), triplo axel isolado (10.64pts), combinação de triplo lutz-triplo toe loop (12.33pts), triplo loop (6.51pts), combinação de triplo flip-duplo toe loop-duplo loop (10.14pts) e triplo salchow (5.04pts). A sequência de passos (5.20pts) e todos os peões (13.35pts) foram classificados de nível 4. Na sequência coreográfica ele garantiu mais 3.40pts. Nos componentes do programa, Rippon recebeu médias de 8.14 na perícia, 8.07 nas transições/passos de ligação, 8.54 na performance/execução, 8.39 na coreografia/composição e 8.50 na interpretação. Mikhail Kolyada foi quinto classificado no programa curto e terceiro no livre, tendo ficado à beira da medalha de bronze. O seu programa livre foi um dos mais apreciados desta prova e Kolyada deu nas vistas artisticamente. O único elemento do programa livre punido com grau de execução negativo foi o quádruplo toe loop (8.41pts). Os outros saltos executados foram uma combinação de triplo axel-triplo toe loop (14.94pts), um triplo axel isolado (10.64pts), um triplo lutz (6.90pts), um triplo loop (5.80pts), uma combinação de triplo lutz-duplo toe loop-duplo toe loop (10.36pts), uma sequência de duplo axel-duplo axel (6.24pts) e um triplo salchow (5.44pts). Kolyada obteve um total de 11.87pts nos peões, sendo que os dois primeiros foram de nível 4 e o último foi de nível 3. A sequência de passos (4.01pts) foi de nível 3 e na sequência coreográfica ele amealhou mais 3.10pts. As suas médias nos segmentos dos componentes do programa foram de 8.21 na perícia, 7.82 nas transições/passos de ligação, 8.14 na performance/execução, 8.07 na coreografia/composição e 8.07 na interpretação. Sergei Voronov não foi além do sétimo lugar no programa livre e ficou a 4.32pts da medalha de bronze. Tendo em conta que ele perdeu 4.79pts em graus de execução negativos divididos por quatro elementos de salto, percebe-se que lhe bastaria ter feito um programa limpo com graus de execução medianos para ficar no pódio nesta competição. Mas isto faz parte pois todos os atletas têm dias melhores do que outros e todos os pormenores fazem a diferença. A matemática do código de pontos não perdoa... O alemão Peter Liebers anunciou a sua desistência desta prova na manhã do dia do programa curto devido a lesão.
Videos da competição Programa curto Pitkeev - 87.54pts
A categoria de individuais masculinos revelou resultados surpreendentes no Troféu Skate America 2015, que decorreu em Milwaukee (Estados Unidos) entre os dias 22 e 25 de Outubro.
Max Aaron deixou a concorrência para trás e conquistou a medalha de ouro depois de ter sido primeiro no programa curto e segundo no programa livre. O atleta dos Estados Unidos obteve uma nota de 86.67pts no programa curto, tendo executado com sucesso uma combinação de quádruplo salchow-triplo toe loop (15.66pts), um triplo axel (10.50pts) e um triplo lutz (7.50pts). Quanto aos restantes elementos, a sequência de passos, o primeiro e o último peão foram de nível 3 enquanto que o peão com entrada saltada foi de nível 4. Todos os elementos técnicos beneficiaram de grau de execução positivo. Apesar de Max Aaron não ser propriamente um artista, as suas médias nos segmentos dos componentes foram semelhantes: 7.96 na perícia, 7.36 nas transições/passos de ligação, 7.93 na performance/execução, 7.71 na coreografia/composição e 7.75 na interpretação. No programa livre, Aaron voltou a ser consistente na apresentação dos elementos técnicos, sendo que apenas o duplo axel, mesmo no final do esquema, foi punido com grau de execução negativo. O seu plano de saltos foi o seguinte: combinação de quádruplo salchow-duplo toe loop (12.80pts), combinação de triplo axel-duplo toe loop (11.09pts), triplo loop (5.90pts), quádruplo salchow (13.26pts), triplo axel (10.64pts), combinação de triplo lutz-loop simples-triplo salchow (12.79pts), triplo toe loop (5.43pts) e o duplo axel (2.63pts). Todos os peões e a sequência de passos foram de nível 3. Nos componentes, Aaron obteve 8.36 na perícia, 7.61 nas transições/passos de ligação, 8.46 na performance/execução, 8.11 na coreografia/composição e 8.11 na interpretação. Eu gosto deste simpático atleta mas convenhamos que 8.11 na coreografia/composição/interpretação é um exagero perante o programa que ele apresentou. É que o programa praticamente não tem coreografia nem sequer interpretação. No entanto, apenas um juiz teve coragem de lhe atribuir a nota de 6.00 na coreografia/composição e 7.00 na interpretação...
O japonês Shoma Uno caiu na execução do quádruplo toe loop (7.33pts) no programa curto e isso atirou-o para o quarto lugar temporário. A queda nesse quádruplo custou-lhe a retirada de 4 pontos do valor base do elemento e também uma dedução automática de um ponto. No triplo axel (10.21pts) e na combinação de tripo flip-triplo toe loop (10.96pts) ele conseguiu obter grau de execução positivo. Os peões foram todos de nível 4 e a sequência de passos foi de nível 3. Na nota dos componentes, as suas médias nos segmentos foram de 7.96 na perícia, 7.43 nas transições/passos de ligação, 7.68 na performance/execução, 7.79 na coreografia/composição e 7.64 na interpretação. Uno venceu o programa livre e conseguiu subir na tabela final, terminando com a medalha de prata. O livre não foi isento de algumas imperfeições mas foi bastante ambicioso. Os três elementos iniciais foram um quadruplo toe loop (9.27pts), um triplo axel (10.07pts) e uma combinação de triplo axel-triplo toe loop (11.94pts). Quer o primeiro quádruplo como o triplo axel isolado foram penalizados com grau de execução negativo. Na segunda metade do programa Uno efectuou um triplo loop (6.41pts), um triplo salchow (5.34pts), uma combinação de quádruplo toe loop-duplo toe loop (14.62pts), um triplo lutz (7.10pts) e uma invulgar combinação de duplo axel-loop simple-triplo flip (10.41pts). Todos os peões alcançaram o nível 4. No entanto, a sequência de passos foi o elo mais fraco sendo apenas suficiente para preencher os critérios definidos nas regras para o nível 2. Na segunda nota, Uno obteve como médias os valores de 8.43 na perícia, 8.11 nas transições/passos de ligação, 8.61 na performance/execução, 8.39 na coreografia/composição e 8.61 na interpretação. Faltou apenas 1.52 pts para que Uno tivesse podido conquistar a medalha de ouro.
Jason Brown começou a sua participação neste grande prémio com o pé esquerdo ao ter ficado em oitavo lugar no programa curto. Esse mau começo deveu-se à falta de um salto quádruplo e a erros cometidos na combinação e no triplo lutz. Ele começou com um triplo axel (9.50pts) que conquistou grau de execução positivo. Quanto à combinação era suposto Brown ter apresentado um triplo flip com triplo toe loop mas acabou por colocar apenas um toe loop simples a seguir ao triplo flip. Aqui a decisão da arbitragem deixou-me um pouco intrigada. O elemento de combinação foi marcado como inválido mas recebeu 3.20pts à mesma, apesar do grau de execução negativo. É suposto que a combinação tenha um salto triplo em primeiro lugar e ser logo seguido com um outro triplo ou duplo. Ora quando um elemento é marcado como inválido é suposto ser como se não existisse. Se lerem a postagem sobre a disciplina de pares no Skate America 2015 vão ver que aí também houve elementos considerados inválidos ou dados como inexistentes e, claro está, que não foi atribuído qualquer ponto. A única explicação viável que encontrei é de que só foi pontuado o primeiro salto e que o toe loop simples não contou. Ou seja, os árbitros apenas marcaram como inválido o toe loop simples e não todo o elemento no seu conjunto. A ser o caso, parece-me uma regra e um critério um pouco polémicos que deviam ser clarificados no futuro. De resto, a sequência de passos e todos os peões alcançaram o nível 4. Nos componentes, as suas médias foram as seguintes: 8.39 na perícia, 8.25 nas transições/passos de ligação, 8.43 na performance/execução, 8.43 na coreografia/composição e 8.57 na interpretação. Jason Brown conseguiu assegurar a medalha de bronze graças à recuperação que teve no programa livre, onde foi terceiro. Os saltos que beneficiaram de grau de execução positivo foram a combinação de triplo axel-duplo toe loop (10.23pts), triplo lutz (7.00pts), duplo axel (3.92pts), triplo loop (6.11pts) e combinação de triplo lutz-loop simples-triplo salchow (12.39pts). O quádruplo toe loop (4.00pts), o triplo axel isolado (2.13pts) e a combinação de triplo flip-triplo toe loop (8.43pts) foram punidos com grau de execução negativo. Além disso, foi-lhe aplicado automaticamente um ponto de dedução devido a queda na recepção do quádruplo toe loop. A sequência de passos e os dois primeiros peões foram de nível 4. O peão de combinação no final foi de nível 3. As suas médias nos segmentos dos componentes foram de 8.36 na perícia, 8.54 nas transições/passos de ligação, 8.43 na performance/execução, 8.71 na coreografia/composição e 8.64 na interpretação. Mesmo com erros técnicos, Jason Brown é sempre um patinador que consegue cativar o público e a sua capacidade de interpretação e qualidade base de patinagem são deslumbrantes.
Denis Ten do Cazaquistão foi a grande desilusão do evento. No programa curto ele foi sexto classificado após ter cometido erros no quádruplo toe loop (6.30pts), na combinação de triplo lutz-triplo toe loop (9.30pts) e no peão de combinação de nível 2. Devido à queda na recepção do quádruplo toe loop foi-lhe aplicado um ponto automático de dedução. A combinação também foi penalizada com grau de execução negativo porque a última rotação do toe loop não foi efectivamente completa. No peão de combinação, Ten não conseguiu fixar imediatamente a posição de entrada para poder efectuar as rotações sobre o pé de apoio e para se equilibrar ainda teve de colocar as duas mãos no chão. Nos segmentos dos componentes ele recebeu 8.46 na perícia, 8.11 nas transições/passos de ligação, 8.25 na performance/execução, 8.46 na coreografia/composição e 8.50 na interpretação. No programa livre, Ten sofreu três quedas (quádruplo toe loop isolado, quádruplo toe loop que era suposto ter sido colocado em combinação e no triplo axel). Outros erros cometidos por este patinador ocorreram no axel simples que era suposto ser triplo, no duplo lutz que era suposto ser triplo, no triplo loop porque a recepção foi desequilibrada e no duplo axel devido à entrada e à recepção. Todos esses elementos foram punidos com grau de execução negativo. O triplo flip foi o único salto com grau de execução positivo. O primeiro peão e o peão de combinação foram de nível 4. O peão com entrada saltada foi de nível 2 e a sequência de passos foi de nível 3. Nos componentes Ten obteve as médias de 8.04 na perícia, 7.68 nas transições/passos de ligação, 7.21 na performance/execução, 8.04 na coreografia/composição e 7.89 na interpretação.
Han Yan da China e Konstantin Menshov da Rússia foram segundo e terceiro no programa curto respectivamente mas no livre foram quinto e sexto classificados. Han ficou a 2.44pts da medalha de bronze. Takahito Mura esteve longe da sua melhor forma e cometeu vários erros técnicos que o afastaram completamente da luta pelas medalhas. Florent Amodio continua uma sombra de si próprio e voltou a ficar mal classificado numa prova do grande prémio.